Trailer de documentário sobre legalização das drogas com FHC é divulgado
Fernando Grostein Andrade, irmão de Luciano Huck, dirige filme com análise positiva sobre legalização
Uma questão polêmica, que polariza progressistas e conservadores, é alvo da opinião de grandes nomes da sociedade global. Dirigido pelo cineasta Fernando Grostein Andrade, o filme 'Quebrando o Tabu' acaba de ter seu primeiro trailer lançado, apontando tendências e debates sobre a legalização das drogas em uma forte crítica à atual legislação, comum na grande maioria dos países, que criminaliza o consumo de drogas.
O ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso, um dos principais defensores da descriminalização das drogas no Brasil, assume o papel de âncora do filme e percorre diversos países para colher depoimentos de figuras renomadas e especialistas sobre o assunto, entre eles os democratas Bill Clinton e Jimmy Carter, o escritor Paulo Coelho, o Dr. Dráuzio Varella, e o diretor de cinema mexicano Gael Garcia Bernal.
Assista ao trailer:
Policiais pregam legalização
Às vésperas da Marcha da Maconha, que será realizada em diversas cidades do Brasil no mês de maio, um grupo formado por policiais e membros da Justiça afirma sua posição a favor da legalização das drogas. Os 135 apoiadores do movimento são parte dos mais de 20 mil integrantes da LEAP (Law Enforcement Against Prohibition), organização formada por autoridades civis e militares presente em 80 países em todo o mundo.
Os membros da entidade, que lidam diretamente com a questão das drogas em sua profissão, acreditam que a legalização do consumo é a melhor saída para acabar com o tráfico, reduzindo, assim, a violência e os casos de dependência química; além de abrir caminho para um melhor aproveitamento dos impostos.
Há menos de duas semanas, quatro integrantes da 'Marcha da Maconha' foram detidos no Rio de Janeiro enquanto panfletavam pacificamente a favor da legalização da planta. O material de divulgação continha o calendário de passeatas da Marcha por todo o Brasil e algumas frases em defesa da causa. De acordo com a PM, os jovens foram presos por praticarem "apologia ao crime". Já o advogado responsável pelo caso, Gerardo Santiago, se manifestou dizendo: "No século 19, os abolicionistas defendiam a libertação dos escravos e nem por isso eram criminosos. É o que nós queremos, uma mudança na lei, como aconteceu no século 19 quando aboliram a escravatura".
A Marcha da Maconha será realizada em maio, nos dia 7 (Rio de Janeiro e Vitória), 15 (Niterói), 21 (São Paulo) e 22 (Curitiba).