IdeaFixa é um projeto colaborativo de artes visuais, ilustração, design e fotografia. E agora também está aqui na MTV! Com novos colaboradores, referências visuais, ideias, projetos e concursos sempre inspirados por música. Leia, espalhe, participe.
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O brinquedo interativo da semana é o BrowserTalk. Ele faz parte do hall de maluquices do Chrome Experiments, um portal de projetos interativos usando o Browser como "reator". Tem muita coisa legal lá envolvendo design, tecnologia e interação. Alguns deles também exploram composição de sons.
O BrowserTalk é um experimento que reage a intensidade da voz simulando o synclabial em um browser sobre a imagem. No site do projeto tem um vídeo q demonstra a onda toda. É muito simples de usar e você ainda pode escolher entre 3 personagens pra pirar.
Uma brincadeira que pode render um vídeo bem legal é colocar outras imagens por baixo do browser falante, ou até mesmo seu próprio vídeo, gravado por uma webcam. Daí pode sair um bom clip, monólogo ou até mesmo um belo depoimento de celebridades mortas.
Divirtam-se, a tecnologia ta aí pra experimentarmos!

O Rock nunca foi feito apenas de música. A atitude e presença de palco sempre contou muito e isto não poderia ser diferente com as intervenções que os artistas faziam - ou pediam para fazer - em seus instrumentos. As guitarras, um dos instrumentos mais admirados deste estilo, foram e são constantemente usadas como forma de expressão.

Para começar, poucas guitarras ficaram tão famosas como a "Bullseye" de Zakk Wylde do Black Label Society e guitarrista que acompanhou Ozzy Osbourne por um bom tempo. A guitarra chegou a um grau de renome tão grande que teve várias versões de modelos diferentes e a Gibson lançou uma linha usando a mesma padronagem e assinada pelo guitar hero. Outra clássica que também acompanhou Ozzy, foi a Flying V de Randy Rhoads, criada por Karl Sandoval, com certeza ela foi um forte elemento para ajudar no carisma do guitarrista que conquistou uma legião de fãs até sua morte em 82.
Mais antiga - bem mais antiga, da década de 60 - a psicodélica guitarra de Eric Clapton, foi neste instrumento colorido e histórico que ele conseguiu produzir o som da música "Sunshine of Your Love", que veio depois a ser chamado de "Woman Tone". Esta guitarra foi revendida por duas vezes, a primeira em um leilão por 150 mil dólares e o dono a revendeu mais tarde por 500 mil dólares.
Talvez a mais polêmica de todas seja a listrada Frankenstrat de Eddie Van Halen, criada e construída por ele próprio. Além de ter se tornado uma das marcas do guitarrista, já houve discussões sobre ela ter sido utilizada como base de inspiração para a criação de uma linha de tênis.

A Gibson não quis deixar este privilégio apenas para os artistas e constantemente investe em linhas mais próprias, como a "Emily The Strange" (inspirada na criação da Cosmic Debris Company), ou na Zoot Suit com suas linhas coloridas e na assinada pelo guitarrista Tom DeLonge do B-182. Estas últimas fazem parte da linha básica Epiphone da fábrica, uma marca mais direcionada para iniciantes. Com estas dá até vontade de começar a tocar, não?
Por: Leandro Bulkool


