

Invasão Jamaica é o primeiro podcast brasileiro dedicado integralmente à música jamaicana, feito pelo pessoal do You & Me On a Jamboree, um dos melhores blogs do mundo sobre o assunto.
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2010 mal começou e já temos uma grande perda para a música jamaicana.
Morreu no dia 20 de Janeiro o guitarrista Lynn Taitt em sua casa em Montreal, no Canadá, onde batalhava contra uma leucemia há alguns anos.
Sinônimo de Rocksteady, Taitt foi um dos precursores do ritmo, sendo responsável por boa parte de sua identidade.
Como guitarrista, ele criou aquela clássica "palhetada" nas cordas, que se tornou, além de sua marca registrada, um dos elemtentos rotineiros nas gravações de rocksteadys.
Seu estilo único pode ser achado nos mais diversos clássicos, e raridades, da música jamaicana. Já que ele fez o arranjo e gravou mais de 1.500 músicas.
Com tanta contribuição, não é a toa que seu nome fosse incorporado a história musical da ilha.
O mais irônico de tudo é que Lynn Taitt nem ao menos era jamaicano. Ele faz parte de uma geração de músicos caribenhos que foram para Jamaica tentar viver da música. Taitt nasceu em Trinidad e Tobago, em 1940, onde conheceu uma guitarra pela primeira vez aos 14 anos. Oito anos depois o músico foi descoberto pelo produtor Byron Lee, que apostou as fichas no jovem e o levou para tocar na festa da independência jamaicana, em 1962.
A partir daqui, a história começa a ficar mais familiar. O músico decidiu adotar a Jamaica como seu país natal. Vivendo em Kingston, Taitt tocou em diversas bandas com Bob Marley, Skatalites, Desmond Dekker, Lee Perry, Baba Brooks, Tommy McCook & The Supersonics, além dos mais diversos produtores.
É de Lynn Taitt a guitarra da música "Rude Boy" de Derrick Morgan, "Girl I've Got a Date" de Alton Ellis, além da clássica "Take It Easy", de Hopeton Lewis, considerada o primeiro rocksteady. Apesar disso tudo, ele ficou mais conhecido por seu grupo Lynn Taitt & The Jets, formado em 66 por ele, Hopeton Lewis, Gladstone Aderson, Winston Wright, Hux Brown e Headley Bennett.
No final dos anos 60, Taitt se mudou para o Canadá, onde ainda fazia shows e participações. Em 2006, foi tema de um documentário chamado "Lynn Taitt: Rocksteady"
Para mais informações, basta ouvir o podcast ao lado que preparamos com alguns dos sucesos de um dos maiories guitarristas jamaicanos da jamaica, Lynn Taitt.
*Antes de prosseguir. Caso você não faça a mínima do que é Skinhead Reggae, aconselhamos dar uma ouvida no podcast, ali à direita, sobre o tema.

Capa do disco "Skinhead Moonstomp", de 1970, do grupo jamaicano The Symarip.
Talvez esse seja o álbum mais lembrado quando se pensa em Skinhead Reggae.
Ao contrário do que muitos pensam, este álbum não é o marco inicial do gênero.
Na real, eles aproveitaram na cara larga a onda dos garotos ingleses de cabeças raspadas que já eram assíduos dos sons jamaicanos.
Para começar, a própria capa do disco foi tudo armada. Obviamente, não são os jamaicanos do Symarip.
Como o público era direcionado, eles precisavam atingir o alvo. Nada melhor do que jovens britânicos no melhor lema do "Dressing Hard, dressing Smart", ou seja, no "visu".
O Symarip em muitos discos toca sob o nome de Pyramids (que nada mais é do que as letras de de Symarip embaralhadas), e também de as vezes usam Seven Letters (número de letras que tem o nome "Symarip" ou "Pyramids"). Usando esses diversos nomes passaram a dedicar algumas de suas faixas para esse público Skinhead, que estavam dispostos a gastar uma boa grana com discos.
O Curioso desse álbum foi com ele foi a história de como ele foi lançado. Daí que vem o tema do post e a tal "sacanagem".
Os produtores jamaicanos, que já tinham fama de desonestos, trataram de aproveitar esse novo mercado. As duas gravadoras mais notáveis na Grã-Bretanha eram a Trojan Records e a Pama.
A Trojan lançou esse álbum, Skinhed Moonstomp, com a finalidade de abafar o sucesso da música "MoonHop" de Derrick Morgan, esta que saiu primeiro pelo selo Crab da gravadora Pama.
O rolo começou quando o produtor Bunny Lee, deu uma mesma música para a Pama e para a Trojan. No momento em que a Pama cronogramava seus lançamentos para sair em função do sucesso da "Moonhop", a trojan melou tudo com uma versão não-creditada de uma música que interpretada pelo Symarip.
Essa música nada mais era do que a conhecida "Skinhead Moonstomp" sob o coro de "Iê Iê Iê Iê", aproveitando o sucesso da concorrente "MoonHop" de Derrick Morgan, pela Pama.
Ironicamente o "Skinhead Moonstomp" é hoje reconhecido como o maior clássico do Skinhead reggae, enquanto o original "Moonhop" caiu no esquecimento.
Pra complicar a situação, Bunny Lee, que começou com tudo, era cunhado de Derrick Morgan.
Se já não bastasse, a prória Moonhop era baseada em outra canção, de Soul, chamada "I Thank You", da supla Sam & Dave.
Claro que Skinhed Moonstomp não foi o primeiro nem o último álbum a celebrar o Skinhead Tradicional, Os Mohawks lançaram em seguida "Skinhead Shuffle" pela Pama, , Laurel aitken com "Skinhead Train", The CHarmers também com um som chamado "Skinhead Train", Hot Rod All Stars com "Skinheads Don't Fear", "Skinhead Moonsdust" e "Skinhead speaks his mind". Temos ainda Claudestte & Corporation com Skinhead a Bash them, Joe & The Boss com "Skinhead Revolt", Desmond Riley com "Skinhead A Message To You", e a lista vai longe....
"Nenhum dos verdadeiros Skins pode ser racista. Sem a cultura jamaicana, os skinheads não existiriam."
(Roddy Moreno, The Oppressed)
Para mais informações: htp://youandmeonajamboree.blogspot.com

