Este lugar é habitado por Flávia Gasi, fanática por games, desde que se entende por gente. Tudo sobre este fantástico universo você encontra aqui! Siga a Flávia no twitter: @flaviagasi
Lego Universe vive uma quase realidade há algum tempo; o jogo foi prometido para 2008, para 2009 e, agora, tudo indica que ele realmente chegará às lojas em meados de 2010, exclusivamente para PC. E rumores anteriores levavam a crer que o massive não seria mais do que uma ferramenta de comunidade, como um chavão ao estilo Second Life. Sinceramente, e abrindo um parêntese, ainda tenho dúvidas se títulos com este mesmo molde podem ser considerados “games”, afinal não há nenhum objetivo, nenhuma demanda a ser cumprida.
Por isto mesmo, posso dizer que começo esta prévia com ares de ventura. Primeiramente porque a série Lego se prova dona de um carisma singular; e, além disso, por conta de um novo vislumbre a Lego Universe, que promete ser bem mais do que: “olhe como é gracioso o mundo que criamos”.

A primeira confirmação é um sistema de personalização robusto, com vários detalhes para a criação do seu avatar-lego – claro, a cabeça amarelada deve manter-se para todos, como padrão. Porém, depois de moldar seu personagem e entrar no mundo começam as diferenças entre Lego Universe e outros MMOs. Uma das mudanças mais interessantes é colocar caixas e objetos que podem ser destruídos por todo o cenário – e sim, assim como nos games de plataforma da série, os objetos fornecem itens e fundos.
Todos por um
O objetivo de Universe é resgatar o histórico de todos os games de Lego, bem como criar uma constelação com ideias de todos os segmentos. Por exemplo, há uma zona em que o tema é “Piratas versus Ninjas”. O combate também envereda na mesma regra: aquilo que você já está acostumado a ver em jogos como Lego Batman ou Lego Star Wars continua presente. Portanto, pode ter certeza que a jogabilidade deve guiar-se pela simplicidade e pela rapidez de aprendizagem. Claro, as roupas devem vir em embutidas de alguma habilidade especial.

O curioso é que, quando os oponentes morrem, eles se desfazem em peças de lego, as quais os jogadores podem usar para inventar algo novo. Dizem os desenvolvedores que as obras finais dependem muito da criatividade dos jogadores. É possível criar armamentos, entre outros. Já quando seu personagem é morto, ele simplesmente retorna a um lugar seguro – novamente, bem similar ao que acontece normalmente nos títulos de Lego.
Siga a estrada de pecinhas amarelas
O combate é, por dedução, uma parcela importante do novo MMO. Porém, há outras porções que devem ser bem interessantes: uma delas é o lar dos personagens. Consegue visualizar um bando de cidades completamente criadas em Lego? Eu consigo, e na minha mente isso parece genial. O que se sabe é que nestas áreas, o jogador pode ficar a vontade para explorar sua capacidade de construção.

Além disso, a mecânica de plataforma e resolução de quabra-cabeças já tem presença confirmada em várias fases do game. Quando você acaba a fase, pode completá-la em um modo de desafio, cujo objetivo é solucionar o puzzle mais rápido do que seus adversários.
Mais uma funcionalidade garantida é o sistema de pets: você pode domar um bicho para que eles ajudem a encontrar tesouros, por exemplo. Sabe-se que animais como cachorros, elefantes e macacos marcam presença (eu sempre quis ser a feliz dona de um elefantinho).

Ok, talvez um MMO de Lego não seja exatamente um RPG complexo e aprofundado. Mas, por enquanto, Universe parece bem divertido, e descompromissado. Mesmo porque, o jogo pretende manter uma faixa etária livre.