Esse experimento ta me rendendo boas horas de diversão e algumas idéias bem estranhas. Não sei quem é o autor do Yooouuuutuuude.com mas ele certamente merecia uma placa em honra ao mérito no design de reciclagem haha
Essa plataforma cria seqüências animadas de frames a partir das URLs dos vídeos do Youtube. Você tem a opção de configurar o tamanho das janelas, movimento e etc. No fim, o resultado são lindos mosaicos usando os frames do filme que você escolheu. É reciclagem pura, criar lindas e novas imagens a partir de outros conteúdos.
E pra não deixar de falar no nosso bom e velho “Oportunismo Digital”, vocês vão notar que no painel principal existe uma opção onde você pode criar seqüências de imagens captadas a partir da sua webcam ao invés do youtube. É só juntar a banda na frente do computador, ligar o som, a webcam e criar um vídeo-mosaico psicodélico rumo ao sucesso haha Dá pra fazer muita coisa legal com esse sisteminha.
Aliás, no módulo de captura por webcam o site apenas transmite as imagens, ele não grava. Mas se você tem mac é só instalar o bom e velho ScreenFlow e capturar toda “performance” da galera haha
Sucesso pra vocês e divirtam-se tentando!
Nem precisa rodar muito pra perceber que a internet está repleta de Oportunidades, ou melhor, Plataformas pra desenvolver, re-inventar e propagar suas idéias.
cada vez mais, percebemos que a produção artística deixou de ser uma relação unidemensional onde identificávamos facilmente um agente ativo e um consumidor passivo. Hoje em dia estamos caminhando pra uma relação de co-autoria com pessoas que muitas vezes nem conhecemos, que disponibilizam plataformas e materiais para a criação de algo novo, de forma interativa e colaborativa [para ficar mais antenado nisso leia sobre CreativeCommons]
Isso até já foi assunto em outros posts. A verdade é que, se tem uma coisa que eu gosto de fazer é caçar essas tais "oportunidades" pensando em como encaixar uma marca, uma banda e até mesmo um ideal. Muitas vezes essas plataformas são criadas pra "isso", financiadas por alguma marca pra "isso" ou simplesmente possuem uma abertura onde podemos nos encaixar. E o "Isso" não é roubo nem violação de direito autoral. haha Podemos classificar "Isso" como uma "Busca por Plataformas de Criação e Distribuição Colaborativa", mas eu prefiro beirar o pejorativo e chamar "Isso"de "Oportunismo digital". haha Ao contrário do que muitos pensam, é legal, divertido e eu não vejo nenhum mal.
Ao longo da minha existência nesse blog vou postar algumas dicas, referências e até mesmo algumas dessas "oportunidades" e espero ajudar a desenvolver no público um radar pra esse tipo de situação. Afinal, quando se fala em sucesso nas novas mídias é preciso ser criativo, ágil e ter muito Senso de Oportunidade.
Para abrir essa série de discussões, que tal fazer sucesso com a sua banda lá na França?
A agência Exposure junto com a Boffswana criaram um divertido sistema para os consumidores do chiclete 5gum chamado The 5Gum Augmented Reality Mixer que permite o usuário mixar bases em tempo real usando simbolos de Realidade Aumentada [o que é isso?]. Através da sua webcam ele percebe a posição e rotação dos simbolos e altera som e timbre de acordo com a sua combinação. Legal né? Design, música e tecnologia no mesmo balaio digital!
Infelizmente, as bases já sao disponibilizadas pelo site e você não pode fazer upload do seu próprio som. Mas quem disse que você não pode acompanhar os beats liberados pelo site? Você pode juntar seus amigos ou até mesmo se aventurar sozinho a gravar um video mixando os beats do site junto com suas próprias músicas e depois compatilhar a gravação na galeria de videos do site. Existem centenas de videos de outros usuários mostrando de forma criativa como usaram os simbolos pra mixar um novo som e tem também um sistema de votação pra eleger os mais populares.
Só não vi ninguém esperto o suficiente pra usar essa plataforma pra fazer O Seu Próprio Som !
Aproveitem e desafiem-se!
por Steve ePonto
Continuação do post anterior


