Acha que o rock morreu? Sai do sofá e vai pra rua!
Foto: Divulgação/Nina
Vendo 147 durante apresentação no Festival Big Bands 2010
Escrever um texto sobre a 'nova cena rock' brasileira não é uma tarefa fácil nesses tempos em que os críticos musicais atestam no laudo a morte do rock.
Eu quase caí nesse papo mole, mas não vivo somente das notícias dos blogs, canais de TV e programas de rádio… eu vou pra rua, minha jóia!
É nos bares e inferninhos que a cena rock do Brasil vai tomando fôlego. Igualzinho como sempre foi.
Por causa do meu trampo na MTV, recebo muitos discos e links de bandas de todo o país, mas me impressiona mesmo quando tenho a oportunidade de vê-los ao vivo, e não em sites ultra organizados ou clipes super produzidos. Eu quero é ver o suor escorrendo, my children.
Sempre que chego numa cidade, pergunto onde fica o sebo de LPs e o lugar que rolam uns shows de bandas novas. Foi assim que conheci na Obra, em Belo Horizonte, o trabalho de Chucrobillyman. Em Recife, num lugar bem pequeno, vi o Macaco Bong pela primeira vez, e em Belém, conferi o show Lê Almeida, carioca da resistência roqueira na cidade maravilhosa.
Só nessa brincadeira, já citei três artistas desse Rock nacional, e nem comecei a falar da Banda de Joseph Tourton, do Vendo 147, Vespas Mandarinas, Mostarda na Lagarta, Joe e a Gerência, Koti e os Penitentes… ixi… se eu entrar nesse papo e ainda falar das bandas que são um pouco mais velhas o texto vai demorar uns 8 dias para ser lido. Deixa quieto! A mensagem é outra.
Captou?
Saia de casa, procure os botecos onde rolam os shows underground na sua cidade. É lá que você vai encontrar as bandas que tomarão de assalto a música brasileira. Se você tem uma banda, junte-se a outras bandas e organize os shows.
Até porque, sentadinho no sofá ninguém faz revolução.

