

O Festival Universitário MTV acontecerá de 19 a 21 de novembro, e será o palco e o ponto de encontro de novas bandas na Marina da Glória. The Walkmen já está confirmado!
“Lembre-se: você é o inimigo”, me diz Vinicius “Mullet” Louzada, vocalista da banda Tereza, a vencedora do Festival Universitário MTV, com uma voz rouca e intimidadora durante uma parada no longo caminho que separa o Rio de Janeiro de São Paulo. Não era uma ameaça, era apenas a primeira de muitas citações de cultura pop que os rapazes da banda dispararam pelo caminho. Não que eles, selados quase hermeticamente em suas calças skinny, sejam figuras particularmente intimidantes ou avessas à imprensa. Louzada estava apenas citando o filme Quase famosos, no qual um repórter da Rolling Stone sai em turnê com uma banda para escrever uma reportagem.
Vinicius Louzada é uma pessoa difícil. Uma excentricidade espontânea que beira a insanidade esconde um rapaz até bastante comum. Vestido com botas de couro, um chapéu e uma jaqueta, Louzada projeta uma imagem de rockstar. “Essa jaqueta é velha, comprei em um brechó. É dos anos 80, veja minhas pregas”, diz em tom jocoso, apontando para as pregas da jaqueta. “Ainda tenho minhas pregas”, completa a piada. Entre um uísque e um cigarro, Louzada canta Space oddity, do David Bowie.
Mateus Sanches, um dos guitarristas, parece ter saltado diretamente dos anos 70. Sua franja reta, cabelos compridos e barba farta contrastam violentamente com o videogame portátil que carrega. “O Mateus é nosso mestre Pokémon”, comenta Vinicius Louzada, enquanto Sanches detalha efusivamente o treinamento de seus monstros virtuais.
João Volpi, o baixista do Tereza, ostenta um frondoso bigode. “Eu tinha barba comprida, mas agora resolvi deixar apenas o bigode”, esclarece o músico. Isso explica porque, em momentos de tensão, Volpi coça uma barba inexistente. Velhos hábitos.
Sávio Azambuja, o outro guitarrista, ajuda a quebrar o gelo com histórias pessoais. “Na auto-escola, eu dirigia e levava meu instrutor para o motel, depois ficava esperando”, conta o músico, arrancando gargalhadas. Com uma camisa social semi-aberta e usando um óculos Ray-Ban, Sávio transparecia uma imagem de bon-vivant.
Rodrigo Martins senta na penúltima fileira da van. Na banda, fica atrás dos outros músicos, comandando a bateria. O rapaz fala pouco, talvez concentrado nas empolgantes batalhas que Sanches conjurava com seus Pokémons. “Já estamos chegando?” era a pergunta padrão de Rodrigo a cada centena de metros.
Os cinco rapazes do Tereza, acompanhados do amigo e produtor Leonardo Marcolino, iam em direção a São Paulo realizar um sonho de muitas bandas independentes: se apresentar na MTV. Mais especificamente, eles tocariam ao vivo no Acesso MTV, apresentado por Léo Madeira, Sofia Reis e Kika, como prêmio por terem sido os vencedores do Festival Universitário MTV.
Formada por amigos de infância, a Tereza deriva seu nome de uma paixão nunca consumada de todos os membros. “Em algum momento, todos fomos apaixonados pela Tereza”, explica João Volpi. O som da banda é difícil de ser descrito. É algo antigo, com ares sessentistas, mas ainda assim moderno. Isso é provavelmente reflexo do gosto musical dos rapazes. “Eu ouço muito rock antigo, The Who, The Zombies... mas também gosto de algumas coisas pós anos 2000, como Moldy Peaches, Strokes. Gosto muito de coisas lo-fi”, explica Mateus Sanches. “Em comum, a gente gosta de coisas como Libertines, Arcade Fire, Kings of Leon e Vampire Weekend”, diz João Volpi.
Antes da participação no Acesso MTV, a Tereza sente a ansiedade bater. Muito concentrados, os rapazes discutem o repertório minuciosamente. “Não, estas duas músicas não deveriam ficar juntas, as duas tem palmas”, diz Mateus Sanches, visivelmente preocupado. Com tudo resolvido, os rapazes passam o som e tentam conter a ansiedade.
