Blog do Grampá é o espaço do quadrinista Rafael Grampá no Portal MTV. Ele é autor do álbum "Mesmo Delivery" e colunista do Notícias MTV.
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Não adianta reclamar. Não adianta esperar. Quem acredita vai atrás e encontra aliados.
Mesmice é inscrever um projeto em alguma lei governamental ou institucional que nem sempre privilegia bons projetos. Nenhum artista que se preze gosta de esperar pela aprovação dos engravatados. Eles geralmente privilegiam seus chegados e compadres. Nem sempre é assim, mas na maioria das vezes é.
Mas arte pode gerar arte. É isso que todo artista acredita, ou pelo menos quer acreditar.
De uma forma pioneira, as atrizes e produtoras Carolina Manica e Luciana Caruso aceitaram o desafio de remar contra a maré da mesmice em prol de um espetáculo teatral - o espetáculo BRUTAL, com texto do controverso e aclamado diretor, ator, músico e dramaturgo Mário Bortolotto- que conta com o apoio de alguns dos mais respeitados artistas brasileiros.

( original inédito do quadrinhista e escritor Lourenço Mutarelli )

( pintura em acrílica do cartunista Laerte )
Grandes artistas como Laerte, Lourenço Mutarelli, os escritores Daniel Galera, Xico Sá, Marcelo Rubens Paiva, o próprio Mário Bortolotto, Daniel Pellizzari - doando manuscritos inéditos - os quadrinistas Fábio Moon, Gabriel Bá, André Kitagawa, Rafa Coutinho, Rafael Grampá ( eu ), Carcarah, o ator Paulo César Peréio - sim até ele - e dezenas de nomes fortes da arte contemporânea brasileira doaram suas obras em prol da arte. Em prol do espetáculo BRUTAL. Em prol de uma atitude que deve ser copiada. Ou melhor, levada adiante.

( As atrizes e produtoras do espetáculo e da exposicão “Brutal” Carolina Manica e Luciana Caruso posando com as obras de Laerte e Loro Verz. Fotos de Renato Parada )
Essa atitude gerou a exposição BRUTAL, que acontecerá no dia 22 de Abril, na Coletivo Galeria ( Rua dos Pinheiros, 493 - Pinheiros-SP- 11 3083 6478 , a partir das 19hs às 23hs ). A compra de qualquer um dos originais será revertido em favor do espetáculo BRUTAL, que é extremamente FODA! Arte financiando arte. Apareça lá e venha confraternizar com a gente, beber ( de graça ), trocar idéias, encontrar seus amigos ou ídolos de uma só vez e ainda ter a chance de levar pra casa um original do seu artista preferido. Essa é uma atitude única de uma geração que não quer se conformar com a idéia de que a arte não se sustenta por si mesma. A gente acredita que SIM!

Apoio do STUDIO SP, COLETIVO GALERIA e MERCEARIA SÃO PEDRO.
Te espero lá!
Abraço.
R. Grampá
Esse texto é para quem realmente gosta de Quadrinhos. Quem não gosta pode achar chato, mas também pode ser que venha a gostar de HQs.
Em 1960, o escritor e poeta Raymond Queneau e o matemático François Le Lyonnais fundaram a Oulipo ( Ouvroir de Littérature Potentielle ou Abertura do Potencial da Literatura ). A Oulipo, na descrição dos próprios criadores eram "ratos que criaram um labirinto do qual se propuseram escapar". Os fundadores e agregados ao grupo discutiam, como base, os trabalhos de Queneau, em especial o seu "One Hundred Billion Poems"- um livro de dez sonetos nos quais cada linha podia ser lida com qualquer um dos outros sonetos, criando assim um número de variações que Queneau calculava como dez `a décima quarta potência - e "Exercises in Style", onde o mesmo conto era narrado 99 vezes diferentes. A sociedade cresceu e dois dos membros mais famosos foram o cineasta e novelista Judeu/Francês George Perec e o escritor e jornalista italiano Italo Calvino. A Oulipo foi criada com o fim de explorar as possiblidades criativas de se contar uma história, usando sempre as estruturas básicas, regras e os limites da narrativa como princípio para execícios experimentais. O dito "princípio das restrições".
Desde a criação da Oulipo, inumeros novos grupos foram fundados sob o princípio das restrições, claramente influênciados pela Oulipo. Alguns exemplos são a Oupeinpo ( Abertura da Potencial da Pintura ), a Oumupo ( Abertura do Potencial da Música ) e a Oucuipo ( Abertura do Potencial Culinário ). Coletivamente, esses grupos são conhecidos como Ou-x-po.
