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Pub Blog é o blog do mtv.com.br para falar exclusivamente de bandas britânicas.
Escrito por Zé Antonio Algodoal, diretor do Notícias MTV e guitarrista do Cassavetes.

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Shoegaze

20/05/2009 - 19:48 | 565 visitas

 Na semana passada um amigo me deixou uma mensagem no Facebook me perguntando o que afinal é o Shoegaze, que de uma hora para outra voltou a ser comentado e citado como referência.

 Bom, Shoegaze, ou shoegazing, como também é conhecido, foi um termo inventado pelo NME e Melody Maker pra se referir à algumas bandas que começaram a surgir no final dos anos 80.
 Em comum, essas bandas tinham uma sonoridade psicodélica, cheia de efeitos, reverbs e delays.

 

 Nessa época os vocais eram gravados e mixados como um instrumento. As letras tiveram sua importância diminuida e a voz aparecia enterrada sob as paredes de guitarras.
 Outra característica era a postura dos músicos que, concentrados em seus pedais de efeitos, ficavam parados e olhsndo para baixo, o que dava a impressão de que eles estavam olhando fixamente para seus sapatos (shoe gazing), e daí veio o nome desse suposto movimento.

Digo “suposto” porque, apesar de uma certa identidade sonora, não existia nenhuma ideologia que unisse as bandas. E nem precisava disso.
 Esse retorno a um certo experimentalismo e psicodelia acabou rendendo uma leva de bandas muito interessantes como Ride, Chapterhouse, Boo Radleys,Lush, Slowdive e Moose

              
 Pra quem não sabe, um dos integrantes do Ride, era o Andy Bell, que hoje toca no Oasis.

 O curioso é que, apesar de todo aquele som meio etéreo, as bandas citavam nomes como Stooges e Sonic Youth entre as principais referências. Mas, sem dúvida, a grande fonte de inspiração foram bandas comoo Cocteau Twins e  o My Bloody Valentine, que apesar de muitas vezes ser colocado no mesmo barco, é uma espécie de precursor do shoegaze e de muitos outros experimentalismos adotados por bandas como o Primal Scream, que inclusive chegou a gravar e fazer turnê com Kevin Shields, o líder do MBV.

 O My Bloody, na minha opinião é uma daquelas poucas bandas que estão acima do bem e do mal... uma hora dessas escrevo um post só sobre eles.

 O próprio Verve tem muita influência dos Shoegazers... Dâ uma ouvida nos primeiros álbuns que você vai concordar comigo.

 Hoje em dia muitas bandas estão retomando a sonoridade do shoegaze, como por exemplo os americanos do Asobi Seksu, Deerhunter, Black Mountain, Mogwai e Broken Social Scene, só pra citar alguns nomes.

 O Shoegaze foi deixado de lado com o surgimento das primeiras bandas do britpop, como Blur e Pulp, que retomavam uma certa alegria e escreviam letras espertas que falavam diretamente aos jovens britânicos sobre seus problemas e seu cotidiano.

A energia e aforça do Grunge, no começo dos anos 90, também foi um fator determinante para o declínio de muitas bandas.

 Mas, ao que parece o shoegaze está voltando, com outra leitura é verdade, mas muita gente está citando as antigas bandas e vários álbuns estão sendo relançados.
 Resta saber se toda aquela psicodelia faz sentido hoje em dia... eu acho que sim...
 Mas eu ainda sou daqueles que compram Cds...

Por falar em CDs, fiz uma listinha de 10 álbuns que, na minha opinião, ajudam a entender melhor essa história:

My Bloody Valentine: Loveless (1991 – Creation Records)
Raise : Swervedriver (1991 – Creation Records/A&M))
Spiritualized: Lazer Guided Melodies (1992 - Dedicated)
Loop: Heaven's End (1987 - Head)
Ride: Nowhere (1990 – Creation Records)
Spectrum: Soul Kiss (1991 - BMG)
Spooky : Lush (1992 – 4AD)
Everything Alright Forever : The Boo Radleys (1992 – Creation Records))
Whirpool : Chapterhouse (1991 - Dedicated)
Souvlaki : Slowdive (1993 – Creation Records)

por Zé Antonio // 20/05/2009 - 19:48

Esse sim é o cara!

12/05/2009 - 21:18 | 510 visitas

The Milkshakes, The Headcoates, Mighty Caesars, Pop Rivets, Buff Medways e Chatham Singers são apenas algumas das bandas lideradas pelo cara que é o personagem da coluna dessa semana: Billy Childish.

