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O que é que a loira da Uniban tem a ver com a política? Saiba aqui

28/10/2009 - 20:20

Ando meio sumido, mas não abandonei o blog. É o excesso de trabalho, mesmo.

Chegou hoje ao meu conhecimento um caso bizarro, muito bizarro. Ficou entalado na garganta.

Na semana passada, uma estudante de Turismo da Uniban - uma universidade particular, popular, em São Paulo - resolveu ir à aula vestida com trajes curtos, muito reveladores. Ao subir a rampa, rapazes teriam começado a disparar gracinhas contra ela. A coisa foi ganhando volume (duplo sentido, por favor) e há relatos de que lá pelas tantas já tinha cara falando em ESTUPRAR a menina. Parou a Uniban. Literalmente.

(Em nota oficial, a universidade nega que tenha havido tentativa de estupro, dizendo que não houve contato físico e nem perseguição. Não vi nenhum vídeo que mostrasse o começo da coisa toda. Mas se a moça precisou se trancar numa sala e a coisa chegou ao ponto de todos os alunos saírem da sala de aula para assistir o espetáculo, parece ter sido um pouco mais do que apenas gritos. E se todo mundo sair da sala de aula pra ver o espetáculo não é perseguição, não faço idéia do que possa ser, na definição da universidade. Carros correndo na rua em alta velocidade, talvez. Se você for fazer vestibular por lá, anote porque pode ser importante essa distinção.)

Um dos vídeos feitos no celular mostra uma aluna dizendo que todo mundo queria ver "a puta da faculdade". A garota precisou se esconder numa sala de aula e precisou a polícia militar ir lá para tirá-la em segurança. Ela saiu sob gritos de "puta, puta". Ninguém analisou isso melhor que o Boteco Sujo.

(Cá pra nós: não sei se era ou não essa a profissão dela, mas e daí se fosse? Não seria a primeira e nem a última numa faculdade. Se era, não era a única. No meio da multidão toda que parou a Uniban devia ter algumas que realmente eram, mas na moita. A profissão delas tira o direito de estudar? Eu acho que não. E especialmente acho que não é motivo pra linchamento moral.)

Repare bem: não era um tribunal islâmico como os da Somália, onde mulheres são condenadas a morrer a pedradas por cometer adultério. Não era o Sudão, onde mulheres são condenadas a tomar 20 chibatadas por usar roupas impróprias (no caso, calça comprida). Não: estávamos em São Paulo, a cidade mais rica do Brasil. Num ambiente universitário, teoricamente. Mas o espírito de manada é sempre mais forte que a razão.

Da mesma forma como num estádio todo mundo sabe exatamente que hino cantar em louvor ao seu time, na Uniban todo mundo sabia que devia ser moralista - inclusive os sujeitos que se viam no direito de querer estuprar uma moça cujo único problema era ter um gosto supostamente duvidoso no trajar.

Se ela vai à aula exibindo o útero, o mau gosto é dela - e há jeitos e jeitos de avisar se isso não for adequado. Aliás, vi fotos da moça com o vestidinho rosa da discórdia e tenho certeza de ter visto trajes mais escandalosos em seriados de TV dos anos 60. Se a universidade pára pra linchá-la moralmente por ir vestida desse jeito, o problema é outro. Isso é o que eu chamo de MORALISMO DE MÃO CABELUDA.

O melhor exemplo disso é o do sujeito que postou o vídeo "Puta sendo expulsa da Uniban" (na verdade, ela foi escoltada, não expulsa). Quando apareceu na longa lista de comentários do vídeo uma moça dizendo ser a que causou o tumulto, ele foi lá postar no perfil dela: "linda vc e corpao vc tem isoo sem duvida..." Ué: o cara é um moralista, que comemora que a "puta" seja expulsa, ou um malandro, que quer tirar uma casquinha? Pessoalmente, acho que a diferença entre o moralista e o malandro é apenas a sinceridade.

Amigos leitores, eu lhes confesso que tenho um medo filosófico de multidões. Numa multidão, é perigoso pensar por conta própria. Age-se por instinto de manada. Se você estivesse lá na Uniban naquele dia, você vaiaria a "puta" ou levantaria o dedo perguntando "peraí, mas ela é culpada de quê, mesmo?"