Confira o trailer do game:
O zumbi é uma criatura mítica faz parte do folclore moderno. São corpos que foram reanimados e passam a vagar como seres sem razão. Mas, na verdade, a primeira referência aos zumbis aconteceu em 1937 no Haiti; em que Zora Neale Hurston encontrou o caso de uma mulher cujos habitantes de uma vila tinham certeza de ser Felicia Felix-Mentor. O problema é que Felicia tinha sido enterrada em 1907.
Em 1982, um cientista chamado Wade Davis viajou ao Haiti para investigar o Voodoo e descreveu em suas pesquisas que uma pessoa viva pode ser transformada em um zumbi por meio de dois tipos de matérias granuladas. Elas induziam a vítima a um estado de morto-vivo. De acordo com a cultura Voodoo, um zumbi também pode ser criado por meio de feitiçaria.
O nascimento do zumbi moderno
Agora, os mortos-vivos que se alimentam de carne foram citados pela primeira vez no livro Mil e Uma Noites, na qual um príncipe chamado Gherib enfrenta uma horda deste mesmo tipo de monstros. Outra referência é o romance Frankenstein, escrito por Mary Shelley, que trata exatamente de reanimar um corpo morto – mas aqui, a criatura não falava “miolos”, nem comia órgãos humanos.
Ainda há literatura que ajuda a criar o mito dos zumbis como se conhece hoje em dia. Porém, talvez a alusão mais concreta seja em The Magic Island, de W.S. Seabrook, de 1929, em que o protagonista viajava ao Haiti para descobrir que os ocultistas de voodoo podia reanimar corpos para criar um exército de escravos.
Certamente o autor que mais se embrenhou neste conceito foi H.P. Lovecraft, que tratou de zumbis em diversos livros e contos. Em Herbert West – Reanimator, Lovecraft assimilou a literatura de Mary Shelley para criar Herbert, um cientista que tenta reanimar os mortos. Quando assim o faz, as criaturas se tornam incontroláveis e violentas. Uma associação que vai influenciar a noção de mortos-vivos até os dias de hoje.
A Noite dos Mortos-Vivos
Apesar de os zumbis se tornarem parcela de alguns filmes, como White Zombie (com Bela Lugosi), I Walked With a Zombie e Plan 9 From Outer Space; foi A Noite dos Mortos-Vivos que capturou a mitologia e transformou os zumbis na mitologia que reconhecemos. Lançado em 1968 e dirigido por George Romero, a obra se tornou predecessora do zumbi moderno, inclusive a série de games Resident Evil. Aqui, os zumbis não tem nada a ver com magia, mas são criados por conta de um vírus – coisa que a gente viu bastante no universo dos games.
Outra noção que surgiu com a película é o apocalipse zumbi, em que os mortos-vivos infectariam aqueles dos quais se alimentaram; o que geraria uma crise mundial e uma epidemia incontrolável. Como toda boa história apocalíptica, o foco é mostrar como a sociedade é frágil frente à adversidades. Hoje em dia, as razões para os nascimentos dos zumbis passam por tendências mais tecnológicas, como neurotoxinas, nano tecnologia e neurogêneses. Claro, isso sem deixas de lado os parasitas cerebrais e um vírus avassalador.
Se você curte este universo, eu ainda sugiro os livros do Max Brooks (em inglês): The Zombie Survival Guide: Complete Protection from the Living Dead e World War Z.
A Zombie Walk
Zombie o que? Calma. Para explicar melhor, segue o texto de Lucas Lui,
“A Zombie Walk é um evento colaborativo que já acontece em cidades do mundo inteiro. No Brasil, ela começou em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e outras cidades, no ano de 2006. Não existe um comitê internacional ou uma organização central da Zombie Walk pelo mundo: em cada cidade os interessados se organizam e pesquisam referências para montar o seu próprio projeto.
Aqui em São Paulo, a divulgação acontece toda por internet e por boca-a-boca e o evento é um sucesso. Comemorando o dia de finados, centenas de zumbis empesteiam as ruas da cidade de miolos e sangue. O percurso percorrido muda a cada ano e é determinado pela organização (sempre com o aval das comunidades virtuais dedicadas ao tema). A participação é livre para todos os interessados. Como é reforçado sempre no início das caminhadas, a tolerância entre diferentes zumbis e respeito mútuo são as únicas regras fundamentais.”
Para saber mais, CLIQUE AQUI.
Os personagens de games zumbificados
Para comemorar o Halloween, o dia dos Finados e a Zombie Walk, segue uma série de ilustrações de personagens de games como se fossem zumbis. A maioria destas imagens participou de um concurso de um site gringo, cujo mote era: imagine seu personagem de game zumbificado. Eu achei bem bacana. Olha só:




















Te vejo na Zombie Walk!