Aqui a história é conhecida: em 1972 David Bowie encarna Ziggy Stardust, um alienígena que vem à Terra para nos dizer que temos mais 5 anos de existência, vira uma estrela do rock e é destruído pelos excessos e pela devoção dos fãs. As músicas são conhecidas: The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars traz clássicos de Bowie como Starman e Ziggy Stardust, com o acompanhamento pesado e funkeado das Aranhas de Marte. E após o lançamento do disco a escondida e pacata Heddon Street também ficou conhecida. Terry Pastor (foto abaixo), designer gráfico que fez a arte da capa, nos enviou texto por e-mail contando como foi o processo de trabalho:
“Da minha parte foi uma participação mais técnica do que totalmente criativa. Recebi uma foto em preto e branco impressa em papel fotográfico e a equipe de David Bowie me pediu para colocar cores na imagem. Apliquei as cores usando tintura para fotos com um airbrush DeVilbiss Super 93. A contracapa que traz Bowie em uma cabine telefônica foi feita exatamente da mesma maneira. Brian Ward, falecido alguns anos atrás, foi o fotógrafo. Seu estúdio era na esquina da Heddon Street e chovia naquela noite, então acho que foi conveniente tirar as fotos nas proximidades do estúdio. Todos os títulos das músicas e créditos na contracapa de Ziggy Stardust foram feitos em letraset [folhas com elementos gráficos que eram transferidos para a arte gráfica a ser impressa], uma forma muito manual de fazer as coisas, mas em 1972 era assim que as coisas eram feitas. Não tínhamos Mac naquele tempo! Nessa época, eu costumava encontrar com David em West End (centro de Londres) ou em algum pub, e ele passava totalmente despercebido. Em uma questão de meses após o lançamento de Ziggy Stardust, ele se tornou um mega star e qualquer aparição sua em público se tornaria um acontecimento!”


A cabine telefônica mencionada por Pastor foi trocada, mas a substituta permanece no local original - a alguns metros de onde foi tirada a foto da capa. A Heddon Street hoje é fechada para carros e se opondo ao aspecto sombrio da capa de Bowie concentra um grande número de restaurantes.


Animals, de 1977, foi o décimo álbum lançado pelo Pink Floyd. Para a capa do disco, Roger Waters teve a idéia de colocar um porco sobrevoando a usina termelétrica de Battersea, ao sul do rio Tâmisa. A capa foi desenvolvida por Storm Thorgerson - grande nome do design de capas, responsável por praticamente todas as clássicas do Pink Floyd - do grupo de designers britânicos Hipgnosis (leia mais sobre Thorgerson no texto de Wendell Penedo, publicado neste blog).
A idéia era fazer com que o enorme porco inflado com gás hélio sobrevoasse a usina enquanto a foto fosse tirada, mas as coisas não saíram exatamente como o planejado: após algumas tentativas o “Pink Floyd Pig” perdeu o controle e saiu voando sem direção pelo céu de Londres. Foi monitorado por radar por um tempo até ser perdido, levando vôos em Heathrow a serem cancelados. Finalmente foi achado mais tarde em uma fazenda. A imprensa deu enorme cobertura à história, e, por fim, para a capa do disco foi feita uma montagem usando uma foto tirada da usina com a imagem do porco sobreposta. A Battersea foi desativada em 1983 e eventos esporádicos acontecem no terreno ao redor da usina.
Se a arte na capa de um CD perdeu muito por motivos de espaço, outra questão surge com a invasão do MP3: não há mais encarte. A indústria musical vive uma crise que se arrasta pela última década, desde o surgimento do Napster, que desencadeou a tendência irreversível do compartilhamento de arquivos. O fechamento recente da maior loja de CDs do mundo - a Virgin de Nova York - e de uma das cadeias de lojas mais importantes de Londres - Zavvi, antiga Virgin - apenas comprovam o fato. Segundo o jornal The New York Times, do auge da indústria, em 2000, quando 785 milhões de CDs foram vendidos no mundo, até 2008, as vendas tiveram uma queda de 45%.
O último disco do Radiohead, In Rainbows, foi lançado em formato digital, mas cópias físicas também foram colocadas à venda, entretanto, no último dia 17 de agosto eles lançaram um single (These Are My Twisted Words) somente em formato MP3, disponibilizado para download gratuito no site oficial da banda. Acompanhando a música há um arquivo PDF com 15 imagens e um texto que sugere que elas sejam impressas em transparência (folhas usadas para retroprojetor) e depois montadas da forma que você quiser. Ainda não há notícias se irão à venda cópias físicas deste single. Qual é o futuro da arte da capa? Boas idéias como a do Radiohead surgirão? Será resumida a um arquivo JPEG? São perguntas que só o tempo responderá, mas, enquanto isso, cuide bem dos seus vinis, especialmente das capas.
por Marina Campos e Bruno Falabella, de Londres