

Nina La Chica é o blog da Nina, que foi pra Barcelona, viajou a Europa inteira, contou mil coisas e agora escreve de Floripa. Viagens e tendências, reflexões e novidades. Tudo isso você pode ler aqui.
Hihihihi, beijãaaaao, rsrsrs, lindu, “lindo o desenho e o desenhista”. Sabe quando você não aguenta mais ver tanto elogio, tanto curti isso, curti aquilo? Tudo o que ele faz tem dez comentários, desde uma pintura bonita a um pedido de casamento.
Todo mundo tem algo pra dizer, todo mundo se acha íntimo, todo mundo me inferniza a vida. É isso, eu cansei e admito: eu morro de ciúmes das vidas paralelas do meu marido. Não bastasse três ou quatro contas de e-mail, agora tem o Facebook, Orkut, Twitter e Flickr. Legal pra caramba, lá ele pode ter contato com os amigos, pode divulgar a arte que tá fazendo. Mas lá também estão todas as ex-namoradas, lendo todos os dias o que ele faz ou deixa de fazer, se tá em São Paulo, Porto Alegre ou Floripa, se tá triste porque brigou comigo ou feliz porque tem uma exposição. Pra falar a verdade, já perdi a noção do que é indireta ou não. Tem pessoas que comentam cada frase, que não deixam uma foto sem elogio. Será que to cada dia mais paranóica? Ou outras pessoas sentem isso também?
Eu, que sempre fui a favor da exposição de coisas bacanas, de dar exemplos pras pessoas, de trocas de experiências, simplesmente não aguento mais. E quando me bate uma crise de ciúme desse mundo paralelo, com quem falar? Nesse mundo ninguém fala nada ruim, tudo está sempre a mil, as coisas são maravilhosas, todo mundo tem mil amigos e passa o dia sorrindo. Ninguém tem dor de dente, tá desempregado ou tá sentindo uma puta solidão.
Não, eu não vou me alongar com essa história. Foi só um desabafo. E agora, por mais contraditório que pareça, sim, eu vou pedir a sua opinião. Você também sente isso ou sou só eu a perdida nesse mundo cibernético?
Hoje todo mundo pode falar o que quiser, blogar aqui, twittar lá. Desde cedo já rola dormir na casa do namorado, já rola transar. O mundo é muito livre, muito aberto... um regime autoritário fechado e abusivo como o nazista jamais teria espaço, não é mesmo? A gente nunca deixaria acontecer... imagina! Pf, eu nunca julgaria uma pessoa só por ela não pensar como eu! Até parece que eu me sentiria superior a outros só porque não pertencem ao meu grupo! Que absurdo!
É mesmo? Você imagina que nós seres humanos somos mesmo assim tão bonzinhos e tranqüilos? Então pega correndo esse filme na locadora, e juro que sua ideia vai mudar
Dirigido por Dennis Gansel, A Onda é uma ficção baseada em uma história real, que aconteceu em Palo Alto, na Califórnia. Um professor tentava explicar os fundamentos do autoritarismo para seus alunos e decidiu praticar uma experiência, criando um grupo autocrático em uma turma do colégio. A experiência, que deveria durar um dia, durou quase uma semana e fugiu completamente do controle do professor. Uma verdadeira onda de terror! Vale ver!
Eu sempre acreditei que quando duas pessoas se amam, fechou, era isso, não tem pra ninguém.
Nunca fui ingênua a ponto de acreditar que não iam ter dificuldades, brigas, desencontros e talvez até traição. Ok, eu sei que ser humano é ser humano e que merdas acontecem. Mas se Joãozinho e Mariazinha se gostam, porra, nada mais normal que eles contornem tudo isso e voltem a dormir agarradinhos e continuem assistindo juntos todas as temporadas de Friends.
A família de um não gosta do outro, vá lá, eles apresentam, vão mostrando que se gostam e uma hora os pais vão ter que entender que amor é amor. Um é rico e o outro é pobre? Ah, pára, dá-se um jeito, um ajuda nas contas do outro, dividem quando der, dinheiro não é nada! Moram longe? Nada que skype, MSN, e-mail e até mensagens por telefone não ajudem a curar.
Merda mesmo é quando falta amor. Mas duas pessoas que se gostam, que adoram o abraço da outra, o cheirinho, que sempre são parceiros e tem assuntos um com o outro? Duas pessoas que se ligam, adoram compartilhar o que tão fazendo, ficam felizes quando estão juntos... ah, não tem porque separar!
(Opa, não é assim?)
