

Escrito por Six e Rafael Morettini, o Blogin é um lugar para se falar de música!
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Amigos, o Blogin vai dar uma parada. Estamos com falta de tempo e queremos fazer outras coisas.
O Six continuará escrevendo no Suppaduppa – que deve vir para o Portal até o fim desse ano.
E eu vou tentar aperfeiçoar meu fusili.
Muito obrigado (mesmo) a todos que acompanharam o blog nesses 8 meses! Até daqui a pouco!
Eu sou fã do Júpiter Maçã. E acho importante deixar isso claro logo no começo do texto. Esse post é bastante pessoal, então eu não vejo outro lugar para publicá-lo que não seja... o meu blog. Se você preferir ir direto para o Júpiter Show, clique aqui.
Desde 1999 eu ouço falar de um músico gaúcho chamado Júpiter Maçã, mas eu demorei bastante para conhecer a música dele. Até ouvir “Lugar do caralho”. E fui atrás do Sétima Efervescência, por volta de 2007.
Descobri que ele era, pelo menos, um cara que tinha feito um dos melhores discos de rock que eu já tinha ouvido.
E descobri o “Plastic Soda”.
Então ele já era responsável por dois dos melhores discos de rock que eu já tinha ouvido.
No ano passado, pensando em idéias de séries para o Portal MTV, eu tentei emplacar alguma que homenageasse esse cara que fazia discos incríveis. Por incrível que pareça, a idéia foi aceita. É sério. Uma idéia de talk-show com o Júpiter Maçã como entrevistador foi aceita. E eu não consigo imaginar outro lugar em que isso seria possível.
(Quer dizer, no começo desse ano eu descobri que existe uma série parecida na VBS.TV com o Ian Svenonius)
Eu liguei pra ele e o convite foi aceito. Pedi umas sugestões de nomes que ele gostaria de entrevistar e a primeira pessoa que ele pensou foi o Falcão, ex-craque do Internacional de Porto Alegre e atual comentarista da Rede Globo. Então eu disse pra ele deixar quieto, que eu pensaria nos nomes, hahaha.
No dia 19 de Abril marcamos as primeiras entrevistas, que foram com Thunderbird, Clarah Averbuck e Rogério Skylab.
A série foi um sucesso. Nessa época o Júpiter ainda morava em Porto Alegre e eu me lembro de ligar pra falar com ele e outras pessoas atenderem ao telefone pra me parabenizar, me convidavam pra ir pro Sul ficar na casa delas e tal, haha.
Resolvemos gravar a segunda temporada. Mas, dessa vez, pensei que poderia ser legal com gente da MTV que admirasse o trabalho do Júpiter. A idéia era mostrar o Júpiter para um público da MTV que ainda não conhecesse o trabalho dele. Convidamos o Kiabbo, a Kika e o Didi. E as entrevistas ficaram ainda melhores.
Um ano se passou e, durante esse período, a vida do Júpiter passou por diversas mudanças. Uma delas, a vinda definitiva para São Paulo, o que facilitaria as novas gravações. Pensamos, portanto, em uma terceira temporada.
Ele me pediu para fazermos com amigos dele. Chamei o Tatá Aeroplano, o Hélio Flanders e o Wander Wildner.
E, com tantas mudanças, achamos pertinente também mudarmos o cenário, a vinheta de abertura e tudo mais que conseguíssemos.
E agora, vendo as três entrevistas prontas, eu não poderia estar mais satisfeito. Talvez muita gente olhe e pense “ai, essa vinheta é tosca” ou “ai, que sem graça” ou algum outro “ai” qualquer que as pessoas sempre acham. Para mim, essa série é mais do que homenagear aquele cara dos três discos históricos (porque depois ainda ouvi “Uma Tarde Na Fruteira”, talvez o melhor), mas sim uma das coisas mais legais que eu já fiz na MTV. E eu fiz bastante coisa por aqui, afinal já são quatro anos.
O Júpiter Show me enche de orgulho. E, por isso, eu queria muito agradecer o Ériko Prado, a Clegue, o Bruno Ondei, o Rodrigo Leme, o Paulo Azevedo, o Brunno Constante, os entrevistados e, claro, o Júpiter Maçã, que, depois desses quase dois anos, me mostrou que não é apenas um dos músicos mais geniais da história do nosso país, como também uma das pessoas mais educadas e agradáveis de conviver.
A primeira entrevista da nova temporada, com o Wander Wildner, já está publicada. As próximas duas irão pro ar na semana que vem.
Eu vou ficar aqui torcendo pra todo mundo gostar e ajudar a divulgar. Só assim a gente vai conseguir com que um dia o Júpiter Maçã entreviste o Falcão, hehe.
Estou de volta! E, depois de vinte dias, não é de música eu quero falar, mas sim sobre cinco pérolas cinematográficas que assisti nas férias.
Normalmente já é difícil achar mais de 2 filmes realmente bons num espaço de vinte dias, então imagine 5? E é exatamente por conta disso que eu estou fazendo esse post. Todos os filmes são excepcionais, dos quais quatro eu pretendo comprar o DVD assim que sobrar uma graninha. O último eu deixo pra explicar no final.
Deixa Ela Entrar (2008)
♥
Bastardos Inglórios (2009)
Filme do Ano!
The Devil and Daniel Johnston (2005)
De chorar!
As Confissões de Henry Fool (1997)
Divertido! E digo mais: irreverente! hahaha
Crepúsculo (2008)
Crepúsculo não é exatamente uma pérola cinematográfica. Mas é um bom filme para adolescentes. Quem me conhece sabe que eu amo dois tipos de filmes: os de máfia e os que se passam em colégios ou faculdades, haha. Crepúsculo tem lampejos de um filme de colégio, o que já garante 50% do sucesso de um filme, hahaha. E ainda adiciona vampirismo. Não teria como um filme desses dar errado, vai? Eu não compraria o DVD, nem leria os livros. Mas, para gastar duas horas das férias, é excelente! E agora estou esperando ansiosamente por Lua Nova. E não estou sendo irônico!
De tirar o fôlego esse vídeo do Flaming Lips. Eles tocaram ontem no programa do Conan O'Brien e a música escolhida foi "Watching The Planets", do recém-lançado Embryonic. Sem brincadeira, esse é o melhor disco da banda desde o Soft Bulletin.
The Renaissance, disco de 2008 do Q-Tip, é uma delícia. Não é exatamente (ou apenas) hip hop e também não é tão bom quanto seus discos com A Tribe Called Quest, mas mesmo assim é uma prato cheio pra quem é fã do músico como eu. Essa música, "Life Is Better", que conta com a participação da Norah Jones, é uma das melhores do álbum.
Uma dica pra quem gosta do Q-Tip: esse ano finalmente saiu o disco Kamaal/The Abstract, que foi gravado em 2002 mas que até então não tinha sido lançado porque a gravadora achava ousado demais. É um neo-soul muito bem feito e pouco convencional, portanto procure esse disco pra baixar ou comprar. Vale a pena.
