Michael Jackson, o querubim endiabrado

Michael Jackson aprendeu a cantar como um anjo e dançar como um cafetão fazendo shows em puteiros aos oito anos de idade. Levava surra do pai, Joseph, se não se apresentasse bem, se não ensaiasse o suficiente -qualquer razão era boa. Os irmãos Jackson entravam todos no couro.

Michael, o sétimo filho e óbvia estrela do grupo, apanhava mais. Na casa dos Jackson era Deus no céu -Jeová, eram Testemunhas- e Joseph na terra.

O pai tinha tentado se dar bem como artista. Acabou metalúrgico e empresário e feitor dos filhos. Devemos a esta figura detestável o maior artista que a música jamais teve. Contra números não há argumentos. São 750 milhões de discos vendidos até agora.

O Jackson 5 estreou em 1967, mas foi em 1968 que passaram a fazer parte do elenco da mais eficiente máquina de produção de hits em série da música pop.
A Motown Records foi fundada por Berry Gordy em 1959. Seu primeiro hit foi composto pelo próprio Gordy, "Money (That's What I Want)". Declaração de princípios, ou falta de. A Motown fazia qualquer coisa por um sucesso. Emplacou muitos -Supremes, Marvin Gaye, a lista é imensa.

Os primeiros singles do Jackson 5 na Motown foram "I Want You Back", "ABC", "The Love You Save" e "I'll Be There". Já mereciam os livros de história. Os programas de TV da época não mentem. Michael era endiabrado. Requebrava como James Brown, cantava como Stevie Wonder e era fofo como um anjo.

O primeiro disco solo chegou aos 17 anos, "Got to Be There".

De 1976 a 1984, Jackson seria não só o frontman do Jackson 5 - depois rebatizado como The Jacksons - mas seu principal compositor.

Em 1978, com 20 anos, Jackson encontrou uma outra figura paterna. O experiente jazzista Quincy Jones, diretor musical do filme "The Wiz" -em que Michael encarnava o Espantalho do mundo de Oz- produziria com Jackson "Off The Wall" e "Thriller". "Thriller" fez a ponte entre o soul dos 60, a disco dos 70 e o novo rock dos 80. Era new wave. Era pop.

O melhor do pop de três décadas. E popular. Vendeu entre 50 milhões e 104 milhões de cópias. O mínimo já é recorde para sempre imbatível.

Jackson tinha 37% do preço de cada disco vendido. Os anos seguintes foram de esquisitice crescente -parte marketing, parte verdadeira. Em 1987, Michael lançaria "Bad", uma tentativa de repetir "Thriller". Vendeu menos. Soava quase sempre histérico, equivocado e pior, velho. Aos 29 anos, o superastro estava ultrapassado. Era uma anedota bilionária.

O que veio depois é menos importante musicalmente. Em alguns casos, constrangedor. A música piorou. Ficou impossível dissociar Michael, o artista, de Michael, o homem cada vez mais distante de sua humanidade. Com sua morte, tudo será perdoado, como foi a seu ídolo, James Brown. Agora não é mais um slogan vazio: Michael Jackson será para sempre o rei do pop.

por André Forastieri
para a Folha de S. Paulo

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18 comentários
TYYYYYYYYYYYY AMUUUUUUUUUUUU
camila // 06.03.10 às 21h45
mj simplismente mj.. adorooooooooooo!!!!!!!!!!
jullia // 28.12.09 às 13h26
vou em frente
esheley // 03.11.09 às 10h21
micheal moreu leventa acabesa ate o lixão nasse flor

lucas ribeiro // 25.09.09 às 20h19
levato a cabesa a te o lixão nasse flor
ni // 25.09.09 às 20h01
levato a cabesa
ni // 25.09.09 às 20h00
Oi amigos,falar de Michael Jachsom é falar de alguém q
tinha problemas como eu e vocês.os problemas são
diferentes ums dos outros,mas todos nas temos,Michael
Jachson um grande artista um grande poeta um grande
dançarino músico em fim,era uma pessoa normail..que teve a
sua infância roubada pelo seu pai.
Tem coisas na nossa
vida q fica pra sempre..Michael Jechson vc foi um bom garoto
eu sei disso...
Mello // 11.07.09 às 14h59
Oi amigos,falar de Michael Jachsom é falar de alguém q
tinha problemas como eu e vocês.os problemas são
diferentes ums dos outros,mas todos nas temos,Michael
Jachson um grande artista um grande poeta um grande
dançarino músico em fim,era uma pessoa normail..que teve a
sua infância roubada pelo seu pai.
Tem coisas na nossa
vida q fica pra sempre..Michael Jechson vc foi um bom garoto
eu sei disso...
Fernando b.souza de Mello // 11.07.09 às 14h57
Oi amigos,falar de Michael Jachsom é falar de alguém q
tinha problemas como eu e vocês.os problemas são
diferentes ums dos outros,mas todos nas temos,Michael
Jachson um grande artista um grande poeta um grande
dançarino músico em fim,era uma pessoa normail..que teve a
sua infância roubada pelo seu pai.
Tem coisas na nossa
vida q fica pra sempre..Michael Jechson vc foi um bom garoto
eu sei disso...
Fernando b.souza de Mello // 11.07.09 às 14h56
michael unico e sempre sera destacado entre as estrelas de
todo universo!!yo love michael♥♥
erica // 11.07.09 às 14h42
michael unico e sempre sera destacado entre as estrelas de
todo universo!!yo love michael♥♥
erica // 11.07.09 às 14h41
Michael Jackson, sem comentarios, foi o melhor de todos,
estou de luto, e sei que nunca mais haverá um astro dessa
envergadura..vai com Deus MJ.
ladislau // 09.07.09 às 19h06
Muito bacana. Mas MJ nunca esteve ultrapassado. Foi
sensacional em tudo que fez. Vida pessoal cada um tem os
seus problemas, e temos atitudes que nem mesmo achamos que
fomos capazes. A diferença que não estamos na midia. Isso
não quer dizer que somos melhores. Ele foi um ser humano
lindo, apesar de todos os seus medos e atitudes. MJ pra
sempre...
Linces // 03.07.09 às 15h42
Concordo plenamente com o Feeh.Não tem nada em Michael
Jackson que deve ser perdoado,ele sempre foi um artista
perfeito em todos os aspectos,seja cantando ou
dançando.Michael sofreu bastante nesse mundo imperdoavel e
doloroso,agora é hora dele experimentar algo superior a
essa vivencia mundana.RIP MJ não havera outro igual a vc
jamais,rei do pop.
Rafael // 03.07.09 às 11h53
Três vivas para o comentário abaixo. :) Concordo, Feeh, o
mundo foi hostil com ele enquanto vivo...acredito que ele
ainda estaria entre nós, se nao o tivessem atacado de forma
tao injusta.
ana // 01.07.09 às 17h36
Gostei do texto, porem discordo em parte que diz que MJ ja
estava "ultrapassado" em Bad... porem... disseram coisas
tão piores e tão destrutivas enquanto ele era vivo... o
que disserem agora não é nada. Não tem nada em MJ que
deva ser "perdoado" com sua morte, ele era um ser humano de
coração lindo, uma criança... sua vida pessoal, assim
como a de qualquer ser humano, não dizia respeito a ninguem
e como artista ele era perfeito. Nem em Mil anos haverá
outro igual. Uma parte de mim vai com Michael. Minha alma
esta pesada e meu coração vazio.. Será eterno nas suas
canções. Dói saber que se foi.
Feeh // 01.07.09 às 00h09
Forastieri escreve melhor sobre música do que sobre
educação. Gostei da matéria!
Leandro // 30.06.09 às 00h23
Super concordo. E que falta que já faz...pessoalmente tem
um buraco na minha alma. Gênio musical, carisma especial.
Raro mesmo. Parabéns pela matéria.
Vanessa // 29.06.09 às 18h46