
Ligia Francilino é brasileira, mas reside em Buenos Aires (Argentina). E é de lá que ela escreve, contando as novidades e mostrando seu cotidiano em BAires.
Eu sou meio nômade nesta cidade. Desde que cheguei por aqui há dois anos e alguns meses já migrei por alguns bairros, como: Recoleta, Abasto, Palermo, Flores e atualmente Caballito. Neste último bairro existe uma estação de metrô que se chama “Primera Junta”.
Próximas a esta estação estão a gigante Avenida Rivadavia e a estação de trem Caballito. Nem preciso mencionar o quanto esse lugar é movimentado. Pois bem, no meio de todo esse “vai e vem” existe o ser mais simpático de toda Buenos Aires. Trata-se de um senhor, de mais ou menos uns 60 e poucos anos, que todos os dias, faça chuva ou sol está em frente a pracinha entregando panfletos com o aviso: “Compro Ouro”.
Há muitos meses esse senhor, cujo o nome eu não sei mas que poderia muito bem se chamar algo como “Juan Pablo” ganhou a minha atenção com o seu jeito carismático. Todas as vezes que passo por ali, tenho o prazer de parar e pegar o papelzinho mesmo que eu não tenha a menor intenção de “comprar ouro”.
Sempre paro e olho pra ele com respeito para ele ter a certeza de que não é invisível para todos. Tenho tanta ternura por esse velhinho que mesmo que eu esteja atrasada pra caralho eu dou meia volta, atravesso a rua somente para cumprimentá-lo.
Depois de meses fazendo esse mesmo ritual, essa semana fiquei amiga do bom velhinho. Como de costume me aproximei e aceitei o que ele insistentemente oferece para todo mundo. Aí ele disse: “Olha aí a moça que sempre pega os meus panfletos”. Fiquei tão contente que ele tenha me reconhecido. Logo lhe respondi: “É, eu adoro seus panfletos”. - Sim, quando eu fico sem graça eu nunca sei o que responder. Na próxima eu só sorrio -. Nosso dialogo se deu mais ou menos assim:
Siglas: BV= Bom velhinho/ Ligia = Sou eu (dããããr)
-BV: De que parte do Brasil você é?
-Ligia: Meu castellano é tão horrivel assim a ponto de me delatar ? De São Paulo! (risos)
-BV: Não, seu castellano é perfeito. É que uma moça tão bonita só poderia ser do Brasil (risos intensos)
-Ligia: Agradeço a sua gentileza meu senhor, mas sei que meu castellano me delata!
-BV: Risos intensos
-Ligia: Tenho que ir agora, mas foi um prazer!
-BV: Vai com Deus, criança.
-Ligia: Amén.
Lamentavelmente acho que foi só a minha simpatia que ele ganhou, pois esse post é justamente uma crítica a todas as pessoas apressadas das grandes cidades que não são capazes de notar seres espetaculares como este senhor. Fico muito puta quando vejo (e vejo sempre) alguém passando apressado e com toda a velocidade que a pressa exige leva consigo o braço do meu amigo. As pessoas não tem o menor respeito e isso definitivamente me tira do serio.
Quem ousar desrepeitar o bom velhinho na minha frente terá que aguentar as consequências do meu Kung Fu Style a la Bruce Lee. Depois não diga que não avisei!
Definitivamente não tenho a menor intenção de comprar ouro como aqui já mencionei, mas têm algumas coisas que valem mais que ouro e o sorriso desse senhor valeu.
Dedicado ao “invisível” da Primera Junta.
Para sugestões, críticas ou simplesmente mandar um “OI”, enviem um e-mail para: baires.mtv@hotmail.com
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El "invisible" de Primera Junta
Yo soy medio nómade en esta ciudad. Desde que llegué por acá hace dos años y algunos meses ya migre por algunos barrios como: Recoleta, Abasto, Palermo, Flores y actualmente Caballito. En este último existe una estación de subte llamada Primera Junta.
Próximo de ahí esta la gigante avenida Rivadavia y la estación de tren Caballito. No necesito mencionarles que hay mucho movimiento en este lugar. En el medio de todo este movimiento existe el ser más simpático de todo Buenos Aires. Se trata de un señor, de mas o menos 60 y pocos años, que todos los días, llueva o halla sol está en frente de la plaza volanteando panfletos con el aviso: “Compro Oro”.
