Puxe uma cadeira e saiba mais sobre clipes e dvds musicais: os clássicos, os lançamentos, os diretores e tudo aquilo que se ouve com os olhos.

Anteriores
Categorias

O clipe que fez o A-ha

01/05/2010 12:10:58

Essa semana li uma entrevista com um diretor de videoclipes que só conhecia pelo nome: o irlandês Steve Barron.

Responsável por clássicos do começo da era videoclipiniana, como Billie Jean (Michael Jackson) e Money for Nothing (Dire Straits), foi também o idealizador de um dos melhores clipes da história do nosso planeta:
Take on Me (A-ha).

 

 

Uma curiosidade é que essa é, na verdade, a segunda versão do videoclipe.

A banda já tinha gravado outra idéia com um outro diretor, baseada em "chroma key", e não tinha dado muito certo.
A gravadora acreditava na música e decidiu investir mais 100 mil doláres na produção de um outro videoclipe, na esperança que a música estourasse. Contratou Barron e deu a ele "o tempo que ele precisasse para vir com uma ótima idéia".
E deu certo.

25 anos depois, esse cilpe continua impressionante.
Faturou 6 troféus no VMA de 1984: Melhor Novo Artista em Vídeo, Melhor Conceito, Melhor Vídeo Experimental, Melhor Direção, Melhores Efeitos Especiais e Escolha da Audiência.

Uma história bacana que ele contou sobre a elaboração de "Take on Me" aconteceu em um quarto de hotel. Enquanto ele ouvia a música, sentiu um arrepio ao visualizar uma cena: a mão que saia da revista e agarrava o leitor.
Essa seria a idéia principal.

Take on Me

E fechou a entrevista com um ótimo comentário: a decisão das suas idéias para os videoclipes partia do número de arrepios que ele tinha com elas.

postado por Danilo Bechara

É nóis na Campus Party

24/02/2010 18:32:34

Voltei !

Depois de uma sumidinha bem da modesta, com a ausência de desculpas esfarrapadas, digo aos leitores do blog que eu voltei.

E minha volta ao blog aconteceu simultaneâmente (mas não coiscidentemente) com a minha participação na Campus Party, em um debate sobre...

... videoclipes.


A Campus Party eh um evento que acontece em diversos lugares do mundo, cuja edição brasileira se dá, desde 2008, em Sao Paulo.
A programação conta com palestras, debates e mais uma porrada de coisas relativas, basicamente, a tecnologia, internet, novas midias, e por aí vai...

Fui gentilmente convidado a participar da palestra "O Revival do Videoclipe".

Campus Party

Na foto acima, a "mesa", composta por:
Fabrizio Martinelli (diretor), Gustavo Martins (banda Ecos Falsos), Xande Oliveira (programador de videoclipes da MTV), eu e Paulinho Caruso (diretor).

Posso dizer que a minha visão a respeito do assunto é bem simples: para mim, não existe revival do videoclipe porque o videoclipe simplesmente nunca morreu.
O que aconteceu foi um evento bem particular do mercado brasileiro, onde se uniu a falta de grana (mundial) da
industria fonográfica com a decisão (regional) da MTV Brasil de não passar mais videoclipes.
Daí, por uns 2 ou 3 anos, não fez sentido produzir videoclipes no mercado interno.
Mas no resto do mundo tudo continuou igual. Tanto que diversos ótimos videoclipes de bandas gringas foram produzidos nessa época. Black Eyed Peas, Coldplay, Madonna, etc e tal ...

Bom, teorias a parte, o papo da palestra foi bacana e mudou rapidamente, indo para a programacão de clipes da MTV, a necessidade e os caminhos para se produzirem um videoclipe com pouca grana e muita vontade.

Foi isso. Quem tiver interessado, a palestra, na íntegra, está aqui.

postado por Danilo Bechara

Strawberry Swing, novo clipe do Coldplay, é mesmo tudo isso?

26/08/2009 17:19:37

Post "antisenso comum".

Tenho ouvido muito a respeito do novo clipe do Coldplay - Strawberry Swing.
Clipe bacana. Clipe legal. Mas não é tudo isso.



 

Eu explico:Antes de mais nada, quero deixar claro que acho os clipes do Coldplay bem legais - destaque para Yellow e The Scientist.Do mesmo jeito, os caras que dirigiram "Strawberry Swing" - Shynola - säo um dos melhores grupos de arte da atualidade.Já fizeram, entre outros, "Go With The Flow" (Queens os the Stoned Age), um videoclipe típico de TOP 5.

Mas Strawberry não é o caso.

 

 

Percebi que toda a pagação em torno do clipe acontece mais pelo processo do que pelo resultado. Ter sido feito de forma artesanal, com cada cena desenhada a mäo, frame a frame, meses de trabalho, giz, etc, etc, etc...

Essa parece ter sido a grande sacada.

E, com isso, chego a uma questão interessante: a forma como é feito um videoclipe determina se ele é bom ou não?Eu considero que não. O que determina é o resultado.O processo tem que trabalhar a favor do resultado. Justificar o resultado. Influenciar no resultado.

E Strawberry não é o caso.

Existe uma porrada de clipes "artesanais" em que isso acontece: Slegdehammer (Peter Gabriel), Fell In Love With a Girl (White Stripes).Nesse último, em especial, Gondry faz o clipe todo usando LEGOS.Demorou meses. Impressiona. Não ficaria igual se fosse em 3D.

