

Indiescópio é um blog sobre música independente nacional: quem toca a cena, os eventos, as ações políticas relacionadas, o que há de novo nesse universo e porque o velho não sobreviveu.
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O cast: Pato Fu, Sepultura, Black Drawing Chalks, Canastra e mais 22 promissores nomes da música independente mineira e nacional. O local: A cidade de Uberlândia, Minas Gerais, hoje uma senhora referência quando o assunto é gestão cultural. A data: De ontem a domingo, 21 a 25 de outubro. O nome? Festival Jambolada 2009.
Clique no flyer para ampliá-lo.
Uma resposta criativa ao clima ditatorial e tedioso que pairava sobre a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) há cinco anos, o Jambolada surgiu sem muitas pretensões. Jovens estudantes não encontraram espaço pra fazer e pra curtir o que rolava de mais livre no rock regional da época e resolveram organizar seu próprio evento. Eis que numa tarde pensante, embaixo de um pé de Jambolão, nasceu o Festival Jambolada 2009, hoje o maior evento de música independente do estado de Minas Gerais.
Música, por enquanto. A passos largos, o Jambolada caminha para, em 2010, se firmar como um verdadeiro festival de artes integradas, abrangendo outras áreas artísticas e promovendo ainda mais cultura em movimento. Não que isso já não aconteça nesta quinta edição. Além dos 32 shows (seis deles em praça pública), completam a programação do Jambolada eventos relacionados a literatura, cinema, cultura digital, hip hop, meio ambiente, moda e artes visuais.
Música, sobretudo. Os headliners do festival são bandas consolidadas, que, merecidamente, já conquistaram o seu reconhecido espaço na música brasileira. O Pato Fu vem pra cá no ritmo de lançamento de seu nono e emblemático disco: Daqui pro Futuro. A imagem do Sepultura subindo ao palco certamente significará, para muitos e para mim, um capítulo de ouro na história do rock ao vivo dessa cidade. Estão aí duas bandas oriundas de um dos estados que mais exporta música independente para todo o país: em quantidade e qualidade. A verdade é que Minas Gerais tem muito a oferecer e o Jambolada é uma amostra fiel e quase grátis dessa realidade.
Outro detalhe massa: 15 das 30 bandas que se apresentam no Jambolada deste ano representam coletivos mineiros de gestão cultural. Os coletivos são iniciativas colaborativas de pessoas que têm o ideal da arte independente em comum e que estão a todo momento trabalhando na realização de projetos culturais diversos. Hoje, não dá pra se falar em coletivos brasileiros sem mencionar o Circuito Fora do Eixo, a maior rede de coletivos culturais do país e, até onde eu sei, de todo o mundo (lembra que eu falei deles no post passado?). A regional Fora do Eixo Minas participa em peso do Jambolada, levando suas bandas ao palco, fazendo a cobertura multimídia do evento e ajudando aqui e ali com os imprevistos que rolarem.
É nesse espírito libertário, plural e coletivo que o Jambolada chega para movimentar o Triângulo Mineiro pelos próximos quatro dias. Muito mais informação sobre o festival circula Internet afora:
- Visite o site oficial;
- Confira a programação completa de shows;
- Acompanhe a cobertura em tempo real via twitter;
- Conheça as associações organizadoras do evento: Coletivo Goma e Valvulado.
Nas últimas semanas, estive trabalhando na pré-produção do Jambolada e agora atuo na cobertura pelo Goma e pelo Portal Fora do Eixo. Trago fotos, resenhas, comentários sobre as bandas e novas impressões sobre o lance todo ainda essa semana. Beleza?
Agora vai procurar um pé de jambolão.



