Pílulas e dicas de música, idéias e sentidos colhidos no ar. Escrito por Cilmara Bedaque.
São apenas 26 minutos distribuídos em nove músicas. Nada mais é necessário para te deixar alegre sem saber por que. Este é o efeito de ouvir jj (assim mesmo, minúsculo) com seu primeiro álbum chamado... nº2! A gracinha de ser o 2 é porque ele vem depois de um EP lançado neste ano também.

Não se sabe se jj é uma banda, um projeto ou uma pessoa. O material de divulgação é este álbum com uma capa, vamos dizer assim, totalmente chapada (é uma folha de Cannabis)...
(From Africa To Málaga)
Nas nove canções encontramos delicadezas folks, eletrônica e ambient. Tudo misturado e resultando em um som absolutamente gostoso de ouvir. As duas primeiras faixas - “Things Will Never Be The Same Again” e “From Africa To Málaga” - já indicam que o álbum foi feito para ser a trilha do verão europeu. Não se enganem com o clima ambient do álbum e coloquem o som no talo.
(Ecstasy)
As doces vozes femininas e as cordas das duas primeiras faixas cedem lugar ao primeiro hit do álbum: a gosmenta “Ecstasy”. O clima fica frio, nos coloca em um clube, mas o escapismo evocando drogas e dança é absolutamente convincente e matador. (where are you? / we're gettin high/ but only on our own supply/ it’s the truth, we never lie/ whatever I do I’m ready to die/ in the new school/ learning to fly/ never follow the rules/ don’t ask me why/ were by the pool waiting to dry)
Depois desta chapação somos conduzidos à fofice que é marca do álbum, mas atente bem: a ingenuidade mostrada não é boba. Os timbres apresentados em jj são sofisticados e usados de uma maneira bem original. O uso de instrumentos acústicos e eletrônicos é totalmente equilibrado e a pouca duração do álbum nos deixa com um gostinho de “quero mais”.
Seja lá quem for, jj chegou para ficar.