Hace muchos meses este señor, cuyo nombre no sé pero que podría llamarse “Juan Pablo” ganó mi atención con su manera carismática. Todas las veces que paso por ahí, tengo el placer de parar y agarrar el papelito, más allá que mi intención no es comprar oro.
Siempre paro y lo miro con respeto para que el esté seguro que no es invisible para todos. Tengo tanta ternura por este viejito que por más que esté atrasada doy media vuelta, cruzo la calle solamente para saludarlo.
Después de meses haciendo el mismo ritual, esta semana me hice amiga. Como de costumbre me aproximé y acepté lo que el insistentemente le ofrece a todo el mundo. Ahí el me dijo: “Ahí va la chica que siempre agarra mis volantes”. Me puso tan contenta saber que el me había reconocido. Luego yo le respondí: “Claro, a mi me encantan sus volantes”.- Si, cuando me pongo tímida nunca sé que responder. En la próxima, mejor solo sonrío -. Nuestro dialogo se dio más o menos así:
Sigla: BV = Buen viejito
-BV: De que parte de Brasil sos?
-Ligia: Mi castellano es tan horrible que me delata? Soy de San Pablo! (risas)
-BV: No, tu castellano es perfecto. Es que una chica tan linda solo podria ser de Brasil (risas intensas)
-Ligia: Agradezco que sea tan gentil. Pero si, mi castellano me delata!
-BV: (Risas)
-Ligia: Me tengo que ir ahora, pero fue un placer!
-BV: Vaya con dios, niña.
-Ligia: Amén.
Lamentablemente creo que solo se ganó mi simpatía, por que este post es justamente una critica a todas las personas apuradas de las grandes ciudades que no son capaces de notar seres especiales como este señor. Me pone muy mal y lo veo siempre alguien pasando tan rápido que se lleva puesta la mano de mi amigo. Las personas no tienen el menor respeto y eso definitivamente me saca.
Quien se atreva a faltarle el respeto al buen viejito adelante mío tendrá que aguantar las consecuencias de mi Kung Fu Style a la Bruce Lee. Después no digan que no les avisé.
No tengo la menor intención de comprar oro como mencioné anteriormente, pero hay algunas cosas que valen más que oro, como la sonrisa de mi amigo.
Dedicado al "invisible" de Primera Junta.
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Foto: Kazuo Kajihara
E aí, pessoal!
Sei que muitos estão com vontade de dar um murro na minha cara, e eu já adianto que é com toda razão deste mundo, já que as atualizações por aqui estão cada vez mais escassas. Gente, sei que não é desculpa, mas meu lap morreu e enquanto ele não renasce dos infernos eu estou compartilhando o pc do meu companheiro, mas enfim, vamos ao que interessa:
Vocês sabem que eu adoro comentar sobre música aqui no blog, e há algum tempo conheci um projeto muito interessante que quero que vocês conheçam, o FINLANDIA.
O FINLANDIA é composto por Raphael Evangelista, rapaz brasileiro e pelo argentino Mauricio Candussi. É emocionante ver esses dois tocando, e eu tive essa chance quando eles passaram aqui por Buenos Aires, no Teatro Vera Vera.
O som é uma mescla riquíssima de ritmos brasileiros e argentinos pouco difundidos fora dos seus respectivos países, como o tango, milonga, bossa nova, frevo, baião e etc.
Tá, eu sei! Todo mundo já escutou tango, milonga, Bossa Nova, frevo, baião e etc, mas eu duvido - D.U.V.I.D.O - que você tenha escutado tudo isso junto, e além disso com uma pegada eletrônica de fundo!
Eu não sou crítica de música, as que eu gosto são as que me comovem de alguma maneira e esse duo tem uma sensibilidade tão incrível que me deixou fascinada. É o tipo de música que eu vou passar para meus amigos e conhecidos, pois quando tenho o prazer de conhecer algo tão distinto e original é isso que eu faço, difundo!
Essas duas simpatias estão em plena turnê e já passaram por Chile, Argentina e Uruguai, e ainda falta Brasil, Bolívia e Peru. Outra particularidade do FINLANDIA é que por cada país que passam eles dividem o palco com algum artista local, promovendo um intercâmbio musical e, sobretudo, cultural deixando ainda mais plural o som da dupla.
No site vocês encontrarão a agenda completa e o disco “Nandhara” completo para baixar.
Contato: finlandia@mail.com
Raphael Evangelista: violoncelo, guitarra e voz
Mauricio Candussi: teclados, programações e acordeon

Foto: Kazuo Kajihara
Muchachada. Cómo va eso?
Sé que muchos están con ganas de darme una piña en la cara, desde ya les adelanto que tienen toda la razón del mundo por que las actualizaciones acá son cada vez mas escasas. Gente, sé que no es excusa, pero mi lap murió y en cuanto no renace de los infiernos estoy usando la pc de mi compañero, en fin, vamos a lo que nos interesa:
Ustedes saben que me encanta comentar sobre música en el blog y hace un tiempo conocí un proyecto muy interesante que quiero que conozcan: los FINLANDIA.
FINLANDIA esta compuesto por Raphael Evangelista, muchacho brasilero y por el argentino Mauricio Candussi. Es emocionante ver a estos dos tocando, tuve la oportunidad de verlos cuando tocaron acá en Buenos Aires en el Teatro Vera Vera.
El sonido es una mezcla riquísima de ritmos brasileros y argentinos poco difundidos fuera de sus respectivos países como el tango, milonga, bossa nova, frevo, baião, etc
Ok, ya sé! Todo el mundo ya escucho tango, milonga, bossa nova, frevo, baião, pero dudo que ustedes hayan escuchado todo eso junto y encima con música electrónica atrás!
No soy crítica de música, las canciones que me gustan son las que me conmueven de alguna manera y este dúo tiene una sensibilidad tan increíble que me dejo fascinada. Es el tipo de música que le voy a recomendar a mis amigos y conocidos por que cuando tengo el placer de conocer algo distinto y original eso es lo que hago, lo difundo!
Estas dos simpatías están en plena gira y ya pasaron por Chile, Argentina y Uruguay, todavía les falta Brasil, Bolivia y Perú. Otra de las particularidades de FINLANDIA es que por cada país que pasan ellos comparten el escenario con algún artista local, promoviendo un intercambio musical y sobre todo, cultural, dejando el sonido del grupo aún mas plural.
En el sitio encontraran la agenda completa y el disco “Nandhara” completo para bajarlo. Contacto: Finlandia@gmail.com
Raphael Evangelista: cello, guitarra y voz
Mauricio Candussi: teclados, programaciones y acordeón*
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No último sábado, 05 de junho aconteceu o IV Festival de Rock por Solidariedade no Parque Centenário na Capital Federal, Buenos Aires.
O Festival é uma proposta independente que por meio da música visa ajudar os mais necessitados. Nessas quatro edições foram arrecadados mais de 200kg de alimentos, roupas e brinquedos que foram doados á creche “Niños Felices” (Crianças Felizes) das favelas 1, 11 e 14 do bairro de Flores.
A organização e produção desses festivais fica á cargo de Martin Ramicone, diretor geral de Da Chance Music produtora independente. “Nosso objetivo é gerar uma consciência para que cada um possa se comprometer e ajudar nessa problemática social que atinge á todos”.
Nesta última edição passaram pelo espaço as bandas: Trippin´Baires, Zoonora, Confucionistas e Miami.
Tive a oportunidade de trocar uma idéia com o pessoal das bandas, e todos foram unânimes ao elogiar a iniciativa e se revelaram muito felizes em poder fazer parte deste projeto.
Eu fiquei muito honrada em poder participar pela segunda vez deste Festival. Deu gosto de ver a galera se juntando num clima de "buena onda", e sobretudo, pela louvável atitude das pessoas que se aproximaram e colaboraram com alimentos e roupas.
Se você estiver em Buenos Aires, anote:
O V Festival Rock X Solidariedade acontece no dia 20/06, ás 14hs no Parque Centenário – Capital Federal, Buenos Aires.
A entrada é franca, você só precisa levar um alimento não perecível.
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Depois de vários meses de espera, finalmente estréia “Alice no País das Maravilhas” nos cinemas brasileiros. Tive a sorte de que aqui na Argentina estreiou no dia 04 de março, e obviamente que là estive logo na estréia, munida com o maior pacote de pipocas doce e um copão de Coca zero.
