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Felipe Ideal, Fausto Oi, Sonrisal e Rodrigo Lima debatem o hardcore

04/08/2009 22:37:38

Eu ouço muita gente discutindo sobre a cena, mas pouca gente realmente encontrando soluções. Centenas de bandas com as mesmas propostas, produtores abusando das bandas novas, venda de convites, 20 bandas tocando no mesmo "festival", sem audiência nenhuma. Outro dia um adolescente me disse que as coisas estavam melhorando para a banda dele, pois já estava chegando no nível de não vender convites para tocar. Fiquei muito triste quando ouvi isso. Tentei explicar que esse na verdade deveria ser o inicio. Assim como eu fiquei triste, tem muita gente de saco cheio disso, tenho certeza.

Vejo as bandas que começaram nos anos 90 dizendo que construíram um cenário, coisa que eu conseguia enxergar até alguns três anos atrás. Então juntei alguns desses caras, que contaram parte de suas história no Diário de Palco (o livro), para um debate ao vivo sobre a situação desse mercado, meio punk, meio vendido, meio hardcore, meio do it yourself, meio emo (já disse antes e repito: estes são cenários que estão conectados).

Se você não agüenta mais ver um monte de coisas chatas no rock, ou se tem saudade dos "velhos tempos" (que para mim começaram em 2001 - não são tão velho assim), a Mariana Perin, da Coordenadoria de Juventude de São Caetano me convidou para falar sobre o Diário na cidade. Achei que, além de mim, seria relevante levar gente que faz o independente rolar há mais tempo que eu e teve um monte de bandas, passou por um monte de perrengues e claro, fez sucesso e é reconhecido por isso (e mesmo não estando mais no topo, suas bandas tem grande respeito). Acredito que a experiência dessa galera faça bem para a nova geração de bandas. O cartaz explica tudo:

 


Cartaz rabiscado por mim e por Estéfani Medeiros

Junto de Felipe (da Ideal Shop e Records), do Fausto (do Dance of Days), do Sonrisal (Street Bulldogs e Hateen), convidei o Rodrigo (do Dead Fish, que não está no livro) e as bandas Zebra Zebra e H.E.R.O (artistas novos que tem meu respeito e fazem música relevante). Eles estarão recebendo pelos shows. O cachê é baixo (R$150), mas é o minimo de respeito que eu devo ter por artistas que considero relevantes. Claro, neste caso a grana vem da prefeitura da cidade, assim como o pagamento de parte dos custos da exposição do Maurício Santana (que estréia no dia do evento e fica lá por um mês). O evento é gratuito e todos que de alguma forma estão ligados na cena hardcore deveria dar um pulo lá. Aguardo vocês!

postado por Gustavo Pelogia