Como todos os momentos que criam expectativas enormes, a participação no Acesso MTV pareceu acabar em um piscar de olhos. No pequeno palco, a Tereza explodiu. Era visível e palpável a empolgação dos rapazes, seja nos backvocals bradados a plenos pulmões, seja na performance explosiva de Vinicius Louzada. O vocalista encara a câmera, dança, sacode a cabeça, parece possuído. “Eu amo a câmera. Ela, infelizmente, não me ama”, brinca. A bateria econômica de Rodrigo encaixa perfeitamente com o baixo encorpado de João Volpi, enquanto os riffs precisos de Mateus Sanches se entrelaçam com a base harmônica urgente de Sávio Azambuja. A voz rouca de Louzada coroa toda a performance com uma sujeira sincera e essencialmente rock’n’roll.
Depois da participação da banda no Acesso, os rapazes gravam uma bem humorada vídeo-aula, ensinando a tocar uma de suas músicas. “Primeiro, você faz um fá. Depois, um dó. Agora é complicado, pois você volta pro fá. Depois, outro dó”, explica Sávio Azambuja. “Nós não temos músicas difíceis”, destaca o guitarrista.
Saindo da MTV, os rapazes sentem que o dever foi cumprido. A ansiedade paralisante de outrora dá lugar à impaciência. Compreensível. Serão mais de seis horas em uma van, fazendo a jornada de volta. “Agora é concentrar na gravação do clipe, em terminar o CD e fazer o site”, determina João Volpi. A Tereza tem um plano. “Quero ficar rico e famoso rápido”, reclama Rodrigo Martins após algumas horas na van. Bem, podem não estar ricos. Mas estão famosos. Ou quase.
“Lembre-se: você é o inimigo”, me diz Vinicius Louzada, vocalista da banda Tereza, a vencedora do Festival Universitário MTV, com uma voz rouca e intimidadora durante uma parada no longo caminho que separa o Rio de Janeiro de São Paulo. Não era uma ameaça, era apenas a primeira de muitas citações de cultura pop que os rapazes da banda dispararam pelo caminho. Não que eles, selados quase hermeticamente em suas calças skinny, sejam figuras particularmente intimidantes ou avessas à imprensa. Louzada estava apenas citando o filme Quase famosos, no qual um repórter da Rolling Stone sai em turnê com uma banda para escrever uma reportagem.
Vinicius Louzada é uma pessoa difícil. Uma excentricidade espontânea que beira a insanidade esconde um rapaz até bastante comum. Vestido com botas de couro, um chapéu e uma jaqueta, Louzada projeta uma imagem de rockstar. “Essa jaqueta é velha, comprei em um brechó. É dos anos 80, veja minhas pregas”, diz em tom jocoso, apontando para as pregas da jaqueta. “Ainda tenho minhas pregas”, completa a piada. Entre um uísque e um cigarro, Louzada canta Space oddity, do David Bowie.
Mateus Sanches, um dos guitarristas, parece ter saltado diretamente dos anos 70. Sua franja reta, cabelos compridos e barba farta contrastam violentamente com o videogame portátil que carrega. “O Mateus é nosso mestre Pokémon”, comenta Vinicius Louzada, enquanto Sanches detalha efusivamente o treinamento de seus monstros virtuais.
João Volpi, o baixista do Tereza, ostenta um frondoso bigode. “Eu tinha barba comprida, mas agora resolvi deixar apenas o bigode”, esclarece o músico. Isso explica porque, em momentos de tensão, Volpi coça uma barba inexistente. Velhos hábitos.

Sávio Azambuja, o outro guitarrista, ajuda a quebrar o gelo com histórias pessoais. “Na auto-escola, eu dirigia e levava meu instrutor para o motel, depois ficava esperando”, conta o músico, arrancando gargalhadas. Com uma camisa social semi-aberta e usando um óculos Ray-Ban, Sávio transparecia uma imagem de bon-vivant.
