
O Campus Party, um dos maiores eventos de internet do mundo, também tem seu espaço no Portal MTV. Confira!

De chinelos e interagindo o máximo possível com os campuseiros, Ben Hammersley foi a grande atração deste sábado (22), na Campus Party 2011. Ele é editor da Wired UK, fundador da Dangerous Precedent, Diretor Digital da Six Creative e já trabalhou no The Times e The Guardian.
Quando questionado sobre como o brasileiro deve agir para alcançar seu desenvolvimento digital cada vez maior, ele disse: "este é o seu trabalho. E este é o momento. Temos apenas que fazer um bom trabalho em relação ao resto do mundo". Confira no vídeo o que mais ele pensa sobre o assunto:
Quem também passou pelo evento foi Nicolás Muma Farruggia, que estudou música pelo mundo e passa por todas as Campus Party para divulgar seu trabalho. Nesta edição, ele realiza um concurso onde o vencedor acompanha seus shows e palestras pelo mundo. O primeiro disco de Nicolás, independente, chama "Mátria" e está disponível para download no Facebook.

Ele conta que utiliza aplicativos específicos do ReverbNation para espalhar seu trabalho e explica a importância das redes sociais para a divulgação de um músico independente. "Precisamos aproveitar as oportunidades que as redes nos dão de espalhar conteúdo. Com a quebra do antigo paradigma, das grandes gravadoras, é um crescimento horizontal. Você vai trabalhando aos poucos, mas o efeito é mais duradouro. Você ganha a confiança dos fãs sem precisar ficar se reinventando em publicidade", completa. Veja um trecho da apresentação do cantor:
Para quem gosta de música, a tarde desta sexta-feira na Campus Party foi marcada pela palestra da Deck Disc sobre as diferenças e rivalidades entre gravadoras tradicionais e netlabels. Representando a Deck, Rafael Ramos, Fábio Silveira e João Augusto apresentaram o histórico e os futuros projetos da gravadora.
Com mais de dez anos de atividade, a Deck procura casar os elementos dos antigos moldes do mercado musical – hoje, a gravadora é dona da única fábrica de vinil da América Latina, a Polysom, e investe pesado na produção de vinis e compactos – com novas alternativas de negócio, como distribuição e marketing digital.
A conclusão que se tira, basicamente, é que netlabels e gravadoras tradicionais deveriam andar juntas. Enquanto os lançamentos físicos garantem mais espaço nas grandes mídias e atingem mais pessoas, o modelo digital é mais barato e garante mais agilidade no lançamento e na distribuição. “Foi graças à alternativa digital que vamos lançar o novo disco do Toro y Moi no Brasil ao mesmo tempo que nos Estados Unidos e na Europa”, explica Rafael Ramos.

O Toro y Moi é o primeiro lançamento internacional do Vigilante, selo que desenvolve novos talentos dentro da Deck. A ideia é que cada vez mais artistas gringos sejam “adotados”, servindo como um pontapé inicial para que eles venham ao Brasil. “A princípio, não temos como produzir esses shows diretamente, mas queremos lançar discos e fazer a promoção desses artistas no país para estimular outros projetos, como o Queremos, os trazerem para cá. Mas vou te dizer uma coisa: se ninguém quiser trazer, a gente vai dar um jeito!”, diz Rafael. “In The Aeroplane Over The Sea”, disco clássico da banda Neutral Milk Hotel, também está na lista de trabalhos gringos que o Vigilante vai distribuir no Brasil.
Enquanto o Vigilante lança vinis compactos de artistas ainda pouco conhecidos, como Boss In Drama, The Name e Volantes, Fábio Silveira garante: realmente, a venda de CDs e discos é o que gera menos receita no mundo da música. É a partir dessa premissa que gravadoras de todo o mundo, inclusive a Deck, refinaram suas relações com o artistas e passaram a oferecer outros serviços, como booking ou agenciamento.
O time de artistas da gravadora continua crescendo a cada dia. “Só ontem, na [Rua] Augusta, eu contratei três”, brinca Rafael. A piada, que tem bastante fundo de verdade, ilustra a atual situação da indústria da música, onde tudo avança em uma velocidade assustadora. A solução é tentar acompanhar o ritmo e não deixar o sistema estagnar.
Os debates e palestras da Campus Party 2011 continuam até esse sábado, 22. Os melhores momentos do evento você acompanha no Portal MTV.
O evento você já conhece, computadores para todos os lados, blogueiros, palestras, aparatos tecnológicos e muito mais.
A Campus Party também é um acampamento, nada de praia, os geeks de vários cantos do Brasil optam por dormir no local do evento, assim nenhum momento da festa é deixado para trás.

