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Mind the Gap é um blog escrito por Carolina Ribeiro, jornalista que vive em Londres. A vida, direto da terra da Rainha.

 
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Mind the Gap é um blog escrito por Carolina Ribeiro, jornalista que está vivendo em Londres. A vida, direto da terra da Rainha.

Mind the Gap: Londres em cores [1949]

31/01/2010 - 15:57 | 301 visitas

Londres no final dos anos 1940 tem tudo a ver com as cores do filme Kodachrome usado por Chalmers Butterfield para registrar as imagens abaixo. Pelo menos na minha imaginação! Amarelos, vermelhos e todos os tons de cinza de uma era pós-guerra, de penteados incríveis e batons e bochechas rubros. 

 

 

Picadilly Circus

 

Picadilly Circus

Sloane Square (casacos de pele!!!)

 

Confira as imagens em alta resolução aqui! (via Eduardo Schaal)

por Carolina Ribeiro // 31/01/2010 - 15:57
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Mind the Gap: A arte do passar adiante (ou O ciclo da vida de uma casa)

29/01/2010 - 08:56 | 383 visitas

Guest post por Erica Kawamoto. [Retirante por opção, a Erica já mudou de casa (e cidade) algumas vezes, sempre contando com a ajuda tanto de amigos como de desconhecidos. Publicitária de formação, e curiosa por natureza há 4 anos deixou a estabilidade de seu lar para correr o mundo e descobrir o significado da palavra casa em outras culturas. Nessa aventura já teve como casa uma mochila, o sofá da casa do amigo, um quarto apertado. No momento reside em Londres e no meio do vai e vem da cidade encontrou estabilidade para ter o seu lar, orgulhosamente montado com coisas de segunda mão. Para visitá-la pode passar no perfil do Facebook ou só mandar um email.]

 

---

 

Londres é uma cidade feita de idas e vindas, todo o santo dia tem um número imenso de pessoas chegando ou partindo. A população da cidade parece estar em constante movimento, dando a sensação de que tudo por aqui é meio temporário e que qualquer esforço para se ter alguma espécie de estabilidade pode ser bobagem. Mas para quem decide ficar, por mais breve que seja, ter uma casa se torna essencial e isso que dizer móveis, utensílios de cozinha e todas aquelas quinquilharias acumulativas que para quem está de “passagem” pela cidade não é o ideal, além de significar um gasto aparentemente enorme com coisas que, mais cedo ou mais tarde, ficarão para trás.

 

Então, como mobiliar uma casa “temporária” sem gastar rios de dinheiro? Missão impossível? Não em Londres, onde exatamente esse vai e vem de pessoas, junto com o despreendimento das mesmas, misturados com um pouco de cara de pau e paciência podem render uma casa comodissima por um preço mais que camarada. Para matar a charada listo aqui algumas dicas, testadas e aprovadas ao montar meu cantinho na cidade. Sem falar que a maioria delas é super ecológica e “consumo consciente”, mega tendência nos dias de hoje. Para entrar na onda é preciso deixar o preconceito de lado e basicamente acreditar na essência da reciclagem.

 

 

 

Achado não é roubado

 

Cadeira deixada na rua em Hackney

 

 

O povo aqui joga móveis e eletrodomésticos fora, bem na porta de casa. Desde geladeira a cadeira de bebê, poltrona, torradeira, o que se puder imaginar. Em boa ou má condição. O motivo? Pode ser porque se achou, comprou ou ganhou outro melhor, ou simplesmente porque se está de partida. Para encontrar pérolas na rua é só andar atento ao que o pessoal coloca na frente de casa e ter a disposição não só de pegar como de carregar seu novo pertence até o destino final. Os primeiros móveis da minha casa (tirando aqueles que já estavam aqui como sofá, geladeira, fogão, etc – casas alugadas em Londres normalmente já vem equipadas com isso) foram todos encontrados na rua, em ótimas condições. A tv mesmo é um exemplo do ciclo. Quando os vizinhos a doaram colocamos a velha (também doação) na frente de casa e algumas horas depois essa foi coletada indo já parar em outra casa. 