Apesar da curta duração de sua vida, entre 66 e 68, e algumas outras gravações fora de época, o Rocksteady foi um dos ritmos que mais teve "faces" ou "estilos" dentro do próprio gênero.
Na maioria das vezes pensamos no Rocksteady como um ritmo alegre que trata de assuntos como amor e desilusão. Porém o Rocksteady vai muito além disso, tanto liricamente como sonoricamente falando.
E como muita gente já deve ter percebido, essa é a fase da música jamaicana que mais gostamos. Principalmente pelo fato de que muitas canções acabaram no anonimato, ou como gostamos de dizer, permaneceram obscuras e raras, disponíveis apenas nas mãos de colecionadores, que pagam uma fortuna pelos compactos.
Justamente pelo achado e pela grana investida, eles não têm interesse algum em digitalizar para mp3.
Provaremos isso nesta coletânea que conta com 19 petardos do mais puro e obscuro Rocksteady. Obscuro?
Sim. Obscuro, místico, denso, velho ou simplesmente do fundo da alma, ou como nós da You & Me particulamente gostamos de classificar como "Barroco".
Barroco porque, ao mesmo tempo que é elaborado, ele consegue ser rude e cru, as gravações são na maioria das vezes precárias, com microfones ruins, até mesmo captando o som de toda banda em apenas um microfone ao centro da formação dos músicos. Basta prestar atenção no velho piano de madeira dedilhado em "HeartBreak Girl" ou na bateria pesada e sincopada de "Satisfy My Love" ou na profundidade vocal de "Young Love".


Dentre outras raridades que apresentamos nesta coletânea, temos canções como o cover mais dark que uma música dos Beatles poderia ter. "All My Loving", de Prince Buster, é simplesmente uma pedra maciça!

Outra faixa a se destacar é a abertura da coletanêa (e foto da capa) "Always Together" do mega-desconhecido Stephen Chang, um Rocksteady Barroco que só teve uma prensa em compacto jamaicano pelo selo Sunshot e que é cantado em chinês!!! (música de abertura desta Mixtape ao lado)
Isso parece obscuro para vocês?
Além de belíssimas faixas de cantores famosos como Ken Boothe e Larry Marshall essa coletânea, que é uma pedrada sem piedade na orelha do reguero, termina com um som obscuro, mas já clássico nas seleções da Jurassic Sound System, "Cool Operator" de Ossie & Killowats. Este, só baixando e ouvindo!
Mas só pra finalizar e deixar ansioso para ouvir essa coletânea, um dos poucos sons de um grupo tyotalmente desconehcid, chamado Zoot Sims. COm um vocal marcante e dançante com a música "Take It Cool"
Poderíamos dizer que são 19 faixas sem firulas ou experimentações, diretas e cruas, mas não menos bonitas que as "famosas".
Portanto, aproveitem esse apanhado de raridades selecionadas à dedo por nós da You and Me especialmente para vocês.
01 - Stephen Chang - Always Together
02 - Alton & Zoot with Wailers - Rude Boy Prayer
03 - The Attractions - Young Wings Can Fly
04 - Lloyd Clarke - Young Love
05 - Alva Lewis - Revelation
06 - Prince Buster All Stars - All My Loving
07 - Noel Brown - Heartbreak Girl
08 - Pioneers - Some Having A Bawl
09 - The Groovers - You've Got To Cry
10 - Evan & Jerry with The Carib Beats - Rock Steady Train
11 - Horace Hinds - BlackMan Country
12 - Larry Marshall - Suspicion
13 - Queen Patsy & Stranger Cole - Satisfy My Love
14 - Zoot Sims - Take It Cool
15 - Ken Boothe - Thinking
16 - Junior Soul - Out Of My Mind
17 - Hemsley Morris - Little Things
18 - Jo Jo Bennet & Byron Lee - Rock Steady
19 - Ossie & The Killowats - Cool Operator (Bonus)
PARA BAIXAR ESSAS RARIDADES ACESSE:
http://youandmeonajamboree.blogspot.com/2009/12/you-me-presents-obscure-rocksteady.html
Morre aos 83 anos Sonny Bradshaw, um dos participantes da formação musical jamaicana desde a década de 40.

