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Pub Blog é o blog do mtv.com.br para falar exclusivamente de bandas britânicas.
Escrito por Zé Antonio Algodoal, diretor do Notícias MTV e guitarrista do Cassavetes.

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READING FESTIVAL - DIA 3

31/08/2009 - 21:53 | 367 visitas

Bom...
No último dia fui um pouco mais tarde para Reading.
Ao chegar, a guest área já estava lotada de músicos, figurinhas descoladas e críticos musicais que compareceram ao festival pra apreciar o Radiohead, como o ex-Vj e atual dj da BBC Zane Lowe e respeitadíssimo Allan Jones, editor da Uncut.

Quando chegeui o Thew View estava terminando o show no palco principal enquanto o Passion Pit animava a galera do NME stage.

Não vi o show do Brand New... esperei pra ir direto ao show do Vampire Weekend, que no ano passado tocou no segundo palco e dessa vez se apresentou no palco principal. Eles mostraram algumas músicas novas que me pareceram um pouco mais pop do que as do primeiro álbum  e que teve o mesmo efeito das outras músicas que divertiram e fizeram a aleria da galera. Show bom e divertido.

Logo em seguida rolou o Yeah Yeah Yeahs...  Eu não sou grande fã da banda, então vi apenas algumas músicas e fui dar uma volta pelo festival. Nessa altura o pequeno Dance Stage estava lotado de pessoas se divertindo com o show da Lady Sovereign. Parei pra assistir um pedaço e acabei gostando.

Enquanto o palco principal era preparado para o penúltimo show da noite, o pessoal do Gallows já começava a barulheira no palco da NME.

Voltei pra ver o Bloc Party mas não fiquei o show inteiro não. Eu gosto da banda, mas ainda prefiro as músicas do primeiro álbum que foram tocadas na primeira parte do show.

Depois só restava o Radiohead. Eu assisti o show no Brasil e estava curioso pra saber como seria aqui na Inglaterra. E foi foda...
Não vou dizer que foi melhor ou pior do que o que rolou em nosso país.Na verdade foram bem parecidos, mas acabei me emocionando do mesmo jeito.
 O show do Brasil foi mais longo, acho que eles tocaram umas quatro ou cinco músicas a menos. Mas duas coisas chamaram a atenção: Eles abriram o show com Creep, e tocaram uma música nova, These are my twisted words, que eles disponibilizaram para download há algum tempo.

 Na saída, vi o Zane Lowe feito uma criança feliz comentando o show com um amigo, e várias pessoas indo embora cantando músicas do Radiohead...

Enquanto isso, as luzes se apagavam  eum locutor agradecia os “festival goers” pela presença e lembrava que em 2010 tem mais.

por Zé Antonio // 31/08/2009 - 21:53

READING FESTIVAL - DIA 2 - PARTE 2

31/08/2009 - 06:14 | 457 visitas

Então...

Apesar dos ótimos shows do Main Stage, foram as atrações do segundo palco, o NME Stage, que fizeram minha alegria e me deixaram bem emocionado em vários momentos.

Pra começar o palco abrigou o incrível show da Spinerette, liderado pela Brody Dale.

Nesse mesmo local rolou o show de uma das bandas mais honestas dos últimos tempos, o White Lies, que só reforçou essa impressão com o ótimo show que fizeram. O próprio vocalista, Harry McVeigh fez questão de agradecer ao público pelo ótimo ano que eles tiveram antes de tocar a última música, Death, que ficou ecoando na cabeça de muita gente até o show do Glasvegas.

 

Bom... eu gosto do Glasvegas. Mas, mesmo assim não esperava ver um show tão bonito, e esse é o melhor adjetivo que eu poso arranjar para definir o show, que começou com uma luz soturna até que o fundo do palco fosse tomado por um enorme letreiro de luzes com o nome da banda.
 Era claro o quanto as pessoas se emocionaram com o show que teve grandes momentos, como quando a banda tocou uma belíssima versão de Geraldine, ou então no final, depois dos agradecimentos quando a banda tocou Dady´s Gone e encerrou com uma verdadeira parede de guitarras enquanto a platéia assiatia a chuva de papel picado que jorrava do palco. Eu sei... pode parecer estranho, mas juro que os caras conseguiram fazer isso com um bom gosto absurdo e levar a platéia a um estado que poucas vezes eu presenciei em festivais como esse.

