EUA constroem telescópio para monitorar lixo no espaço

Infográfico: Max Demian Veja no gráfico acima os principais dados sobre o lixo espacial
por Davi Rocha

Cerca de 22 mil objetos e 20 milhões de fragmentos artificiais estão presentes na órbita da Terra. Com tanto lixo no espaço, a chance de haver a colisão de um deles com um satélite é grande. Pensando nisso, cientistas criaram um novo telescópio para detectar e monitorar esses objetos perdidos com o objetivo de proteger satélites no espaço. 

O novo telescópio vai proteger serviços essenciais que não podem deixar de funcionar, como sistemas de defesa, telecomunicações e monitoramento do clima. O monitoramento é feito no Estado do Novo México, nos Estados Unidos, e se mostra cada vez mais necessário, já que a quantidade de objetos artificiais na órbita da Terra deve triplicar em 20 anos, passando para 66 mil objeto artificiais no espaço.

O telescópio, de nome Space Surveillance Telescope (SST), foi desenvolvido pela Agência de Projetos Avançados de Defesa dos Estados Unidos (Darpa, na sigla em inglês). O custo estimado do desenvolvimento é de US$ 110 milhões. Com o aparelho, é possível monitorar um maior ângulo do espaço, além de ter potência mais sensível e rápida que as demais tecnologias existentes hoje. 

O telescópio tem uma lente de 3,5 metros, três vezes maior que qualquer outro telescópio terrestre em uso. O formato do SST é diferenciado, com lente curvada, sistema de design mais compacto, o que dá mais agilidade ao telescópio.

Uma das funções do telescópio é produzir imagens digitalizadas do céu mais rápido que qualquer outro telescópio do seu tamanho. Em fevereiro de 2011, o SST emitiu a primeira imagem, mas o aparelho ainda está sendo testado e alinhado. Ele precisa passar por uma avaliação antes de integrar a Rede de Vigilância Espacial, sistema integrado da Força Aérea americana para monitoramento de telescópios e radar em solo e no espaço. 

"Temos uma série de missões acontecendo lá em cima, e se você tenta realizá-las com uma venda nos olhos, não sabe o que pode vir em sua direção a qualquer momento. É importante saber onde tudo está, quão rápido as coisas se movem e em qual direção", afirma Chuck Laing, chefe da divisão de Arquitetura e Integração do Comando da Força Espacial no Colorado, em entrevista à revista Nature. 

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