Faz um mês que uma empresa chinesa de MMOs, a Aurora Technology começou a banir jogadores que preferem adentrar o mundo virtual com um avatar feminino. Para entender o tamanho o escopo, a Aurora subsidia games como Aion, Dungeons & Dragons Online, e Company of Heroes Online. Mais recentemente, a tal companhia ainda pede que os gamers comprovem que são mulheres por meio de uma webcam. O caso afeta somente os homens, ou seja, se você é uma mulher e quer jogar com um personagem masculino, a Aurora não vai te impedir.
E sabe qual é o pior? A discussão acirrou quando um blog afirmou que “um homem que quer jogar como mulher pode ser evidência suficiente para proclamá-lo homossexual perante a comunidade”.

Ok. Vamos analisar os fatos. O Projeto Dedalus fez uma pesquisa parruda em diversos tópicos de MMO. O que eles descobriram sobre troca de gêneros é:
Se um jogo online tivesse mil jogadores:
840 seriam homens
160 seriam mulheres
Destes 840 homens
647 jogam com avatares masculinos
193 jogam com avatares femininos
E das 150 mulheres
155 jogam com avatares femininos
5 jogam com avatares masculinos
A pesquisa também conclui:
1 em cada 2 personagens femininas é controlada por um homem
1 em cada 100 personagens masculinos é controlado por uma mulher

Agora que você tem os dados, pode até chegar à conclusão que o “problema” não é grave o suficiente para gerar banimentos. E eu concordaria. Mais do que isto, a troca de gêneros em MMO é realmente uma questão problemática? Veja bem, a maioria dos homens joga como mulher por três motivos: para conseguir ajuda e itens mais facilmente; porque acha a anatomia feminina mais agradável aos olhos, porque acha mais divertido enfrentar e destruir os oponentes com uma aparência “mais frágil”.
Então, sabendo que muitos dos avatares femininos são, na verdade, controlados por homem, não cabe à própria comunidade regular comportamentos mais “moralmente dúbios”, como se passar por uma menina para arrecadar dinheiro e equipamentos?

