Coluna é um programa diário de 15 minutos da MTV. É uma discotecagem comentada.
O Coluna MTV de hoje mostra duas diferentes formas de canalizar a raiva e a fúria na música. ‘Killer’, do Alice Cooper, foi lançado em 1971 e tornou a banda realmente popular. Desde então, o impacto do disco está presente em qualquer banda de Rock que pinte a cara ou use sangue falso em shows. Além da influencia sonora, claro. O outro ‘disco do dia’ é ‘Metal Box’, do PiL. Lançado em 1979, ‘Metal Box’ impressionava tanto pela embalagem – 3 discos em uma lata de aço - quanto pela sonoridade. Também é conhecido por ser a primeira e uma das únicas coisas que Lester Bangs salvou de sua casa em chamas. Ou apenas mais uma equação do Coluna MTV: Can + Dub. “É brincadeira?”.
O PiL se reuniu este ano e fará shows na Inglaterra, em dezembro. Aproveitando os holofotes para falar um pouco mais sobre... ele mesmo, John Lydon deu uma entrevista ao jornal britânico The Guardian para falar sobre ‘A Trilha Sonora de Sua Vida’ e não poupou palavras:
“Eu sempre quis trazer de volta o que fizemos com o PiL, mas eu estava preso a outras coisas. Os Sex Pistols estavam de volta à estrada e sem ressentimentos: aqueles caras eram meus parceiros (...). Mas ouvindo esse disco absolutamente brilhante, em particular a música ‘Halleluhwah’, que dura um lado inteiro, me lembrou o que nós estávamos tentando fazer com o PiL. O Can tem sua própria sonoridade e o PiL também. O único jeito de catalogar esse disco é em ordem alfabética”.
OBS FUNDAMENTAL: O disco em questão é o Tago Mago, de 1971.

'Halleluhwah'!
OBS FUNDAMENTAL 2: A música que mexeu com Joãozinho é esta:
Muito mais histórias contendo raiva, penas de galinha e influencias diretas e indiretas você vê hoje à meia-noite ou clicando aqui.
Até mais.
Mars
Chegamos ao Coluna MTV nº 100. “É brincadeira?”. Resolvemos comemorar com os 40 anos do disco Hot Rats, lançado em outubro de 1969. O programa estará disponível aqui em breve (corre, Mars!) e vai ao ar hoje à 00h.
O perpetrador do Hot Rats nos legou muito em muitas e variadas áreas que, em comum, só têm um possível rótulo: Entretenimento Inteligente.
Frank Zappa também criava muita ficção textual. Fica aqui o que ele colocou na boca de uma visão que apareceu para a personagem Maria, na música (ou cena, no caso) Packard Goose, do 3º ato do disco Joe’s Garage, em 1979:
Informação não é Conhecimento;
Conhecimento não é Sabedoria;
Sabedoria não é Verdade;
Verdade não é Beleza;
Beleza não é Amor;
Amor não é Música;
Música é O MELHOR.
Não é mesmo? Abraço!

