
Pomba-Gira, blog da Titi Müller - apresentadora do Podsex, conta com muitas bizarrices cotidianas, experiências sonoras / cinematográficas / literárias e pensamentos aleatórios.
Outro lindo texto da minha linda irmã, Tainá Müller.
Ilustração da Tara McPherson. Enjoy.
Aquilo era felicidade. Aquela cidade sudorenta, aqueles dias cinzas, meus óculos cor de sonho. Eu querendo me arrastar pelas ruas e me esfregar no chão, para que impregnasse em mim também um pouco dela, da cidade, porque ela já continha algo de você e eu não. Eu nunca retive nada além do perfume.
Naquelas horas avulsas de soluço e convulsão me tornei imprópria, louca, perdida e DESESPERADA. Sim, eu sei, você viu nos meus olhos, nas minhas pupilas dilatadas, a cor do desespero. Uma mulher nunca deve se mostrar desesperada.
Mas meu corpo pulsava e eu ouvia o som dos bandolins e era como se não houvesse vida antes dali, daqueles dias cinzentos e atormentados, onde eu te amei mais do que ninguém. Onde me debulhei em lágrimas prevendo o fim de tudo, onde fiz coisas que não devia, talvez porque quisesse expulsar aquele amor que me nutria ao mesmo tempo que se alimentava da minha carne. Era o medo, meu bem, o pavor de que a noite acabasse e você me deixasse ali sozinha, ardendo na fogueira do meu desejo, presa no cárcere do teu cheiro, devorada pelo abismo do teu olhar. Aquilo era a tal felicidade.
Eu querendo qualquer coisa que fosse tua, te perseguindo pelas ruas sujas daquela cidade baixo-ventre. Te esperando entre portas, escorrendo paixão entre as pernas, derretendo nas paredes entre nós. E naquela noite coloquei meu vestido rodado, meu sapato dourado e fui ao teu encontro confessar meu amor pueril. O que senti no caminho, no táxi, vendo as luzes daquela cidade de maravilhas tenebrosas, esperando que todos os sinais esverdeassem para que assim encolhesse o espaço entre nós, sem dúvida, era felicidade.
Mas você não estava em casa.
E a felicidade tem o frescor de uma chuva de verão. Vem sem aviso, encharca o tempo e vai embora, deixando apenas um cheiro, a lembrança de que um dia passou por ali e ali não ficou.

Olá queridos!
Como eu falei aqui e aqui, nesta terça vai rolar o SENSACIONAL SHOW DE TALENTOS DO STUDIO SP!
Vai ser uma festa bizarra, divertida e nada óbvia. Imperdível!

Freak Show Burlesco com Júlio Andrade, The Müller Sisters, André Frateschi e a pin up Sweetie Bird, entre outros.
Terça, dia 15/12, às 22h no Studio SP.
Apareçam e convidem os amigos!
Olá queridos!
Como eu comentei com vocês, no dia 15 de dezembro, às 21h vai rolar o imperdível Show de Talentos do Studio Sp.
Vai ser um espetáculo impressionante, com muitas bizarrices e gente doida.
Com vocês, o mestre de cerimônias Julio Andrade, que vai comandar a festança comigo!
Quer participar? Então não perde tempo, manda o teu vídeo pra nós!
O email é showdetalentos.sp@gmail.com
Site do Studio SP: http://www.studiosp.org/
Vai ser demais! Te vejo lá ;)
Tocas a 9º Sinfonia com o sovaco? Transas pompoarismo?
Qual é o seu talento?
No dia 15 de dezembro, às 21h vai rolar o sensacional Show de Talentos do Studio SP.
Eu e o ator (e querido cunhado) Julio Andrade vamos comandar essa bagaça e queremos VOCÊ lá.
Venha e mostre o que só você sabe fazer.
Site do Studio SP: http://www.studiosp.org/
Inscreva-se através do email showdetalentos.sp@gmail.com
- Saindo de uma festa encontra na porta um amigo E pegada em potencial.
Rola aquele papo "e aí, quanto tempo, se fosse tu nem entrava aí, a cerveja é cara e só tem gente feia, não dá pra respirar lá dentro de tão cheio, bláblá". O amigo então a convida pra tomar um drink no seu flat.
Ui que chique, vamos lá, ela diz, mas seguinte, preciso MUITO fazer xixi, tô apertada desde que entrei nessa festa e a fila do banheiro tava desanimadora.
Ele diz que é pertinho, podem ir a pé.
Papo vai, papo vem, a bexiga já latejando, não chegavam nunca no maldito flat.
Umas 53 quadras depois, finalmente chegam. No elevador ela já tá sapateando, não aguenta mais.
Ele abre a porta do quarto, beeem devagar. Cada movimento parece fazer parte de uma coreografia hippie, de tão lento.
Ela passa por baixo do braço dele e vai entrando, "DÁ LICENÇA QUE EU PRECISO IR AO BANHEIRO". Entra na primeira porta que vê, na escuridão total, pergunta pro amigo "aqui não tem luz?", ele "perae, deixei o cartão cair e não tô achando, o quarto tá sem energia".
PUTAMERDA. Dentro da salinha escura, ela tateia o ar atrás da privada. Nada. Quase escorrega num tapete. Quanto mais absura a situação vai ficando, mais ela começa a rir sozinha e automaticamente soltar a bexiga. Ela nunca esteve naquele banheiro e não faz A MENOR IDÉIA da configuração espacial do lugar. Quando vê, está dentro do box. Tarde demais. Abre a calça e faz xixi ali mesmo.
TUF, acende a luz. Ela olha em volta e se vê acocada NA PARTE DE FORA DO BOX. Puta que pariu.
Desepero total. Ela pega o tapetinho e tenta dar uma disfarçada. Piorou. Pega um bolo de papel higiênico e tenta limpar o chão E o tapete. O amigo pergunta se tá tudo bem, ela diz Ã-HÃN.
Esquece o chão, foda-se. Se olha no espelho e a parte de trás da calça tá toda molhada. Não tem o que fazer.
Sai do banheiro decidida a segurar o look até o final. Fica a noite inteira andando siri, até a calça secar. Ficar de costas, nem pensar.
Depois de alguns drinks, ela acabou até tirando a calça. No final, tudo sempre dá certo.