“A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon;
ode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth;
Pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você - estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz);
Você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro;
E naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa."
Com esse texto deliciosamente sem sentido e irônico, Douglas Adams inaugurou o culto à toalha. Movimento que tem hoje, 25 de maio, seu dia máximo. Sim, hoje é o "Dia da Toalha".
Tudo começou com "O Guia do Mochileiro das Galáxias", livro publicado em 1979 que contava a saga de Arthur Dent pelos confins do universo, atrás da resposta para o sentido da vida. Mais quatro livros foram publicados, dando origem a uma verdadeira adoração por parte dos fãs, nerds e felizes da vida em sua maioria.
Depois da morte do escritor, os fãs resolveram fazer uma homenagem ao cara. Nascia o Dia da Toalha.

A aclamada obra de Adams chegou aos cinemas em 2005, com filme de mesmo nome. Apesar de bem divertido, o filme está longe da complexidade dos livros. De qualquer forma, consegue manter o clima non-sense adotado pelo escritor.
"Douglas Adams é leitura OBRIGATÓRIA na formação de qualquer nerd!", diz Alexandre Ottoni, do e o Jovem Nerd, site dedicado a assuntos...bem, nerds, é claro. "A genialidade de Douglas Adams é transformar toda a complexidade histórica das relações sociais humanas em uma linguagem simples, irônica e extremamente engraçada. Ler Douglas Adams é como entender uma palavra vendo apenas o pingo do 'i'", completa Ottoni.
Entendeu agora? Os amigos do Jovem Nerd podem te explicar melhor.
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por Bruno Ondei