Bob Dylan que o diga. O Coluna MTV, não tendo como falar de um ícone como ele em 15 minutos (Coluna 97), narrou as últimas notícias relacionadas ao lobo da estepe norte- americano.
Nesse post, vou seguir o bom exemplo do roteiro escrito para o coluna mencionado.Tenho pouco a dizer sobre Bob Dylan, na verdade quase nada, a não ser o que foi escrito no primeiro parágrafo, que já passou.
O motivo do post de hoje é o tão falado filme de Quentin Tarantino: “Bastardos Inglórios”. O que dizer? Vou arriscar:
1) Cenas livremente adaptadas de bons filmes de western à la “Sergio Leone” e, claro, movimentadas pelas trilhas de Ennio Morricone.
2) Um conto fantástico contemporâneo.
3) Um filme com o espírito das grandes histórias infantis coletadas e publicadas pelos irmãos Grimm, com direito a vilão pipando cachimbão.
O filme contém claras referências aos tais contos dos irmãos alemães: Cinderella e Branca de Neve.
Vale lembrar aqui o requinte do Tarantino: os irmãos Grimm contribuíram muito para o estudo do folclore e da filologia da língua alemã.
4) Desejo saciado com o fim da Septuagenária Segunda Guerra Mundial livremente inventado.
5) Flashbacks no estilo Tarantino.
6) O personagem mais bondoso do filme coloca fogo num cinema cheio de nazistas.
7) Hitler se divertindo como qualquer um vendo tiros na grande tela.
8) O clássico Applestrudel tem finalmente um lugar merecido num filme.
9) Era uma vez não no oeste, mas na França.
Chega, vou parar por aqui, os itens 1 e 9 ficaram muito semelhantes.
Falar do muito falado, infelizmente… me perdoem leitores pelas próximas frases a seguir, lá vai: Falar do muito falado é chover no molhado (doeu mais em mim, te garanto, mas segura a onda que vem mais), mas mudando de pato para cisne, eu estive no parque do Ibirapuera neste sábado passado e pela primeira vez em minha vida eu reparei que os cisnes do parque são tatuados nos seus lindos bicos com a sigla: PMSP, triste…
Depois de ver o Bastardos Inglórios no Domingo à noite, eu juntei os fatos e cheguei a conclusão que na Prefeitura de São Paulo existe alguém que não quer que os Cisnes se esqueçam que um dia foram Cisnes da Prefeitura da Cidade de São Paulo.
OBS FUNDAMENTAL 1: Quem assistir ao filme entenderá a infame colocação.
OBS FUNDAMENTAL 2: É verdade, eu escrevi um post para falar de um filme usando o Coluna 97 como desculpa, mas ambos valem muito a pena assistir.
No Coluna MTV 098 mostramos uma das muitas bandas do Jack White. The Dead Weather conta com Alison Mosshart, da dupla The Kills; Dean Fertita, do Queens Of The Stone Age e Jack Lawrence, companheiro de banda de Jack White também no Raconteurs.
A diferença entre o Jack de cada banda é explicada no programa, assim como a influência do White Stripes no som do Band Of Skulls: segundo o Coluna MTV, eles são uma das muitas bandas que ainda vão surgir com influência direta do Jack White, que foi eleito este mês o ‘homem da década’ pela revista Uncut, além de encabeçar a lista da revista com os discos mais importantes dos últimos 10 anos.

Uncut's Man Of The Decade.
Em outra lista, dessa vez da Rolling Stone norte-americana, Jack White ficou na 17ª posição dos 100 melhores guitarristas da história, logo abaixo do Johnny Ramone e logo acima do John Frusciante.
Fica a dúvida: Jack White é mesmo o ‘homem da década’? Assista ao Coluna MTV 098 e tire suas conclusões.
OBS FUNDAMENTAL: O disco mais importante da década, segundo a revista Uncut, é “White Blood Cells”, terceiro disco do White Stripes, lançado em 2001, que trouxe fama mundial a dupla graças ao hit “Fell In Love With A Girl”.
OBS FUNDAMENTAL 2: O segundo, terceiro e quarto lugar da lista de melhores discos da década ficaram com Bob Dylan (“Love And Theft”, 2001), Wilco (“A Ghost Is Born”, 2004) e Brian Wilson (“Smile”, 2004).
Até mais.
Mars
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Ian Hunter é 'o cara' do Mott The Hoople.
Além de sua extensa carreira solo, Ian agora está trabalhando na reunião do Mott The Hoople. A banda está em turnê com sua formação original depois de mais de 35 anos sem se apresentar. "É brincadeira?".
Só pra empolgar, abaixo seguem alguns vídeos do Ian Hunter junto com ninguém menos que Mick Ronson, guitarrista responsável por discos da fase 'glam' de David Bowie (Ziggy Stardust), além de participar de outros como "Tumbleweed Connection", do Elton John, e "Transformer", do Lou Reed, só pra citar alguns.
IAN HUNTER & MICK RONSON – Once Bitten, Twice Shy
IAN HUNTER & MICK RONSON – All The Young Dudes
OBS FUNDAMENTAL: "Eles (Mott The Hoople) pareciam uma aglomeração de cores brilhantes, formas bizarras, couro, óculos-escuros, veludo, botas enormes, cases de guitarra surrados e cheios de adesivos, e um andar arrogante. Eles pareciam vividos. Transbordavam bom humor, atitude e a total confiança de quem nasceu sabendo que é bom." - Brian May (Queen)
Até mais.
Mars