Rodrigo Martins senta na penúltima fileira da van. Na banda, fica atrás dos outros músicos, comandando a bateria. O rapaz fala pouco, talvez concentrado nas empolgantes batalhas que Sanches conjurava com seus Pokémons. “Já estamos chegando?” era a pergunta padrão de Rodrigo a cada centena de metros.
Os cinco rapazes do Tereza, acompanhados do amigo e produtor Leonardo Marcolino, iam em direção a São Paulo realizar um sonho de muitas bandas independentes: se apresentar na MTV. Mais especificamente, eles tocariam ao vivo no Acesso MTV, apresentado por Léo Madeira, Sofia Reis e Kika, como prêmio por terem sido os vencedores do Festival Universitário MTV.
Formada por amigos de infância, a Tereza deriva seu nome de uma paixão nunca consumada de todos os membros. “Em algum momento, todos fomos apaixonados pela Tereza”, explica João Volpi. O som da banda é difícil de ser descrito. É algo antigo, com ares sessentistas, mas ainda assim moderno. Isso é provavelmente reflexo do gosto musical dos rapazes. “Eu ouço muito rock antigo, The Who, The Zombies... mas também gosto de algumas coisas pós anos 2000, como Moldy Peaches, Strokes. Gosto muito de coisas lo-fi”, explica Mateus Sanches. “Em comum, a gente gosta de coisas como Libertines, Arcade Fire, Kings of Leon e Vampire Weekend”, diz João Volpi.
Antes da participação no Acesso MTV, a Tereza sente a ansiedade bater. Muito concentrados, os rapazes discutem o repertório minuciosamente. “Não, estas duas músicas não deveriam ficar juntas, as duas tem palmas”, diz Mateus Sanches, visivelmente preocupado. Com tudo resolvido, os rapazes passam o som e tentam conter a ansiedade.

Como todos os momentos que criam expectativas enormes, a participação no Acesso MTV pareceu acabar em um piscar de olhos. No pequeno palco, a Tereza explodiu. Era visível e palpável a empolgação dos rapazes, seja nos backvocals bradados a plenos pulmões, seja na performance explosiva de Vinicius Louzada. O vocalista encara a câmera, dança, sacode a cabeça, parece possuído. “Eu amo a câmera. Ela, infelizmente, não me ama”, brinca. A bateria econômica de Rodrigo encaixa perfeitamente com o baixo encorpado de João Volpi, enquanto os riffs precisos de Mateus Sanches se entrelaçam com a base harmônica urgente de Sávio Azambuja. A voz rouca de Louzada coroa toda a performance com uma sujeira sincera e essencialmente rock’n’roll.
Depois da participação da banda no Acesso, os rapazes gravam uma bem humorada vídeo-aula, ensinando a tocar uma de suas músicas. “Primeiro, você faz um fá. Depois, um dó. Agora é complicado, pois você volta pro fá. Depois, outro dó”, explica Sávio Azambuja. “Nós não temos músicas difíceis”, destaca o guitarrista.
Saindo da MTV, os rapazes sentem que o dever foi cumprido. A ansiedade paralisante de outrora dá lugar à impaciência. Compreensível. Serão mais de seis horas em uma van, fazendo a jornada de volta. “Agora é concentrar na gravação do clipe, em terminar o CD e fazer o site”, determina João Volpi. A Tereza tem um plano. “Quero ficar rico e famoso rápido”, reclama Rodrigo Martins após algumas horas na van. Bem, podem não estar ricos. Mas estão famosos. Ou quase.
Quem não estava lá, pode começar a se arrepender - porque foram dois showzaços, os que marcaram a despedida do Festival Universitário MTV, no sábado. Moptop tocou as músicas de seus dois álbuns, Moptop e Como se comportar. E The Walkmen revisitou o repertório de discos como Bows & arrows. Para recordar, seguem alguns momentos das duas bandas.
