

Kid Vinil está de volta! Toda semana ele dá dicas incríveis de bandas novas no blog e no podcast!
Faça você mesmo!
Bem vindos a essa minha primeira postagem aqui no Blog do Kid. Como primeiro assunto resolvi comentar um pouco do já conhecido lema “Do It Yourself”, “DIY” ou “Faça você mesmo”. O termo ficou popular na época do punk inglês nos idos de 76/77, quando as bandas mais pobres e desprovidas de qualquer apoio da grande mídia começaram a gravar seus discos por conta própria e editar pelos chamados “selos independentes”. Daí veio o termo “Indie” tão usado nos dias de hoje.
Essa cultura do DIY cresceu assustadoramente nesses últimos anos. Com o aparecimento de ferramentas como myspace, blogs e YouTube, todo mundo consegue divulgar seu trabalho. De forma independente no ano passado constatamos o sucesso de bandas como o Fleet Foxes, por exemplo, que começaram lançando um EP com cinco músicas. O disco foi custeado pela própria banda e acabou chegando às mãos dos diretores artísticos da gravadora Sub Pop, que imediatamente os contratou. Fato bem parecido aconteceu com o nosso Cansei de Ser Sexy.

Fleet Foxes
Os exemplos são milhares, ainda no ano passado tivemos o MGMT, o duo novaiorquino que começou lançando seu disco de forma independente e depois de elogiados pelo site Pitchfork (a bíblia dos independentes), a carreira dos caras decolou. Seguindo a mesma linha o americano Bon Iver mandou seu trabalho independente para o Pitchfork e imediatamente contaminou a imprensa mundial e consagrou o álbum “For Emma Forever Ago” como um dos melhores de 2008.
É nessa linha DIY que começa também esse primeiro podcast mostrando inicialmente a banda novaiorquina citada por várias publicações como uma das revelações para 2009, The Virgins. O quarteto começou da mesma forma que os caras do Vampire Weekend, lançaram um single por conta própria, mandaram pros formadores de opinião da imprensa especializada, se enturmaram com seus colegas do Brooklyn (NY) e hoje tem uma das páginas mais visitadas do myspace. Na preferência do Pitchfork também aparece o Deerhunter, uma banda de Atlanta na Georgia, liderada por Bradford Cox, um cara que eu comparo bastante com a genialidade do britânico Jarvis Cocker (EX-Pulp). Em 2008 o Deerhunter lançou “Microcastle”, uma obra-prima do indie pop. Assim como seus amigos do Brooklyn, Bradford Cox, um artista adepto do DIY, faz seus discos de forma caseira, tem além do Deerhunter um trabalho solo chamado Atlas Sound.

Bradford Cox (Deerhunter e Atlas Sound)
Saindo um pouco lado americano e pendendo pro lado britânico, por lá uma revista independente chamada Artrocker, aponta duas bandas como revelações pra 2009, as meninas do Ipso Facto e os rapazes do S.C.U.M. O mais estranho dessa tendência é que o S.C.U.M faz ao mesmo tempo um resgate do pós punk do Gang Of Four e do Joy Division, misturado com o lado “Gothic” do Bauhaus e de bandas como Coil e Einsturzende Neubauten. As meninas do Ipso Facto misturam Siouxsie and The Banshees com Elephants Memory (banda que acompanhava John Lennon no final da década de 60) e muita psicodelia.
Nesse processo de independente, muitas bandas começam e acabam assinando com grandes gravadoras, foi o caso dos britânicos do Los Campesinos!, que hoje já estão em seu segundo álbum, mas não cederam pro lado comercial imposto pelas “majors”.
Nem a falência da indústria do disco é motivo pras novas propostas não aparecerem. De forma caseira dentro do contexto DIY o músico californiano Nathan Williams começou a distribuir suas primeiras gravações, a princípio num compacto de vinil de 7 polegadas, depois numa fita cassete e agora finalmente em cd prensado por sua conta. Seu estilo ele define como um ”lo-fi noise surf punk”. Um garoto que cresceu ouvindo Beatles, Ramones, Pixies, Beach Boys e Sonic Youth, se trancou no quarto e começou a criar sua música. Através do myspace ele foi descoberto pela critica formadora de opinião e chegou até às mão de Alan McGee (o dono da gravadora Creation Records na década de 80, que lançou dentre outros Jesus And Mary Chain, Primal Scream, Teenage Fanclub, My Bloody Valentine e Oasis). Alan McGee cita o Wavves como um dos nomes pra se prestar atenção em 2009, e olha que ele sempre acerta, no ano passado ele apostou no Glasvegas e hoje os caras são famosos.

Nathan Williams
E pras duas últimas desse primeiro podcast temos a banda The Cute Leppers, lá de Seattle, a mesma terra que deu ao mundo Jimi Hendrix, Nirvana, Pearl Jam e atualmente Fleet Foxes, dentre outros. Nesse caso estamos falando de uma banda influenciada pelo punk de 77, principalmente Johnny Thunders and The Heartbreakers. O Cute Leppers foi o responsável por um dos melhores discos de power pop punk de 2008, o álbum “Can´t Stand Modern Music” (diga-se de passagem um titulo bem interessante - “Não aguento a música moderna”).
Encerrando, a banda londrina e “hype” do momento, White Lies, um misto de influências de Joy Division, Bauhaus e Echo & The Bunnymen. Alguns críticos os chamam de Interpol britânico.
TRACKLIST DO PODCAST
1 - THE VIRGINS – RICH GIRLS
2 - DEEHUNTER – NEVER STOPS
3 - IPSO FACTO – FIRE GO START
4 - S.C.U.M. – RITUAL
5 - LOS CAMPESINOS – THE INTERNATIONAL TWEEXCORE UNDERGROUND
6 - WAVVES – WAVVES
7 - THE CUTE LEPERS – TERMINAL BOREDOM
8 - WHITE LIES – TO LOSE MY LIFE




















