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O Blog do Rafa é o lugar em que eu, Rafa Losso, escrevo pensamentos, histórias, notícias, e idéias. Ele é feito de cultura pop, tecnologia, opiniões e comentários, desde 02/2004.

 


15 anos de Real: porque precisamos comemorar

30/06/2009 - 09:39 | 446 visitas

No dia 1 de Julho de 1994 nosso país começou a reverter uma situação histórica, lamentável, e que parecia que o prendia como areia movediça. Dia primeiro de julho de 1994 foi quando esquecemos o que era hiperinflação.

Talvez não seja exagero dizer que nossa muito jovem democracia tem dois grandes triunfos, duas histórias de conquista que merecem e sempre merecerão ser comemoradas. Uma delas é a história do metalúrgico que queria muito e tanto fez que conseguiu chegar à Presidência da República.

A outra é o drible no "dragão da inflação", termo que hoje parece ecoar no vazio, mas que se fazia presente na vida de todos os cidadãos brasileiros.

Nunca poderemos nos esquecer como eram aqueles dias em que entrar em um supermercado no início do mês era testemunhar a falência e o desespero de uma nação, que lotava corredores e corria com seus carrinhos entre as prateleiras, no esforço miserável para estocar o máximo possível durante o restante do mês. As filas nos caixas eram insuportáveis, enormes, angustiantes, a experiência era sufocante, uma luta por mantimentos básicos e pela distribuição de comida. Tudo porque o preço do mesmo carrinho de compras teria um preço absurdamente mais caro, e linhas inteiras de produtos muito já teriam sumido de circulação no dia seguinte.

Um supermercado brasileiro na década de 80 era uma praça de guerra: nos primeiros dias consumidores vorazes lutavam com todas as suas forças. Nos outros, o vazio e o abandono eram semelhantes às cidades desertas ou aos campos de batalha, em que o aparente silêncio e vazio esconde o perigo entrincheirado, o monstro esperando um deslize ou um descuido para devorar sua presa a golpes rápidos de dragão.

Antes do plano Real foram feitas tentativas e fracassos tão vergonhosos para nossa cultura e sociedade que merecem se dissecados em laboratório em que estudos científicos e acadêmicos revelarão quão frágil é nossa habilidade para lidar com o dinheiro aqui no Brasil. (Nota: esse "luxo, é claro, não é privilégio nosso; a inabilidade capitalista consome não só nossos irmãos africanos ou latino americanos, mas os próprios estadunidenses, que nesse momento afundam e levam a Eurásia junto consigo nesse momento. Mas, voltando ao plano Real...). E a maneira na qual a estabilidade da moeda aconteceu no Brasil é um parágrafo a parte.

Tudo começou com a primeira eleição aberta para o cargo de Presidente da República depois de décadas de terríveis erros administrativos cometidos pela ditadura. Escolhemos Fernando Collor, um político de Alagoas que prometia em sua plataforma a modernização do país (leia-se estabilização econômica). Escolhemos Collor ao invés de Lula porque acreditávamos que o jovem tecnocrata teria melhores condições de acertar aquela coisa horrível que precisávamos chamar de economia. E o primeiro ato do recém empossado presidente foi uma tentativa de acabar com o dragão com um só golpe: o confisco da poupança, medida que, alem de infeliz e obviamente abusiva, provocou a ira e a desilusão de um país inteiro. Por sorte (e com grande ironia) o próprio Collor nos daria motivos de sobra para que conseguíssemos tira-lo do poder com provas irrefutáveis de abuso e desvio do dinheiro publico, o mesmo que jurava e precisávamos tanto que protegesse. Saiu Collor, mas deixou em seu lugar seu vice, Itamar Franco, talvez o Presidente mais desacreditado da nossa História. Aos nossos olhos, o mineiro topetudo seria um tapa-buraco até a próxima eleição. Acontece que Itamar conseguiu colocar a pessoa certa no posto certo: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que arquitetou o Plano Real com base no sucesso da Argentina com o Plano Cavallo. Ufa.

Em outras palavras, chegamos ao Real que você carrega no bolso quase espontaneamente e sem um grande planejamento. E, inicialmente, sem muita fé da maioria, que já havia apanhado muito dos sucessivos planos econômicos que o governo criara até então, todos fracassados.