A noite foi fechada pelo show do Gossip.
A banda subiu ao palco sem a vocalista, Beth Ditto, que veio pela frente, abraçando os fãs que estavam na platéia até que subiu ao palco pra soltar a voz e animar o público por mais de uma hora.
 Ao contrário do que a banda fez em Leeds, eles tocaram Standing in The Way Of Control, verdadeiro hino da banda que botou fogo na platéia que já estava muito animada.
 No final Beth colocou pessoas da platéia dançando no palco, deu o microfone para uma amiga e mais uma vez desceu para confraternizar com pesoas da platéia.
 Depois de encerar o show, Beth voltou comuma toalha na cabeça, agradeceu os presentes e Fechou anoite cantando uma versão à Capella de We are the Champions, aquela mesmo, do Queen.

Mas...

A grande surpresa do festival aconteceu no meio da tarde.

Quem prestou atenção aos horários dos shows no programa oficial, percebeu que o show do Patrick Wolf teria duas horas e meia, o que é mais tempo do que qualquer headliner do palco principal...alguma coisa estava estranha.

Na verdade iria frolar um show surpresa, e no horário que seria para o Patrick Wolf, quem apareceu no palco foi Josh Homme, que logo chamou Dave Grohl e John Paul Jones para o show surpresa do Them Crooked Vultures.
 Eu não acreditei no que estava vendo... ali estava eu na frente do baixista do Led Zeppelin, o Dave Grohl de volta à bateria e o Josh Homme com sua guitarra precisa e barulhenta.
 Nem preciso dizer que o show foi incrível né? As músicas às vezes lembram o Queens of The Stone Age, às vezes com climas e algumas batidas quebradas, mas ao mesmo tempo soa muito diferente. Dá pra perceber a mão de cada músico nas composições.
 John Paul Jones estava se divertindo, tocando desde um baixo convencional até um de 5 cordas duplas e um instrumento bem estranho, como uma espécie de lap steel com braço. Dave Grohl era o dono da festa... bastava ela jogar água na cabeça, como fez após a primeira música, pra que aplatéia gritasse seu nome. Mas a banda era muito maior do que o ego e as vaidades de cada um. A impressão era de uma banda de amigos tocando e se divertindo...por várias vezes, Dave Grohl e John Paul Jones trocavam olhares e ditavam o ritmo. As vezes eles praticavam pequenos solos, ou até mesmo alguns improvisos que deixaram todos os presentes de boca aberta. Mas uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi a expressão do Josh Homme. Já tive a sorte de ver o Queens of The Stone Age por três vezes. O show é sempre incrível e preciso, mas Josh está sempre sério no palco.Mas dessa vez foi diferente. Desde o começo do show ele estava sorrindo, feliz como qualquer músico que tem a rara oportunidade de tocar com um dos seus ídolos.
E essa expressão era comum aos quatro músicos no palco,(sim, eram quatro, havia outro guitarrista, Allan Johannes), e também a todos que, como eu, estava delirando na platéia, e sem saber direito como agir diante desse verdadeiro supergrupo.
 Enfim... foi FODA!!!, assim mesmo com três exclamações e letra maiúscula...Agora quero esperar o cd e torcer pra ver esse show novamente em algum momento da minha vida. No final saí pra tomar uma água, dar um tempo e pensar qual seria o próximo show que eu iria ver porque, mano... depois do Them Crooked Vultures ficou pequeno pras outras bandas...

por Zé Antonio // 31/08/2009 - 06:14

Reading 2009 - Cobertura completa

30/08/2009 - 15:58 | 457 visitas

Reading Festival

O Reading está rolando neste final de semana na Inglaterra. E nós estamos lá! Confira a cobertura do festival britânico.

- Dia 1 - De Bombay Bicycle Club a Faith No More

- Dia 2 - De Ian Brown a Arctic Monkeys

por Portal MTV // 30/08/2009 - 15:58

reading festival - dia 2 parte 1

30/08/2009 - 10:02 | 440 visitas

O segundo dia começou dando a impressão que seria meio morno, e que os bons shows só aconteceriam mais à noite.
 Puro engano. Já no começo da tarde a banda de Brody Dale, Spinerette, agitou o público do palco da NME.
 Além de figura central do Spinerette, Brody é esposa de Josh Homme, do Queens of Stone Age, e desde a tarde haviam rumores de que ele estaria por lá.

Um pouco depois, no palco principal, começava o show, sempre divertido do Eagles of Death Metal, um dos primeiros a levantar o público, e que dessa vez teve Joey Castillo, do Queens of the Stone Age na bateria.

Mas o primeiro grande agito da tarde foi o show do Enter Shikari, cujo público literalmente levantou poeira no Reading. Com tanta gente pulando e agitando, a frente do palco ficou tomada por uma nuvem de pó que saía do chão ressecado pelo calor de ontem.