 Em 1995 eu estava em Londres e soube que iria rolar um show dos Headcoats. Billy Childish sempre foi um dos meus heróis e eu não queria perder esse show por nada. Ao chegar no pub, eu tive a impressão de entrar em uma máquina do tempo, não só pela aparência antiga do lugar, mas também pelo figurino das pessoas presentes, que aguardavam o show garage sixties do Headcoats como se estivessem na Swinging London dos anos 60.

 No palco o próprio Billy ajeitava um amplificador em cima de duas caixas de cerveja.

Antes do Headcoats rolou outra banda , Armitage Shanks (esse também é nome da principal fábrica de privadas do reino unido), e depois The Headcoatees, que eu explico daqui a pouco.

O show foi muito animado, barulhento, mas acima de tudo, de uma honestidade e verdade como vi poucas vezes em um show.

 

 Algum tempo depois entrevistei Billy Childish na casa dele,  mas vou deixar essa história para o final. Antes disso vou falar um pouco sobre essa figura ímpar.

 Billy nasceu na mesma cidadezinha em que mora até hoje, Chatham, no leste da Inglaterra. Aos nove anos de idade ele foi abusado sexualmente por um amigo da família, e poucos anos depois abandonou  a escola por problemas causados por sua dislexia.

Billy tentou entrar para a escola de artes local mas foi recusado, e acabou trabalhando como ajudante de um “stonemason”, um daqueles caras que esculpem pedras rústicas e as transformam em objetos decorativos, túmulos, etc...
 Nesse período Billy realizou mais de 600 desenhos que serviram como passaporte de entrada para a respeitada St Martin School of Arts de Londres.

 

Your paintings are stuck, you are stuck! — Stuck! Stuck! Stuck!"

Não demorou muito para que o trabalho de Billy Childish fosse reconhecido e em 1999 ele liderou um curioso movimento artístico, o Stuckism, que era na verdade um protesto contra a arte conceitual que tomava as galerias britânicas naquela época.. Dois anos depois o próprio Billy deixou o movimento, descontente com os rumos e as idéias dos colegas.

 

Pouco tempo depois um crítico publicou um estudo sobre a obra de Billy em que afirmava que ele era um dos talentos mais instigantes e incompreendidos da arte britânica.

 Mas o trabalho de Billy nunca se apoiou apenas na pintura. Ele é o autor de mais de 40 livros de poesia e prosa, e nos anos 80 fundou a própria editora, Hangman Books, que publica seus livros e edita vários de seus álbuns.

 

pintura, literatura, música, e o que mais?

Cinema... sim, em 2002 Billy fundou The Chatham Super 8 Cinema, uma micro produtora ao lado de um amigo e sua bela esposa americana, Julie Hamper, que, com uma câmera usada já realizaram até um documentário sobre uma batalha da segunda guerra.

 

Toda essa longa história pra tentar descrever um pouco desse cara, que além de tudo é um músico incrível, que já lançou mais de uma centena de discos.. sim, mais de uma centena, com algumas de suas inúmeras bandas.
 Mas o fato é que todas as bandas, de Milkshakes até os Headcoates e os Chatham singers, sempre orbitam em torno de sua estranha figura, e a sonoridade sempre se mantem fiel ao que Billy sempre soube fazer muito bem, que usa aquela referência de bandas de garagem dos anos 60.

 

O curioso é que os shows das bandas de Billy quase sempre são abertos por bandas como o Armitage Shanks, que eu citei lá em cima, que são descaradamente influenciados pelo trabalho do mestre.
 Outra curiosidade é que na época dos shows dos Headcoates, a noite era fechada pelas Headcoatees, uma banda formada pelas namoradas dos músicos. E o que acontecia era o seguinte: Os Headcoates tocavam e logo depois voltavam para virar a banda de apoio das quatro garotas estilosas. 

 

 Em 99 eu entrei em contato com a editora de Billy e consegui agendar uma entrevista, desde que eu fosse até Chatham. Fui até lá e a esposa de Billy estava me esperando na estação de trem.
 Caminhamos dois quarteirões até a casa onde Billy estava de pé no jardim de calças curtas, suspensório e bigode de pontas como uma figura surgida dos anos 20. Entramos e esperei que ele colhesse legumes em sua horta e preparasse um cozido.

 A entrevista foi dada após o jantar na cozinha em que um velho Hammond servia de apoio para os temperos ao lado de uma mesa em cuja cabeceira havia uma poltrona com um pelego, que era o lugar de Billy Childish..
 
 Durante meia hora conversamos sobre sua pintura, sua música e seus livros.
 Essa entrevista teria ido ao ar no Lado B, não fosse um defeito na câmera que arruinou
todo o áudio da gravação.

Ainda tenho a fita, que apesar de inútil para a tv, ainda serve de lembrança do dia em que jantei com Billy Childish.

