A cantora Gabi Almeida acabou de lançar o disco “Pinte Minhas Cores/I Paint My Colours”. A inspiração para compor e produzir o seu disco solo foi na Inglaterra, lugar onde cresceu vivendo música. Ela já tocou com alguns artistas como Tricky (ex-Massive Attack), Mc Almont e Anne Clark.
O seu álbum apresenta uma mistura de batidas de hip hop e lounge com guitarras, violões. O mtv.com.br conversou com Gabi sobre o seu novo disco e sua participação no Rockgol 2008. Confira!
Como foi a gravação do disco “Pinte Minhas Cores/I Paint My Colours”?
O "Paint My Colours" foi feito de uma forma bem espontânea e em vários lugares. A primeira parte eu gravei em Londres, as músicas são resultado de minha vida. Depois passei um tempo na Espanha e um ano viajando pelo Brasil, com um violão nas costas, só compondo… Quando terminei minha viajem em Florianópolis gravei tudo.
Você ficou responsável pela produção do CD, e também trouxe vários nomes. Como foi isso?
Eu tinha uma idéia bem clara de como eu queria a sonoridade do CD. Normalmente já escuto a música mais ou menos pronta na minha cabeça antes de começar a produção. Então é uma questão de buscar as pessoas certas para tocarem no disco. Além de compor as músicas, fiz muito da programação e arranjos em casa antes de levá-las para o estúdio para retocar e melhorar os timbres.
As participações especiais são muito importantes.. Da uma "cor" a mais para o álbum, Sendo artista solo e compondo sozinha, é muito refrescante trazer outros artistas para colaborações. Apesar de minha música não ser rap, gosto muito desse estilo e gosto de convidar Rappers... Eles trazem um peso masculino pro som. Na primeira música, o "Better Than The Rest" e "Till The Moment You Sleep", eu convidei um Rapper de Londres, o Fran. Nós costumávamos tocar juntos numa banda antes de seguirmos carreira solo. É legal manter este vínculo e continuar criando junto.
Fale um pouco sobre as inserções eletrônicas do álbum. Alguma referência em especial?
O lado eletrônico dá a timbragem que gosto na produção das músicas. Sempre monto a melodia antes com uma batida ou violão e quando estou feliz com este "básico", jogo mais "cores por cima". Muitos dos discos que eu escuto têm elementos eletrônicos. Tricky/ Massive Atack/ Bjork/ Cardigans me inspiraram muito… Gosto de batidas de hip hop brincando com sintetizadores e guitarras em volta das melodias. Na verdade, muito do eletrônico ta ali só dando a timbragem, o principal das canções é a melodia com a batida… Também gosto de fazê-las de uma forma acústica. Voz e violão.
Qual foi a inspiração para o nome do álbum?
Como o álbum foi criado e gravado em vários lugares, resultado de minha vida em Londres, viagens e Brasil, o nome vem justamente disso. Minhas cores são minhas diversas influências e inspirações. Cores também são os timbres do disco. Minha mãe era artista plástica, então eu cresci entendendo tudo de uma forma meio "colorida"… Cor era sinônimo de tudo…. Sons, temperos, emoções… O nome ficou em inglês e português porque o disco nasceu num país e cresceu em outro….
Como foi o processo de composição das letras?
No começo eu pensava muito nelas, agora, simplesmente abro a boca e sai o que ta dentro de mim. Às vezes mais diretas ou mais poéticas. Se a emoção é verdadeira, sempre sai de uma maneira espontânea. Mas não consigo sentar e escrever. No "Paint My Colours" eu tava numa época da vida bem romântica…
As letras e melodias saíram com bastante sensualidade e mistério. Ultimamente venho escrevendo letras mais irônicas, resultado de viver aqui em São Paulo. Tudo que escrevo é resultado da minha vida, meus desejos, meu cotidiano ou algo que vejo ou escuto por ai. Às vezes um escape de um sentimento muito forte que me possui… Escrever me faz relaxar e me livrar da ansiedade. É também uma terapia.
Fale um pouco sobre sua participação no Rock Gol 2008
Nossa! Adoro esporte! Passei um tempo só no surf em Floripa, fiz academia, natação, dança... Mas futebol? Tinha jogado algumas vezes na infância. Tava em Floripa quando soube que ia jogar. Comprei uma bola no camelô e fiquei praticando na praia. Gostei bastante. Não me tornei Ronaldinho depois de algumas chutada, mas me diverti muito e meu time tava ótimo! Joguei na defesa e ajudei a Bianca a proteger o gol. Foi um dia delicioso, não dei nenhuma mancada vergonhosa e me diverti muito!
por Brunno Constante