Isso tem tudo a ver com o debate político. Já reparou como político nenhum afirma ser de direita e até o Sarney virou um expoente da esquerda brasileira, com direito a ser defendido pelo Lula? Mais ainda: já reparou como todo político é gente boa, no discurso?

Moralismo insufla multidões, assim como os sentimentos de pertença relacionados a times ou ideologias. É nessas horas do sangue quente que caras do MST derrubam laranjais. É nessas horas do sangue quente que policial carioca não vê se está atirando em bandido ou no primeiro cara que vem na frente.

Em 1970, o genial quadrinista Jack Kirby criou o Impiedoso Darkseid, um personagem cósmico que buscava o controle da Equação Antivida. Essa equação permitiria controlar a vontade da humanidade, anulando a vontade própria de cada indivíduo, mas estava fragmentada na cabeça de cada um de nós. Ele pensava basicamente no nazismo, onde todo mundo "apenas cumpria ordens" e cometeu atrocidades inomináveis. Mas podia se referir a qualquer fenômeno de multidão.

Amigos leitores, faço um pedido a vocês: quando se virem numa situação dessas, PENSEM antes de qualquer coisa. Uma coisa é cantar "louco, louco, louco" - isso é legal pra caramba. Outra coisa é linchamento moral.

 

por Marcelo Soares


Tags: cultura política, moralismo de mão cabeluda
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Uma coisa que pensei após ver o Debate MTV
foi:"Não é estranho que estejam usando a Geisy
como símbolo de uma luta CONTRA a trasnformação
da mulher em objeto? A própria não é a
personificação deste estereótipo?"

É como se
usassem Hitler na luta contra o racismo (guardadas
as proporções).
Siri // 12.11.09 às 20h08
Ah, sim. Na hora do vamos-ver cada um puxa a brasa pro seu
assado. As feministas puxam para o assado da transformação
da mulher em objeto; o movimento estudantil puxa para o
assado do autoritarismo nas fábricas de diplomas; as alunas
da Uniban puxam para o assado da desqualificação do
diploma que elas vão receber.

Mas eu ainda acho que é
uma questão de tolerância, de liberdade de expressão, de
direitos humanos em geral. E continuo achando que por mais
sem-noção que a moça fosse, tinha jeitos muito mais
civilizados de resolver o problema. Não precisava deixar
chegar ao Afeganistão que chegou.

Julgar a moça é a
mesma coisa que, numa cena de um pedestre atropelado, dizer:
"mas quem mandou não olhar por onde anda?" O cara pode não
ter olhado por onde anda, mas ainda assim foi atropelado - o
que é muito mais grave do que ser distraído. É uma
situação que "explica" como começou a coisa, mas nem de
longe justifica.
Marcelo Soares // 13.11.09 às 14h59
Não apenas os demais mas ela também precisa
aprender a medir seus atos.
Siri // 11.11.09 às 15h36
Também acho que noção é um negócio importante. Mas a
partir do momento em que a reação foi um negócio
completamente fora de qualquer medida, perde o sentido falar
em a moça medir seus atos. Perto do que foi a reação,
focar na moça soa a mesquinharia. O que eles fizeram foi
como tentar espantar uma mosca com uma bala de canhão e
acabar derrubando a parede.
Marcelo Soares // 11.11.09 às 16h53
Continuo concordando contigo, só que eu ainda
acho que estão colocando ela debaixo do tapete e
esquecendo de julgá-la.
Ela não é/foi
"inocente" em qualquer sentido da palavra.

Pra
não floodar os comments, achei um texto que
explica meu ponto de
vista.

http://www.administradores.com.br/artigos/
caso_uniban_a_educacao_por_baixo_do_pano/35643/

Q
uanto à justificativa das centenas de alunos, eu
acho que ela quis chamar a atenção deles, mas
não foi lá muito inteligente para chamar apenas
de um ou outro.

Se fossem apenas 3 caras da
facul?
Não apenas os demais mas tbm ela precisa
medir
Siri // 11.11.09 às 15h36
...preconceito e machismo?

