

O Blog do Rafa é o lugar em que eu, Rafa Losso, escrevo pensamentos, histórias, notícias, e idéias. Ele é feito de cultura pop, tecnologia, opiniões e comentários, desde 02/2004.
Entrei agora a pouco no Google Wave para dar uma olhada no movimento. Eis o que encontrei:
Calma. Ainda é muito cedo para anunciar o fracasso do Google Wave.
Ainda assim a comemoração do MegaMan levanta uma lebre. Afinal, todo mundo que tem Wave já percebeu que o gigante de buscas ainda não conseguiu exatamente ativar sua hypada ferramenta.
Eu, por exemplo, ao receber o meu convite fiquei felizão. Mas não encontrar motivos práticos para movimentar minha conta é uma frustração tremenda frente à expectativa criada antes de conseguir acesso.
O vazio contraria a revolucionária premissa estrutural do Google Wave, criado para reinventar a função mais básica e fundamental da grande rede, o e-mail.
O e-mail há muito se tornou a maneira mais importante de comunicação da humanidade. Pense em quantos telefonemas você recebe por dia. E quantos e-mails responde. Eventos, decisões, informações, opiniões, tudo circula por e-mail.
E tem dias que eu tenho a impressão que tudo o que faço no meu dia se resume a responder e-mails.
Ou seja, a idéia um novo e-mail, mais simples, moderno e ágil vai além de despertar meu interesse; poderia melhorar, e muito, meu dia-a-dia.
Mas não é o que acontece, e a razão é simples: e-mail do trabalho.
É no trabalho que as características mais fortes do Google Wave, como a necessidade de dividir grandes mensagens, estabelecer grupos de trabalho, recapitular conversas, seriam mais utilizadas. E não no e-mail com um grupo de amigos para decidir o que fazer no fim-de-semana. Para isso, existe Orkut, Twitter ou Facebook.
Talvez aí esteja o grande desafio para o Google: adentrar o ambiente corporativo com a sua ferramenta.
O que resta saber é sé as empresas aceitarão ter o Google como fornecedor para toda a sua comunicação interna, tomando contato com segredos, estratégias, projetos e outras informações.
Acho difícil. Enquanto isso, vou esperando, visitando o site de vez em quando, e torcendo para que um dia consiga realmente surfar a prometida onda perfeita.
Semana que vem começa a programação de aniversário da MTV!
Esse ano a MTV abriu os arquivos e VOCÊ vai decidir quais programas clássicos irão voltar à tela!
Um programa que merece muito ir ao ar é o BANDA ANTES COM O VANGUART.
Aqui estão 5 motivos para você votar nesse programa:
1 - É a primeira aparição do VANGUART na televisão. A banda estava em São Paulo para fazer apenas um show, e foi rapidamente direcionada aos estúdios da MTV.
2 - Foi tão histórico que recebemos convidados que nem tinham sido exatamanete convidados, mas que vieram até a MTV para assistir a gravação do programa.
3 - O Rock e o Roll. Lembra deles? Pois os dois roedores nunca se divertiram tanto em sua rodinha quanto nessa edição do Banda Antes.
4 - Fala aí, vai ser legal rever o Banda Antes no ar.
5 - Vai ser muuuuuuuito legal rever o Banda Antes no ar, não!?
Agora, você precisa votar, tantas vezes quanto for possível.
Pra facilitar, a página de votação está aí em baixo. É só clicar no botão e em "VOTAR"
Ah! Não esquece de retwittar, postar no Facebook, no Myspace, no Orkut..
P link é esse: http://mtv.uol.com.br/aniversario/enquetes?page=11
AVISA GERAL!
A gente ouve falar o tempo inteiro que a internet vai mudar tudo. Mas a verdade é que se você reparar a internet já mudou muitas vezes a maneira com a qual nos relacionamos com o que é novo.
E olha que faz muito pouco que eu e você nos contectamos à Grande Rede pela primeira vez.
Quando todas as revistas de música do mundo passaram a ficar acessíveis a poucos cliques do mouse, fiquei maluco. Foi a chance para ouvir em primeira mão o que estava sendo noticiado em páginas que nunca poderia tocar com os dedos. Saber das histórias, dos nomes, de como as músicas foram feitas, de como elas estavam chegando até o grande público, até meus ouvidos.
Com o passar dos cliques, sites de revistas deram espaço à blogs musicais. O foco mudou, passou a ser mais pessoal. Ouvir uma música passou a ter o sentido do compartilhamento, de conexão, de saber que o blog que eu sigo e respeito me indicou uma música. E passei a conhecer nomes de bandas menores, menos conhecidas, e não menos legais, mas muito pelo contrário.
Mais recentemente, passei a adotar um novo comportamento online, quase sem perceber. É que agora já não me importa mais nada.
Não importa a história da música. Não perco meu tempo com o nome daquele integrante, instrumento ou mesmo daquela música.
São tantas as bandas e tantas as músicas que, de repente, saber de informações extras à emoção pura e simples que aquela obra me passa virou algo fútil, inútil, descartado.
Hoje, o nome de uma banda serve apenas para que encontre outras obras dessa banda. Não muito mais.
E então muitas outras músicas passaram a encontrar espaço em minha sala, livres, sem necessidade alguma de rótulos, motivos ou razões. Elas ecoam agora como são: músicas, mais, ou menos, bonitas. Algumas fazem meus pés baterem no chão. Outras fazem uma ou outra lágrima se desprender dos meus olhos.
Pode ser, deve ser, e, arrisco dizer com certeza, é uma fase. Mais uma etapa no meu relacionamento com o que é belo, novo, tão importante quanto vital para que a própria existência se torne agradável e, porquê não, possível.
Esse clipe é um exemplo:
Ah! Se você quiser procurar por outras coisas da banda, ela se chama The Aliens. Legal esse nome, não?
E você? Arrisco dizer que está indo pelo mesmo caminho, já que veio parar em um post com esse título. Mas contaê, como você tem preenchido o espaço de tempo que falta até o dia do seu funeral?
(Que, é bom dizer, espero que demore muuuuuuuuuuuuito tempo pra acontecer!)
Hoje é o dia nacional da Doação de Órgãos e tecidos. Em um movimento muito legal organizado pela ABTO - (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), vários blogs do país estão trocando posts.
Esse blog participa da campanha de transplante de posts com muito orgulho.

