Foto: Debby Gram
Fabio Góes apresenta segundo disco autoral de sua carreira
Depois do interessante e elogiado disco de estreia 'Sol no Escuro', de 2007, o produtor e multiinstrumentista Fábio Góes lança nesta segunda-feira (21) seu segundo trabalho, 'O Destino Vestido de Noiva'. Trata-se de mais um álbum com estilo peculiar e de beleza sonora ímpar.
O disco passa para o ouvinte a mistura de influências musicais do cantor, que vai de Clube da Esquina até Radiohead. Ele ainda se deixa influenciar por Phoenix, "o último deles eu não me canso de ouvir, eles tem uma coisa junto com o Daft Punk que me faz achar o pop francês o melhor de todos", afirma.
Este álbum vem quatro anos depois do primeiro disco. A demora se deve à dedicação de Fábio a outros trabalhos, de produtor do álbum de estreia do Jumbo Elektro ‘Freak to Meet You – The Very Best of Jumbo Elektro’ às trilhas sonoras do filme ‘Não por acaso’ e do seriado Alice. Na verdade, se dependesse dele, 'O Destino Vestido de Noiva' já teria saído. "Mas não dá pra parar e fazer um disco. Mas esse foi um pouco mais rápido que o anterior", explica.
'O Destino Vestido de Noiva' sai agora, mas está pronto desde agosto de 2010. Seu lançamento foi adiado por compromissos familiares. "Minha filha ia nascer em novembro, então decidi adiar, mas foi bom porque estou mais consciente quanto ao trabalho", conta.
O CD tem participações de Luisa Maita, Kassin e Curumin, que Fábio conta que é o baterista dos sonhos dele. "Eu sempre quis ele na minha banda, nunca deu certo, então eu montei uma banda com ele em algumas músicas", brinca.
Depois do lançamento, vem o show de estreia, que acontece dia 20 de julho no Estudio Emme e em breve será lançado um clipe para o primeiro single, 'Tão Alto e Fora do Lugar'. O vídeo já foi gravado. "É o primeiro clipe da minha história, foi gravado essa semana", conta Fabio.
Na MTVr, a rádio online da MTV, você pode ouvi-lo Na Íntegra em primeira mão neste domingo, em dois horários, às 9h e 18h. Na MTVr, você ouve mais um pouco desta entrevista.
Antes de ouvir o disco, o Portal MTV pediu para ele comentar o disco faixa-a-faixa. Veja abaixo!
Tão Alto e Fora do Lugar
Eu fiz para uma cantora chamada Paula Santa Esteban. Eu fiz pra ela, e sempre coloco coisas minhas nas músicas. Não tem problema nenhum eu cantá-la.
Domingo e as Plantas
Hoje tem a sensação que fala de filho, mas a música fala de um gato, de quando eu achei uma casa que eu queria me mudar e imaginei eu, minha mulher e o gato na casa.
Nossa Casa
É uma viagem na verdade. Tem uma música minha que entrou num comercial e eu quis fazer uma composição que tivesse um pouco da música.
A Rua
Tem a ver com a coisa do fim da rua em São Paulo, a gente escuta histórias de quem joga futebol na rua e a gente idealiza como uma infância legal e como tinha ruas calmas em São Paulo e 20 anos depois as ruas vão chegando e guardando um lugar de medo.
Fugindo
Tem um pouco a ver com televisão e ter muita informação e você receber isso com uma velocidade violenta de uma maneira bizarra. É uma constatação de que a gente recebe coisas de uma maneira imune.
Frágil
Eu tenho um amigo, Paul Ralphs, que ia produzir o disco da Sandy e ele me pediu uma música. Ele não produziu o disco, mas acho que ela escutou, porque eu digo 'eu vou me fazer com os pés descalços' e ela canta em seu disco pés cansados.
Incenso
É uma ideia de piano que eu queria levar adiante. Era para ser a introdução do disco, mas uma música instrumental de cinco minutos eu achei que ia assustar o ouvinte.
A Escolha
É a única letra que é anterior à canção. É uma poesia musicada, uma canção clássica, é dela que saiu o nome do disco.
E o Amor que não Cabe Mais
É uma música que eu fiz para o meu filho sobre a expansão da experiência de amar.
Na Pele
Teve um projeto de tocar um disco inteiro com o Clube da Esquina I que eu fui convidado. Quando eu terminei o disco anterior, o ‘Sol no Escuro’, meu sonho era entregar um disco para o Beto Guedes e ele estava lá, eu fui com tudo e fiz essa música sobre a felicidade desse convite.
Sonho
É uma música que eu fiz um dia como uma pequena cançãozinha e botei ela como nasceu aqui no disco, sem florear.
Amor na Lanterna
Foi quando eu estava vendo o 'Loki', aquele documentário sobre o Arnaldo Baptista. Quando ele fala da relação com o filho e aparece uma foto deles e a música é um pouco desse impacto daquele momento.