
Maior produtora de rock da Paraíba! No extremo e quente nordeste brasileiro o coletivo produz eventos e festival anual e ainda carrega na bagagem um programa de rádio e administração de casa de shows! O comando é de Marcos Thomaz, que ao contrário dos “novos adultos” nunca está “farto do rock`n roll”...
Três semanas. Vinte e um dias. Quinhentas e quatro horas. Este é tempo restante para ouvir o primeiro riff do Festival Aumenta que é Rock 2009, que começa no próximo dia seis de novembro.
Serão dois dias de shows e dezoito bandas de dez diferentes estados brasileiros no palco do Candeeiro Encantado, localizado na bela paisagem do Centro Histórico da Capital.
Destacam-se no set list do evento nomes como o Devotos (PE), Retrofoguetes (BA), a paraibana Cabruera e a norueguesa Pulverhund.
Para saber mais sobre o festival acesse www.mtv.com.br/aumentaqueerock, ou siga-nos no Twitter (twitter.com/aumenta).

Por Eliseu Lins
O Cerva Grátis talvez não saiba, mas eles vieram pra tapar um buraco no Rock pessoense que ficou aberto desde que o Motherhell deixou de frequentar os palcos por aqui.
A empreitada de viajar para Natal e registrar novas músicas no estúdio do Sol, sob a tutela de Anderson Foca e seu cast, deu mais ebriedade ao conjunto.
Cada vez mais entrosado e pesado, o grupo utiliza letras pseudo-adolescentes e riffs certeiros para tecer um Speed Rock fácil e competente.
Agora, a banda parece ter encontrado de vez um rumo na sua formação. O Cerva Grátis é motivo de brincadeira de bandas e produtores locais por conta de mudanças frequentes na baqueta.
Com a entrada de Beto, João Paulo e André parecerem ter encontrado, enfim, uma solução para o problema.
Foram duas músicas gravadas e um bônus crap interessante. Tem Homem Demais e Fiquei com o ovo doendo coloca o Cerva Grátis de vez na rota de bandas independentes que podem rodar os festivais pelo Brasil e deixar os paraibanos distantes da mocidade orgulhosos do som que está sendo feito por aqui.
Não é à toa que a banda se apresentou na semana que passou no Festival Casarão, em Porto Velho e ainda tem datas marcadas em Cuiabá e Uberlândia.
Parabéns ao Cerva Grátis e Estúdio do Sol pelo ótimo trabalho, sem deixar nada a dever do que é feito pelos 'gringo'. Fica aí o Myspace dos caras para ratificar tudo o que disse (www.myspace.com/cervagratis).

(por Marcos Thomaz e Eliseu Lins)
A banda paraibana Zefirina Bomba já finalizou as gravações do seu segundo disco, que recebe o sugestivo título de 'Nós só precisamos de 20 minutos para rachar sua cabeça'. Como um slogan, a frase já virou marca registrada do trio e inclusive batizou uma demo deles no início da carreira! Sem nenhum pudor ela sugere a porrada sonora que vem por aí.
O novo trabalho tem produção do ex-Baba Cósmica e renomado produtor Rafael Ramos! Por opção da banda e produtor o disco foi captado em mono. A escolha tem um ar solidário como explica de forma descontraída o vocalista Ílsom Barros: “neguinho que só tem uma caixa que presta [como eu!] vai ouvir essa porra direito”.
A música SOPA foi a escolhida para o primeiro clipe de “Nós só precisamos de 20 minutos para rachar sua cabeça.” e a produção está nas mãos “dos” Ecos Falsos Davi e Dani.
O segundo disco do Zefirina Bomba tem previsão de lançamento para outubro, mas um show de pré-lançamento rolou gratuitamente ontem para apenas 80 privilegiados no SESI da Vila Leopoldina em São Paulo. Os sedentos, que perderam esta oportunidade, ainda podem saciar a curiosidade conferindo cinco faixas já disponibilizadas no site Trama Virtual.
Para estourar os miolos com as bombas, clique no link abaixo: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=594