Vale lembrar que, para conseguir driblar o Dragão da Inflação, quase apelamos para uma dolarização total da nossa moeda, defendida por alguns. A solução chegou perto, e o Real só funciona graças a um cálculo complicado de economês que compara o valor da nossa moeda com o dólar americano.

O mais importante de tudo isso é que há 15 anos você sabe exatamente o valor das coisas. Pode fazer um planejamento mensal, bimestral, semestral de gastos. A inflação existe, os preços aumentam aqui e acolá, mas nada como os saltos de antigamente.

Acreditar no Real passou a ser fundamental para a nossa cidadania. O próprio Fernando Henrique Cardoso foi eleito por dois mandatos consecutivos por pura associação que fizemos com o ex-ministro da Fazenda, que será pra sempre o “pai do Real”.

E você? Quais suas lembranças antes do REAL? Tem visto o dragão rondar por aí?

por Rafa Losso // 30/06/2009 - 09:39

Cannes Lions 2009: Conheça as melhores campanhas digitais desse ano

28/06/2009 - 12:53 | 674 visitas

*Esse post comçou a ser escrito durante essa semana, mas foi terminado só hoje por mótivos óbvios.

Os Leões do Festival de Publicidade de Cannes 2009 concentram a atenção do mundo da publicidade e da propaganda nessa semana.

Nesse post você confere as três campanhas que levaram o Grande Prêmio Cyber Lions em Cannes 2009, ou seja, melhores trabalhos que envolveram grandes estratégias digitais do mundo no último ano. Confira também a campanha vencedora da categoria Titanium & Integrated, que também envolvem estretégias online e multi-plataformas.

Vale dizer, antes, que o Brasil teve um resultado péssimo esse ano nas categorias digitais. Fabio Resende, do blog Update or Die fez um gráfico sobre a perfomance brasileira:

Bom, vamos aos vencedores:

O Melhor Emprego do Mundo

Melhor Campanha Interativa

A Campanha para o melhor emprego do mundo foi realmente bombástica. Pessoas do mundo inteiro, inclusive Brasil, ficaram sabendo, se inscreveram e sonharam pela vaga de zelador de uma ilha paradisíaca na Oceania.

ilha

O impacto da campanha gerou mídia expontânea nos princpais veículos de comunicação do mundo, incluindo matérias em jornais, revistas, posts em blogs, twits. A estratégia incluiu vídeos postados pela internet, anúncios classificados online e offline, canal no Facebook, Twitter e Youtube e promoção dos vídeos inscritos pelos participantes.

Toda a campanha foi ancorada no site oficial da campanha. Você pode conferir um pouco mais dessa história no vídeo abaixo:

Eco: Drive

Melhor Campanha com Ferramentas Interativas e Mídia Digital

Em meio às necessidades cada vez mais urgentes por soluções que diminuam a poluição do nosso planeta, as fabricantes de automóveis estão com uma bomba na mão. Afinal, a queima de combustíveis fósseis ainda é a base dessa indústria.

A Fiat criou uma solução que alia tecnologia à intenção de diminuir as consequencias nocivas da sua frota na Europa. O eco: Drive é um aplicativo oferecido para download aos proprietários de carros da marca. Depois de baixar, colocar em um pen-drive e espetar no USB do painel do veículo, o programa coleta informações sobre o estilo de direção do motorista. Com essas informações, o aplicativo instalado que pode ser instalado em um computador dá dicas de como melhorar a sua perfomance, e como virar um motorista mais econômico e mais ecologicamente correto.

fiat

Além disso, você pode participar de uma comunidade online em torno do quão poluente é o seu estilo de direção. O vídeo abaixo é bem explicativo e mostra como o Eco: Drive funciona:

Why So Serious?

Melhor Campanha com Publicidade Viral /Marketing Viral

Impossível você não lembrar como foi a movimentação na internet com o lançamento do filme Batman - Cavaleiro das Trevas no ano passado. A atenção que foi dada ao filme foi o resultado do trabalho que hoje é considerado o maior e mais bem-sucedido esforço digital de Hollywood.

soserious

Para o lançamento do filme foi criado um ARG que trouxe os elementos do universo Batman para o mundo real. Em um site, o whysoserious.com, foi estabelecido o tom do projeto, que se utilizou de várias iniciativas online e offline.