Eu não gosto muito do Enter Shikari, e resolvi dar um pulo no segundo palco, para onde muita gente estava correndo... E valeu a pena. Mas antes, vou terminar de falar do Main Stage.
No final da tarde, Ian Brown, ex-vocalista do Stone Roses e considerado uma lenda viva pelos britânicos fez um show com um repertório que misturou músicas da carreira solo com antigos sucesos do Stone Roses, como Fool’s Gold.
 Se você ler críticas como a da NME, vai ter a impressão de que o show foi animado, com muita gente dançando, etc, etc... Mas não foi nada disso. A banda era fraca, as versões capengas e o Ian Brown desafinando vergonhosamente durante quase todo o show. Desencanei e fui tomar um café na guest área, que estava cheia de gente que também trocou o show do velho ídolo por uma cerveja ou uma xícara de café.

O Maximo Park veio na sequencia, mas não me despertou muito interesse não...

Mas, quem me impressionou de verdade foi o Prodigy. Se alguém me dissesse o quanto eles estão grandes por aqui eu juro que não acreditaria. Ta bom, sei que os caras tem carreira, são queridos, tem hits, etc... Vi a banda no auge em 97 e, sinceramente não esperava ver um público maior e tão devotado quanto o que eu vi na noite do sábado. Foi impressionante e bonito de ver... mas, vi poucas músicas, pois mais uma vez preferi o palco da NME onde estava rolando o show do White Lies.

A atração principal da noite foi o Arctic Monkeys que, como sempre fez um show competente e enérgico que ganhou as milhares de pessoas que lotaram a arena principal e cantaram as músicas do começo ao fim.
 Boa parte do repertório veio do novo álbum, Humbug, que foi produzido por... Josh Homme.

Vi só um pedaço do show do Arctic Monkeys. Estava lotado demais e não dava pra cegar a menos de uns 400 metrod do palco. Mais uma vez fui para o NME Stage, onde rolou o show do Gossip.

Bom... já citei o Josh Homme umas oito vezes e o palco da NME também. Na verdade esses comentários não foram à toa, mas eu falo sobre isso mais tarde.

Ainda preciso colocar as fotos para ilustrar esse post e escrever sobre o resto do segundo dia.
Mas minha câmera está sem bateria, cheguei em casa às três da manhã e levantei há pouco, com pressa para tomar um banho e correr pro Reading que hoje tem Bloc Party, Yeah Yeah Yeahs e á pouco, com pressa para tomar um banho e correr pro Reading que hoje tem Bloc Party, Yeah Yeah Yeahs e Radiohead.

Prometo que assim que chegar coloco posts, escrevo mais sobre o sábado e conto tudo o que eu vi no domingo.

E, só pra não dar uma de misterioso sobre o segundo palco e o Josh Homme, a história é a seguinte: Rolou um show surpresa do Them Crooked Vultures, banda que reúne o Josh Homme, o Dave Grohl e o John Paul Jones, que era o baixista do Led Zeppelin. Foi Foda... histórico e emocionante. Mas os detalhes eu conto no próximo post, com fotos e tudo.

por Zé Antonio // 30/08/2009 - 10:02

Reading Festival dia 1

29/08/2009 - 23:42 | 491 visitas

Começou hoje mais uma edição do tradicional Reading Festival, que todos os anos reúne dezenas de bandas em cinco palcos durante os três dias de festival.

O palco principal foi aberto peloSonic Boom Six, banda de Manchester que está sendo bem falada aqui na Inglaterra. Confesso que perdi os primeiros shows e quando eu cheguei fui direto ao palco da NME, do qual eu falarei daqui a pouco.

 

Mas, antes de falar dos palcos, quero falar do próprio festival. O Reading cresceu em tamanho. Arrisco a falar que o local está uns 40 por cento maior do que no ano passado, e o palco da NME simplesmente dobrou de tamanho, e mesmo assim não abrigou todos os fãs de algumas bandas que tocaram por lá.
 Apesar desse crescimento, a organização está melhor, s filas menores e o festival agora está tomando uma série de medidas para se tornar ecologicamente viável.
  Nesse ano, por exemplo, quem devolve o copo de cerveja em um ponto de reciclagem recebe 10 centavos de libra.

Mas, vamos à musica. O palco principal teve o Kings of Leon como atração principal.
Eu gosto da banda, das músicas, etc... mas o show foi morno. Sim, tinha bastante gente vendo, os caras estavam ótimos no palco e o cenário estava bem bonito. Só faltou aquela empolgação que normalmente rola no final da noite de um festival. Foi ruim? Não. Foi bom? Também não...

 

Antes deles teve o show do Kaiser Chiefs, que estava há algum tempo sem tocar em festivais. Eles sim levantaram a platéia, que cantou as músicas do começo ao fim do show.
 O Ricky Wilson, com cabelos mais compridos do que a gente está acostumado a ver, comandou a banda, ganhou a platéia e fez um dos shows mais divertidos da noite.