 

 

Freecycle

Não deu sorte na rua? Pode então se inscrever no Freecycle, que é uma lista de emails (sim, elas  AINDA existem) em que pessoas doam coisas ou pedem aquilo que procuram, tipo classificados. Pode demorar um pouco, mas é possível achar de tudo no Freecycle e mobiliar uma casa só através dele. Do macro ao micro, o Freecycle parece um freakshow no início, porque simplesmente se pode encontrar desde o cartucho vazio para impressora até a própria impressora funcionando. É uma opção bacana para quem não quer colocar coisas na rua, não só porque aqui, dependendo do bairro onde se mora, jogar móveis/eletrodomésticos fora sem avisar a “especial” coleta pode resultar em multa, mas também porque você sabe que o destino daquele objeto querido será de uma contínua utilidade. Tudo ali é gratuito, só tem que dar um jeito de coletar. Além disso, como em Londres as listas são dividas por bairros, de quebra ainda dá para fazer amizades com a vizinhança. Já existe em algumas cidades do Brasil, é só conferir o site pra fazer parte.

 

Quem doa amigo é

 

Cada partida de um amigo significa não apenas tristeza, mas também doações, já que esses devem se desfazer daquilo que um dia foi casa. A última herança deixada por um casal de amigos foi praticamente tudo aquilo que precisávamos. De aspirador de pó a moldura de quadro, pratos, panelas, caixas e mais caixas com coisas que hoje facilitam e alegram o nosso dia-a-dia.

 

 

Poundlands

 

Uma das tantas que tem na cidade

 

Para pequenas coisas e coisinhas como talheres, colher de pau, pano de prato, lixinho pra banheiro, que são um pouco complicadas de “reciclar”, as Poundlands, que nada mais são do que o equivalente das lojas de R$ 1,99 no Brasil, são uma ótima opção. O único requisito é não considerar a durabilidade ou qualidade do produto. De 1 em 1 (o preço médio aqui são £0.99 para os produtos) a casa vai ficando quase completa, além de contar com aquele toque kitsch necessário para que uma casa se torne lar.

 

Charity Shops

 

Essa é a mais famosa das charities shops de Londres

 

 

 

Se sobrou espaço e orçamento para algo extra se pode bisbilhotar as charities shops. Não são exatamente brechós por uma questão fiscal (a renda dessas lojas é revertida para instituições de caridade), mas se parecem exatamente com brechós. Os produtos são fornecidos através de doações e os preços são mais que camaradas. Se encontrar uma, sempre vale a pena dar uma olhada, no mínimo um charmoso conjunto de chá vintage se encontra por uma bagatela, e ainda é possível ajudar alguma criança na África ou uma pesquisa de cura do câncer.

  

IKEA

Se ainda assim não deu para deixar o seu cantinho com a “sua cara” sempre tem a IKEA, a mega store sueca que “standardizou” a decoração ao redor do planeta. Em qualquer casa do hemisfério norte, principalmente da Europa, é possível encontrar ao menos uma peça da IKEA (comprada ou doada), que provavelmente é algo que você também tem em casa. Design garantido e preço acessível a IKEA pode ser um oásis no início, mas todo esse império, depois de um tempo, fica um pouco aterrorizante, até porque ver pedaços da sua casa na casa de todos os seus amigos pode ser bizarro e nada pessoal. Mas sempre vale...

 

Como diria a Carol, fica a dica então.