Em 1992, o coletivo de quadrinhistas franceses L'Association criou a Oubapo ( Ouvroir de Littérature Potentielle ou Abertura do Potêncial dos Quadrinhos ), sob o mesmo princípio das restrições que todos os outros grupos influênciados pela Oulipo. A Oubapo se propõe a usar os limites das Histórias em Quadrinhos para experimentá-los usando eles próprios. A forma das HQs é um exemplo dessas limitações. Todo mundo conhece a forma de uma HQ, seus quadros separados, seus balões, o texto dentro dos balões, os personagens que guiam as histórias, etc. A Oubapo se propõe a "brincar" com essas regras, pra tentar ir além da própria forma, pra testar as possibilidades que a narrativa pode nos proporcinar. É como se uma rede de TV resolvesse brincar com a estrutura narrativa de uma novela, contando o mesmo capítulo todo dia de formas diferentes, contasse de trás pra frente, mudasse os personagens principais e pontos de vista, e assim por diante.
Um dos fundadores da Oubapo, Patrice Killoffer, criou um dos meus álbuns de HQ preferidos. No "Six Hundred and Seventy-six Apparitions of Killoffer", ele experimenta tirar por completo a divisão de quadros na página, o que resulta numa narrativa totalmente original, sem falar que é uma das sequências de páginas mais lindas que já vi. Ele narra uma história onde ele mesmo é o personagem principal, degladiando-se com seus desejos sexuais ao ponto de vê-los materializados como ele próprio. O resultado são 676 Killoffers vivendo na casa do Killoffer original, acabando com a vida dele.
Nos EUA, a Oubapo também têm os seus tentáculos e um dos meus autores preferidos é o Matt Madden, praticamente um dicípulo do Raymond Queneau, autor do álbum "99 Ways to Tell a Story", que é basicamente isso mesmo. Ele cria uma cena muito simples e mostra que ela pode ser contada de 99 formas distintas. Simplesmente genial. É muito divertido e impressionante como ele realmente consegue contar a mesma história 99 vezes de forma completamente diferentes em vários aspectos. É um bom guia pra aspirantes a quadrinhistas, cineastas, roteiristas, escritores, montadores e donas de casa.
Aqui no Brasil,não tenho notícia se existe um grupo da Oubapo. Mas temos os nossos autores que se aventuram com os princípios das restrições e vão além da narrativa. O Laerte é um ótimo exemplo disso. Ele conhece como ninguém a estrutura da linguagem dos Quadrinhos e já experimentou diversos caminhos, conseguindo elevar a narrativa à estratosfera. O Rafael Sica também é um novo mestre da estrutura de tiras. Experimenta e vai além. A narrativa de Lourenço Mutarelli já desestruturou o modo como se contava Históras em Quadrinhos no Brasil, experimentando com o lado negro e com a sordidez da narrativa, colocando-a em linguagem de prosa nos balões de suas páginas.
Rafa Coutinho, na antologia "Irmãos Grimm em Quadrinhos", publicada em 2007 pela editora Desiderata, contou a história da Branca de neve da maneira mais experimental e original que eu já vi - e já li muitas versões, pois me amarro em contos de fadas. É como se você estivesse assistindo a um filme em que todas as cenas tem o mesmo tempo, montadas de uma maneira cadenciada, mostrando sempre apenas o mínimo porém necessário para o entendimento de cada cena. Usando artifícios como repetição e textos monossilábicos, Rafa Coutinho provou o sabor do poder da narrativa contando uma história já contada infinitas vezes e que pode ser contada de novo e ainda assim ser original.
Em 2006, o Gabriel Bá, o Fábio Moon, a Becky Cloonan, o Vasilis Lolos e eu tentamos fazer algo diferente em termos de narrativa. Fizemos uma revista independente entitulada "5"- já pedindo perdão pela auto-referência. Não foi proposital, mas instintivamente nós também nos baseamos na idéia dos princípios das restrições e tentamos quebrar a narrativa de alguma maneira. A "5" conta histórias inventadas sobre nós mesmos, um dia imaginário em que um autor deveria contar sobre o outro autor, intercaladas e lincadas por simbolismos e referências das próprias histórias. Nós ganhamos o Eisner Awards - o subtitulado Oscar dos Quadrinhos - com essa publicação. Não acho que ganhamos esse prêmio porque fizemos algo experimental, até acho que os jurados do Eisner não deram muita bola pra isso, mas o certo é que experimentamos algo diferente do que fazíamos. E como ninguém aqui gosta de viver no passado, vamos de volta pra prancheta pois ainda existem infinitas maneiras de se contar histórias, e eu quero contar algumas delas.