Se o assunto é o que
mulheres podem ou não vestir - como querem
debater alguns - então dizer isso a ela daria no
mesmo.

Eu sou mais da sua opinião e atitude:
ficaria calado só olhando. Isso porque também
acho que ignorar é a melhor opção para pessoas
que querem chamar a atenção.


Obrigado pela
atenção e pelas respostas!

[]'s
Siri // 10.11.09 às 20h41
Eu não duvido que ela tenha faltado com a noção.

O
"ô, se liga" e a coisa disciplinar também poderiam ser
classificadas como uma forma de conservadorismo, certamente.
Mas, na lógica da faculdade, também poderia ser algo
disciplinar como não deixar que alunos homens entrem na
aula sem camisa. Sei lá. Tudo isso é questão de "contrato
social", de regras claras. Não faria sentido na maior parte
dos ambientes frequentados por adultos. Mas seria uma forma
BEM mais civilizada de resolver uma situação considerada
inconveniente do que deixar centenas de alunos saírem ao
corredor gritando "puta, puta". Concorda?

Acho que a
faculdade errou por omissão, por deixar a situação chegar
naquele ponto, e depois por ação, ao jogar a
responsabilidade toda em cima da moça.

Também acho que
um erro, uma gafe, uma falta de noção, não justifica
centenas chegarem ao ponto de poderem ser acusados de
cometer sete crimes diferentes.

Volte sempre!
Marcelo Soares // 11.11.09 às 13h07
... que, SUPONHO, sabia o que estava fazendo
porque sabia o que queria.
E o que ela queria era
apenas chamar a atenção, como qualquer um, homem
ou mulher, faz.

Só que ela perdeu o controle da
coisa.
Não consigo imaginar que ela tenha ido da
casa até lá e só na Uniban é notaram que ela
estava com aquela roupa.

Agora, falando em
crimes, eu, homem, poderia ser indiciado por
atentado ao pudor se andasse com aquele vestido
mostrando "algo" (e de propósito)?
Ainda, você
propôs dizer "ô, se liga" para alertá-la sobre
ser "inconveniente"... mas isso não poderia
TAMBÉM ser visto como p
Siri // 10.11.09 às 20h38
A regra é clara: balançou, atentou.
Marcelo Soares // 11.11.09 às 14h51
Marcelo, se me permite discordar educadamente
^^
Se lembra da cena que dá nome ao filme
"Assédio Sexual"? É um caso bem mais extremo de
"provocação" digamos, pois há o contato físico
e ainda o lance de o homem ser o funcionário e a
mulher a chefe... mas se aquela atitude foi
condenável - ainda que na ficção - por que não
seria condenável a conduta e atitude da Geisy
(guardadas as proporções, claro)?

Todos a
defendem como se ela fosse, em seu vestidinho
vermelho, tão ingênua como a Mônica [Maurício
de Sousa] deixando ver sua calcinha.

Ei, estamos
falando de uma adulta, que,
Siri // 10.11.09 às 20h29
Valdir, arrume uma máquina do tempo e se mande
para Idade Média para viver com trogloditas não
civilizados.Ou então, vá para Alemanha
Nazista.É mais perto no tempo.
Marcos M // 10.11.09 às 19h09
Pelo menos na era medieval não tinham
feministas, movimento gay, comunistas da UNE e
"Crepúsculo".
valdir // 10.11.09 às 17h54
Também não tinha nenhuma liberdade pra quem não fosse rei
ou suserano. Como eram muito poucos que ocupavam esses
cargos, dificilmente haveria liberdade pra mim e pra você
também. Por isso, não troco esta época por nada. Mas bem
que o pessoal podia avançar um pouco e aprender a aceitar
que os outros também têm direitos.
Marcelo Soares // 11.11.09 às 13h02
Não ofenda os índios, Airton.Eles com certeza
são mais tolerantes e menos imbecis.
Marcos M // 10.11.09 às 15h50
E estão acostumados com a nudez.
Marcelo Soares // 11.11.09 às 13h01
nesta faculade tem bando de indio
airton // 10.11.09 às 10h55
Caro teacher!
O episódio Geisy serve para nos
alertar de muitas atitudes preconceituosas no meio
universitário. É algo que tomou proporções
maiores, mas pense se tivesse ficado apenas entre
um grupo de 100/200? Talvez não tivesse chegado
à imprensa e a aluna continuaria com o peso dos
insultos para si. Se ela é puta, tem o direito de
estudar. E se é dona-de-casa, também. É um
debate e tanto, que nos alerta sobre o direito de
ir e vir, como prevê a Constituição.
De seu
aluno indisciplinado, das bandas de
Piracicaba
Rodrigo
Alves
www.dandonota.wordpress.com
Rodrigo Alves // 10.11.09 às 09h13
Não sei. Mesmo se fossem 30 já era absurdo.
Marcelo Soares // 11.11.09 às 13h01
Ou eu posso ir de sunga branca lá - ou qualquer
lugar - e bancar o gogo boy rebolando para todos e
isso ser considerado "normal"?
Siri // 09.11.09 às 20h25
Num mundo ideal, o senso de ridículo de cada um (ou a sua
falta) devia ser respeitado. É mais ou menos como o pessoal
exagerou no Twitter: começam discriminando a minissaia,
depois discriminarão os piercings, depois as tatuagens,
depois a cor da pele, depois o peso. Tudo pode escandalizar
alguém.

