
Imagens e música do Amazonas: o AM é escrito pelo jornalista Felipe Carvalho e é destinado a promover a cultura urbana da capital e muito além.
A gente precisa admitir, de tempos em tempos Manaus aparece com umas ótimas tentativas de sair do marasmo noturno e inovar um pouco. Uma das mais recentes foi a festa organizada pelo Coccoloba Design, o Karaokê Indie.

A ideia do Karaokê surgiu quando alguns amigos tiveram a ideia de uma festa com Karaokê semelhante às festas do sudeste do país, com um cardápio de músicas modernas.
Foi quando Rodrigo Abreu, Sarah Batista, Arlete Matias, Raphael Batista, Bruno Costa e mais alguns amigos que ajudam a produzir organizaram a primeira edição da festa, realizada no dia 04 de Setembro, no Bar Teatro Estação Cultural Arte e Fato, com o apoio do proprietário Douglas Rodrigues. "O Douglas deu todo o suporte necessário e foi o primeiro que acreditou na nossa ideia. Nunca havíamos organizado nada do tipo, e ele nos deu a chance de mostrar que valeria a pena", diz Arlete.

"Tivemos pouquíssimos problemas para um primeiro evento. A maioria conseguiu cantar e tivemos apenas um dano físico ao local. A bebida é geladíssima e com um preço muito bom (Heineken a R$ 4,00), a iluminação é indireta, o que deixa o local super aconchegante. Superlotação não rola porque temos um número limitado de ingressos, pra não ficar desconfortável. E a decoração é incrível, inspirada em um pub londrino. Consideramos um sucesso", comenta Rodrigo.
"Achei muito legal, o espaço estava ótimo para a quantidade de pessoas. Deu para se divertir muito", opina um dos presentes na primeira edição, Paulo Mindicello.

A galera que produziu teve um trabalhão para que o Karaokê eletrônico funcionasse de um jeito legal e democrático. A quantidade de músicas era difícil e eles levaram em consideração os pedidos do público pela página do evento no Facebook. "Conheci uma das meninas que trabalhava no Karaokê da Casa da Matriz, no Rio de Janeiro, e ela me ajudou a conseguir o nosso próprio material, foram horas e horas com o notebook ligado procurando música, banda, mas valeu a pena", explica Arlete, sobre o processo de seleção do cardápio de músicas.
Você pode cantar com o Karaokê Eletrônico ou com a banda Alado's, que apresenta um set variado disponível. O diferencial do evento é o cardápio, que inclui vários estilos. Confira aqui.
E aí, animou?
Vai ter a 2ª Edição na próxima Terça-feira, 11/10 (véspera de feriado).
Nessa edição terão muitas novidades como sorteio de brindes exclusivos a noite toda, promoção pelas redes sociais e mais surpresas durante a festa.
Local: Estação Cultural Arte e Fato - Rua 10 de Julho, 443, Centro. (Ao lado do Teatro Amazonas, Vitória Fernandes e Casa Ivete Ibiapina)
O evento proíbe a entrada de menores de 18 anos.
Ingressos Antecipados: R$15
(9145-4490 \ 8168-7622 \ 9152-3848 \ 8120-9760 \ 9110-8105 \ 8407-1765 \ 9215\-6299)
Ingressos no Local: R$20

Após dois anos de trabalho, será lançada, neste sábado (26), a Revista Intera, publicação voltada para o cenário da música alternativa, autoral e independente do Amazonas.
Com preço a R$2, a revista será bimestral e traz entrevistas, matérias, ensaios, artigos, perfis e pôsteres sobre as bandas de Manaus. A publicação chega com tiragem de mil exemplares.
A primeira edição da Revista Intera vai mostrar o retorno aos palcos da banda Platinados, a atuação dos coletivos e um perfil de Edílson Seta, vocalista da banda Olhos Imaculados.
Lançamento
O lançamento da revista será neste sábado (26), às 18h, na Livraria Valer, localizada na rua Ramos Ferreira, Centro. O evento de lançamento contará com apresentação das bandas Platinados e Ed Ondo.
Ingresso R$2. E já ganha um exemplar da revista.