Antes deles, o Placebo fez um show surpreendentemente bom e pesado. Há tempos que eu não via tanta força na banda, que dessa vez se apresentou como um quarteto, com uma bela tecladista que fez toda a diferença, principalmente nas faixas do novo álbum, battle for the Sun, em que os sintetizadores já estavam presentes.

 

O main stage teve shows do New Found Glory, Deftones e Fall Out Boy, que deixaram claro o quanto essas bandas já ficaram no passado. Os shows estavam vazios, as pessoas migraram para os outros shows mostrando total desinteresse nessas três bandas. Acha exagero? Olha essa foto aí embaixo, tirada durante o show do Fall Out Boy...

O segundo palco, NME Stage teve algumas surpresas.
Eu confesso que fiquei chocado com o número de pessoas que se espremeram para ver o Jack Peñate. Não via aquilo desde que o Foo Fighters se apresentou no Reading. Teve muita gente passando mal e saindo carregada de tanto aperto em frente ao palco. Eu não gosto muito dele, acho sem sal... mas a molecada inglesa pelo jeito ama o cara.

Uma boa surpresa foi o show do Friendly Fires, que tocou há menos de um mês em São Paulo. Os caras também provocaram uma super lotação, mas dessa vez sem incidentes, apenas com gente a fim de se divertir

Antes, rolou o show de outra banda muito querida pelos britânicos, o The Horrors. A banda é esperta, o que eles fazem é dar uma cara moderna ao gothic rock dos anos 80, misturando com uma certa pegada de banda de garagem, e o pior é que funciona como se tudo isso fosse novidade. A molecada (molecada mesmo), delira com os cabelos e roupas pretas, as guitarras cheias de eco e reverb e os vocais graves de Faris Badwan.

 

Quem também se deu bem foi a Little Boots, uma inglesinha que começou mostrando seu electropop em redes sociais como o myspace e o you tube e acabou ficando famosa e faturando vários prêmios e o respeito da crítica e do público. A garota é competente, animada e convenceu, mesmo quem não gosta muito do estilo como eu.

Mas a grande estrela do palco da NME foi sem dúvida o Faith No More.
Os caras voltaram com tudo, e conseguiram conquistar até mesmo aquele status tão cobiçado de banda Cult. O show começou com Mike Patton, vestido em um terno vermelho tocando a música tema do filme Midnight Cowboy em uma escaleta. Logo na sequencia a banda tocou “From out to nowhere”, que deu início ao set recheado de sucessos da carreira da banda que foram desde Epic até a cover de Easy.
 Por falar em covers, a banda ainda tocou o tema de Eastenders, e I started a joke, dos Bee Gees.

Por fim deixei pra falar do Festival Republic Stage, o menor dos palcos do festival, na verdade uma tenda em que não devem caber mais do que umas 350 pessoas que puderam assistir a pelo menos três dos shows mais legais do primeiro dia do festival.
O primeiro deles foi do Bombay Bicycle Club, banda formada por uns moleques de Londres que acabaram de lançar o primeiro álbum, mas que já conta com uma legião de fãs e certamente tem um bom futuro pela frente. As músicas são ótimas, o show é incrível e eles quase não conseguiram chegar ao palco pra tocar de tanta gente que queria pegar um autógrafo na sign tent, onde os músicos são convidados a assinar CDs, pôsteres e camisetas dos fãs. Marque esse nome... você certamente ainda vai ouvir falar desses caras.

 

O outro show foi do Black Lips, que apesar de disputar o público com o Kaiser Chiefs, segurou a onda com um ótimo show garageiro e barulhento.

E, pra encerrar o relato desse primeiro dia, quero falar de ouro show que aconteceu nesse pequeno palco para algumas poucas pessoas presentes: Soulsavers com Mark Lanegan.
É o seguinte: música e ponto final. E os caras levam isso tão a sério que o show simplesmente não tem luz frontal. Só uma série de refletores vermelhos colocados atrás da banda que durante 45 minutos tocou desde belas canções até músicas barulhentas que em alguns momentos lembrou os Bad Seeds, de Nick Cave.
 Os poucos momentos em que os rostos dos músicos puderam ser vistos foram graças aos flash dos fotógrafos que estavam na beira do palco.

 Lanegan entrou, cantou e saiu sem dizer nenhuma palavra. Mas certamente ouviu os gritos de várias garotas da platéia que declaravam aos berros o amor por esse verdadeiro ícone da música...

por Zé Antonio // 29/08/2009 - 23:42
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