Onde dormir? Como tomar banho?
A organização pensou em tudo isso, e separou um galpão com acesso ao evento, cheio de barracas de camping e inúmeros chuveiros.
A MTV conversou com dois jovens e eles nos contam suas experiências e dificuldades nesse acampamento digital.
O Camping:
O Banho:
Ano passado, um nerd vesgo foi ao cinema e não conseguiu assistir Avatar porque não enxergava 3D. Revoltado com esse percalço da vida, o rapaz, resolveu reclamar num vídeo. Gravou seu depoimento, colocou no You Tube e mudou de vida. Estou falando do PC Siqueira, o responsável por desencadear o fenômeno dos vlogs na internet brasileira em 2010.
Ele era um dos participantes do debate "Videologs e livestreamings" nesta quinta-feira na quarta edição da Campus Party Brasil. Também no debate, Rodolfo Castrezana, vlogueiro e editor do Omedicast; Lucas, do vlog Vagazóides, com mediação de Cris Dias, creative technologist da agência JWT.
O grande pedido da plateia foi descobrir a receita para o sucesso de um vlog. Pelo discurso de todos eles, não se chegou a uma conclusão de como fazer sucesso, cada um apontou seus caminhos iniciais. PC Siqueira diz não saber como começou seu sucesso. O primeiro vídeo teve "600 views, depois teve mil views, quando chegou no Bobagento(blog de humor famoso na internet) teve 30 mil views. No segundo mês meu canal teve 250 mil views. Mas não sei dizer como começou e para onde vai". Lucas, do Vagazóides, assumiu: "comecei imitando o PC".
Os views de PC Siqueira e a difusão dos vlogs brasileiros acontecem de repente, os próprios vlogueiros nem percebem quando a fama acontece, "pra mim a ficha caiu quando pediram para tirar uma foto comigo no shopping, quando vejo que tem muita gente assistindo eu tento fazer o melhor que posso, às vezes a gente grava e não vai pro ar porque acho que está ruim" . Já PC Siqueira só tem a preocupação de não falar nomes, por causa da exposição das pessoas.
Eles falaram que a timidez é algo que eles tiveram que vencer, "eu fico timido falando em público, estou tímido agora", diz Lucas. "Mas como gravo com meu amigo, tendo outra pessoa junto fica mais fácil", conclui Lucas. Rodolgo Castrezana tem um formato diferente, em vez de postar vídeos editados, ele faz suas transmissões ao vivo "tem a vantagem de interagir com o público, é a minha comunidade, uma brincadeira que você faz ganha a pessoa".
A identidade dos vídeos entrou em discussão, Cris Dias comparou os vlogs com os podcasts: "quando a gente falou há dois anos atrás em podcast em áudio, explicava que era o rádio na internet. Dizer que um vlog é igual a TV é um passo". Mas na internet, "sua identidade, não precisa ser uma persona como na TV, não precisa ser outra coisa, o certo é ser você mesmo", complementa PC Siqueira.
Lucas comparou os palavrões na TV e na internet. "Na TV não pode falar palavrão, mas um dia num vídeo eu falei um palavrão e meu vídeo foi censurado para menores, mas eu tenho 16 anos e eu mesmo nao podia ver meu vídeo".
Outros assuntos como as rotinas de gravação, edição, relação com as redes sociais, publicidade, fama, anonimato, entre outras peculiaridades do universo dos vlogs brasileiros foram assunto no debate.
Minuto de silêncio na Campus Party
Durante o debata, ao meio-dia, toda a Campus Party fez um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes que aconteceram recentemente no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Pela primeira vez na Campus Party, todas as áreas e atividades pararam por um minuto no evento.
A última terça-feira foi um dia agitado para os campuseiros, com a passagem de Al Gore e Marina Silva pelo evento.
Agora, eles se dividem em palestras menores e, para descansar, aproveitam os jogos que estão disponíveis pelo Centro de Exposições Imigrantes. Veja as fotos!