E Strawberry não é o caso. O Chroma e o giz dariam na mesma, no final das contas.

 

E, ainda assim, não sei se foi o caso. Tenho minhas dúvidas se foi realmente feito a mão.3 questões que ficaram mal-explicadas:

1 - Eles conseguiram prender o Chris Martin durante 3 meses, em plena turnê, pra fazer uma coisa que ficaria idêntica em chroma key?

2 - Se você prestar bem atenção no final do clipe, vai perceber um pulo de luz no fim da animacao para o "momento making of". Por que esse pulo, se a animação, e o making of, foram capturados sem efeitos de finalização?

Strawberry Swing

 

3 - Finalmente, os caras do Shynola não sabem que ficaria igual? O making of e o começo, escancarando que foi tudo artesanal, não teria sido apenas uma jogada de marketing?

 

Strawberry me parece o caso.

postado por Danilo Bechara

15 Coisas Que Você Não Sabia Sobre Thriller, de Michael Jackson.

24/08/2009 18:44:38

John Landis foi convidado por Michael para dirigir  Thriller por conta de seu trabalho em Um Lobisomem Americano em Londres, em 1981.

"Gostei de Lobisomem Americano porque Landis conseguiu juntar horror com humor" - disse Jackson.

A primeira reação de Landis foi a de recusar o convite. "Me interesso em fazer filmes mais complexos
do que videoclipes". Era exatamente o que Jackson queria ouvir.

"Quero que Thriller e Beat It sejam um estímulo para as pessoas fazerem bons vídeos e bons curta-metragens".

O custo de  Thriller foi 5 vezes maior do que um videoclipe comum da época - 500 mil doláres.

A jaqueta vermelha que Michael usa no clipe foi desenhada pela mulher de Landis. Ela queria que Jackson parecesse mais "viril".

O poster pendurado no cinema, no começo do clipe, é do filme "Schlock", também dirigido por Landis.

John Landis também dirigiu o clipe de Black or White, 8 anos depois. Ele aparece no final, no papel de... diretor.

O coreografo do clipe, Michael Peters, já tinha trabalhado com Jackson em Beat It.

Ola Ray, a namorada de Jackson no clipe, foi coelhinha da Playboy em 1980.

O maquiador de Thriller - Rick Baker - tinha ganho um Oscar por "Um Lobisomem Americano em Londres". Ele aparece no clipe como o zumbi que sai do mausoléu.

Thriller entrou no Guiness Book de 2006 como o videoclipe de maior sucesso de todos os tempos - seja lá o que isso significa.

A narração e a risada do fim do clipe é feita por Vincent Price, famoso ator de filmes de terror dos anos 70. Ele
também é o responsável pela introdução de "The Number of The Beast" (Iron Maiden).

O clipe de  Thriller ficou 1 semana em cartaz em um cinema dos EUA, na tentativa de ser indicado ao Oscar. Ele
abria o clássico "Fantasia", da Disney.

A MTV americana chegou a rodar o clipe de Thriller 2 vezes por hora.

postado por Danilo Bechara

Michael Jackson: por que ele mudou a história do videoclipe?

27/06/2009 23:46:51

Responsável por um blog sobre videoclipes, eu obviamente não poderia deixar de postar algo sobre nosso querido rei do pop Michael Jackson e a sua querida importância na história desse formato.
E posso dizer, só pra começar, que foi muita.

Mas isso todo mundo já diz. Tá passando toda hora na TV.
Falaram da MTV na Globonews. Ontem ví um programa de fofoca anunciando “aquele clipe dos zumbis”.

Mas por que o Michael Jackson foi tão importante pros videoclipes? Taí uma coisa que ninguém explica. “Thriller é o melhor videoclipe de todos os tempos”? Pode até ser. Mas isso quer dizer alguma coisa?


mtv_80

O que acontece é que estávamos no começo dos anos 80. Fim do punk, começo da new wave. MTV americana. Gravadoras com grana.
Mesmo assim, os clipes ainda eram vistos como mera peça de divulgação.
Mas não para o jovem Michael. O rapaz, com a visão que tinha, percebeu o potencial inaproveitado e começou a tratar o videoclipe com a mesma importância que tratava a sua música.
Assim, ele investia uma grana– Thriller custou 5 vezes mais do que um clipe da época - , contratava os melhores diretores do mercado e escolhia a dedo àqueles que achava que tinham a ver com cada idéia em especial.
Thriller ficou a cargo de John Landis (o mesmo de “Um Lobisomem Americano em Londres”). Bad foi pra Martin Scorsese e as duas versões de “They don't care about us” - uma delas no Brasil – foram dirigidas pelo Spike Lee.



mj_brasil

 

Somando muita vontade, bastante potencial e uma boa grana, o clipe de Thriller estourou. Era tão independente da música que tem inserção de diálogos, de efeitos sonoros, tem introdução e até créditos finais.

thriller_creditos

Fez tanto sucesso que consolidou as duas carreiras: a do Michael Jackson e a dos videoclipes.

Essa história vale também para Beat It, lançado antes, e Bad, lançado depois.
Mas Thriller, com certeza, foi o ponto de virada de tudo isso.

O clipe é, realmente, um um capítulo à parte. Muitas curiosidades, muita grana, muita treta.
Vou escrever um post especial a respeito na semana que vem.

Até !

postado por Danilo Bechara
‹‹ 1 de 3 ››