Sobre a questão do homossexualismo, ela é ainda mais fútil. Mesmo que isso fosse verdade, não tem nada errado em ser homossexual. E não existe nenhuma pesquisa que comprove a ligação entre homens que jogam avatares femininos e tendência homossexual. Inclusive, será que não temos informação suficiente para nunca mais falar em “tendência gay”, ou então, será que não temos o respeito suficiente para aceitar as diferenças?
E para aprofundar o questionamento, segue uma reportagem escrita por mim para o caderno Link do Estado de São Paulo, em março de 2008, que aborda exatamente os “she-males” virtuais:
Originalmente publicado no caderno Link, do Estadão
Eles fingem que são mulheres para jogar
Quem são e o que pensam os gamers brasileiros que criam personagens femininos para participar de jogos online
segunda-feira, 3 de março de 2008
por
Flavia Gasi
“Oi, tudo bom? Quantos anos você tem?”, pergunta um Orc verde e grandalhão a uma bela elfa loira. “Vinte e dois”, ela responde. O papo começa casualmente também no mundo dos games virtuais, só que, aqui, geralmente termina em uma ajuda para terminar uma missão, uma doação de itens raros e um punhado de moedas de ouro.
Quem conhece bem o universo dos Massive Multiplayer Online (MMOs) – jogos em que você cria um personagem e entra em um servidor onde mais 200 mil pessoas estão conectadas – sabe que somente 15% dos jogadores são, realmente, mulheres, segundo dados de uma pesquisa realizada pela Universidade de Stanford, nos EUA. Logo, entende (ou desconfia) que o mais provável é que, por trás daquela bela espécie de elfa, haja um cara barbudo controlando as teclas do PC.
Em um mundo tão masculino há bastante espaço para confusões de gênero e flertes, que com freqüência resultam em enrascadas e situações embaraçosas. Em entrevista ao Link, alguns jogadores brasileiros contam por que decidiram assumir sua parcela feminina.
“Os homens criam personagens femininos por vários motivos. Primeiro porque, se todos criassem avatares masculinos, o mundo (dos games online) seria infestado de meninos e isso seria muito cruel e tedioso”, diz Elton Penella, 25 anos, analista de Administração e Controle, que criou uma menina para homenagear a filha da namorada. Outras razões são agradar os (próprios) olhos, quebrar regras e, embora Penella não tenha dito isso, tirar alguma vantagem.
“Pessoalmente, acho a anatomia feminina bem mais bonita, enche meus olhos”, afirma o designer de games Fábio Florêncio, de 27. O problema é que Florêncio resolveu assumir mais do que apenas um personagem e acabou por viver uma vida dupla por dois anos e meio.
“Sempre perguntavam meu nome, sexo e idade. Em uma dessas situações, decidi fazer algo diferente para ver no que dava e respondi: Juliana/feminino/23. Então combinei com os meus amigos e, sempre que alguém pedia informações sobre minha personagem, eles faziam comentários de como ‘ela’ era legal e, principalmente, bonita fora do jogo”.
A personagem de Fábio se tornou familiar entre os jogadores e rapidamente ficou famosa.“Não demorou muito para que minha caixa de correios ficasse abarrotada de presentes. Quando eu precisava de ajuda para uma missão mais difícil, muitos ‘cavalheiros’ se propunham a ajudar”.
Entre uma mentirinha e outra, Fábio fez grandes amizades e passou por alguns perrengues para conservar sua faceta feminina, como colocar a irmã para falar, quando era necessário o uso de voz, criar um e-mail especial e arrumar fotos falsas. “Se eu falasse a verdade, perderia amigos virtuais e credibilidade”, diz.
