

Poucas palavras e muitas tags. Por Ricardo Campos.
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Qua"Bom dia, Lua". É esse mesmo o nome do EP da banda de lugar nenhum Quarto Negro.

Gravado nos últimos dias de dezembro, com produção de Chuck Hipolitho, co-produção nos pianos de Jorge Moreira (Mallu Magalhães) e masterização de Kevin Nix (Big Star, Beck) em Memphis, "Bom dia, Lua", mistura blues, psicodelia, shoegaze, dor, amor e sinceridade.
Eduardo Praça, Thiago Klein e Fabio Brazil conseguem captar a essência da névoa e um estado de espírito melancólico, profundo e transformá-lo em ótima música. A banda também merece palmas por fazer com que as canções não se tornem piegas e o EP muito triste. Um grito abafado e conformado. Se eu fosse escolher um adjetivo para esse registro, ele seria belo. E assim o é.

Conversei um pouco com a banda sobre a experiência de cada um e o processo de criação. Confiram:
LG: O Eduardo era integrante do Ludovic. O que você leva do Ludovic para o Quarto Negro?
Eduardo: Muita e pouca coisa. Embora o conceito artístico seja um tanto quanto diferente, convivi e aprendi por bons anos com pessoas muito talentosas, o que me influenciou de diversas maneiras. Não digo que não estaria aqui sem o Ludovic, mas as coisas aconteceriam de uma forma mais devagar caso eu estivesse ocupado com outra coisa. O Ludovic deixou um legado muito bonito e autentico e eu me orgulho de ter feito parte disso.
LG: Vocês tocaram em Nova York. O que acham do cenário musical de Nova York, principalmente do Brooklyn? O fato de morar lá durante um tempo influenciou muito no som de vocês? Seja na melodia, letra, comportamento...
QN: As coisas acontecem de forma muito diferente lá. Fiquei por 4 meses mas só demorei 3 dias pra perceber que o valor dado a própria obra é muito maior do que o jeito que as coisas são feitas aqui. E posso dizer seguramente que alem de todos os valores pessoais, o que mais trouxe desta temporada foi ter a consciência do lugar aonde pertenço. E isso definitivamente me influenciou como artista de um modo geral. Eu não tenho a pretensão de escrever sobre os nossos problemas sociais, mas faço questão de apreciar, respeitar e fazer parte da cultura Brasileira.
LG: Agora o cenário brasileiro. Vocês acham que o cenário brasileiro se encontra saturado? Creio que a dificuldade para encontrarmos bandas que não caiam no óbvio é muito grande. Como é isso pra vocês?
QN: As coisas tem funcionado de forma legal hoje em dia. Vemos as pessoas debatendo muito sobre o modo com que o cenário brasileiro se encontra, muita gente criticando, outras se articulando. Preferimos não nos envolver ou tomar partido, mas achamos que as bandas estão trabalhando e tocando mais do que nunca e todos deveriam pensar mais sobre isso e se preocupar menos com o cunho político da historia toda. O Brasil possui uma cultura muito rica e diferenciada. Não achamos que seja uma tarefa tão difícil fazer algo que não caia na mesmice, mas por outro lado entendemos que a nossa cultura remeta sempre ao exterior o que dificulta um pouco as coisas. Não nos consideramos nada de outro mundo, mas realmente fazemos um certo esforço pra fugir um pouco disso.
LG: Como foi o processo de gravação do clipe Zoroastro?
Já foi pro nordeste? Eu não, mas um tio meu super legal foi e ele me trouxe um presente mais bacana ainda. Aquelas garrafas com areia colorida dentro................
Tudo bem, é lindo, dá trabalho. Mas. NÉ?!
Se alguém for pro Canadá e quiser me dar uma garrafa de presente, me dê uma da Meghan Paterson.




O novo álbum sai em fevereiro. Mas vocês sabem como é internet. NÉ?
Com influências do soul e funk britânico, o Hot Chip parte para o desconhecido no sucessor de “Made in the Dark”, com o nome de “One Life Stand”. Influenciados por Prince e até Susan Boyle, o álbum é mais um registro dos criativos londrinos.

Mais coeso, linear e limpo que o anterior, as dez faixas inéditas do álbum se encaixam perfeitamente, completando uma a outra, diferente do antecessor que trilhava o caminho oposto.
O single “game” e leve, “One Life Stand”, define como o álbum será: limpo e fácil. Fácil e criativo também é o video feito para o single.
A surpresa do álbum fica por conta de “I Feel Better”, com intro pesada e forte, lembrando o duo britânico Eurythmics. A semelhança da faixa com “I Dreamed a Dream”, canção do espetáculo Les Misérables que se tornou conhecida graças a emocionante apresentação de Susan Boyle no American Idol, em 2009, não é coincidência.
Em entrevista ao site e bíblia indie Pitchfork, o vocalista Alexis Taylor comentou: “Joe estava ouvindo ela na TV e pensou nessa melodia para ‘I Feel Better’, que lembra um pouco a músic do Les Misérables, que ela estava cantando.”
O refrão à lá Isla Bonita, da virgem e santa Madonna também não é coincidência. Eles só esperam não ser processados pelas “homenagens”.
O Hot Chip peca na escolha de single, posição que poderia ser ocupada pelo último track do disco, a grudenta “Take It In”. Synth Pop.
Sem revolucionar, Hot Chip consegue nos presentear com mais um ótimo álbum pro começo dessa década. Definitivamente, já um dos melhores do ano.
Mais uma coisa: agora eu também escrevo pro Style A Holic. Não significa que eu vou abandonar las putas que vocês são!
Pois é, Feliz Ano Novo e etc.
Iemanjá mandando as oferendas de volta.
Pra começar o ano bem, tem o Workshop administrado pelo amado e idolatrado amigo Victor Arlé e o Carlos Nunes, ambos do Pristine Blusters.

Ouve aí:
E o workshop vai ser assim:
O workshop será focado nas áreas de produção de música eletrônica e DJing, abordando os aspectos básicos (consulte nossas aulas de produção musical e djing a parte do workshop) de cada um, como escolha do melhor setup para DJing, iniciação na produção musical, uso e configuração de controladores midi, auxiliando qualquer interessado no assunto a dar seus primeiros passos no mundo da música.
O workshop terá duração de 4 horas, aos sábados ou domingos, em turmas de 5 alunos com horários e datas flexíveis, escolhidos pelo grupo.
As aulas serão ministradas pelo duo Pristine Blusters, conhecidos pela produção de minimixes, remixes e Dj live sets e ocorrerá no no Studio Black Box.
As aulas serão teóricas e práticas, sendo permitido aos alunos que desejarem, levar algum equipamento que possuam e queiram aprender mais sobre o manuseio do mesmo
O valor cobrado será de R$50 por aluno, com pagamento a vista e em dinheiro.
Para maiores informações, entre em contato pelo e-mail: pristineblusters@gmail.com
Não tá caro e eles são ótimos. Portanto, corre logo porque eu também quero participar HAHAHA.
Ah, esse é o preço inicial. ENTÃO RÁPIDO, RICARDO!
É um must. #narcisa