Independência
Assim como as bandas que figuram nas páginas da revista, a ‘Intera’ é totalmente independente. “Nós fechamos algumas cotas de anuncio. Ajudou no custo, mas não quitou tudo. A revista saiu do bolso mesmo”, fala a editora-chefa, a jornalista Renata Paula. Mesmo com o preço da edição a R$2, a editora espera que as vendas rendam a devida autonomia econômica da publicação.
“Nosso objetivo principal é ser um meio de divulgação do trabalho das bandas, nos transformando num veículo para que elas apareçam”, explica o jornalista Thiago Hermindo, também editor-chefe da revista.
O corpo técnico da publicação é formado por mais de 20 profissionais, entre comunicadores, jornalistas, designers, músicos e fotógrafos.
Sobre o nome da revista, Renata Paula conta que o grupo queria uma expressão regional ligada à música “Foi sugestão de um amigo e mostra a questão da coletividade. A nossa ‘intera’ nesse cenário que está fervendo e pouca gente reconhece’, conclui.
A revista Intera é um produto da Paranoise Produções, grupo voltado para a produção de eventos underground, como o ‘Rock pra Valer’.
Se a floresta Amazônica contém mistérios e cenários que desafiam a imaginação, nada melhor que adentrar a mata com uma câmera filmadora para captar estas cores e histórias.
Com essa ideia, o português Silvino Santos, morando no Brasil no início do século passado, seria reconhecido, mais tarde, como pioneiro do cinema na Amazônia.

Por conta dos 40 anos da morte do documentarista, o Núcleo de Antropologia Visual (NAVI) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) promove uma homenagem ao cineasta Silvino Santos (1886-1970). Entrada franca.
Programação:
'No Paiz das Amazonas' (1922)
Dia 25 de maio:
Auditório Rio Solimões (UFAM), às 12h30.
Auditório do Centro de Artes da UFAM (CAUA), localizado na Rua Monsenhor Coutinho, Centro, às 19h.
Ao final das duas sessões haverá debate com o historiador e artista plástico Prof. Otoni Mesquita.
`No Rastro do Eldorado' (1924-1925).
Dia 26 de maio:
Auditório do CAUA, às 19h.
Debate com o integrante do NAVI e jornalista, Sávio Stoco.
Dia 27 de maio:
Auditório Rio Solimões (UFAM), às 12h30.
Debate com o geógrafo Prof. José Aldemir de Oliveira.
O evento tem apoio do Centro de Artes da Ufam (CAUA), Associação dos Docentes da UFAM (ADUA) e Coletivo Difusão.
A trajetória do gênio
Demonstrando muito talento com a fotografia, Silvino Santos foi descoberto por um dos mais poderosos seringalistas da Amazônia Peruana, o Sr. Júlio Cezar Araña.
No início dos trabalhos, Silvino Santos provou o azar e desespero de perder duas obras: em 1914, quando os negativos do longa rodado no Rio Putumayo seguiam em navio para serem copiados nos Estados Unidos, mas foram para o fundo do mar com a embarcação que foi colocada a pique, durante a I Guerra Mundial; e em 1918, quando o noivo da filha de Silvino, Propércio Saraiva, desapareceu com os originais de “Amazonas, o Maior Rio do mundo”, numa viagem em Londres.
Mas quem está acostumado a conviver com os carapanãs daqui, não desiste dos objetivos nem mesmo por causa desses problemas.
Assim, Silvino Santos filmou “No Paiz das Amazonas”, em 1921, que foi exibido no Brasil e em salas de cinema de Paris e dos principais centros da Europa.