 

 

 

por Carolina Ribeiro // 29/01/2010 - 08:56
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Mind the Gap: Guest Posts

29/01/2010 - 08:19 | 326 visitas

 

Viver em Londres é uma experiência tão plural que dificilmente uma única pessoa conseguiria explicar. A minha Londres não é a Londres do próximo. Cada um tem seu jeito de viver a cidade, absorver seus mistérios, amar (ou odiar) seus trejeitos. Por isso resolvi convidar alguns amigos e conhecidos para contar um pouco da experiêcia deles em Londres. Uma vez por mês o Mind the Gap terá um ilustre Guest Post, revelando outras facetas da capital londrina, diferentes das minhas, mas válidas e ultra interessantes. A opinião expressa nestes posts fica por conta do autor.  Let's go for it!

por Carolina Ribeiro // 29/01/2010 - 08:19
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Mind the Gap: Top 10 brechós de London

22/01/2010 - 10:17 | 392 visitas

 

Para mim, a melhor definição de brechó foi dada por Kurt Cobain. Desconfortável, em uma entrevista no auge da fama, ele explicou como era feliz e não sabia na sua antiga existência miserável. Como era melhor caçar peças únicas e especiais em brechós e valorizá-las para o resto da vida, do que entrar em uma loja sabendo que podia ter tudo. Lembro do olhar de enfado que ele deu para a câmera, Manhattan lá ao fundo, vestindo roupas que possivelmente não saíram da Quinta Avenida.

 

Pois para mim brechó é isso mesmo. A caça ao tesouro, a busca do diferente, a fuga da massa do cabideiro. A dose certa de um bom vintage (ou mesmo de uma peça second hand) pode corrigir qualquer modelo fast fashion. Ou simplesmente dar identidade, explorar e expor a personalidade de quem veste. O bom, como nós brasileiros sabemos, é saber misturar e não abusar...nem do velho, nem do novo.

 

Em Sampa eu sabia exatamente quais brechós tinham a solução para o meu cansaço das vitrines-ovelhas. Uma jaquetinha aqui, um acessório ali. Mas é sempre difícil não cair na moda de temporada, essa eterna escravizadora de seres urbanos. E isso não precisa necessariamente ser ruim, desde que a essência permaneça. Afinal de contas, a moda é cíclica e existe por aí muita coisa de ontem para o nosso hoje.

 

Aqui London os brechós são tantos que não dá para conhecer todos em uma única existência. Eles se dividem em duas categorias: os autênticos vintage shops e os charity shops, ou lojas de instituições de caridade que vendem roupas que foram doadas e repassam os lucros em ações beneficentes. Eu me aventurei por vários e selecionei os favoritos. Com vocês, os meus Top 10 brechós de LDN Town.

 

 

 

1.         Shock and Soul

Meu brechó local, com tesouros do mundo inteiro. Agora em casa nova, ao lado do meu pub favorito, a loja também arma festinhas incríveis. Não tem como não amar. 46 Essex Road, Islington, N1.

 

 

2.         Beyond Retro

São duas lojas. A do leste de Londres é um galpão-ilha imenso, para se perder. A do Soho, minha favorita, é cheia de neon e oportunidade para um bom papo. Comprei uma jaqueta de couro ali por £10 que é uma das peças favoritas do meu armário. 112 Cheshire St, E2 ou 58-59 Great Marlborough St, W1F.

 

3.         Vintage Hart

Esse é incomum, tem peças incomuns e foi descoberto de um jeito incomum. Ele fica dentro de um pub!!! Mas marcou principalmente pelos acessórios dos anos 1940 e eu ainda planejo um retorno para investigar mais a fundo...96 Church Rd, Upper Norwood, SE19.

 

 

4.         Cloud Cuckoo Land

Esse brechó tem roupitchas interessantes da era vitoriana aos anos 1990, mas melhor ainda, tem quinquilharias de todos os tipos e fica no meio do meu caminho para qualquer lugar. Delícia! 6 Charlton Place, Camden Passage, N1.

 

 

5.         Lost’n’Found

Dentro do mercado dos estábulos de Camden, um dos lugares mais doidos e famosos de Londres. Foi aqui que eu fiz minha primeira compra de brechó na cidade – em 2001, um lenço italiano que eu tenho até hoje. Os casacos do pós-guerra são incríveis e apesar do mercado ter muitos outros brechós, esse definitivamente tem mais tesouros. Vale! Camden Stables Market, NW1 (020 7482 2848).

