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Fev08

David Bowie do Dia #019 - parceiros notórios

Bowie teve muitos parceiros musicais importantes, a começar pelo guitarrista Mick Ronson e pelo cantor-performer-Stooge-mito-deus Iggy Pop. Falando nele: os míticos anos Bowie-Pop em Berlim, no fim da década de 70, devem virar filme em breve. Segundo a FACT Mag, o filme se chamará 'Lust for Life' e é inspirado pelas biografias 'Starman: David Bowie' e 'Open Up and Bleed: Iggy Pop', ambas de Paul Trynka.

Vamos aproveitar então para lembrar outros amigos-parceiros notórios de Bowie.

Bowie vs Jagger


Mick Jagger, citado constantemente entre os 'casos' de Bowie, é uma das mais claras influências musicais do artista: 'Diamond Dogs' bebe na fórmula rock'n'roll dos Rolling Stones e 'Aladdin Sane' traz até uma versão de 'Let's Spend the Night Together'.

É discutível o quanto Bowie roubou da sensualidade magricela de Mick Jagger - sem medo de ser bem mais abusado, é claro - e se foi depois de Bowie que Mick começou a aparecer de batom e lápis de olho. Fato é que quando finalmente gravaram juntos o resultado, infelizmente, não foi dos mais brilhantes.

Bowie vs Lennon


Uma lenda da música pop diz que o homem que deu três tiros em John Lennon em 1980, havia planejado matar David Bowie, mas escolheu alguém que representava com mais propriedade os ideais da década de 1960. Verdade ou não, o fato é que Bowie e Lennon foram amigos próximos por boa parte da década de 70. Bowie já se referiu a Lennon como 'meu maior mentor' e gravou uma canção clássica dos Beatles como uma tentativa de começar sessões de estúdio juntos.

Lennon é creditado como co-autor de 'Fame' que, assim como a versão de 'Across the Universe', está no álbum 'Young Americans', de 1975.

"Eu realmente gostaria que tivéssemos gravado mais juntos", disse Bowie em uma apresentação na Universidade de Berkeley, na Califórnia, em 1999. "Imagino o que poderíamos ter feito juntos. Mas nós apenas estávamos nos divertindo e rindo a maior parte do tempo".

Bowie vs Morrissey


Outra lenda britânica, Morrissey teve sua canção 'I Know It's Gonna Happen Someday' (do álbum 'Your Arsenal', produzido por Mick Ronson) gravada por Bowie em 1993. Mas na gravação abaixo (apenas áudio) é Moz quem chama Bowie ao palco, para cantar uma versão de 'Cosmic Dancer', do T-Rex. Histeria.

Recentemente, os dois senhores se envolveram numa disputa relativa à uma fotografia. Em resumo: o relançamento de um single de Morrissey traria uma foto antiga dos dois juntos, tirada na noite desse show aí de cima. Mas Dave não quis liberar. Pode ser uma treta entre as gravadoras de ambos. Mas também pode ser porque Morrissey andou falando demais em entrevista. Quem sabe? Detalhes no Guardian.

Bowie vs Freddie


Aqui estamos falando de poder. A ambiguidade sexual de Freddie Mercury deve muito ao que Bowie fez nos anos 70, é claro. Mas foi na década seguinte que dois dos maiores astros da música de todos os tempos cantaram juntos. Nascia um clássico: 'Under Pressure'.

Set04

Para a sua estante: os músicos que estão se arriscando na literatura

Que tal conhecer melhor o Morrissey por ele mesmo? A autobiografia do cantor/autor/militante vegetariano/amante dos gatos/etc sai em dezembro na Inglaterra e promete vir cheia das opiniões de Moz sobre a vida, o universo e tudo mais.

A autobiografia de Morrissey é um dos lançamentos mais importantes do ano em qualquer gênero literário, mas no quesito autobiografia de artista ele não está sozinho. Pete Townshend, Leonard Cohen, John Taylor e Peter Hook também lançam sua histórias. Muito disso se deve ao sucesso recente das autobiografias de Bob Dylan (Chronicles), Keith Richards (Life) e Patti Smith (Just Kids).

Peter Hook, baixista e fundador do Joy Division e do New Order, já se aventurou pela escrita antes. No hilário 'Hacienda: How Not to Run a Nightclub', Hook conta os bastidores do histórico club de Manchester e da gravadora Factory, ambas incursões das bandas por assuntos comerciais com resultados pouco rentáveis. Lançado em fins de setembro, 'Unknow Pleasure: Inside Joy Divison' conta a história de sua juventude ao lado de Bernard Sumner, Stephen Morris e Ian Curtis em Manchester, com direito à muitas alfinetadas em Sumner e sentimento de culpa pelo suicídio de Curtis.

Assim como Hook, Pete Townshend hoje em dia exerce seu lado escritor com mais frequência do que faz música. 'Who I Am' tem lançamento programado para outubro próximo e, entre análises da carreira do The Who e lembranças da juventude mod em Londres, fala sobre abuso sexual sofrido por Townshend na infância - e sobre as acusações relacionadas à posse de pornografia infantil que o guitarrista sofreu durante sua pesquisa para escrever esse livro.

'In The Pleasure Groove: Love, Death & Duran Duran' promete ser o mais quente no que diz respeito a detalhes sórdidos e histórias impublicáveis. Escrito pelo baixista do Duran, também sai em outubro. 

Um outro estilo, bastante pessoal, é usado por Neil Young em 'Waging Heavy Peace: A Hippie Dream', escrito com o auxílio de um ghost-writer. Young fala abertamente sobre a sua discreta vida pessoal, sobre seus projetos musicais e sobre Buffalo Springfield, Crosby, Stills & Nash e Crazy Horse, passando por seus momentos no Canadá, Los Angeles e Havaí. O lançamento é em setembro e o livro 'deve entrar para a história ao lado das biografias de Keith Richards e Bob Dylan', de acordo com a editora. 

Pessoal também é a autobiografia de Beth Ditto. A vocalista do Gossip escreve sobre sua vida no sul dos EUA e como foi de outsider do colegial para a forte e fantástica vocalista do Gossip. 'Coal to Diamonds' sai em outubro (e eu vou querer ler).

Mas há mais: uma enciclopédia sobre Prince, uma biografia semi-autorizada de Leonard Cohen, um estudo profundo e bem pesquisado sobre os significados de Mick Jagger e uma nova obra prometendo ser o livro definitivo sobre o Led Zepellin. Tudo isso sai em língua inglesa ainda em 2012 e os nomes maiores devem ganhar tradução para o português. Vale pedir de Natal no fim do ano.

As dicas são do Guardian.

Enquanto isso, aqui no Brasil... João Barone, o baterista dos Paralamas do Sucesso, lança em setembro mais um livro sobre a Segunda Guerra Mundial, tema do qual é estudioso. Sai em setembro e vai tratar sobre a participação do Brasil no conflito. A pesquisa de Barone no assunto já rendeu dois livros, um programa no National Geographic Channel e uma série de homenagens e condecorações do Exército e do Ministério da Defesa.