Durante a filmagem de No Rasto do El-Dorado, entre 1924 e 1925, “Santos, o cinegrafista, descobriu esta grande árvore, crescendo na margem do rio, onde a água estava à mão. Ele observou suas vantagens naturais e a converteu em laboratório. À noite, com um pedaço de lona amarrado ao redor das raízes para manter afastada a luz, poderia revelar os filmes. Entusiasta pelo seu trabalho, vinha pelo campo com a lanterna ou vela, com um pé ou dois de filme, mostrando a todos o que teve a sorte de conseguir. Se ele não aparecesse todos sabiam que o seu dia tinha sido um fracasso”. (Albert Stevens. Foto The National Geographic Magazine).
Silvino Santos faleceu em Manaus, no dia 14 de maio de 1970.
Moloko.Moloko.Moloko.
Como é que faz?
Poucas pessoas sabem, mas o que os organizadores do Rockwork Orange – Manaus adiantam é que os principais ingredientes são muito álcool e pouca dignidade.
É, amigos, a grande festa porto-alegrense inspirada no filme Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, em 1971), Rockwork Orange, chega à Manaus.

Com influências rock, punk, glam e electro nas pick-ups, o evento promete juntar aqueles que não estão nem aí pros hits retro-indies-00s, mas que não dispensam as novidades.
A organização do Rockwork Orange – Manaus ainda está fazendo promoções de ingressos via Twitter, siga a @rockworkmanaus e concorra.

Como é uma festa temática, Lêda Maia, organizadora do evento, diz que se o público puder ir caracterizado como Alex e cia, a festa vai ficar ainda melhor.
Rockwork Orange - Manaus
DJ Médici (Rockwork Porto Alegre/Belém)
Rafa & Dj K!
DJ Tany (The Vassa)
Quando: dia 24 de abril (sábado), a partir das 21h
Local: Passo a Passo (em frente a Prodimagem - Centro)
Ingressos: R$10 (antecipado) - R$15 (lista: manaus@rockwork.com.br) – R$ 20 (na hora)
MOLOKO por conta da casa, até acabarem os estoques!
Já faz tempo que eu não ouvia tantos comentários sobre um show em Manaus quanto a vinda do Superguidis a cidade. Sério, é como se o ano de 2010 fosse começar só agora, neste sábado, quando as luzes voltam a brilhar no antigo Tulipa Negra.
E se na cidade o sentimento é de começo, para os Guidis, a noite de 17 de abril também pode ter essa mesma sensação.
A apresentação em Manaus marca o início da turnê dos gaúchos. O terceiro álbum da banda, homônimo, foi muito bem recebido pelo público, que colocou o quarteto no topo do Trending Topics Brasil, quando as músicas ‘vazaram’ na net, depois que o SenhorF (gravadora da banda) divulgou um link com as mp3 para alguns jornalistas.

Superguidis nasceu em 2002 e lançou o primeiro álbum em 2006. Desde então, muitos fãs manauaras esperam os gaúchos na capital amazonense.
A universitária Luana Aleixo é uma dessas pessoas que conta as horas até ver eles subirem no palco. A espera foi tanta que ela propõe um repertório com TODAS as músicas da banda. #Fikadika
Para Olívia de Moraes, a noite vai ser ainda mais especial. Guitarrista e vocalista da Anônimos Alhures, ela vai tocar na abertura do show da banda que Olívia é fã declarada. As expectativas dos Anônimos são as melhores. Com baterista novo, esta é a primeira vez que eles se apresentam ‘dos veras’ com a formação atual e prometem um repertório repleto de músicas próprias.

A confirmação do show do Superguidis pegou muita gente de surpresa, pois não foi precedida pelos famosos ‘rumores’.
Quem traz os Superguidis é a Tum Tum Produções. O evento intitulado Na Balada do Coelhinho é tradicional da produtora para o mês da Páscoa. A presença do ‘néctar de cenoura’ (um gammy de fórmula misteriosa, com altas doses de vodka) promete deixar a noite ainda mais quente.
Superguidis:
Andrio Maquenzi - Voz, Guitarra
Lucas Pocamacha - Guitarra
Diogo Macueidi - Baixo
Marco Pecker - Bateria
Tum Tum na Balada do Coelhinho
com Superguidis
Pré-shows Anônimos Alhures, Mezatrio e Tetris
Às 22h
R$15
No Vitrola Music Hall (próximo à Rodoviária)
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