 

 

6.         Absolute Vintage

O rei dos acessórios vintage. Sapatos, botas, cintos, bolsas. As roupas são baratas e até se encontra um tesouro ou outro, mas o forte mesmo são os acessórios. Adoro as bolsas titia e as pulseiras vovó. 15 Hanbury St, E1. 

 

 

7.         Crusaid

Brechó de caridade chique, cheio de roupas de marcas famosas muitas vezes doadas diretamente pelas lojas. Pagar £40 por um casaco de inverno Yves Saint Laurent vale a visita, certo? 19 Churton St, SW1.

 

 

8.        

Esse é um dos brechós de rede da cidade. O meu favorito, de Islington, fica escondido à plena vista na Upper Street. A loja é

pequena e impossível aos sábados, mas tem coisas incríveis e voluntários cheios de histórias. 284 Upper Street, N1

 

 

9.         Wow Retro

Homens e mulheres em lojas separadas, uma de cada lado da rua. What a joy!  O melhor aqui é a organização por época, que facilita a caça ao tesouro. 10-14 Mercer St, WC2.

 

10.       Oxfam

 

Dalston é onde tudo acontece nesses dias. Os melhores bares, as melhores festas, as melhores pessoas...mas isso é assunto para outro post. No final da lista a famosa Dalston Oxfam, onde há de tudo e vez ou outra rola um show de feras como Jarvis Cocker ou Fatboy Slim. Tem discos e livros...e roupas, claro! 514 Kingsland Rd, E8. 

 

 

 

Fica a dica!

 

por Carolina Ribeiro // 22/01/2010 - 10:17
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Mind the Gap: O Cockney e Eu

13/01/2010 - 20:53 | 382 visitas

 

A sociedade britânica é estagnada. Essa é uma afirmação convicta, sim. Nobreza, classe alta, classe média e classe operária podem até flertar entre si nas comédias de humor negro típicas daqui, mas não se misturam. Ou raramente se misturam - toda regra tem sua exceção.

 

Cada classe, como em qualquer lugar do mundo, tem suas peculiaridades. Os nobres, mais conhecidos como toffs, são prepotentes, extremamente educados (seja nas regras acadêmicas ou de etiqueta) e mantêm práticas datadas, estabelecidas por seus tatara-tatara-tatara...avós - como a caça ou o chá das cinco. São herdeiros.

 

A classe alta é de quem fez dinheiro faz tempo, séculos mesmo, mas não conquistou título. Ainda assim, é educada nas melhores escolas e não dispensa luxos na tentativa (quase sempre vã) de se tornar nobreza. 

 

A média, esmagada, como em qualquer lugar. Estuda, estuda, trabalha, trabalha, compra casa financiada ou herda a que foi financiada pelos pais, tem filhos, educa os filhos, viaja, viaja. Sobrevive e critica.

 

Mas a classe mais interessante, para quem olha de fora da prateleira, é sem dúvida a classe operária. Ainda que todas as classes tenham evoluído com o tempo, foi a operária que conseguiu manter mais intacta sua essência de tempos quase medievais. Os "operários", ou trabalhadores sem diploma universitário, de hoje descendem da plebe de ontem. É o povão! 

 

De uns tempos para cá, esse povão adquiriu um imenso poder aquisitivo. Mas, ao contrário de muitos países, aqui não importa quanto dinheiro você tem (os britânicos têm um certo desprezo pelo dinheiro alheio...coisa que eu ainda não entendi). A classe social na qual você nasceu determina muito mais a seu respeito. Ela transparece nas suas roupas, nos seus costumes e principalmente no seu inglês.