O vídeo abaixo mostra como tudo aconteceu:

Campanha Presidencial de Obama / Biden

Grande Prêmio Titanium e Grande Prêmio Integrado

A eleição presidencial de Barack Obama já é considerado um dos cases mais importantes dos nossos dias. O uso de ferramentas online e de redes sociais foi central para que um Senador pouco conhecido passasse a ser visto primeiro como uma alternativa à plataforma Clinton, e depois como uma efetiva opção para mudança na História. O mundo inteiro testemunhou o resultado da campanha, que deu ares de movimento social à candidatura, fortalencendo e fazendo revereberar os pontos altos de Barack Obama, suas idéias e ideologias, e transformando a maneira de se fazer política. De quebra, tornou o lema "Yes We Can" como símbolo de toda uma era.

As influências da campanha de Barack Obama já são sentidas mundo afora, com políticos e candidatos do mundo inteiro abraçando as novas tecnologias como maneira de conseguirem atenção e conquistarem transformar simpatia em engajamento, e engajamento em votos para suas propostas. E que já estão seguindo, passo a passo, as lições desse vídeo:

  O que você achou? Gostou dos vencedores? Será que o Brasil reage ano que vem?

por Rafa Losso // 28/06/2009 - 12:53

Demerol e a receita que levou Michael Jackson à morte

27/06/2009 - 15:26 | 2059 visitas

No meu post anterior sobre a morte de Michael Jackson escrevi que as falhas de uma cultura são expostas no horário nobre, quando perde um artista da importância de Michael Jackson aos 50 anos de idade.

Esse post é sobre uma das nossas falhas de caráter coletivo, e que vem sendo apontada nesse momento como a provável causa da morte de Michael: uma overdose de medicamentos.

A indústria farmacêutica nesse momento é alvo da desconfiança de um planeta inteiro. E sabe que tem motivos de sobra para considerar-se ameaçada por ter sido responsável pela perda da vida de Michael Jackson.

Nesse instante uma quantidade muito absurda de substâncias químicas é bombeada no sangue da América. Temos orgulho da nossa cilização ocidental rodeada de máquinas cada vez mais pesadas, poluentes e barulhentas, enquanto silenciosamente nos dopamos para que nossos organismos aguentem os frutos da nossa sofisticação.

A todo momento somos lembrados que temos à nossa disposição um número infindável de analgésicos, antidepressivos, relaxantes, estimulantes, anabolizantes, antibióticos, tônicos, inalantes, barbitúricos, anfetaminas, pomadas, gels, cremes, prontos para servir de atalho e sanar todo o tipo de desejos, frustrações, e limites físicos e mentais que possamos encontrar. Silenciosamente, as pílulas e seringas nos tornam seres absolutamente incapazes de lidar com a DOR, enquanto esta vira fonte dos nossos maiores terrores.

Michael Jackson morreu como Elvis Presley. Isso significa que passaram-se mais de 30 anos e não evoluímos em nada sobre a questão da nossa dependência quiímica. Continuamos nos dopando ao invés de tomarmos responsabilidade sobre nossas chagas.

Afinal, as soluções químicas são muitas, rápidas e baratas. Basta uma dor de cabeça para corremos à farmácias e amulatórios como única maneira de encontrarmos a cura. Donas de casa, operários, escritores, políticos, crianças e adultos, não importa.

Se desde crianças aprendemos a depender do que está escrito na bula, quanto mais idosos ficamos mais desesperadamente necessitamos da ajuda do receituário. A vida de qualquer senhora de 70 anos depende de uma lista monstruosa de remédios para suprir carências do corpo humano, muitas delas provocadas pela falta de alimentação suficiente, exercícios adequados, e toda uma gama de falhas que nunca aprendemos a suprir porque estávamos muito ocupados em usarmos o conhecimento adquirido pela nossa ciência para produzirmos mais remédios que simplesmente compensassem por nossos comportamentos irresponsáveis.