Só a roubalheira do Congresso não
escandaliza, afinal todos eles são homens
bem-vestidos.

A faculdade tem o direito de ter regras a
respeito de que tipo de roupa é considerada adequada. Mas
essas regras devem ser claras desde o começo.

Nos anos
90, trabalhei num jornal de Porto Alegre onde não se podia
trabalhar de bermuda. A regra havia sido imposta pelo dono
do jornal, depois que ele se escandalizou com as roupas de
um cara de uma trupe de teatro que foi lá levar um release.
Por mais grosso que ele fosse (e o sujeito ERA grosso), ele
não expulsou o cidadão. Apenas orientou a portaria a não
deixar que a coisa se repetisse.

Meses depois, aconteceu
um problema sério. Era um sábado quente do verão
portoalegrense, um forno danado, e o porteiro liga pro
diretor de redação. "Tem um senhor de bermuda aqui dizendo
que é o dono do jornal e que quer subir. Só deixo se o
senhor liberar". Pois era o próprio - que só aparecia no
jornal de vez em quando, por morar noutro país. Como ele
era o dono, a regra valia pra todo mundo menos pra ele.
Marcelo Soares // 10.11.09 às 00h53
Ótimo texto.
Concordo com a analise dos fatos e
com sua opinião, mas eu vejo que sou o único que
realmente está questionando uma possível "falta
de ingenuidade" da moça.

Não acho que a
questão possa ter sido apenas pelo
micro-vestido.
Afinal, quantas mulheres assim
passam por aí todos os dias, não é?

Ainda
queria saber o que aconteceu de verdade lá para
ter uma opinião e não apenas crucificar este ou
aquele.

E se ela estivesse mesmo mostrando "as
partes" levantando o vestido?
Mudaria tudo, não?
Siri // 09.11.09 às 20h23
Você não é o único, há outros em outros posts. Já
respondi, também.

Acho que não mudaria tanto assim.
Nada justifica o tamanho a que a coisa chegou.

Se a
moça estava querendo aparecer, havia jeitos civilizados de
cortar o barato dela. Um é ignorar - o que, pra mim, seria
o mais correto. A pior coisa pra quem quer aparecer é não
ser visto. Outro, se estivesse incomodando, seria dar um
toque na moça e dizer "ô, te liga". Outro é solicitar
providências à direção da faculdade, se ela estivesse
sendo demasiadamente inconveniente. Mas acho que ninguém
era criança ali, ninguém precisava ser defendido da
eventual visão de uma bunda.

Nada justifica o
talibanismo e a proporção a que a coisa chegou. Muito
menos a intolerância demonstrada.

Pode ser que o ônus
do ridículo estivesse na mão dela quando ela entrou. Vamos
supor a hipótese mais absurda e imaginar que ela tivesse
bancado a Marilyn Monroe, passando propositalmente com o
vestidinho rosa por cima de uma saída de ventilação.
Seria uma imensa falta de noção.