 

Os britânicos veem a língua como uma espécie de cartão de visitas. Uma forma de julgar imediatamente quem você é, de onde veio, como pensa. Você pode encontrar nobres vestidos em trapos no metrô, operários de Ferrari...mas quando abrem a boca, na hora se sabe quem é quem. Essa é a lógica!

 

Agora, essa explicação básica sobre a sociedade britânica tem um propósito. Quero contar que conheci um Cockney. 

 

Nessa minha segunda passagem pela ilha eu já conheci de tudo. Gente do mundo inteiro. Mas pode perguntar para qualquer um, conhecer um inglês "da gema" não é tão fácil assim. Eu tenho três ou quatro amigos da alta, uma dúzia da média e até um nobre, visconde não sei de onde que estudou em Etton e Oxford, respectivamente a melhor escola e universidade daqui, e que veste trapos (sério!). Mas cockney, meus caros, nenhum! 

 

Claro, eu tenho amigos do povão. Conhecidos de pub, geralmente. Daqueles que discutem as notícias dos tablóides e até poderiam, mas não são Cockneys. O Cockney é um tipo específico que circula pela classe operária. As explicações para o termo são muitas e variadas, mas todos concordam que sua origem, da expressão "a cock's egg" (ou ovo de galo), tinha um tom pejorativo. Entenda mais ou menos como o malandro carioca, sem os sapatos brancos. Cockney mesmo vive no leste de Londres e nos primórdios fazia biscates para ganhar a vida. Hoje também, mas menos. 

 

Enfim, conheci um Cockney no ônibus. Velhinho, poucos dentes, ele carregava um copo de isopor com miojo instantâneo. Parou do lado banco onde eu estava sentada com o gato e começou a falar, assim, sem convite. Falou sobre todas as rotas de ônibus de Londres, quais os articulados que serão desativados em breve ("a volta dos ônibus de dois andares para toda a cidade") e explicou porque ônibus é melhor do que metrô, teoria com a qual eu concordo plenamente: "é preciso ver a cidade".

 

Nenhuma personagem de qualquer filme do Guy Ritchie faz jus ao Cockney de verdade e eu demorei mais de dois anos para perceber isso. O real deal, meus caros, é muito mais louco! Porque de todo esse papo insano ficaram algumas certezas. A primeira, que é impossível entender o que um Cockney fala. Por isso, não foi uma conversa, mas sim um discurso nada pretensioso. Ele compartilhou, nós absorvemos o que deu.

 

Isso acontece porque eles falam em gíria. A famosa gíria em rimas (ou Cockney Rhyming Slang) funciona mais ou menos assim.

 

Bangers and Mash = Cash
Chew the fat = Chat
China Plate = Mate

 

E a favorita de qualquer brasileiro...

 

Ayrton Senna = tenner (nota de 10 libras)

 

E por aí vai - só que muito, muito rápido. Infinitamente (mais aqui). Essa gíria surgiu, como muitas gírias surgem, para despistar a polícia nos becos da velha London Town. Só os Cockneys de verdade falam continuamente em rimas que significam coisas completamente diferentes do que aquilo que realmente disseram. E foi assim com o velhinho do ônibus, que de vez em quando parava e usava o bom e velho inglês da rainha para explicar uma passagem ou outra...

 

A outra certeza que ficou, que me fez escrever esse post, é que são os papos estranhos com gente esquisita, como esse numa noite do inverno mais frio em 30 anos, que a vida britânica se desvela como ela realmente é. Porque é fácil viver anos aqui sem olhar para o lado e tentar entender porque os britânicos são como são. De onde vem a forma como eles pensam e sentem. Mas é muito mais legal e enriquecedor jogar um pouco de quem nós somos na mistura e absorver tudo o que eles têm a oferecer. E, sim, o povão é sempre mais peculiar para isso. 

 

Eu recomendo!
por Carolina Ribeiro // 13/01/2010 - 20:53
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13/01 - Mind the Gap: O Cockney e Eu

31/01 - Mind the Gap: Londres em cores [1949]

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