Era isso o que pensava a Marizinha até conhecer o Joãozinho. Foi intenso, os dois começaram num fogo alucinante! E tava tudo muito bom, tudo muito bem, até que a Mariazinha começou a perceber que os limites do Joãozinho eram um pouco diferentes. Ficou espantada quando a ex-namorada passou um feriadão na casa dele. Ok, mas tentou entender. No fim de semana seguinte ele foi viajar, e numa baladinha ligou pra outra ex. Mas tudo bem, no dia seguinte ele também ligou pra Mariazinha, e ainda declarou todo o seu amor. “Minha linda, minha querida, eu quero muito ficar contigo”. Se não fosse o resto do papo, “nossa, mas confesso que não lembro nada do que fiz ontem”, tudo estaria perfeito. Mariazinha estranhou, mas que bobagem, ela tinha sido recém pedida em namoro, e nada derrubaria ela do céu.
Mas o tempo foi passando, e ela vez por outra se sentia perdida com a falta de limites no mundo do Joãozinho. Tentava se adaptar, bebia até se sentir mais sensual, ia nos ensaios dele com a banda e curtia tudo o que o namoro tinha de bom.
Mas toda vez que ela ia num show e uma fã conversava com ele mais empolgada, pronto, ela não sabia o que fazer. Enquanto ele tava lá no maior papo, ela sentia que não existia. E quando ele ia fazer shows em outras cidades, insônia garantida pra ela.
É claro que entendia que ele queria ser simpático com todo mundo (nossa, como ele era especial e interessante!) Mas chegou uma hora que nossa personagem começou a fugir dos hihihis de fãs que lotavam o My Space e que eram respondidas com outros hihihis. Ela queria ser moderninha, como dizia aquela música dos anos 80. Mas se mordia, se mordia de ciúmes quando ele fazia serenatas pras meninas simpáticas, sorridentes (e lindas!) que encontrava na rua.
Afinal, o Joãozinho gostava de ser querido, e não achava nada demais que uma amiga se apaixonasse por ele. O que fazer? Nada, ela sabia que ele namora, então ele podia continuar falando todos os dias no telefone e vez por outra sair pra tomar um chope com essa amiga, isso não era problema. As duas paixões que ele tinha na vida eram a Mariazinha e a música, e pra ele era isso.
Mas a Mariazinha nunca ficou segura. Sentia sempre que tinha alguém rondando, que queria envolvimento de verdade, se sentir amada e única. Como toda garota de historinha infantil, ela queria ser pedida em casamento, queria ter uma música falando nela e um príncipe que não levasse mais ninguém no seu cavalo.
E nisso, os limites que pra ele não existiam acabaram limitando o relacionamento deles. Hoje a Mariazinha vive com o Pedrinho e o Joãozinho tem uma filha com a Camilinha, além de muitas e muitas fãs por todo Brasil e algumas outras pelo mundo.
E foi assim que essa história, que era pra ser uma das maiores histórias de amor de todos os tempos, nunca saiu de um armário empoeirado e cheio de teias de aranha da casa dos irmãos Grimm.
“Sou vagabundo eu confesso, da turma de 71, já rodei o mundo, mas nunca pude encontrar lugar melhor pra um vagabundo que um rio a beira mar...”
Posso estar enganada, mas até onde eu sei, esse é o refrão catarinense mais conhecido no Brasil. E isso muito provavelmente só porque tocou no Rolé, um programa da Sportv. E ainda assim, você provavelmente não conhece esse refrão, não é verdade?
É incrível, por mais que surjam bandas interessantes por aqui, é raro ver uma sair de Santa Catarina e es
tourar lá fora. Talvez porque a gente não tenha uma rádio realmente daqui (leia-se: a RBS é um grupo gaúcho), talvez porque outros estados tenham mais força cultural, talvez porque falte gente daqui fazendo uma ponte em São Paulo... não sei, to péssima em fazer suposições hoje... Mas é um fato: a gente precisa fazer alguma coisa, ou a gente nunca vai ter uma banda catarinense no VMB!
Você não conhece essas músicas? Então que tal conhecer?
Aerocirco
Tijuquera
Samambaia Sound Club
Dazaranha
John Bala Jones
Bem, e como todo lugar, Floripa também tem seu mito. O Mekron não é lá um Júpiter Apple (ok, sei que a comparação é péssima e o Júpiter é ótimo), mas a verdade é que o tal cara tem lá sua fama local. Diz a lenda que é possível encontrar cd do cara nas Lojas Americanas. Só não invente de passar no caixa, é claro que não tem código de barras. Hahahaha, não é um gênio do marketing? Nostalgia, muita nostalgia!
Choveu, mas ainda assim foi um sucesso. Depois de algumas, muitas, várias cervejas, tava complicado deixar a câmera firme. Mas deu pra filmar um pouquinho, e aqui vai um resuminho do que rolou no Bazar Avant Garde nesse último sábado em Floripa.