Apesar de conhecer os benefícios de ser uma menina no jogo, Fábio afirma que não foi isso que o fez criar um avatar feminino. “Foi algo como ser arrastado pela correnteza, mas os benefícios trazidos acabaram por justificar a farsa”.
Penella concorda que personagens garotas ganham uma atenção extra. “Na maioria das vezes, o pessoal respeita muito e dá uma atenção especial, ajuda nas missões, esclarece dúvidas. E tem aquele tipo que já arrasta a asa para cima”, ri.
Gustavo Iemes, 22 anos, empresário, sentiu o gosto de estar do outro lado da história. Quando jogava Ragnarök Online aos 15 anos foi enganado por um sujeito: “Ele me disse que era uma menina e pediu minha ajuda, tinha até MSN com foto falsa. Nos dávamos muito bem, era até perfeito demais”, conta.
Ele descobriu a maracutaia de modo brusco: um dia tentou acessar sua conta e descobriu que a tal “menina’ havia roubado seu dinheiro virtual, seus itens e tinha apagado todos os seus personagens. “Cheguei até a tentar conversar com ele, mas ele me destratou. Hoje parto do princípio de que todos são homens e trato-os de forma igual. Mas sempre vai ter alguém que vai cair no conto da menina que joga”, conta.
Felipe Monteiro, 22 anos, administrador, revela por que decidiu encarnar uma menina ao participar de jogos online: “No jogo as mulheres possuem a mesma destreza física que os homens, não há diferença entre os sexos, e, mesmo assim, a maioria dos homens liga o avatar feminino ao ser feminino real e, portanto, acha que ele é mais frágil. Sempre gostei de criar personagens meninas para duplicar a raiva do perdedor”.
FALAR A VERDADE
Os três entrevistados que possuem personagens femininos concordam que os games online são ótimos lugares para fazer amigos e criar vínculos, mesmo que travestido no sexo oposto. “Existe o fator social, que se assemelha ao mundo real, pois todos queremos ser reconhecidos e amados”, pondera Fábio.
"No entanto", afirma Elton, “apesar de ter todo o direito de criar um personagem feminino, não faça teatro e nem se aproveite dos outros jogadores porque um dia a casa cai”. Fábio que o diga, pois teve de sair foragido do servidor. Continua jogando como menina, mas garante ter recomeçado “minha rede de contatos da maneira certa: falando a verdade”.
O que você acha de tudo isso?
O site Cracked resolveu criar um concurso de Photoshop com o mote “E se os games fossem realistas?”. Porque, convenhamos, quando falamos que um jogo consegue trazer realidade para a tela, basicamente queremos dizer que ele tem um espírito e uma essência realista. Alguns títulos, porém, chegam bem perto de uma simulação da vida cotidiana, ou parte dela – como GTA IV e sua Liberty City, que respira independentemente de qualquer ação do jogador.
De qualquer maneira, e mesmo em GTA IV, seria absolutamente ridículo (e essa é a palavra mais correta) tentar emular a realidade. Imagine o sangue que espirraria de qualquer jogo do Mario, personagens como Sonic nem existiriam, e seu personagem do The Sims demoraria anos para conseguir firmar uma carreira, o seu avatar no MMO deveria morrer de verdade quando o HP chega ao zero.
Talvez a significância de tudo isso é que no entretenimento e na arte, nem sempre a veracidade é cabível. Mais do que isto, a gente sempre precisa de doses do fantástico e do onírico para povoarem o nosso ânimo. Afinal, a vida seria bem chata sem nenhuma dose de contos de fada. Os games, então... É só olhar as fotos abaixo e tirar suas próprias conclusões.