MOPTOP:



THE WALKMEN:





Os mais de 5 mil votos recebidos pela Tereza neste sábado, além dos mais 6 mil computados na sexta-feira, fizeram da banda uma das maiores atrações do Festival Universitário MTV. Agora, os seis integrantes - Vinícius "Mullet" Louzada (vocal), Savio Fialho (guitarra), João Ricardo Volpi (baixo), Mateus Sanches (guitarra) e Rodrigo Martins (bateria) - irão para São Paulo participar do programa Acesso MTV. E tudo isso só foi possível graças à mobilização dos fãs do grupo, que vieram em massa e totalmente empenhados em ajudar a promover a Tereza.
"Eu estava com eles no show do Festival da Primavera na PUC quando eles foram escolhidos para tocar no FUMTV. Nos conhecemos há muito tempo e fico muito contente de poder participar deste momento e ter ajudado também. A gente começou a agitar todo mundo pela Internet e conseguimos trazer toda a galera, foi muito bacana", disse Leonardo Marcolino, amigo dos músicos.
Na plateia, coreografias, entusiasmo e muitos pais orgulhosos. Aliás, eles foram os personagens principais da história de trazer o público ao seus "ídolos".
"Aos 20 anos você tem direito a sonhar e deve investir nesse sonho, porque se não for agora, vai ser quando?", falou Renata Azambuja, mãe do guitarrista Sávio. "Isso é uma coisa maravilhosa. As famílias se uniram. Todo mundo quer participar da iniciação deles na música e esse espaço foi muito importante", completou Savio Fialho, o pai.
Sandra Sanches, mãe do guitarrista Mateus Sanches, foi uma das principais organizadoras da mobilização e uma das mais animadas na plateia dos shows. "É muito legal vê-los ganhando e lembrar da trajetória da banda, todos eles se conhecem desde pequenos, estudaram juntos. São amigos de infância que fizeram a banda. Os pais dos integrantes sempre incentivam a todo. Eles ensaiam lá em casa. Essa é uma data muito importante para eles e o que está acontecendo aqui é a celebração de tudo isso".
"A gente se mobilizou para estimular a banda. Em Niterói eles fazem muito sucesso, então, a gente facilitou a vinda de toda a galera. Desde quinta, e também de ontem (sexta) pra hoje, nós continuamos a mobilizar o pessoal para que todo mundo votasse neles. Os meninos ficaram muito felizes e acreditaram na vitória. Mas, de qualquer forma, chegar até aqui já é muito bacana", completou ela.
O pai de Mateus, Luiz Claudio Latgé, destacou também o trabalho autoral dos meninos e se mostrou orgulhoso do resultado obtido com muito esforço. "O que eu acho mais legal é o fato de que há dois anos, eles fizeram um pacto de só trabalhar com material autoral e não tocar mais covers. E, naquela época, eles só tinham duas músicas próprias. Hoje, veja só, fizeram um show de quarenta minutos, com material próprio. Eles já têm um público lá em Niterói. Todo show dá umas 80, 100 pessoas. Isso para uma banda que está começando é maravilhoso", afirmou.
Mas, e quanto à Tereza? A origem por trás do nome da banda é uma história engraçada contada pela personagem principal, que esteve presente no FUMTV para prestigiar o grupo. "Para mim foi a maior emoção, né? Eles disseram que deram meu nome para a banda porque eu estudei com todos eles no colégio, e eu era uma paixão de infância. Imagina só, muita gente ganha uma música de presente, e eu ganhei uma banda! Foi bem legal ver a torcida gritando meu nome. Adorei o evento, tinha muitas bandas legais, não só eles", contou Tereza Monnerat, a musa dos meninos.
A emoção sentida após o momento da divulgação do resultado final neste sábado foi contagiante e seus integrantes reconheceram todo o esforço e empenho de seus fiéis seguidores. "É incrível. O que me deixou mais emocionado foi tudo isso aqui. Todas essas pessoas que vieram. Nós vamos correr atrás do sonho, temos muito o que ralar ainda, mas foi a coisa mais maravilhosa que eu já vi", comentou emocionado Savio, guitarrista. (Juliana d'Arêde e Ricardo Schott)
A repórter Luana Lima percorreu o Espaço Fashion & Design Lab neste sábado, último dia de Festival Universitário MTV, e mostrou como eram feitas as customizações das camisas exclusivas do festival. A criatividade rolava solta. Confira!
