

Blog da Sophia é a página da VJ Sophia Reis no mtv.com.br.
Em seu blog, a moça fala sobre assuntos que tomam conta de sua cabeça. Imperdível!
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Walter, 37 anos, barba por fazer, magro, mas saudável, está em sua casa transtornado. Chora muito, visivelmente alterado, bêbado. O telefone da casa não pára de tocar, mas ele não atende e age como se não fosse importante, ele está escutando um vinil. Ele anda pela casa embriagado se apoiando nas coisas. Vai até a cozinha abre a porta do armário e tira uma garrafa de whisky, pega uma copo do escorredor (tipo copo de requeijão) e enche desleixadamente deixando pingar na mesa.
O telefone continua tocando. Ele finalmente vai até o aparelho e ao invés de atender arranca-o da tomada e atira longe. Walter senta na escada e balbucia algumas coisas que não conseguimos entender devido a sua embriaguez, ele se levanta com muita dificuldade e tropeça e cai rolando escada abaixo. Ele desmaia pois se machucou muito. O vinil continua tocando.
Está dia e Walter caminha na rua abatido, mancando e com alguns pontos na cabeça, e um machucado na boca. Anda pela rua e por vezes hesita em continuar, dá meia volta mas respira fundo e continua andando a caminho do AA (Alcoólicos Anônimos).. Ele entra no local da reunião. O encontro começa e ele escuta vários depoimentos, não conseguimos distinguir o que está sendo dito só vemos as pessoas dando seus depoimentos e Walter escutando atento e por vezes se deixando emocionar. Ele próprio em um momento se levanta e faz seu depoimento, podemos perceber que ele conta dos seus machucados demonstrando uma certa vergonha. Mas pelo semblante das pessoas podemos perceber que ninguém o julga, expressões de compreensão profunda. Todos estão muito sérios e compenetrados.
No ônibus Walter está pensativo, mas podemos perceber sua fisionomia menos abatida e mais intrigada, começa a chorar emocionado. Não é o mesmo choro que vemos na primeira cena, é um choro menos angustiado e mais emocionado.
Em casa ele está sentado na poltrona sozinho, a casa arrumada opressivamente e vazia. Ele começa a chorar, um choro parecido com o choro da primeira cena, muito angustiado, quase infantil, ficar nervoso, ansioso. Levanta sem saber pra onde ir, abre a porta que dá para a varanda, sai, passa a mão na cabeça compulsivamente e volta pra dentro da casa. Vai até a porta que dá pra rua, abre e percebe que não quer sair. Fecha de novo. Sua irritação cresce progressivamente.
Começa a ficar cada vez mais irriquieto. Vai para a cozinha abre a porta do armário que vimos antes, quando ele pegou a bebida, mas pára na frente dela. Fecha a porta violentamente e dá um soco na porta do armário, está totalmente descontrolado agora chorando e gritando muito. Cai sentado no chão aos prantos na frente do armário. Passa alguns instantes chorando mas começa a respirar e gradativamente vai se acalmando.
Inserts de cenas da reunião do AA, as pessoas dando seus depoimentos muito serenas e com um ar confortante e calmo. Lentamente ele vai recuperando o controle. Quando está calmo e recuperado se levanta e calmamente pega o telefone. Senta no sofá, respira fundo, fecha os olhos, e disca um número. Ele diz muito emocionado e calmo "alô, mãe?.."



















