Bota fogo!

Prodigy tira cabeludos e homens de preto de casa e incendeia Via Funchal

Prodigy

Engraçado como a palavra eletrizante fez sentido no show do Prodigy. Sempre a achei meio clichê quando lia em algum review de show ou disco, mas a noite de sexta-feira (23/10), no Via Funchal, em São Paulo, pode sem medo ser adjetivada assim.

O trio britânico de hard techno fez aquele tipo de show para fã nenhum botar defeito, já que realmente destruíram no palco – com direito a pulos frenéticos, camisetas molhadas, guitarras voando e, sem querer ser pretensiosa, eles demonstravam um prazer enorme em estar tocando ali.

DJ Marky

Pela terceira vez no Brasil, Liam Howlett, Keith Flint e Leeroy Thornhill subiram ao palco por volta das 23h40, após as apresentações da banda de electro rock nordestina Montage, o duo Mixhell composto por Iggor Cavalera e a sua mulher Laima Leyton, e o DJ que fez o drum'n'bass brasileiro dominar o mundo, Marky.

Mixhell

O Prodigy, mais um baterista animado e um destruidor de guitarras, começou o show sem muitas delongas com a música “World’s On Fire” - inusitada para o início, mas boa para animar o Via Funchal que a essa altura já se encontrava lotado de gente ansiosa e vestida, em sua maioria, excentricamente de preto.

Prodigy

“Breathe” foi a segunda do line-up e, como todo bom hino, fez todo mundo sair do chão e começar a babar com a animação surreal da banda. A partir daí, a animação tomou conta das pessoas e não faltou hits para completar a sequência de músicas.

Prodigy

Posso falar sem medo que se eu levasse a minha avó, uma senhora de 72 anos, ao Via Funchal naquela noite ela ia, ao menos, sacudir e sorrir com aquela banda elétrica em cima do palco. Talvez ela reclamasse um pouco dos timbres pesados, e falasse que no tempo dela as músicas eram diferentes. Mas, com certeza, no quesito animação o Prodigy acerta, e muito. E cá entre nós, show bom é assim: uma mistura de gente de todo tipo; ninguém fica parado; e quem não é fã volta para casa feliz da vida de ainda existir calor humano nas músicas. 

Confira o Setlist:

1.World's On Fire

2.Breathe / Breathe (dubstep beats)

3.Omen

4.Poison

5.Spitfire

6.Warrior's Dance

7.Firestarter

8.Run With The Wolves

9.Voodoo People
10.Omen Reprise

11.Invaders Must Die

12.Diesel Power

13.Smack My Bitch Up

Bis:

14.Take Me to the Hospital

15.Out Of Space

Por Paula Romano, editora do MSN Jogos

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2 comentários
e por favor, nem cogite dizer "punk eletrônico"... Techno
Hardcore cairia bem melhor que Hard Techno (embora haja
redundância nos nomes, não são o mesmo estilo). Enfim,
concordo com o Alex, pois o Hard Techno se consolidou como
um estilo totalmente diferente do que foi nos anos 90 e hoje
é um termo inapropriado para definir o som do Prodigy.
GUGA // 11.11.09 às 16h11
Amiga, hard-techno ? tenha dó, faça isso não e o Leeroy
saiu do prodigy em 1999/2000 se não me engano. corrija isso
por favor.
.alex // 07.11.09 às 20h13