Abraço,
R. Grampá
PS: Se você quiser conferir algumas imagens dos trabalhos desses quadrinhistas que eu citei acima, pode entrar no meu site pessoal que eu postei lá.
Esse texto é para quem realmente gosta de Quadrinhos. Quem não gosta pode achar chato, mas também pode ser que venha a gostar de HQs.
Em 1960, o escritor e poeta Raymond Queneau e o matemático François Le Lyonnais fundaram a Oulipo ( Ouvroir de Littérature Potentielle ou Abertura do Potencial da Literatura ). A Oulipo, na descrição dos próprios criadores eram "ratos que criaram um labirinto do qual se propuseram escapar". Os fundadores e agregados ao grupo discutiam, como base, os trabalhos de Queneau, em especial o seu "One Hundred Billion Poems"- um livro de dez sonetos nos quais cada linha podia ser lida com qualquer um dos outros sonetos, criando assim um número de variações que Queneau calculava como dez `a décima quarta potência - e "Exercises in Style", onde o mesmo conto era narrado 99 vezes diferentes. A sociedade cresceu e dois dos membros mais famosos foram o cineasta e novelista Judeu/Francês George Perec e o escritor e jornalista italiano Italo Calvino. A Oulipo foi criada com o fim de explorar as possiblidades criativas de se contar uma história, usando sempre as estruturas básicas, regras e os limites da narrativa como princípio para execícios experimentais. O dito "princípio das restrições".
Desde a criação da Oulipo, inumeros novos grupos foram fundados sob o princípio das restrições, claramente influênciados pela Oulipo. Alguns exemplos são a Oupeinpo ( Abertura da Potencial da Pintura ), a Oumupo ( Abertura do Potencial da Música ) e a Oucuipo ( Abertura do Potencial Culinário ). Coletivamente, esses grupos são conhecidos como Ou-x-po.
Em 1992, o coletivo de quadrinhistas franceses L'Association criou a Oubapo ( Ouvroir de Littérature Potentielle ou Abertura do Potêncial dos Quadrinhos ), sob o mesmo princípio das restrições que todos os outros grupos influênciados pela Oulipo. A Oubapo se propõe a usar os limites das Histórias em Quadrinhos para experimentá-los usando eles próprios. A forma das HQs é um exemplo dessas limitações. Todo mundo conhece a forma de uma HQ, seus quadros separados, seus balões, o texto dentro dos balões, os personagens que guiam as histórias, etc. A Oubapo se propõe a "brincar" com essas regras, pra tentar ir além da própria forma, pra testar as possibilidades que a narrativa pode nos proporcinar. É como se uma rede de TV resolvesse brincar com a estrutura narrativa de uma novela, contando o mesmo capítulo todo dia de formas diferentes, contasse de trás pra frente, mudasse os personagens principais e pontos de vista, e assim por diante.
Um dos fundadores da Oubapo, Patrice Killoffer, criou um dos meus álbuns de HQ preferidos. No "Six Hundred and Seventy-six Apparitions of Killoffer", ele experimenta tirar por completo a divisão de quadros na página, o que resulta numa narrativa totalmente original, sem falar que é uma das sequências de páginas mais lindas que já vi. Ele narra uma história onde ele mesmo é o personagem principal, degladiando-se com seus desejos sexuais ao ponto de vê-los materializados como ele próprio. O resultado são 676 Killoffers vivendo na casa do Killoffer original, acabando com a vida dele.
Nos EUA, a Oubapo também têm os seus tentáculos e um dos meus autores preferidos é o Matt Madden, praticamente um dicípulo do Raymond Queneau, autor do álbum "99 Ways to Tell a Story", que é basicamente isso mesmo. Ele cria uma cena muito simples e mostra que ela pode ser contada de 99 formas distintas. Simplesmente genial. É muito divertido e impressionante como ele realmente consegue contar a mesma história 99 vezes de forma completamente diferentes em vários aspectos. É um bom guia pra aspirantes a quadrinhistas, cineastas, roteiristas, escritores, montadores e donas de casa.
Aqui no Brasil,não tenho notícia se existe um grupo da Oubapo. Mas temos os nossos autores que se aventuram com os princípios das restrições e vão além da narrativa. O Laerte é um ótimo exemplo disso. Ele conhece como ninguém a estrutura da linguagem dos Quadrinhos e já experimentou diversos caminhos, conseguindo elevar a narrativa à estratosfera. O Rafael Sica também é um novo mestre da estrutura de tiras. Experimenta e vai além. A narrativa de Lourenço Mutarelli já desestruturou o modo como se contava Históras em Quadrinhos no Brasil, experimentando com o lado negro e com a sordidez da narrativa, colocando-a em linguagem de prosa nos balões de suas páginas.