No caso de Michael Jackson a morte não veio através de bolinhas coloridas ou colheradas amargas. Demerol é o nome do remédio, que chegou a ser citado por Michael na letra da música "Morphine", do disco "Blood On The Dance Floor":

"Relaxe, isso não irá machucá-lo
Antes que eu injete isso em você
Feche os seus olhos e conte até dez
Não há necessidade de se sentir desencorajado
Feche os olhos e flutue para longe
Demerol, Demerol
Oh, Deus, ele está tomando Demerol
Demerol, Demerol
Oh, Deus, ele está tomando Demerol"

(Quantas vezes você já não ouviu isso sobre qualquer medicamento? )

O uso de Demerol por Michael Jackson teria começado em 1984, e pode ajudar o mundo a finalmente compreender o comportamento histérico do cantor.

Demerol é um narcótico, como a codeína, a metadona, a morfina o percodan e o ópio. A origem é a papoula de ópio (ou sintética), e seus efeitos incluem relaxamento, alívio da dor e da ansiedade, diminuição da consciência, euforia, e incluem alucinações, delírios, ataques epilépticos e outros efeitos neurofisiológicos.

Os riscos de dependência física e psicológica são altos.

 Demerol

Compartilhamos uma cultura que não sabe dosar o uso de drogas e que tem sérias questões políticas, biológicas e filosóficas, mas que teima em não encarar, discutir e solucionar. Assim, proibimos o uso de determinadas substâncias e encorajamos o abuso de outras muito mais perigosas e prejudiciais.

Enquanto isso assistimos a deterioração, um à um, dos nossos grandes talentos, justamente aqueles que deveriam elevar e revelar, através de sua arte e sensibilidade, o que de melhor temos para produzir.

Nós somos mesmo muito ridículos.

por Rafa Losso // 27/06/2009 - 15:26

Michael Jackson e o confuso luto pelo patinho feio

26/06/2009 - 12:21 | 1267 visitas

Neverland

Já estamos acostumados a perder aqueles que chamamos de estrelas. Em nossa era pós-pré-alguma-coisa, acostumados a seguir a história das pessoas como se fosse ficção. Como se fosse mentira.

Usamos a interpretação de cronistas e blogueiros para levarmos nossa imaginação além, e para que possamos acreditar que a realidade lá fora á bem menos estúpida e comum do que nós vemos com os olhos. Dependemos do sonhos que alimentamos nos outros, para não precisar expôr os nossos.

Nós somos ridículos.

Mas não somos os vilões da história de  Michael Jackson. Uma história que toda a humanidade acompanhou, dos mais radicais terroristas árabes muçulmanos que assistem Al-Jazeera o dia inteiro passando por (insira aqui seu cliché preferido, de preferência de uma nacionalidade distante, estranha, "bizarra").

A história de Michael Jackson é fantástica demais para que tenhamos algo a ver com ela. Quantas pessoas no mundo mudaram de raça? Quantas foram tão reprimidas à ponto de perder a identidade sexual? Quantas poderiam entrar em qualquer bar, café, cinema, restaurante do planeta e causar um choque imediato?

O mundo precisava de Michael Jackson. E Michael Jackson estava lá.

Quando tudo parecia sujo e feio, Michael Jackson estava lá. Quando a música precisava dar um passo à frente. Quando a dança precisava de um herói. Quando os tablóides precisavam de um escândalo.

Inflamos o ego dele para que acreditasse desde criancinha que nós sempre estaríamos por perto se ele precisasse. Não estávamos.

Ninguém segurou Michael Jackson quando ele desabou no chão, de uma hora pra outra, nessa quinta-feira.

Uma hora depois, milhares estavam em frente ao Hospital Universitário de Los Angeles. Já era tarde.

Quantos daqueles milhares tinham um ingresso da turnê de Michael Jackson em uma gaveta em casa?

Quantos dançaram o Moonwalk na frente do espelho?

Michael Jackson foi uma invenção. Historicamente, um mito construído pelos esforços coletivos de uma assessoria "ousada", que desenvolveu uma estratégia extremamente agressiva de marketing, e que criou um formato inédito. A idéia foi lançá-lo com estardalhaço, em produções de encher os olhos, e confiná-lo ao isolamento e ao silêncio minutos depois.

Michael Jackson nunca teve ninguém. E acreditava que é assim que se vive.

O bunker de Michael Jackson era intencional: se não pudesse falar com ele, a imprensa teria que inventar notícias para suprir à demanda imensa criada em sua audiência (nós), que, por usa vez, teria que transformar imaginação em esquizofrenia  para passar e encaixá-lo mesmo na especulação mais exdrúxula, já que não havia outra escolha. Os boatos mais absurdos passaram a ser publicados, e eram acompanhados (aumentados, por vezes) pela mesma assessoria. Foi a aplicação do princípio "fale mal, mas fala de mim" em uma escala absurda e surreal.