Parar a faculdade pra
centenas de alunos chamarem uma colega de "puta" e
ameaçá-la de estupro, ainda que em reação a uma imensa
falta de noção, é muito pior do que uma imensa falta de
noção. É um conjunto de crimes, previstos em lei e tudo
mais.
Marcelo Soares // 10.11.09 às 00h46
É tempo de valores invertidos;A Aluna da UNIBAN,
hostilizada por usar um vestido curto,de vítima
passou a criminosa:Foi expulsa da UNIBAN.
Marcos M // 08.11.09 às 15h18
Sim. E digamos que seja verdade a justificativa da
universidade de que o comportamento dela deu motivo para a
expulsão. Ainda assim a Uniban teria sobre seus ombros a
culpa de ter deixado a coisa chegar ao ponto a que chegou. A
universidade é responsável pelas críticas que vem
recebendo, de um jeito ou de outro, por ação ou por
omissão.
Marcelo Soares // 09.11.09 às 14h07
É tempo de valores invertidos;A Aluna da UNIBAN,
hostilizada por usar um vestido curto,de vítima
passou a criminosa:Foi expulsa da UNIBAN.
Marcos M // 08.11.09 às 15h18
Caro marcelo excelente post. Gostaria de dizer
algo que complementasse mas o que foi escrito por
si só já é o bastante para refletirmos sobre
essa hiprocrisia moralista desses "nobres" alunos.
Eu sei na pele o que é expressar o que pensa e
ser escorrassado moralmente.

Um grande abraço
e continue postando sempre algo para nos
pensarmos.
André // 05.11.09 às 20h56
Valeu, André. É importante a gente lutar pela liberdade de
pensar e divergir.
Marcelo Soares // 08.11.09 às 15h20
_________________
Pronto, agora já li.

Penso que
os dois se complementam.

Mais um episódio que
distingue educação de
escolaridade...
_________________
www.oniros.com.b
r
Giovani Andreoli // 05.11.09 às 01h48
_________________
Sem muitas delongas, ótimo
comentário sobre o assunto. O melhor que já ouvi
ate
é agora (ainda não li o do "Boteco
Sujo").

E eu não sabia que a equação anti-vida
era definida assim já por Kirby. Li apenas a
Odisséia...
_________________
www.oniros.com.br
Giovani Andreoli // 05.11.09 às 01h35
Na Crise Final, o Grant Morrison está tocando bastante
nisso, especialmente na edição 4 (que chegou às bancas de
São Paulo nesta semana).
Marcelo Soares // 05.11.09 às 10h07
Gostei muito do texto. Foi claro, objetivo e
sincero. Acredito que um problema que estamos
enfrentando é a indiferença e o não saber lidar
com o diferente. Digo a indiferença devido
observar que as pessoas não se unem em
manifestações políticas e mais sérias, porém
sabem julgar de forma injusta: onde a lei se
aplica apenas a alguns.

Adorei todo o texto. Vejo
que ao menos alguém se manifestou mostrando uma
nova visão.
Susy Ane // 04.11.09 às 13h38
Gostei das considerações. Você disse
tudo.
Quando vi as imagens no Jornal Nacional
desse triste episódio, só consegui prestar
atenção naquela turba raivosa; uma multidão de
universitários agindo de tal maneira é
inconcebível. Você colocou TUDO sobre o
ocorrido. Você faz uma análise que nos obriga a
questionar o mundo em que vivemos. É a
intolerância falando mais alto. Foi como disse a
Cristina, um espetáculo de demência. Parabéns!
Este blog forma opinião. Marcia
Marcia // 03.11.09 às 23h23
Valeu, Márcia!
Marcelo Soares // 04.11.09 às 13h29
 
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O que você acha da forma como a gente usa a liberdade pra falar de política na internet?

Toda tentativa de limitar a liberdade de expressão na internet agride os nossos direitos. Só se aprende a usar a liberdade quando se pode usá-la.
É chato impor limites, mas tem gente que não tem noção mesmo. Tem que moderar obrigatoriamente.
O povão não sabe discutir política. Melhor não abrir espaços pra isso e deixar o debate na mão dos profissionais, que são eleitos e bem pagos pra isso mesmo.
Tô nem aí, tô nem aí...
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