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Minha análise sobre o primeiro ano da VOWE

10/02/2011 15:18:44

Eu mais ou menos acompanho o VOWE desde quando a banda nasceu para o público, em janeiro de 2010. Quase quatro meses depois disso, eles assinaram com a Midas Music.

Lembro que enchi muito o saco do Fabrizio para que ele me contasse que haviam acertado com Rick Bonadio, mas ele não confirmou. Só soube quando Bonadio comentou no Twitter que apresentaria uma banda nova. Deixei o texto pronto e assim que ele divulgou, publiquei uma nota e em seguida, liguei para o Fabrizio para pegar uma declaração.

O primeiro "show" deles foi uma apresentação de três músicas, no Best Of Zone Punk de 2010. Cheguei atrasado por lá e não consegui assistir – e segundo o Yuri me disse no dia,  tudo deu errado e foi bem sem graça. Mesmo assim, queria ter assistido.

E o tempo passou, passou...  Depois de tanto me empolgar com o que aconteceu nas linhas acima, não consegui assisitir a um show que fosse. Faço tanta coisa, que toda vez que via uma data deles, tinha algum compromisso inadiável.

Levou um ano para, por acaso, assistir ao show deles. No meio do plantão jornalistico do sábado (5), descubro no Facebook que eles vão tocar na Outs de noite, comemorando aniversário de um ano. Enfim, lá vou eu.

Uma das conclusões que tirei durante o show, mas que adianto aqui é que o VOWE já se sente maior do que o espaço que de fato ocupa. E como ouvi de um cara alguns dias atrás, isso é algo resolvido: pode ser bom, pode ser ruim. Vocês, leitores, já vão entender.

Antes do show, a montagem do palco. Vi quatro pessoas trabalhando com atenção para ajustar guitarras, baixo e bateria. Por um minuto, achei até que outra banda é quem estava para tocar. Mas pouco depois, chegaram Yuri, Fabrizio, Denis e Vinnie.

O show começou por volta das 22h, com O Viajante. No palco, todos tem presença, ocupam bem seu espaço e deixam a visão esteticamente interessante. É verdade que o espaço na Outs é bem pequeno, mas ainda assim, é preciso certa confiança para não deixar a atenção do público só no ouvido. Levei meu amigo Felipe Cruz para assistir o show e ele pirou na técnica do Denis na bateria. Fato, o cara toca muito mesmo!

Eles tocaram o que deve rolar em todos os shows. Eis o sit: O Viajante, O Acaso, Cosmopolita, Espelho, É Só o Começo, O Silêncio, Simples Assim, Bem, Aqui, Nada é Como Agora, Tua Frieza e O Que é Certo.

Já com uma considerável experiência de palco a banda também tem as seus costumes. Quando uma corda da guitarra de Fabrizio estourou, outra já estava pronta para a música seguinte. Quem penou em uma situação parecida foi o baixista Vinnie.

Sem muito falatório desnecessário, Yuri agradeceu a presença do médio público (a casa não lotou, mas também não estava vazia), incluindo amigos como Lucas Silveira e Daniel Weskler. Quem assiste, também agradece. O show é muito bom mesmo.

Se não fosse, algo estaria acontecendo de errado: nesse um ano, eles tocaram para muita gente em festivais grandes, assinaram contrato com uma cabeça poderosa da músic e fizeram uma ótima divulga na internet (webclipe, e-mail marketing, etc).

É aí que está o risco: o VOWE já se sente maior que é. A experiência dos envolvidos faz com que isso seja inevitável, não é um presunção. Se tudo der errado, pode ser uma grande frustração. Se não, eles já estão preparados.

Não é preciso, mas vou dizer: é obvio que acredito e torço demais pela segunda opção.

postado por Gustavo Pelogia