O Catch Side esteve na última edição do NoCapricho e, no próximo dia 14 de novembro, apresenta-se ao lado de Jullie na Clash. O show vai lançar o segundo disco da banda, intitulado “Sempre Mais”. Eles também colocaram na internet, recentemente, o álbum virtual que inclui faixas como “Dança Comigo”, “Mil Maneiras”, “O Quinto” e “Daquilo que Eu Chamo de Amor”. Essa última música citada teve, inclusive, um clipe no Youtube com mais de 12 mil views em menos de 24 horas, totalizando 60 mil no primeiro mês. Kaká (voz e guitarra), Diego (guitarra e vocais), Bryan (baixo e vocal) e Rodrigo Galha (bateria) contaram um pouco mais sobre trabalho e carreira. Confira!

Vocês tocaram recentemente no NoCapricho. Como foi o show? O que acharam de tocar num evento como esse?
Ótimo, todos os shows da nova turnê estão sendo sensacionais. O Nocapricho é um evento muito legal, foi nossa terceira vez, um evento super organizado e conceituado. Foram três shows memoráveis!
Vocês conseguiram muitos fãs com uma divulgação voltada para a internet. Vocês acreditam que esse meio seja, hoje, essencial para o sucesso no meio musical?
A internet ajuda mas não é tudo. Tem muita banda que não estoura mesmo divulgando as músicas na internet. Nós, por exemplo, queremos sair um pouco. Atingir outras mídias, público de rádio, TV e, principalmente, aqueles que não têm acesso a computadores (que são muitos no Brasil). Acho que o sucesso musical depende de uma série de fatores, a começar pela determinação e pela estrela. Se você não tem a estrela de estar no lugar certo e na hora certa, não será a internet que lhe trará o sucesso.
Como começou a história da banda?
Começamos em 2001/2002. Tocávamos por diversão em casa, escrevíamos músicas, chamávamos uns amigos pra assistir aos ensaios. Fizemos shows de 2002 a 2005, em festivais de colégio, reuniões de amigos, até resolvermos gravar nosso primeiro CD, em 2006. Daí, tudo começou.
Como vocês enxergam o sucesso que têm os vídeos de vocês na internet e os singles que foram lançados?
Kaká - Com muita felicidade. Ainda mais porque os vídeos não foram feitos com propósito de divulgar a banda. Esses vídeos que fiz no quarto foram uma grande surpresa positiva pra nós. Sobre os singles, sempre lançamos músicas soltas na internet, a galera baixa mesmo, nossos números no Myspace são inacreditáveis, só temos a agradecer por tudo.
Como foi a produção deste segundo disco (composições, parcerias, tempo de produção...)?
Kaká - Foi rápida. A maioria das músicas já estavam prontas, com exceção de "Daquilo que eu chamo de amor" e "Armação dos anjos" (por coincidência, nossos dois singles do CD). Todas as músicas foram compostas por mim, algumas foram feitas em 2005. Este CD é um momento de transição pra gente. A saída do "punk pop" entrando no "pop rock". Isso não está tão visível, já que há muitas músicas antigas nele, mas no próximo CD estará bem mais claro. Gravamos em dois meses, no estúdio Tambor da Deck.

O que ele traz de diferenças do primeiro trabalho?
Um pouco menos de distorção pro primeiro CD. Algumas letras mais "divertidas" e algumas batidas puxadas para os anos 60. Uma tentativa de fazer um som simples e pop. Um disco de transição, gravamos nosso
primeiro com 17, hoje, estamos com 22. Gostamos de mudanças, cada álbum é uma história, o próximo com certeza será bem diferente.
Quais são os planos daqui para frente?
Dar continuidade à tour do nosso CD, atingir novas mídias e, quem sabe, ser a maior banda do Brasil.
É cedo ainda para falar disso ou já estão produzindo algum material inédito para um próximo trabalho?
Já temos mais de 30 músicas para um próximo álbum. Desta vez, um disco mais sólido, com a nossa cara atual. Já estamos ensaiando, preparando coisas novas para a possibilidade de gravar um novo disco.
Assista ao clipe de 'Daquilo Que Eu Chamo de Amor'!
por Carol Tavares



















