

Belle Henriques e Suzana Bueno são duas garotas que trabalham no mercado de games brasileiro. Aqui, elas são sua visão feminina sobre o trabalho, o universo e os games, claro.
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Em uma empresa de games existem aqueles que querem criar, aqueles que querer apenas programar,aqueles que querem "viajar", aqueles que querem ganhar dinheiro e existem aqueles que tem que fazer todas essas personalidades coexistirem para o jogo sair. Estou falando dos produtores de um game. Aqueles que supervisionam todo o processo e fazem a ponte entre o lado administrativo e criativo de uma empresa.
Ser produtor não é fácil (eu que o sei!), você deve entender todos os aspectos do projeto e gerenciar todas as pessoas para façam o necessário. Seu objetivo principal é entregar o game e contra-balancear todos os obstáculos no caminho. Isso inclui peneirar os pedidos impossíveis dos clientes e passá-los de forma aceitável para a sua equipe ou criar cronogramas gigantescos com várias tarefas para diferentes pessoas. Você deve entender o que é necessário para o projeto e muitas vezes vetar fases ou ações que não poderão ser entregues a tempo ( tente falar para um game designer que o level dele vai ser cortado ao meio!). Enfim, é um cargo bem trabalhoso mas ao mesmo tempo recompensador. Além de ser o profissional que mais ganha na equipe, o produtor também tem a visão de camarote de todo o projeto. Para falar um pouquinho desse emprego incrível, convidei minha parceira de trabalho e ídola para falar um pouquinho sobre sua experiência de mais de 4 anos na indústria de Games: Camila Malaman, produtora da Webcore Games.
Belle: Olá Camila, obrigada pela entrevista.
Camila: O prazer é meu.
Belle: Camila, há quanto tempo você está no negócio de produção de games?
Camila: Eu trabalho com produção há 5 anos e produção de jogos há 4 anos. Antes disso eu trabalhava na parte de criação.
Belle: Fale um pouco do seu dia-a-dia como produtora de games.
Camila: Eu costumo dividir meu dia em três partes. Chego e abro as planilhas, cronogramas, e-mails e vejo tudo que eu preciso fazer durante o dia. Depois passo um por um para saber como vai a vida e o projeto! Antes de ir embora reviso tudo que tenho que fazer para o dia seguinte e se as tarefas daquele dia foram entregues.
Belle: Você recomenda algum curso ou estudo para quem quer ser produtor ?
Camila: Existem alguns cursos de gerenciamento de projetos que podem ajudar bastante na parte de organização. Ter uma qualificação em metodologia ágil também pode contar pontos a mais para uma concorrência de vagas nos estúdios.
Belle: Explique o que é para você ser uma boa produtora de games?
Camila: Mais do que fazer cronogramas e cuidar de prazos, a gente trabalha com pessoas. A equipe toda é influenciada por quem está liderando o projeto. Então bom humor e jogo de cintura para contornar os problemas e imprevistos são essenciais. Eu acho que uma boa produtora sabe motivar, entende o ritmo de cada um e sabe como lidar com pessoas de diferentes perfis.
Belle: Qual o game que você mais gostou de produzir?
Camila: O mais legal foi o Surfínia, um jogo que fizemos para a novela Três irmãs da TV Globo. O legal é que tinha a nossa equipe interna e mais alguns parceiros remotos para gerenciar. Foi um super desafio pra gente, pois o prazo era bem apertado para o tamanho do jogo e a quantidade de coisas para finalizar. No fim o resultado foi ótimo e entregamos todo o prometido no prazo e qualidade combinados.
Belle: Jogar videogame te ajuda na hora de produzir?
Camila: Ajuda sim, principalmente para você saber o que pode ser feito no desenvolvimento dos jogos, discutir e ajudar o pessoal que está produzindo. São também ótimas referências para novos projetos.
Belle: Você acha que este segmento é um segmento que tem abertura no Brasil? Se não, acha que algum dia vai ter?
Camila: Acho sim e já temos aqui algumas empresas que estão se organizando para melhorar esse mercado. A cada ano se formam mais profissionais na área e as empresas estão investindo em contratações.
Belle: Qual é o/a produtor/a que você mais admira na indústria atualmente?
Camila: Pra falar a verdade não tem um produtor ou produtora espefífico. Acho que o produtor não faz o projeto, sozinho e sim a equipe por um todo.
Belle: Você acha que o fato de ser mulher te auxilia ou te prejudica de alguma forma nesta indústria?
Camila: Não acho que prejudica não. Aliás, como produtora até ajuda! Nós temos um feeling muito mais apurado e uma sensibilidade maior para tratar com pessoas e isso é importante para sabermos quando podemos exigir mais da equipe.
Belle: Você acha que mulheres têm um espaço na indústria de jogos?
Camila: Acho sim, claro! E não teria porque não ter abertura. Já foi o tempo em que games era coisa de menino e de criança. Agora mais do jogar, nós fazemos!
Belle: E finalmente, tem algum jogo que você está de olho para jogar?
Camila: Bom, estou só esperando chegar em casa o New Super Mario do Wii!
É isso aí, pessoal. Para conferir os trabalhos da webcore aqui no Brasil, só acessar: www.webcoregames.com.br
Se vocês se interessaram por este post e quiserem saber mais sobre a vida de um produtor, só deixar um comment. Perguntas á Camila também são bem-vindas.
Valeu!
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Finalmente liberaram a data!
Desde o ano passado, quando o Project Natal foi anunciado pela primeira vez, gamers de todo o mundo ansiavam saber a data que poderiam ter seu próprio Natal em casa. Na CES 2010, foi anunciado que o pequeno equipamento estará á venda a partir das festas de 2010.
Para quem não sabe, o Project Natal nada mais é que um pequeno sensor que capta os movimentos dos jogadores. Ok, você vai pensar: "mas isso já existe! Chama-se Wii e é um sucesso de vendas desde seus lançamento". E eu respondo: o Project Natal capta os movimentos do jogador SEM controle. Isso mesmo! Você não precisará mais ficar decorando se o botao verde é A ou o X é azul. Daqui há 11 meses você poderá apenas imitar um movimento e o videogame capta o que você quis dizer.
Em uma entrevista á CNN, Steve Ballmer respondeu que o sistema que torna isso possível é mais ou menos igual aos sites de busca. Você escreve o que está procurando e o site "advinha", através de relevância, o que você quer. O Project Natal também. Então se você está jogando Burnout ou qualquer jogo de corrida e ergue as mãos inclinadas para direita, o Xbox 360 vai entender que você quer ir para a direita.
Bom, não preciso nem dizer o quanto isso vai revolucionar todos os games a partir de 2011, mas o que isso tem a ver com mulheres ( já que esse blog é sobre mulheres e games)?
O que tem a ver é que o Project Natal nada mais é que uma resposta da inclusão de novos tipos de jogadores de videogame, ou seja, em sua maioria, mulheres. Muito bem, garotas!!! Se nós não tivéssemos mostrado interesse ( e poder aquisitivo) sobre videogames e jogos, vocês podem ter certeza que a Sony ou Nintendo ou Microsoft, não teriam criado uma forma mais casual de jogar como essa.
Claro que esse interesse foi consolidado ( e exibido na cara de todos os concorrentes) pela Nintendo com o Wii. Mas queria agradecer a todas vocês, mulheres, que compram jogos originais e que dão sua opinião no mercado. Cada vez mais , suas vozes estão sendo ouvidas.
E aí? Vocês acham que o Natal será um sucesso não só para gamers, mas para gamers mulheres?
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Estava cá procurando reviews sobre o novo jogo do Avatar ( que aliás parece ser bem ruimzinho de acordo com o Gamespot) e percebi uma peculiaridade que as vezes acho meio inútil dentro dos jogos.
Somos, diariamente, bombardeadas por veículos que classificam games como uma plataforma para homens. Seja por jogos extremamente machistas ou pela mídia mesmo, sempre somos excluídas deste mundo maravilhoso. Ok, divaguei um pouco, voltando á minha descoberta. Lendo sobre o jogo Avatar, percebi que você pode escolher entre um avatar feminino ou masculino.
Aí, parei, pensei, pratiquei um saudosismo e cheguei á conclusão que, fora Dragon Age, nenhum jogo realmente me fez sentir mulher ao escolher um personagem feminino. Não sei dizer se é por causa desse bombardeio de classificações apenas masculinas para jogos ou se o jogo é realmente feito de uma forma que você se sinta na pele de UM personagem, ou UM soldado ou UM jogador.
Mencionei o Dragon Age anteriormente porque eu realmente consigo notar um esforço por parte da Bioware em tentar diferenciar, durante o gameplay, se o seu personagem é homem ou mulher. Eles fizeram isso através de falas bem específicas para cada genêro (aliás, o jogo inteiro é uma obra-prima de detalhes).Mas voltando á massa de jogos, acho que todo o sistem de jogo faz isso com gamers femininas.
Queria convidar todos aqui para postarem suas opiniões sobre essa confusão de sexos nos games: estou sozinha em me sentir assim?