Rafa Coutinho, na antologia "Irmãos Grimm em Quadrinhos", publicada em 2007 pela editora Desiderata, contou a história da Branca de neve da maneira mais experimental e original que eu já vi - e já li muitas versões, pois me amarro em contos de fadas. É como se você estivesse assistindo a um filme em que todas as cenas tem o mesmo tempo, montadas de uma maneira cadenciada, mostrando sempre apenas o mínimo porém necessário para o entendimento de cada cena. Usando artifícios como repetição e textos monossilábicos, Rafa Coutinho provou o sabor do poder da narrativa contando uma história já contada infinitas vezes e que pode ser contada de novo e ainda assim ser original.
Em 2006, o Gabriel Bá, o Fábio Moon, a Becky Cloonan, o Vasilis Lolos e eu tentamos fazer algo diferente em termos de narrativa. Fizemos uma revista independente entitulada "5"- já pedindo perdão pela auto-referência. Não foi proposital, mas instintivamente nós também nos baseamos na idéia dos princípios das restrições e tentamos quebrar a narrativa de alguma maneira. A "5" conta histórias inventadas sobre nós mesmos, um dia imaginário em que um autor deveria contar sobre o outro autor, intercaladas e lincadas por simbolismos e referências das próprias histórias. Nós ganhamos o Eisner Awards - o subtitulado Oscar dos Quadrinhos - com essa publicação. Não acho que ganhamos esse prêmio porque fizemos algo experimental, até acho que os jurados do Eisner não deram muita bola pra isso, mas o certo é que experimentamos algo diferente do que fazíamos. E como ninguém aqui gosta de viver no passado, vamos de volta pra prancheta pois ainda existem infinitas maneiras de se contar histórias, e eu quero contar algumas delas.
Abraço,
R. Grampá
PS: Quem quiser conferir algumas imagens dos trabalhos desses artistas que eu mencionei acima, entra no meu site pessoal que eu postei lá.
E aí, gurizada! Tranquilo? Tranquiiiilo.
Pensando aqui, fiquei afim de fazer uns vídeos pra minha coluna no Notícias MTV. Entregar num DVD o vídeo pronto pro Zé Antônio, o diretor do Notícias. Ainda nem falei com ele sobre isso, pois tive essa idéia agora e talvez nem se encaixe no formato do Notícias. Na real acho que não se encaixa mesmo, mas eu vou tendo idéias de qualquer jeito.
Os vídeos seriam mais ou menos assim:
EU (OFF): Hoje eu quero mostrar porque as HQs são mais legais do que a maioria das outras coisas que existem. Não só porque contam histórias, nem porque são histórias belamente ilustradas que fazem uma pessoa entrar numa viagem sem volta pra esse mundo sem limites que são as HQs. Legais porque as gostosas, sim as gostosas, do mundo inteiro AMAM HQs. Duvida? Então dá uma olhada nessa câmera escondida que nós colocamos nessa famosa livraria em São Paulo:
INTERNA. LIVRARIA.
Um cara semi-boa pinta interessado em um livro, folheando-o. Na livraria, ele é o único homem, no meio de gostosas, lendo outros livros na estante ao lado. Ele tenta impressionar as mulheres se fazendo de intelectual, com seus dedos em "L" segurando sua cara. Mas as minas cagam pra ele. Então um segundo cara entra na livraria. Ele, nada boa pinta, vai direto para a prateleira das HQs, onde TODAS as gostosas estão - e o semi-boa pinta nem se liga que eram HQs que as gostosas estavam lendo. O segundo cara pega uma HQ e, óbvio, em segundos descola o telefone de TODAS as minas gostasas. O Semi-boa pinta não entende nada e continua tentando impressionar com o seu livro, enquanto o segundo cara sai catando as gostosas dentro da livraria mesmo.
EU (OFF): Como você pôde ver, as HQs são os livros mais lidos pelas gostosas e pelos caras espertos. Um outro exemplo disso é provado pela câmera escondida que colocamos numa disputada boate em São Paulo, confiram:
INTERNA - BALADA.
Na balada, o semi-boa pinta meio incomodado porque só tem macho lá dentro. Entra um segundo cara com uma HQ debaixo do braço. Aí, óbvio, a balada começa a lotar de gostosas. E, também óbvio, todas querem a HQ do segundo cara, enquanto o semi e seus amigos pagam bebidas pra pegar a mulherada, que passam as bebidas pro segundo cara, que só se dá bem.
