Você já foi à Bahia? Não, num vale viagem de formatura pra Porto Seguro, porque aí você só enche a cara e nem lembra de nada. Sendo assim, eu não fui. (Putz... Me entreguei!) Se eu comi acarajé na Bahia, eu não me lembro. Mas os neurônios que tenho sabem que, aqui na terra da garoa eu já experimentei alguns.
E foi ali, no aconchegante cheirinho de chulé, quer dizer, pão de queijo, da Estação Belém (noite feliz... noite feliz...) que descobri o que é que a baiana tem.
Ela tem azeite de dendê, tem. Massinha de feijão, tem (tem tem). Um monte de recheio, tem. Camarõezinhos crocantes por cima, tem (tem tem). Quentinho, cheiroso e apesar de eu não saber direitinho tudo que tem no meio, é bão!
Um dos maiores problemas dos acarajés é o quiabo do caruru. Precisa ser muito bem preparado pra que você não sinta que está ingerindo a baba do Sloth. E lá, onde toca o sino de Belém e uma das baianas mais simpáticas resolveu colocar sua barraquinha, a baba não tem vez.
Pode parecer estranho, financiada pelo sogrinho e pela sogrinha, eu já experimentei acarajé até de restaurante. Não era ruim, mas o gostinho de barraca dá um toque a mais. Por módicos R$3,50 você desce da viagem de metrõ e faz uma viagem express à terra de Ivete Sangalo, Dorival Caymmi, Pitty, Wagner Moura, Gilmar (dono do Bar Bahia) e até Júnior Baiano apenas com uma mordidinha no famoso, quentinho e gotchoso acarajé.
O que: Acarajé
Local: Terminal Belém, Estação Belém do Metrô
Preço: Acarajé - R$3,50
Atendimento: Simpatia, e toda baianidade da baiana.
Efeitos colaterais: Você pode sair falando muito relaxadamente e com um sotaque gostooooooso, painho!
Avaliação:
Acho que todo mundo está mais do que acostumado a ver por aqui as resenhas clássicas de hot dog com trezentas coisas em cima, que vão desde purê até salada de repolho (chucrute!). Pois bem, mas hoje vou falar do dogão mais TRU que vocês podem encontrar. Este que lembra aqueles hot dogs americanos só com aquele fio de mostarda serpenteando e nada mais.
Existem alguns terminais de ônibus que são verdadeiros paraísos do Fast Food de Pobre, com comida barata, às vezes gostosa, mas sempre de procedência duvidosa. De cabeça posso citar o Terminal Bandeira (perto do metrô Anhangabaú), o Terminal Santana, o Terminal Carrão, Terminal Tatuapé, e o nosso astro de hoje, o Terminal Belém!
Saindo do metrô Belém, virando à esquerda da catraca e descendo as escadas, você já sentirá um cheirão de pão de queijo (aroma que fica entre o chulé e o gorfo). Na fachada, lerá Vitta Pane. Você chegou!
O hot dog custa $ 1,50 e consiste apenas de pão, 2 salsichas e uma lambiscada de maionese. No balcão tem um baldão de catchup e outro de mostarda, para complementar o lanche. E é aquele catchup fodão de rua, que é mais doce e mais aguado que o normal. Falando sério, eu gosto!
E mesmo o esse hot dog sendo pequenino e sem adereços, vale a pena quando aquela fome bater e você tiver menos de 2 reais no bolso. Vale a pena comprar um refrigerante Dolly para acompanhar, por apenas 1 real! Seu estômago agradecerá o agrado... ou não. Mas é muito bão pra matar a fome pós-balada, especialmente se você estiver bêbado. Se você bebeu muito, dá pra comer 2 sem pensar!
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O que: Hot dog simprão
Local: Vitta Pane - Terminal Belém, Estação Belém do Metrô
Preço: Hot Dog - R$5,00 / Dolly - R$1,00
Atendimento: Rapidinho, porém atencioso.
Efeitos colaterais: Nenhum até o momento. O medo é maior do que o efeito propriamente dito. Pode meter o dente sem medo!
Avaliação:
Nossos queridos e estimados leitores salve salve já devem ter percebido que, além de comida simplesmente buscamos rapidez, diversão, preços baixos e até, improviso (afinal, na correria dessa vida até nossas refeições precisam ser improvisadas).
E daí surge algo que nos ligue com um concurso cultural bem legal. Já ouviram falar do Jogando no Quintal [link]? Pois trata-se de uma abordagem muito bacana dos divertivos jogos teatrais de improviso. Se você quer entender melhor, venha com a gente curtir essa peça na próxima segunda-feira, dia 2 de Agosto, às 21 horas, no Teatro Folha (Shopping Pátio Higienópolis; Av. Higienópolis, 618).
O concurso cultural foi proporcionado por algo que também tem bastante a ver com Fast Food de Pobre: as rápidas, práticas e gostosas sopas instantâneas Quick da Knorr!

Então, venha conosco dar muita risada nesta segunda-feira. Serão sorteados quatro pares de ingressos. Para participar, basta deixar um comentário nesse post com seu nome completo e e-mail, e se for um dos vencedores do sorteio receberá um e-mail até domingo! Boa sorte!
O recém-paulistano e grande amigo Pedro Couto, do blog Pangeia, está bem alinhado com o ideal do Fast Food de Pobre: desbravar os guetos e bibocas procurando por quitutes e acepipes baratos, gostosos e que não deem aquele revertério intestinal monstruoso. E em suas caminhadas pela Terra da Garoa, encontrou um pastel em um lugar inusitado. Sigam o relato!