Da estória original escrita em 1865 pelo professor de matemática, Lewis Carrol, ficou somente a base. O restante foi fruto das idéias maravilhosamente loucas de Tim Burton.
De novas tramas e personagens, até uma Alice adulta com direito á proposta de matrimônio, a “película” não foi o que eu esperava. Sem falar que a Mia Wasikowska, atriz que interpreta Alice não me convenceu, ela tem uma carinha de parede, e aliás, queria entender a razão de uma Alice com olheiras tão profundas...
É bem verdade que eu esperava muito mais, e mesmo que tenha me decepcionado um pouco, eu indico o filme por uma questão de entretenimento. Pois qualquer coisa que tenha o dedo de Tim Burton vale á pena, sobretudo, pela explosão de cores e surrealismo, aliás, Lewis Carrol + Tim Burton = “Alice no País do Surrealismo”.
Não é que o filme seja ruim, mas o fato é que a minha projeção conseguiu superar até as viagens mais alucinantes de Tim Burton.
E para não dizerem que somente houveram comentários negativos, queria ressaltar que achei interessante a solução que eles deram para as trocas de roupas conforme Alice ia aumentando e diminuindo de tamanho ao longo de todo o filme, já que eu imaginava que as roupas se acoplariam aos tamanhos dela. Até o Chapeleiro Maluco ataca de estilista e faz em questão de segundos um vestidinho para a Alicinha, ou Alice em menores proporções, como queiram.
Mudando um pouco de assunto, vocês devem ter notado o quanto Alice têm dominado o mundo da moda. A menina de 145 anos se tornou um ícone fashion muito antes da sua estréia pelos tapetes vermelhos de Hollyhood. Esses encantadores personagens serviram de inspiração para muitas criações ao redor do mundo todo, e por aqui não haveria de ser diferente.
Em fevereiro deste ano rolou o BAF Week (Buenos Aires Fashin Week), a semana de moda de Buenos Aires e lá a Alice, ou como dizem por aqui, a Alícia teve presença marcada com um stand incrível com as inspirações “Alicisticas” dos estilistas locais.
Eu curiosa que sou, fui dar uma espiada no evento e fiz essas fotos desses modelitos fodas, que dias após o evento foram leiloados em um “Tea Party” em benefício á uma instituição de caridade.
Espero que desfrutem!
Beijos
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Preciso compartilhar com vocês que estou realizando mais um sonho: Cantar!
Uma das minhas maiores paixões é a música, nasci num ambiente muito musical, pois minha mãe cantava numa banda quando eu era bem pequenininha e me lembro que ao menos umas duas vezes por semana eles se reuniam pra ensaiar. Aquilo tudo sempre me fascinou. Via minha mãe ali toda poderosa em cima do palco, cantando músicas que já me arrepiavam sem ao menos entender o conteúdo.
Musica é isso, causa sensações que não se podem explicar. Sempre amei cantar. Canto há anos no chuveiro, andando na rua, na frente do espelho e tudo mais. Pior era na adolescência que um dos meus maiores desejos era ser VJ da MTV, aí eu com a perna apoiada em cima de um banquinho bem estilo vj das antigas eu apresentava meu próprio clipe e em seguida fazia minha performance. Uma coisa meio esquizofrênica eu diria, mas era legal e eu me divertia.
Tive a fase de querer montar uma “girl band” com minha prima e amigas uma época, mas ainda bem que a gente cresce e percebe o quão ridículo é tudo isso. Depois que eu cresci a vontade de cantar não passou, mas a diferença é que eu já tinha me acostumado com a idéia de cantar no chuveiro e nada mais.
O bacana é que quem é leigo em assuntos musicais me escuta cantar e fica encantado. Geralmente o espanto é pela minha voz grave, meio rouca. No colegial as colegas me pediam pra cantar no intervalo, e cada uma pedia uma canção. Na sala de aula junto com os moleques fazíamos um pagodão no fim da classe, com direito a percussão nas mesas, cadeira e cadernos.
Quando me formei no colegial, como de praxe fomos a Porto Seguro, e lá meu repertório no busão entre um passeio e outro obviamente era o axé e um arrocha danado. Até que a Cacau, a pessoa com o maior bom senso que já conheci me comparou com a Ivete e me pediu pra fazer um showzinho na piscina do hotel pra galera. Deste dia até o fim da viagem fiquei conhecida como a Ivetinha de Porto Seguro. Sim, fui comparada com a Ivete algumas vezes na minha vida, e cada vez por uma razão diferente. Eu sempre costumo dizer pra essas pessoas que a razão desta comparação são as minhas coxas e minha voz, sabe. São iguais as da Ivete, somos praticamente irmãs gêmeas de coxas e voz. Mas enfim, não preciso divulgar isso, né gente. Dó de mim!
A razão deste post é pra liberar um babado delicia que aconteceu esses tempos e que me deixou muito feliz. Posso até dizer que foi outro presente que Buenos Aires me deu, além do Martín um namorado baterista e que ama a música como eu. Respiramos musica o tempo todo, e eu sempre disse a ele a minha vontade de cantar e ele sempre me ajudou e me apoiou muito, inclusive me dando toques e treinando meus ouvidos pra perceber quando estou desafinando.
O Martín tem muitos amigos músicos e entre eles há o Sergio o guitarrista mais fodão que já vi pessoalmente. Nos encontramos um dia e o Sergio, “O guitar man” elogiou a minha voz e me perguntou se eu cantava e eu respondi que sim, no chuveiro e com a experiência de 24 anos de banho na minha vida. Desde esse dia combinamos de juntar-nos despretensiosamente pra tocar, cantar e etc. Acontece que esse dia chegou, e sábado passado fomos a sala de ensaio eu, Martín, Sergio e um baixista amigo deles, o Andy. Como foi tudo muito espontâneo não tivemos tempo de selecionar músicas, exceto por uma em especial que enviei pra eles durante a semana. A música em questão é “Inside the Beer Botlle” do Úteros em Fúria com a versão da Pitty com Cascadura para o VMB 2008.
Quando chegamos para ensaiar os únicos que conheciam a música éramos eu e Martín, os outros dois escutaram uma única vez por causa do e-mail, porém um deles imprimiu as partituras e levou.
Caralho! Fiquei me sentindo um peixe fora d’água quando os vi tocando uma música que eles nem conheciam, somente lendo as partituras uma única vez. Confesso que senti uma invejinha branca e me deu vontade de aprender algum instrumento, mas passou logo e percebi que se tiver que aprender algum instrumento, que seja as minhas cordas vocais.
Fiquei bastante nervosa, e é claro que errei horrores, minha voz estava tremula pela excitação que aquele momento representava. Fechava os olhos e me lembrava da primeira vez que cantei na frente de outras pessoas. Quando eu tinha uns 6 anos meu pai nos levou a um Karaokê de verdade, com banda ao vivo e tudo mais. Escolhi cantar “Como Nossos Pais” e fui bastante aplaudida. Obvio que eles se encantaram com uma tranqueirinha minúscula cantando algo que não era da Xuxa ou da Sandy, porque confesso que meu desempenho vocal aos 6 anos não era motivo de nenhum aplauso.
Por alguns momentos cheguei a ter dó dos meninos que são músicos de verdade e eu super loser cantando a puro coração com direito a erros e tudo mais. Foram duas horas deliciosas. Fiquei bastante feliz que os meninos são bastante humildes, e assim como eu estão afim de diversão e já sabem que não se trata de nenhum projeto com o intuito de nos tornarmos rock stars.
Quando terminou o ensaio eles elogiaram e disseram que com alguns ensaios mais estarei mais confortável, inclusive com a mudança que a voz sofre no microfone.
Apesar de ser algo completamente sem pretensão, eu já estou me sentindo como uma verdadeira rock star. Como comentei no twitter eu acho digna a escolha de um nome artístico, pensei na idéia do Marilyn Manson, saca essa do nome de uma mulher famosa com algum bandido ou algo do estilo? Então, andei pensando em algo que faça jus a “tosqueira” envolvida, e os selecionados são: Carla de Assis Pereira (fusão de Carla Perez com o Francisco de Assis de Pereira, vulgo maníaco do parque) ou Xuxa Nardoni (esse exemplo não carece de explicações). Inclusive a banda tampouco tem nome, por enquanto chamamos de “La Banda”. Aceitamos sugestões.
Pra finalizar quero mandar um beijo para todos os cantores fracassados desse mundo. Lembre-se que sempre haverá músicos solidários dispostos a dar uma chance a pessoas como nós, ok!
Besos
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