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Hey peeps,
Queria fazer este post na verdade como uma discussão aberta.
Como mulher e gamer, muitas vezes as pessoas me perguntam se eu não me sinto ofendida com a representação feminina nos games. Não se pode negar que os peitões e bundas perfeitas estão espalhados por todos os cantos no jogos e cada vez mais as produtoras apelam para o sexo como forma de vender mais. Isso não é novidade em nenhuma área, afinal, o império do belo ainda reina no cinema, na TV e em qualquer mídia ( principalmente as visuais)

Exemplos como Lara Croft estão por todas as partes e ás vezes eu me pergunto o quanto os peitos da moçoila acima tiveram a ver com o sucesso da franquia. É só olhar para Mirror's Edge, que tinha como premissa a nova heroína dos games do século XXI e fracassou imensamente. Ninguém considera Faith a nova Lara Croft e muitos gamers acham que isso tem a ver com o tamanho do busto da garota. Até já photoshoparam a mocinha para deixá-la mais gostosa.

Então quero saber de você: você acha que a indústria de games, quando retrata mulheres, só sabe apelar?
Belle
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Saiu uma notícia na Gamespro anunciando que o público feminino já domina 30% do mercado do Guitar Hero.
Em entrevista, o CEO da marca disse: "Um grupo muito grande de pessoas quer tocar ótimas músicas de rock e nós temos entregar. Mas tem um outro grupo de pessoas que amam esse estilo de música mas que também gostam de músicas mais atuais , mais familiares e músicas mais pop -- 30% dos nossos jogadores são mulheres e queremos que este número cresça ainda mais. O legal de ter um jogo como esse é que você pode atender á varios públicos diferentes. Por isso cada vez mais, a indústria pede profissionais do sexo feminino para atender á essa demanda."
É pessoal, parece que jogo realmente deixou de ser coisa só de marmanjo rebelde sem causa. Estamos vendo uma verdadeira revolução no público que se interessa por games e, nós, mulheres, temos cada vez mais representação em áreas que antes nos negligenciavam. Por isso, continuem jogando!
Até!
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