"Eis que me encontro em plena Av. Paulista, às 19h30 de uma segunda-feira, bisbilhotando a seção de promoção de uma loja de CDs (sempre encontro coisas boas e baratas, obviamente). Tinha acabado de sair do trabalho e me dei conta que perambulava pela avenida atrás de comida. À alguns metros à frente, após um típico boteco paulista, avisto algo diferente: uma barraca de pastel dentro de algo que provavelmente fora um boteco. Sim, era uma barraca dentro de um boteco.
Pensei que ali deveria ter algo interessante. Assim como na astronomia tem-se o astrônomo, na gastronomia, deve-se existir o gastrônomo. Se gastronomia é ciência, nós somos a cobaia. Foi com esse ideal que imergi no ambiente.
O local faz jus à sua intenção. É como tivéssemos uma tradicional barraca de pastel incrustada na moderna e movimentada Av. Paulista. Vemos em cima da bancada de metal potes com vinagrete e bisnagas de molhos diversos. A comunicação ao “pasteleiro” é feita do método mais funcional e barato: o grito.
Além dos sabores costumeiros, como carne, queijo, palmito e frango com catupiry (e vários outros), todos com o preço de R$2,50, a “Pastel de feira” (acho que é o nome do lugar) tem opções de pastéis “especiais”: frango ou carne - com queijo, ovo e tomate. O preço é o dobro do pastel comum (5 pila, pra quem é ruim de matemática).
Como estava em serviço (afinal já avistei escrever para este blog), fui direto no carro-chefe da casa. Para abrir o apetite (ou soltar o intestino), pedi também um caldo-de-cana.
O Especial de carne é um pastel robusto, imponente. Como as veias saltadas de um alterofilista, é possível avistar a silhueta do ovo e do tomate, além de supor a diagramação dos outros ingredientes. A massa é crocante e não vem encharcada de óleo. O gosto mantém a tradição de feira.
Para quem mora/trabalha na região, é possível pedir para entrega. Eles não cobram taxa em pedidos acima de 3 pastéis. Fica de sugestão para quem tiver na região da Paulista, não quiser gastar muito e reviver as barracas de feira, muito frequentada no pós-noitada, quando você se escora na banca, erra o vinagrete no pastel e só pensa em se tele-transportar para sua cama."
O que: Pastel Especial de carne
Local: “Pastel de Feira” - Av. Paulista, 675
Preço: Pastel Especial - R$5,00 / Caldo-de-cana pequeno (200ml) - R$2,00
Atendimento: Pouco papo. Peça, ouça o grito do seu pedido (e de outros) e é isso.
Efeitos colaterais: Nenhum. Apesar da mistura prever um dilúvio, nada ocorreu.
Avaliação:
Que pizza é basicamente sinônimo de "tô com preguiça de cozinhar e ainda por cima sem grana" já é fato. Mas acontece que às vezes a gente cansa da meia mussarela meia calabresa, que são geralmente as mais baratas. (Geralmente aparecem como "Promoção 1" na capa do papelzinho da pizzaria, junto com a de atum, a portuguesa e variantes entre diferentes pizzarias)
E foi numa dessas noites perdidas em que o João insistiu em me esperar chegar da faculdade, mesmo perdendo o ônibus e indo parar nem sei onde, quase perdi o ônibus na volta pra poder chegar, mas, é claro, consegui (senão não estaria escrevendo não é mesmo?). Chegando nos deparamos com a cruel verdade: Não tem nada na geladeira, o que vamos comer? Ah! E também não temos um puto. (Leia-se: "Não temos dinheiro")
Solução: pizza delivery. Agora faltava achar um que atendesse aqui no fim do mundo onde estamos morando e, ainda aceitasse cartão de débito. Muito folhetinhos depois, encontramos a Pizzaria Berlim.
Indecisos que somos, depois de muito olhar as opções do folhetinho resolvemos ser rebeldes: Meia Strogonoff Meia Hot Dog. Quase uma suruba gastronômica! Levando em conta que uma pizza dá para um almoço e um jantar pra dois (pelo menos é assim aqui em casa) teríamos além de uma pizza, um lanche E uma refeição. Sendo que pagamos R$18,00, vejamos quanto saiu o "enche bucho" por cabeça. Almoço e jantar: R$9,00 cada. Para duas pessoas: R$4,50. Quer mais? (Momento para sentir orgulho pela façanha.)
Quando a pizza/lanche/refeição chegou, ao abrir a caixa deu um medinho de ser massa de pizza com batata palha por cima. Mas, aos poucos, fomos nos deparando com o que havia entre os dois. A pizza de strogonoff não traz lá o prato à moda da minha sogrinha querida (juro que não estou puxando o saco, é bão mesmo), mas dadas as devidas proporções, tava bem gostosinho. A pizza de hot dog não deixava a desejar quando comparada aos ho dogs de rua espalhados pela cidade (mais uma vez, não comparável ao imbatível Dogão da USP, mas vamos lá, era uma pizza!).
Conclusão: continuo achando que somos gênios por reunir pizza+lanche+refeição. Recomendo a experiência!
O que: Pizza Meia Strogonoff Meia Hot Dog
Local: Pizzaria Berlim Delivery - Vila Sabrina - São Paulo (tel: 2989-9277)
Preço: R$18,00 (Veja as contas acima!)
Atendimento: Padrão de delivery, pediram pra repetir o nome da rua, ninguém disse que me amava, mas o pedido chegou certo.
Efeitos colaterais: Estou me sentindo um gênio!
Avaliação:
