Nadezhda Tolokonnikova, Marina Alyokhina, e Yekaterina Samutsevich, russas ligadas ao coletivo punk feminista Pussy Riot, foram condenadas a dois anos de prisão nesta sexta. As ativistas foram detidas em abril durante um protesto em uma igreja contra o presidente russo Vladimit Putin, o que a juíza do caso afirmou ser uma "blasfêmia".
De acordo com a agência de notícias Reuters, a juíza Marina Syrova condenou as artistas por atos de vandalismo motivados por ódio religioso. "As ações das garotas foram uma blasfêmia e quebraram as regras da igreja, mostrando um óbvio desrespeito pela sociedade", disse a juíza em sua sentença.
As integrantes do Pussy Riot afirmam que estavam protestando contra os fortes laços entre Putin e a igreja. Elas entraram na principal catedral ortodoxa de Moscou usando máscaras de ski.
Durante o julgamento, pelo menos vinte outras pessoas foram presas do lado de fora do tribunal em protestos pela libertação das integrantes do Pussy Riot. Entre os detidos, segundo a Reuters, estão o líder da oposição russa Sergei Udaltsov e o enxadrista Garry Kasparov, famoso crítico das políticas do Kremlin.
A causa #FreePussyRiot ganhou suporte de artistas como Bjork, Yoko Ono, os escoceses do Franz Ferdinand, os californianos do Red Hot Chili Peppers e, notoriamente, Madonna - que escreveu o nome do grupo nas costas durante uma apresentação em Moscou e foi chamada de "vadia" por um representante do governo russo.
Mas a mais fervorosa aliada do Pussy Riot no meio musical é a cantora e produtora canadense que vive em Berlim Merril Beth Nisker - a Peaches. Veja a entrevista que a Gaía fez com a Peaches sobre o caso.