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Toda diva, Gaby Amarantos lança seu primeiro clipe solo, com 'Xirley'
Gaby Amarantos tem ar de diva, fala olhando no olho, é simpática, sorri e sabe muito bem da importância de sua música. "O tecnobrega é a primeira música eletrônica genuinamente brasileira, nascida na Amazônia. É autêntica, sem referências. É a mistura dos ritmos regionais, que no fim, se transforma em uma música universal", comenta a musa paraense, rainha do new brega, que está lançando seu primeiro clipe solo, com a música 'Xirley', o primeiro single de seu disco de estreia, que chega no início do ano que vem.
Gaby chegou aos estúdios da MTV de bota laranja, jeans e camiseta preta, para participar de uma reunião do VMB, para acertar os detalhes do seu show no prêmio deste ano. E como não podíamos deixar de fazer, fomos bater um papo com a cantora, que contou sobre o novo o clipe que acaba de sair do forno e você pode ver aqui em primeira mão.
'Xirley' - Gaby Amarantos
"O clipe conta a história de uma mulher muito pobre, que vai se pirateando e consegue ter sucesso. O universo do tecnobrega tem muito disso. E de alguma forma é um retrato da minha história também. Era isso que eu queria mostrar nesse disco, a essência dessa música, que é mais, é um estilo de vida, uma experiência antropológica", comenta Gaby, com um sorriso de orgulho. "Estou muito feliz, esse clipe deu muito trabalho, mas valeu a pena. Quem dirigiu foi a Priscilla Brasil. Foram 6 dias de gravação, 16 cenários, 60 pessoas trabalhando", explica.
E assim como Xirley, de saia vermelha e blusa preta, Gaby chegou para abalar. De Belém para o mundo, a morena já fez a cabeça dos modernos do lado de cá, que lotam seus shows, cantam junto e vão até o chão. E não é só por aqui. "Muita gente da gringa têm me procurado. Ganhei cinco páginas em uma revista francesa, duas músicas minhas saíram em uma coletânea de novas músicas brasileiras, as coisas estão acontecendo. E fico muito feliz de saber que pessoas estão querendo saber e começando a entender mais esse universo do tecnobrega", diz Gaby.
Faz só um ano que ela se jogou na carreira solo, mas já faz tempo que está na estrada, foram sete anos a frente da banda Tecno Show. E sua escola vai do samba ao punk. "Minha família fazia parte da escola de samba do meu bairro, Coração Jurunense, cresci ouvindo Cartola, Pixinguinha, Clara Nunes, Maria Alcina. Mas em frente a minha casa tinha um bar brega, onde Reginaldo Rossi era Deus e eu adorava. E achava o máximo os covers de Garotos Podres que a banda do meu vizinho fazia", conta.
"Eu fiz muitas coisas, mas foi na música que me encontrei. Comecei cantando MPB em barzinhos, mas por mais que eu gostasse, não tinha nada a ver comigo. Eu gosto transgressão, gente maluca, coisa esquisita. Tenho essa atitude punk, gosto de guitarra, trash metal, dubstep. E não queria ser mais uma cantora com florzinha no cabelo, queria tocar tecnobrega, me jogar na aparelhagem, fazer o chão tremer", diz satisfeita. E talvez seja essa a explicação de tanto sucesso.
E não é só sua música que chama atenção. Seus shows, sua presença e seu estilo também fazem sucesso e a morena já conquistou o coração de alguns estilistas, como André Lima, Valério Araújo e Zandro Gurjão. "Isso é uma coisa minha. Eu gosto desse elemento surpresa, de associar o fashion à minha arte", diz Gaby.
E sabe qual o melhor de tudo? Tudo isso você vai poder ver no VMB. Gaby vai mostrar o batidão da aparelhagem parense do tecno brega. "Vai ser muito bom! Estou muito animada!". Mas enquanto o dia 20 de outubro não chega você vai poder ver e rever o novo clipe da musa, que estreia na programação da MTV nesta quinta-feira (6).