

IdeaFixa é um projeto colaborativo de artes visuais, ilustração, design e fotografia. E agora também está aqui na MTV! Com novos colaboradores, referências visuais, ideias, projetos e concursos sempre inspirados por música. Leia, espalhe, participe.
Existem discursos que parecem absurdos, mas diante da face dura da realidade, acabam sendo despidos na nossa frente. Sempre questionou-se a legitimidade da conta que dizia que o músico se sustentava fazendo shows, e não vendendo discos. Com o deslumbramento que as décadas de 1980 e 1990 foram para as vendas de discos, era difícil mesmo pensar em artistas não se preocupando tanto com as vendas. Não é que a preocupação não exista, mas o mundo mudou, e o último relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica prova o quanto a forma de se vender música precisa ser revista. Não há uma definição a respeito de suporte físico, afinal, o CD parece não ter funcionado e muitos estão apostando na volta do LP. A reabertura da Polysom promete aquecer o mercado do vinil na América Latina, o que é uma ótima oportunidade para designers apreciadores, afinal é um formato que privilegia a arte e melhora sua experiência musical.
Num cenário tão obscuro, muita gente decidiu investir novamente nos pôsteres de show. Os concert posters são mais do que meros panfletos com datas, são obras de arte carregando pessoas na direção de seus ídolos, e fomentando um grande mercado de arte impressa. Tocar ao vivo é o que mantém a música viva, e o casamento com a arte faz da obra algo muito mais enriquecedor para todos envolvidos nesse processo.
Seria impossível destacar todos os artistas contemporâneos que merecem ser vistos, portanto vocês terão que aturar minha seleção pessoal. Aproveitem os comentários para indicar seus favoritos, toda ajuda é bem vinda!
A Queens Of The Stone Age impressiona na quantidade de pôsteres e na diversidade de artistas com quem trabalham. O curioso é que a banda costuma lançar discos com capas detestáveis, o que faz deles uma grande incógnita, ou simplesmente mostra que os caras gostam mesmo é de tocar.

David D'Andrea

Alan Hynes

Justin Hampton
As bandas Baroness e Kylesa, conterrâneas e irmãs de palco, têm fantásticos exemplos de arte impressa, a propósito, John Baizley, o vocalista do Baroness, faz quase toda a arte dessa turma, inclusive de algumas outras bandas lá de Savannah, na Georgia.

John Baizley

DWITT

Malleus
O Phish surpreende com sua tipografia detalhada, sempre de forma harmoniosa em seus pôsteres, um show para os olhos.

Nate Duval

Tyler Stout

Aesthetic Apparatus
Seria impossível indicar o melhor ou maior ilustrador, porém acredito que a obra do australiano Ken Taylor é uma das mais diversas, afinal o cara já trabalhou com muita gente, de Bob Dylan a Cypress Hill. Um sujeito apaixonado por cores quentes, que contribuiu para que muita gente lotasse estádios por aí.



