
O blog do Greenpeace é o espaço onde a equipe do Greenpeace escreve sobre tudo que está acontecendo na campanha "Salvar o Planeta, é agora ou agora!". Aqui você encontra esforços contra os impactos das mudanças climáticas e medidas para pressionar com urgência os governos. www.greenpeace.org.br
Menos de 10% dos artigos e reportagens publicados pela imprensa que cobriu a última Conferência de Clima da ONU (COP15), em Copenhague, falavam sobre algo relacionado à ciência climática.
Infelizmente, a mídia internacional esteve mais preocupada com fofocas sobre hackers que invadiram computadores de cientistas e revelaram supostas fraudes – em um escândalo que se provou falacioso - do que de falar seriamente de mudanças climáticas.
A conclusão é de um estudo lançado pelo Instituto de Estudos Jornalísticos da Universidade de Oxford e foi notícia no jornal The Washington Post. Dos 12 países estudados, Brasil e Índia foram os que deram maior cobertura aos assuntos relevantes da conferência.
A COP16 começa em menos de duas semanas, com muito menos expectativas do que havia na COP15 sobre a obtenção de um acordo global para controlar o aquecimento global. Será que a atenção da mídia será tão intensa dessa vez?
Os Estados Unidos da América continuam falhando em seus comprometimentos ambientais. Agora é a vez de falharem em seus compromissos com a conservação da biodiversidade.
Dos 193 países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica, o EUA é o único que não ratificou. Ou seja, participam da reunião, mais não tem o direito de opinar e votar. Ficam apenas observando! Observando? Sim, observando a destruição do planeta, sem fazerem nada para mudar! Parece mesmo que não dão importância aos compromissos globais, e que o Ano Internacional da Biodiversidade, em terras americanas, fica só no papel.
Se o Google investe, certamente mau negócio não é. A gigante do mundo virtual acaba de anunciar que vai colocar R$ 5 bilhões em um projeto de transmissão de energia para fazendas eólicas offshore na costa leste dos Estados Unidos.
A notícia está no NY Times.
A petroleira Chevron pode retomar suas atividades na Escócia a qualquer momento.
Nossos ativistas fizeram de tudo para impedir que o navio Stena Carron, da empresa, chegasse a Lagavulin, na Escócia, para explorar petróleo em águas profundas. Ficamos 100 horas pendurados na âncora do navio, seguidas de mais 50 horas boiando na frente de sua quilha para que ele não pudesse se movimentar.
A Chevron planeja perfurar 1.569 metros abaixo do nível do mar, profundidade próxima a da sonda da BP, que causou vazamento de petróleo em maio desse ano no Golfo do México.
O ecossistema delicado de Lagavulin é o lar de golfinhos e muitas outras espécies. No último mês, o Greenpeace apontou que a avaliação ambiental para a perfuração estava totalmente inadequada. Ontem, o governo divulgou informações detalhadas, fornecidas pela Chevron, sobre os possíveis impactos da perfuração em Lagavulin.
Dentre elas, a Chevron afirma que acidentes em Lagavulin seriam pouco possíveis. E, em caso de ocorrer, os efeitos para baleias e golfinhos não seriam preocupantes pois, "dadas as suas boas habilidades de natação, inteligência e comportamento, é de se esperar que saiam da região para se proteger".
Dado ao volume de novas informações no documento, e as afirmações bizarras que ele contém, estamos pressionando o governo para avaliá-lo com calma e não conceder permissão à Chevron para retomar suas atividades sem estudos sérios.

Representante de uma organização voltada para estudos e projetos sobre agricultura e agronegócio, o agrônomo André Nassar disse na semana passada durante evento organizado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) que o desmatamento zero faz sentido para a Amazônia, mas não para o Cerrado. O argumento? Desmatar o Centro-Oeste, aumentar a área agricultável no bioma e assim manter a produção de grãos aquecida o suficiente para acompanhar a crescente demanda mundial de alimentos e do uso de biocombustíveis.
Não é o que dizem estudos de vários cientistas, entre eles Gerd Sparovek, professor do departamento de solos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP. De acordo com seu estudo, existem hoje no Brasil pelo menos 100 milhões de hectares que poderiam ser utilizados na expansão da agricultura.
Pelo visto faltou ao agrônomo escutar não só setores da academia como também a favorita nas pesquisas de opinião e provável futura presidente do Brasil Dilma Rousseff, que citou recentemente um argumento que também conflita com a declaração de Nassar. “Hoje existem 60 milhões de hectares de pasto mal utilizados ou subutilizados que precisam ser recuperados. É área mais que suficiente para expandir nossa produção pelas próximas décadas”