EU (OFF): Viu? Não estava na sua cara o tempo todo? As HQs são muito legais mesmo! Compre já a sua (nessa hora eu me aproveito do espaço em rede nacional e mostro a minha HQ, a Mesmo Delivery, e pisco o olho, fazendo um joínha)!
Aí corta pro Cazé no estúdio do Notícias, lendo uma HQ no ar. Nossa cãmera escondida mostra que em segundos o prédio da MTV fica lotado de gostosas de biquíni, gritando em unísono: HQs! HQs! Que tesão! HQs!
Pois é. É que eu queria arrumar um jeito de falar pras pessoas, nesse caso os caras, que as HQs são muito legais e foi isso que me ocorreu. Pensei também numa versão para meninas, onde uma das nossas câmeras escondidas flagram uma menina se dando bem com o Robert Pattinson só porque ela está lendo uma HQ na igreja.
Bom, foi mais ou menos essa a idéia que eu tive. Muito ruim por sinal. Acho que nem vou lançar essa pro Zé Antônio, que deve estar lendo uma HQ agora, cercado de gostosas. Óbvio.
Semana que vem quero fazer uma lista de HQs pra vocês. Só HQs tesão!
AH! Outro assunto nada a ver. Ontem chegaram os protótipos das action figures da Mesmo Delivery - sim, essa HQ que eu fiz. Action figures são aqueles bonecos classudos de super-heróis, monstros de filmes, ídolos do Rock, etc. Dá uma conferida no vídeo (tosqueira) que o Rafa Coutinho - meu cumpadi aqui do estúdio - fez quando a caixa chegou clicando aqui! E pra não falar tesão de novo, vou dizer que foi muito afudê! Esses protótipos são para aprovação. Quando a coleção estiver pronta para a venda- estão produzindo isso lá na China, e eles são rápidos - eu aviso por aqui pra quem se interessar em saber.
Abraço,
R. Grampá
Oba!
Meu nome é Rafael Grampá e eu sou Quadrinista, e isso quer dizer que eu sou um cara muito feliz. Quadrinista é aquele cara que cria histórias em quadrinhos, cria personagens e histórias e eu AMO fazer isso. Não há limites, só a disciplina e a paixão pelo lance. Confesso que eu sou um apaixonado. Antes eu trabalhava como diretor de animação e concept designer num grande estúdio de design. Aí veio o retorno de saturno e eu pirei. Larguei tudo. Tive que tentar realizar meu grande sonho, o sonho de ser um autor de Quadrinhos. Isso foi há dois anos atrás e hoje eu posso dizer que o sonho se transformou em carreira. Rolou.
Na real eu já tenho um blog, um bem pessoal, o www.furrywater.wordpress.com . E não é sempre que eu consigo atualizá-lo. Normal. Pois é, agora também tenho esse blog no portal MTV, o que é ducaralho, pois consigo trocar idéias com VOCÊ! Você que entra no portal procurando coisas novas. Você que curte coisas boas e diferentes. Você que curte ou pode vir a curtir HQs. É com VOCÊ que eu gostaria de trocar idéias.

Sou um dos colunistas do Notícias MTV, o cara dos quadrinhos. Talvez você já tenha assistido alguma dica minha no Notícias, talvez não. Não importa agora. O que importa é que o Notícias MTV está na frente, trazendo o que há de mais interessante, relevante e imediato pra você. E uma dessas relevâncias são as HQs. Sim, já faz um bom tempo que as HQs viraram moda. Moda me deixa nervoso, pois é igual câimbra. Passa rápido. Mas a diferença entre moda e HQ é que as HQs permanecem. Permanecem na cabeça das pessoas. As HQs tem uma relação individual com que as lê, pois quem as lê, lê sozinho, e tem uma experiência individual e única.. E se a HQ for boa, você nunca esquecerá o que leu e o que viu.
Você já leu alguma HQ? Uma das boas? Não perca seu tempo com outras coisas e procure logo uma boa HQ pra ler! Ah, não sabe que boa HQ procurar? Então aqui é o lugar certo pra você saber.
O que eu vou fazer aqui no portal é informar você. Tentar trazer você pro mundo imaginário, gráfico e inspirador das HQs. Tentar compartilhar um novo vocabulário sobre esse assunto que passe longe dos “gibis”, da criancice que, ligeiramente, ainda permeia essa forma de arte e tentar mostrar porque as HQs estão construindo a mídia mais criativa, inovadora, profunda, influenciável e moderna dos últimos tempos.
HQ não é coisa de criança, meu velho. HQ é coisa de gente diferente, antônimo de igual.
O papel aceita tudo e espero que você esteja aberto pra aceitar as HQs também.
Pretendo te inspirar. Muito!
As HQs são FODA!
Abraço!