Ícone do rock paraibano é primeira atração local confirmada no IV Festival Aumenta que é Rock
Em meados da década de 90 dois estudantes de comunicação social da Universidade Federal da Paraíba resolveram transpor as afinidades musicais das salas de aula para os palcos. Capitaneado por Fábio Queiroz e Edy nascia o Flávio Cavalcanti, inicialmente um despretensioso projeto para revisitar o rock brasileiro. Para ambos o nome da banda não poderia soar mais propício!! Era o sincretismo perfeito entre a irreverência do rock e as, muitas vezes enfadonhas, cadeiras de jornalismo! Ícone (para o bem e mal) da mídia brasileira nas décadas de 70/80, o já falecido apresentador carioca Flávio Cavalcanti, nem imaginava que seria nome de batismo de uma das maiores bandas paraibanas de rock! E para o bem de todos, eles voltaram a se reunir com formação original após quase uma década de inatividade...
Das concorridas calouradas da UFPB e outros shows “caseiros” a banda saltou para projetos grandiosos. Após uma aclamada apresentação no Festival MADA no ano de 2000 em Natal, eles alcançaram destaque em veículos nacionais como a revista BIZZ, Jornal O Globo e Folha de São Paulo. O próximo passo dado pelo Flávio Cavalcanti desafiava as pretensões iniciais deles e a própria lógica do esquema fonográfico nacional.
O quinteto (Fábio Queiroz e Josimar -voz, Edy – guitarra, Marcelo Bezerra – baixo e Tony - bateria) assinou contrato com a multinacional Virgin Records e partiu de “mala e cuia” para São Paulo. Na gravadora americana a estada foi rápida!! Mesmo tendo conseguido boas execuções com o single “Enquanto os garotos jogam bola” a crise que a internet começava a deflagrar pulverizou catálogos em todas as majors e a banda migrou para o, então recém-criado, selo Abril Music. Nela, já rebatizada de Flávio C para evitar complicações com a família do jornalista, chegaram a lançar um cd cheio, “Seguindo a Rede Elétrica” (regravações de músicas próprias e outras composições novas), com a produção de ninguém menos que Rick Bonadio (CPM 22, Titãs, Mamonas Assassinas etc). Porém, a desleal concorrência da “indústria de fórmulas instantâneas de sucesso” e questões pessoais abortaram o projeto do Flávio Cavalcanti, que optou pelo fim das atividades. Contrariando o refrão de uma de suas mais conhecidas e belas canções os integrantes voltavam pra casa.
Exatamente após sete anos de hiato os rapazes receberam um convite para se reunirem novamente e fazer um show em comemoração aos DEZ anos de lançamento do primeiro CD independente do grupo – ‘Flávio Cavalcanti na praia’ (gravado no Fábrica Estúdios em Recife em 1999 - http://rs405.rapidshare.com/files/236526216/flavio_cavalcanti.rar ). Guitarrista e um dos fundadores do Flávio Cavalcanti, Edy resume o clima que antecedeu o show: “O primeiro ensaio depois de sete anos foi como se não tocássemos juntos há apenas quinze dias. A sensação de divertimento, provocação e descompromisso era o mesmo”.
A reestréia nos palcos aconteceu no Festival Cineport no mês passado com grande público (saudosos e novatos) e a certeza de que a banda ainda tem muitas cartas na manga: “Foi difícil dormir aquele dia, a adrelina era muito grande, mesmo horas após o show. Foi bom ter apresentado o Flávio C para uma galera que ainda não conhecia, e tocar para as pessoas que tinham uma ligação muito forte com a banda e com uma época em que nos divertíamos juntos. É, sem dúvida, algo que ainda ecoa na minha cabeça”, completa Edy.
Flávio C é a primeira atração paraibana confirmada para o IV Festival Aumenta que é Rock, que acontece nos dias 06 e 07 de novembro em João Pessoa-PB.
Abaixo segue um link para baixar algumas músicas dos singles e dos dois álbuns da banda:
http://rapidshare.com/files/218453291/flavio_cavalcanti.rar.html
Marcos Thomaz
www.aumentaqueerock.com.br

Novidade baiana é atração confirmada no IV Festival Aumenta que é Rock
Se você acha que já viu de tudo no excêntrico mundo do rock, esqueça... Uns malucos da Bahia resolveram abusar na inovação e implantar pela primeira vez no Brasil o “clone drum”, como o próprio nome sugere e o belo release de apresentação da banda deixa claro, eles “contrariam as leis da física e inventaram que dois bateristas podem, sim, ocupar o mesmo lugar no espaço. E a mesma bateria também. Na essência, a coisa é simples: um mesmo bumbo tocado por duas pessoas, uma de frente para a outra, sincronizadas, como gêmeas, clones”.
Os autores da inusitada façanha respondem, pelo não menos convencional, nome de Vendo 147 (uma alusão ao modelo de carro de um amigo da banda). A banda soteropolitana é formada por figurinhas carimbadas do rock baiano: Glauco é ex-baterista da Vinil 69 e da Pessoas Invisíveis; Dimmy tocava no Honkers; Pedro é ex-guitarrista da Vinil 69 e do Honkers; Duardo toca na sergipana Snooze; Caio é baixista da Trevo Robótico.
Sentiu falta de alguém?? Pois é, a Vendo 147 gosta mesmo de andar na contramão... Além de dobrar a bateria, o quinteto dispensa vocalista e toca rock instrumental. Som de primeira grandeza que transpõe o mero impacto visual inicial. A Vendo não cai no deslize do pastiche e foge de estigmas passeando livremente e com destreza entre gêneros, que vão do hard ao alternativo, sem soar enfadonho ou repetitivo. A cozinha sincronizada e potente ganha o reforço das guitarras furiosas, mas sempre melódicas. Os riffs certeiros conduzem as canções que, se preparem, são pegajosas... Uma pequena amostra pode ser conferida na audição da faixa “hell”, que teve o pré-mix disponibilizado no myspace da banda: www.myspace.com/vendo147 .
Apesar de, ainda em formação, ter feito algumas apresentações esporádicas, a banda vem há cerca de um ano se preparando em estúdio e têm estréia marcada nos palcos da capital baiana para o próximo dia 10 de junho ( www.fotolog.com.br/vendo147 ). Ao público paraibano e de estados vizinhos a boa notícia é que a Vendo 147 é uma das primeiras atrações confirmadas no IV Festival Aumenta que é Rock, que vai acontecer em João Pessoa no mês de novembro. Os curiosos de outros estados podem esperar a sua vez, que o quinteto baiano já se articula para percorrer todo o Brasil com seu arsenal sonoro.
Marcos Thomaz
www.aumentaqueerock.com.br