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Vocalista do Shaila, com cara de Tom DeLonge. Foto por Breno Carollo
No inicio de agosto, fui conhecer Buenos Aires. Pirei na cidade. Comprei o primeiro álbum solo do Ciro Y Los Persas, fui assistir Fito Paez e almocei no Hard Rock Café. Se não tivesse realizado essa viagem, não teria ficado com tanta vontade de ir ao Hangar 110 nesse domingo (19) para assistir os portenhos do Shaila ao lado dos capixabas do Dead Fish.
Cheguei um pouco tarde, mas em tempo. O Shaila já estava no palco às 20h20 com seu hardcore em espanhol. O som é bem feito, comandado por um ótimo vocal melódico. Esse é o tipo de som que (ao vivo) geralmente não me agrada logo de cara, porém deste vez foi bem diferente. Fiquei empolgado e com vontade de cantar tudo.
Pena que só pude fazê-lo quando o Shaila tocou covers de NOFX e Ramones. Devia ter chego mais cedo, pois fiquei com vontade de curtir mais sons deles. E achei curioso quando ouvi "quiero ver ustedes a bailar", incentivando a galera ao mosh na última música deles. Se você é de Santos, Vitória ou São Gonçalo, ainda pode aproveitar a continuação da turnê brasileira, ao lado do Dead Fish. Se não, curta no MySpace.
Às 21h25 foi a vez do Dead Fish. Abriram com “Bem Vindo ao Clube” e foram mesclando músicas do novo “Contra-Todos” com as principais dos outros álbuns. Foi um imenso prazer ouvir clássicos como “Noite” e “Sonho Médio”, que há muito não sentia ao vivo e ainda me arrepiam (a última vez que ví eles foi com o Samiam em São José dos Campos, em dezembro de 2009, mas o lugar estava absurdamente quente e eu não prestei a menor atenção).
Rodrigo não parava de mostrar seu sarcástico “suingue latino”, se remexendo e dançando de forma totalmente inesperada para um show de hardcore, deixando a apresentação bem cômica. Também se lembrou das eleições (“Esse sistema não me representa. Não é alienado votar nulo, MAS FAÇA ALGO”), tocou a inédita “Nome aos Bois”, sobre a não abertura dos arquivos da ditadura e deu mais uma dose de sarcarmo ao pedir um “só vocês” e agradecer a “Família Dead Fish” na música “Noite”.
Outra três paradas maneiras completaram a noite: muitos stage diving gigantes; a participação do baterista do Shaila em “Zero e Um”, com direito a mais um salto do palco, desta vez do vocalista Joaquín, que “invadiu” o palco no meio da música; E o longo show do Dead Fish, com 26 músicas. No final, eles ainda tinham mais pique os próprios fãs.
O intercâmbio continua em 2011: conforme me contou Fran Coppola, da Spider Merch e que trabalha com o Dead Fish há alguns anos, as bandas ficaram amigas durante a turnê do Dead Fish por lá no final de 2009. Com isso, o Shaila foi chamado para tocar aqui e levará o Dead Fish novamente para lá, ano que vem. É muito bom ver brasileiros e gringos tocando juntos por amizade e não porque a banda “comprou” os shows de abertura da turnê.
Obs: quem tiver fotos dos stave diving, mande para gpelogia@gmail.com. Vale até uma galeria aqui, de tantos e tão altos que foram.
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