É claro que perdeu-se o controle.

Em pouco tempo, ninguém mais sabia no quê acreditar. De boatos ingênuos e inofensivos (Michael Jackson teria mesmo comprado o esqueleto do homem-elefante? Dormia em uma bolha de oxigênio? Estava virando a Elizabeth Taylor?), em pouco tempo passou a realmente chocar e escandalizar mesmo o mais apaixonado fã, quando surgiram as tais denúncias de pedofilia.

Pode ser que Michael Jackson tenha feito todas essas coisas. Mas também pode ser que a imaginação e a empolgação de alguém perto dele, pode ser que a adrenalina e a fantasia provocada pela presença dele transformava todo o resto em ordinário, descartável, chato.

Pode ser que Michael Jackson viciasse. Depois de entrar em seu círculo mas próximo, pode ser que a rejeição ao ver que ele passou a preferir outra pessoa fosse dolorosa o suficiente para que uma criança simplesmente acreditasse que realmente foi molestada. E talvez moralmente e psicologicamente a proximidade com uma estrela tão grande e polêmcia fizesse mesmo mal.

Percebe como não sabíamos no que acreditar em relação à ele?

Por isso mesmo, na tarde de ontem, quando a notícia foi publicada por um tablóide, ninguém sabia como reagir. Seria verdade? Mentira? A tão esperada confirmação nunca vinha. Enquanto isso, piadas eram feitas. E uma simples busca no Google ou no Twitter era suficiente para revelar o melhor e o pior do que somos capazes.

Faça um exercício: procure por uma imagem de Michael Jackson no Google Imagens. Vai lá. Eu espero.

Depois de dar uma folheada, quantas piadas você encontrou? Dessas, quantas eram boas? Quantas eram absolutamente idiotas?

Fazer todos acreditarem no impossível, como ele fez, teve uma consequência devastadora. Perdemos a referência pela ilusão. Acreditamos que poderíamos voar. E as pessoas riram de nós.

Somos ridículos se acreditarmos que não temos nada a ver com isso.

Quando uma estrela morre aos 50 anos as falhas da cultura que produziu o seu brilho, poliu seu talento e premiou suas conquistas são imediatamente expostas. Nesse caso, a nossa. Mas não adianta fazermos nada a respeito agora.

Agora é hora de luto.

por Rafa Losso // 26/06/2009 - 12:21

Se liga: #Facebook vai liberar o cadastro de URL pessoal

09/06/2009 - 18:17 | 1521 visitas

Quando você entra em uma comunidade nova, uma das primeiras coisas que você faz, depois de subir uma foto e procurar seus amigos, é copiar o endereço do seu perfil e espalhar pra galera por aí.

O Myspace e o Twitter, por exemplo, tiveram boa parte do seu crescimento graças à isso: as pessoas gostam de ter seus endereços próprios.

No Orkut não dá, mas no Facebook vai dar!

No Blog oficial do Facebook foi postado hoje que na madrugada desse sábado (horário de Brasília), mais exatamente uma da manhã (em pleno dia dos namorados, diga-se de passagem), será aberto a todos a possibilidade de fazer isso:

E o post já avisa: depois de aberto, os endereços serão registrados por quem chegar primeiro. Portanto, não adianta chorar, reclamar, ou tentar negociar o endereço. O endereço não poderá ser transmitido para outra pessoa.

Pior ainda, você não poderá nunca mais trocar o endereço do seu Facebook. Portanto, pense bem, para não se arrepender depois.

No endereço facebook.com/username você acompanha a contagem regressiva. Esse também será o endereço em que você irá fazer o cadastro. E, claro, o que você vai mostrar para sua namorada (o) para explicar porquê diabo você estará pendurado no computador à uma da manhã desse sábado.

Ah! Aproveita e clica aí pra me adicionar no Facebook:

Adicione Também o novíssimo perfil do Portal MTV!

por Rafa Losso // 09/06/2009 - 18:17
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Já mudei.
Estou pensando e pesquisando, mas devo mudar.
Quando quiser outro aprelho, vou decidir se mudo.
Não vou mudar de operadora.