Essa semana rolou o lançamento mundial de The Age Of Stupid, um filme que mistura ficção e documentário para falar das mudanças climáticas e ambientais da Terra.
A ligação entre nossos comportamentos coletivos e a destruição do planeta por forças naturais já foi feita em muitos filmes, campanhas, panfletos. Mas esse filme acerta quando aponta o problema onde não queremos ver.
O problema é que eu, você, bilhões de chineses e indianos, assim como o resto da humanidade compartilha um mesmo sonho: os Estados Unidos.
Não morar na área de terra entre o México e o Canadá. Estou falando de corredores intermináveis nos supermercados, com prateleiras cheias de marcas, opções, plástico. Estou falando das rodovias de 4, 6, 8 faixas, lisas como um tapete de concreto. Dos sanduíches com tantas camadas de recheios que você não consegue morder. Do conforto de poder comprar, de filhotes de cães à sofás, absolutamente tudo pelo catálogo postal, sem sair de cima da sua bunda gorda.
E por aí vai.
A verdade é que não dá.

O estilo de vida consumista que os americanos levam simplesmente não pode, e nunca poderá, ser copiado por outros países. A penalidade por estarmos tentando será o colapso total dos recursos naturais e do meio ambiente.
O vídeo abaixo é um trecho do filme. Nele, uma animação fala da lógica da guerra entre os seres humanos pelos recursos naturais, das primeiras batalhas por água na antiguidade, passando pela idade média e sua luta por ouro, temperos e pessoas, pelos mais atuais conflitos por petróleo.
E termina com o continente em que todas essas guerras fizeram e ainda fazem o pior: a África.
Essa noite, fui dormir sem querer sonhar. Uma pequena olhada no futuro que estamos construindo ao atendermos em silêncio às urgências burras e medíocres dos nossos contemporâneos é extremamente perturbador.
Como seria., afinal, um futuro... melhor?