Se você curtir, pode CLICAR AQUI, ver os outros concorrentes e votar no seu favorito.
Ok, FIFA e Pro Evolution Soccer tem um caso de ódio e disputa há muito tempo. No Brasil, o tal “Winning Eleven” arrebatou, por muito tempo, o posto de “melhor jogo de futebol do universo”. De mansinho, e grande parte disto se deve à FIFA 09, muitos dos seguidores de PES passaram a comprar FIFA quase às escondidas.
Ao final do ano ambos os games são lançados – FIFA já chegou e Pro Evolution Soccer chega oficialmente às lojas no dia três de novembro – e isso, claro, faz com que o bafafá aumente e a pendenga recomece. Quem nunca jogou futebol sempre fica sem saber qual dos dois comprar.
Minha participação na discussão é tão simpática e desleixada quanto este hippie:

Digamos que, nesta luta, eu sou da turma do “deixa disso”. A minha opinião é simples: teste os dois e tire suas próprias conclusões. E você pode concordar comigo também, nos comentários. Mas, como minha posição quase hippie pode não te ajudar a escolher um game, chamo dois amigos e viciados em jogos futebol, que testaram os títulos, e agora mostram sua causa (ou suas garras).
Vamos ao que interessa:

A FAVOR DE FIFA
Em um lado do ringue está J.M. Trevisan, o Doutor Careca, escritor que analisa games para a Rolling Stone, escreve seus quadrinhos, mantém dois blogs (o HQ+ fica aqui na MTV), tenta desenhar e joga FIFA faz 15 anos.
“Quer poupar seu tempo? Ok. FIFA 10 é o melhor jogo de futebol de todos os tempos. Pode ir ver TV agora. É sério.
Tá certo. Se você veio até aqui é porque quer ouvir alguns argumentos a respeito certo? Pois bem. Mesmo com apenas oito times licenciado, FIFA ainda é o único game de futebol a pelo menos contar com uma liga brasileira. Cá entre nós, melhor ter seu time com o nome mudado mas com todos os jogadores certinhos do que não ter absolutamente nada. Não é perfeito, mas é bem mais do que a concorrência oferece.
Todos os defensores de PES adoram se gabar de como o jogo da Konami é pura simulação e FIFA está cheio de recursos de arcade. Pura bobagem. Confesso, um dia as coisas já foram assim. Mas a mesa virou faz muito tempo.
Uma das opções em FIFA é a de usar o controle de forma totalmente manual. Na prática, isso quer dizer que a bola só vai onde você apontar, com a força que você colocar. Quer dizer também que não adianta ficar apertando o botão de toque desenfreadamente, como aquele seu primo disléxico jogando Street Fighter, ou sair correndo feito uma vaca louca com o Cristiano Ronaldo. É preciso parar a bola, jogar com calma e pensar. Exatamente como – vejam que surpreendente – em uma partida de futebol de verdade. Se somarmos isso à nova movimentação em 360 graus de verdade, não há realismo ou simulação maior.
Se for pouco para você, ainda tem os fantásticos jogos em condições de clima adversos (neve e chuva, com direito a camiseta molhada. Epa!) que realmente afetam a física da bola, o modo online sem lag, a narração em português brazuca (que ainda não está diponível mas deve chegar em breve) e a possibilidade de colocar seu próprio rosto no seu jogador virtual (“Tá parecido, mãe?”, perguntei. “É você. Só que mais magro. Isso ai faz milagre é?”, respondeu ela).
FIFA foi o primeiro grande jogo de futebol da história dos videogames e finalmente voltou à velha forma. Ironicamente, o slogan da concorrência soa bem melhor se aplicado ao game da EA: o Rei, meus amigos, voltou.”

A FAVOR DE PRO EVOLUTION SOCCER
Do outro lado do ringue está Spencer Stachi, diretor de arte, blogueiro, ex consultor de games para revistas especializadas como SuperGamePower (sim cara, um clássico), PC Player e Big Max. Colecionador de velharias gamísticas.
“Concordo que em 2007 a Konami não fez um papel ruim com o PES, acho que inclusive humilhou feio a versão de FIFA. FIFA é FIFA, não adianta! É mais do mesmo tentando sempre chegar ao que PES é. PES caiu de qualidade na versão 2008, na verdade acho que foi a pior versão que eu já joguei de toda a série, contando até com os clássicos Winning Elevens de PS2.
Com PES 2009, a Konami fez um belo pedido de desculpas a nós fãs, e eu sei bem que a EA veio com um FIFA mais forte, mas com os mesmos erros, bola sem física real, aquela sensação que farei o gol igualzinho a ontem entre firulas e coisas visuais que só servem para mostrar em propagandas e revistas. FIFA sempre teve uma jogabilidade muito simples, precisaram lançar uma expansão para adicionar esses movimentos extras ao jogo e para piorar, expansão paga! O jogo melhorou, claro. Mas a diversão que PES proporciona é demais, única e que prende a atenção de nós, jogadores clássicos de Winning Eleven, perfeitamente.
Bem, quanto a versão 2010 de ambos, o que falar? FIFA é igualzinho ao 2009, com atualização de times e uma ou outra coisinha melhorada, ao contrário da quantidade de mudanças de PES 2010. PES 2010 está mais dinâmico, comparado à versão 2009, o modo online muito superior, mais divertido e com jogadas funcionais. Por exemplo, os passes e os cruzamentos estão redondinhos. Nota-se grande diferença entre jogadores mais habilidosos e os mais fracos, coisas que o Fifa sempre deixou muito a desejar.
Para a EA tudo mudou muito pouco, não gosto do estilo que eles programaram. Fora que sempre protegem os bons jogadores que estão em má fase. E outra, alguém joga com um jogador de futebol ocupando toda a tela? Todo o gráfico lindo fica de lado, para não ser visto quando temos que jogar como se deve, com a câmera a quilômetros de distância. O que eu admito ser um ponto forte de FIFA são as opções de time, mais nada. O modo Master League do Pro Evolution Soccer é demais, e logicamente foi copiado no FIFA. O que se esperar mais da cópia das cópias?”
E o que você acha? É favor de um dos games? Ou está se sentindo meio paz e amor como eu?