Sonny Bradshaw está morto. O trompetista jamaicano que dedicou grande parte de sua vida a ensinar músicos mais jovens, para dar suporte à música da Jamaica, morreu em Londres no sábado à noite devido a complicações de um derrame.
Trompetista e bandleader, Sonny Bradshaw foi um dos últimos elos com a mania das big bands que pegou na ilha durante a década de 1940 e que tornou possível o desenvolvimento musical da .
Seus contemporâneos, os saxofonistas Tommy McCook e Joe Harriott, foram seus colegas no All Star Band.

Embora ele seja associado principalmente com o trompete, Bradshaw foi um multi-instrumentistas. Também tocava piano, clarinete, trombone e saxofone. Foi um conhecido compositor, arranjador, produtor, criador de comerciais, professor, presidente da Federação Jamaicana de Músicos, além de radialista e jornalista de música. Escreveu durante muito tempo uma coluna semanal,intitulada de 'Musicman ", no tablóide The Jamaica Gleaner da tarde.
Se já não bastasse, o cara foi premiado com a Ordem do seu país de Mérito por sua contribuição à música jam
aicana.
Cecil "Sonny" Valentine Bradshaw nasceu na capital jamaicana, Kingston, em 1926. Era um aficcionado por leitura e informação. Através de uma das edições do Popular da revista Mechanics (uma espécie de apostila do telecurso 2000) ele aprendeu a construir seu próprio aparelho de rádio, o que lhe permitiu ouvir as novas músicas vindas do exterior e que não estavam disponíveis na Jamaica.
Ele foi fundamental na criação da Jamaica Big Band. Em 1950 fundou o Sonny Bradshaw 7, que lhe deu uma oportunidade de desenvolver suas habilidades como arranjador.
Como jornalista, ele popularizou a música jamaicana através de seu programa de rádio Teenage Dance Party na década de 1970 e uma coluna de jornal.
Bradshaw, que foi presidente da Federação Jamaicana de Músicos por muitos anos, ajudou a reduzir o número de horas que as big bands eram obrigadas a tocar e lutou a favor dos direitos dos músicos para que recebessem o suficiente para que aquilo fosse chamado de profissão.
Nas últimas semanas estava internado em um hospital da Inglaterra, onde estava morando.
"É quase impossível imaginar a música jamaicana moderna sem a presença de Sonny Bradshaw. Ele foi um verdadeiro pioneiro musical que dedicou mais de seis décadas de sua vida para garantir que a música jamaicana e, especialmente, o jazz fosse mantida e sempre acessível a todos ". Declarou um dos membros da Federação Jamaicana de Músicos em um comunicado à imprensa.
Sonny deixou espasa e duas filhas, seus outros dois filhos morreram recentemente.
Aqui vai uma amostra de seu trabalho como trompetista.
Para baixar o álbum completo acesse:
http://youandmeonajamboree.blogspot.com/2009/11/sonny-bradshaw-seven-do-...

Um dos maiores Festivais de Reggae do mundo, o Reggae Sumfest, prestou uma homenagem, na edição deste ano, ao grande nome da música pop mundial, Michael Jackson.
Aproveitando a ocasião, o Ministro da juventude, esporte e cultura da Jamaica apresentou uma cópia de um documento, no qual, ressalta a importância do artista para a música mundial e, inclusive, a jamaicana. Já que Michael Jackson fez parte de uma das nelhores fases da música Soul, do qual, a Jamaica recebeu grande influência.
Para homenagear o grande astro da música pop internacional, Michael Jackson, a Produção do Sumfest contou com a presença dos "The Jacksons", os irmãos de Michael que se apresentaram no último dia do Festival.
Os "Jacksons" foram até Montego Bay, local do evento, para receber os agradecimentos em nome do irmão e, de quebra, cantar um mix de cinco musicas ainda não confirmadas.
O Festival, comemorou seu 17ª edição com nomes como Toni Braxton, Damian Marley, Morgan Heritage, Inner Circle, Tarrus Riley, Etana, Lutan Fyah, Cocoa Tea, Beenie Man, Bounty Killer, Lady Saw, Elephant Man, Jah Cure e Queen Ifrica.
Estamos na cola pra ver se conseguimos algum material para ilustrar esse evento!