Se encararmos a internet como encaramos o rádio no seu surgimento, poderemos discutir mais as possibilidades e menos as limitações. A música espremida no mundo digital mostra sua força num retorno analógico ainda tímido. Francamente, as pessoas precisam de mais LPs e pôsteres nas paredes, e menos tocadores de mp3 nos bolsos.
Por Wendell Penedo
Agora é a hora e a vez dos Astros-Criativos-AntiSociais da música que não sabem tocar. Depois dessa dica do @deniscabaldi você vai poder largar da sua banda, deletar o telefone dos amigos e viver uma vida auto-suficiente de popstar.
A Wave Machine Labs lançou um novo aplicativo pro iPhone que dispensa habilidades com instrumentos e outras pessoas. Com o VoiceBand você pode gravar músicas com multi faixas explorando diversos instrumentos usando apenas a sua voz. Sim, é verdade. Já baixei e to me divertindo horrores com ele.
Vejam o vídeo do gordinho aí ensinando como usar. É simples e bem legal. Claro que você precisa ser pelo menos afinadinho, mas isso só depende de você e de mais ninguém.
haha deixando de lado as brincadeiras, é claro que você também pode usar esse aplicativo para integrar e fazer amigos. Pode ajudar muito na hora de fazer um “rascunho” da idéia de uma musica antes de dividir ela com o resto da banda. Afinal, se as pessoas não costumam gostar das suas idéias é provável que você não saiba como contá-las, haha ou cantá-las
Mas se no fim ninguém entender, gostar ou se empolgar com suas canções mande todo mundo à m*** e faça sucesso sozinho. A cultura colaborativa é super legal, mas tem gente que não tem tato nenhum com a democracia ;-)
Criem e Divirtam-se
Tecnologia é uma coisa linda, né? Nem conheço os caras e em apenas 3min eu já estava no meio do videoclipe deles. ;-) Podem procurar que to ali com minha escova-de-dentes, aos 3min e 26, no meio da confusão.
Vi alguns clipes interativos legais essa semana, mas essa dica do @diogovalim com o clipe da música “More is Less” do C-Mon & Kypski foi surpreendente. Fiquei impressionado com a idéia, potencial de viralização e com a Simplicidade com que foi feito. Na verdade, ainda está sendo. O grande mérito desse projeto é que cabe muuuita gente nele haha Ao contrario do que o nome da música diz, quanto mais gente pintar, melhor!!!
É super simples. No site One Frame Of Fame vemos uma imagem aleatótia retirada do clipe e você tem que imitar a pose dele na webcam. O site faz o upload automaticamente e já bota ela no seu devido tempo e lugar. Assim, quando você (ou qualquer pessoal na rede mundial dos computadores) ver esse clip já encontrará seu rostinho lá.*
* na verdade, os uploads são feitos só de hora em hora. Mas mesmo assim já é legal, né? hehe
Como eu sei que esse clip vai fazer sucesso? Simples, eu vivo batendo na mesma tecla. Até o Caetano sabe (desde 1978): “Narciso acha feio o que não é espelho”. haha Agora que abriram a “porteira” do broadcast ninguém segura mais segura a produção de conteúdo da cyber-multidão desvairada e criativa. Afinal, as pessoas adoram se ver, participar, contribuir e saber que tem gente vendo elas lá. Esse tem sido um dos atrativos básicos de diversos projetos de entretenimento colaborativo, vai muito além da personalização. O crowdsourcing é uma sementinha que ta crescendo muito na web, tanto na área de entretenimento quanto no campo de serviços.
Vale a pena se inspirar no trabalho dessa galera pra criar conteúdos colaborativos com baixíssimos orçamentos e longo alcance!
Produzam, ampliem-se, multipliquem-se e divirtam-se!
Você fazia idéia que 95% de toda música eletrônica (dos anos 80 em diante) - e todo um subgênero da mesma - veio diretamente de 1969, num loop de apenas seis segundos?
Provavelmente você não sabia. Eu não sabia até algum tempo atrás.
Pois é.
Estou falando aqui do Amen Break. Este aqui ó. Reconhece?
O nome vem da música que o contém: "Amen, Brother", lado B do single "Color Him Father", da semi-obscura banda de funk The Winstons.

Como todo tipo de "meme", ninguém sabe ao certo como isso virou febre. Mas é sabido que esta música caiu numa compilação de lados B para DJs de Hip-Hop nos anos 80, e supostamente um cara chamado "Louis Flores" editou o break de bateria numa velocidade abaixo da normal, estendendo o tempo da batida e facilitando a troca de discos nas turntables. No começo dos anos 90, alguém resolveu acelerar este loop: estava criado o Jungle, o Drum n'Bass e o Breakbeat Hardcore. Daí em diante, o resto é história.
O curioso é que existem inúmeras reencarnações deste loop, em todos os gêneros de música eletrônica praticamente. É sabido que o batera do The Winstons e os donos da licença do Single na época nunca viram um centavo deste sample (talvez nem deveriam), assim como acontece constantemente na "cultura do sample" e que eu acho sensacional. Porém, é sabido também que algumas corporações espertinhas, daquelas que compilam samples para "DJ for Dummies", registrou copyright de uma pequena variação do Amen, o que torna tudo um tanto quanto ridículo. Samples devem ser livres!
Eu achei dois vídeos bem legais que explicam em detalhes essa história toda. Vale a pena ver.
Se esse acima não funcionar, tem um outro link aqui.
E vale a pena ver este também:
Pra mim, o mais fascinante de tudo isso é como, na nossa cultura de hoje e em como a indústria da música vem se desenvolvendo desde os anos 80, uma pequena "citação" é capaz de criar uma revolução. Do jeito que tem que ser!
Postado por Pedro Oliveira
fotoroubêixan: Time Magazine
Essa eu vi no Orgia Para Ouvidos (que viu na Time Magazine): O British Royal Mail - os Correios do Reino Unido - lançou uma nova coleção de selos homenageando discos clássicos do cancioneiro popular britânico. Tal coleção consiste em 10 selos com as capas de álbuns como London Calling do The Clash; Power, Corruption & Lies do New Order e, até mesmo, Parklife do Blur. Tudo muito legal, muito cool, muito CADÊ O NEVER MIND THE BOLLOCKS? Será que a rainha ainda guarda remorso e beicinho a respeito da turma traquinas de Johnny Rotten? Afinal, não há como negar, (Never Mind The Bollocks) + (cuspe em alguma instituição real) = tudo a ver!
That's all Folks!
dito e feito pela débora!