Entre os admiradores de Billy Childish aparecem famosos como Kurt Cobain, Kilye Minogue, que escolheu o nome de um de seus álbuns, Impossible Princess depois de ler um poema de Billy (Poems to Break the Harts of Impossible Princesses) e Grahan Coxon, guitarrista do Blur que lançou seis álbuns do Buff Medways pelo seu selo, Transcopic records.

 

Só pra encerrar esse post, uma história bizarra que diz respeito a outro fã famoso de Billy Childish: Mr. Jack White.

 No começo da carreira como White Stripes Jack pagava tanto pau para Childish que quando tocou no Top of The Pops, famoso programa da tv inglesa, escreveu "Billy Childish" no braço como homenagem ao seu ídolo.

Em 2006 ele convidou o Headcoates para abrir os shows do White Stripes na INglaterra. Como o baterista estava fora, Billy gentilmente abriu alguns shows sozinho, cantando e tocando sua velha guitarra. Jack insistiu para que Billy o acompanhasse até os Estados Unidos para participar do programa do David Letterman, e disse para Billy que gostaria de gravar algumas músicas no antigo e lendário gravador de rolo que Billy tem em sua casa.

Billy disse que eles poderiam conversar sobre isso em outro momento. Irritado e em uma crise de estrelismo desnecessária, Jack deu uma entrevista com um tom bastante ofensivo para a GQ magazine em que dizia que Billy deveria permanecer no lugar amargo dos músicos de garagem que , como ele, apenas colocavam letras em antigas melodias de blues.

 

Childish respondeu pouco tempo depois dizendo que blues sao quase sempre três acordes, e que por esse ponto de vista, os Rolling Stones, Yardbirds, Led Zepellin e o próprio White Stripes, também deveriam ser acusados de plágio. E publicou uma carta em que dizia o seguinte:

"Acho que provoquei a ira de Jack White quando ele percebeu que a admiração que ele sempre afirmou ter por mim não era tão recíproca. Tudo isso parece inveja... Minha coleção de chapéus é maior, um bigode melhor, tenho um som de guitarra mais legal, e um senso de humor muito maior e mais desenvolvido que o dele. Só não entendo porque não fiquei rico."

Eu também não entendo Billy...

 

 

por Zé Antonio // 12/05/2009 - 21:18

The Fall

04/05/2009 - 18:55 | 460 visitas

They're saints compared to my generation. My generation were all psychopaths. I feel a bit sorry for kids today.

 A frase acima foi proferida por um dos meus heróis na música, o Sr. Mark E. Smith, em uma entrevista publicada esta semana no The Guardian.

Não tenho a mínima pretensão de indicar quem é bom ou ruim... provavelemente muita gente que ainda não conhece a principal banda do Mark E. Smith, The Fall, nem vai gostar muito.

 Hoje em dia essa banda histórica da cena de Manchester pode soar comum, sem muita novidade, mas os gritos desse sujeito de 52 anos, feio, desdentado que se veste como funcionário público do leste europeu abriu caminhos e mentes de muita gente boa que está aí na ativa.

Apesar de inicialmente ser associada ao movimento punk inglês, a banda mudou de estilo e formação várias vezes, mas sempre manteve os riffs repetitivos e as letras cheias de cinismo e ironias que já foram definidas por um crítico como poesia abstrata carregada de uma precisa observação social.

 Parece cabeça? Talvez seja, em um certo sentido, mas ao mesmo tempo a banda sempre foi imprevisível de uma certa maneira, e nunca deixou o espírito alternativo de lado.
E nesse caso, alternativo significa independencia de idéias, de formatos e de compromissos que não sejam com a própria essência da banda, ou melhor do próprio Mark E. Smith, que sempre foi a banda em si... os outros músicos apenas o acompanharam.

 Acho que a melhor definição do the Fall foi dada pelo lendário DJ inglês John Peel, que sempre citava a banda como uma de suas favoritas: “Eles são sempre diferentes, e eles são sempre o mesmo”.
A primeira gravação do The Fall apareceu em uma coletânea, Short Circuit, gravada ao vivo em um clube de Manchester com algumas bandas então iniciantes, como Buzzcocks, John Cooper Clarke e Joy Division.

O primeiro álbum do the Fall saiu apenas em 1979, e se chamava “Live at the witch trails”.
 Apesar do nome, o disco foi gravado em um estúdio, e abriu a extensa discografia da banda que conta com 27 álbuns de estúdio, outros cinco parcialmente ao vivo, 28 totalmente ao vivo e quase 40 coletâneas.

 

Qual o melhor? Eu não saberia responder... mas garanto que vale a pena ao menos conhecer essa banda, que ainda enche seus shows com jovens descolados que se divertem ao lado dos antigos fãs que se mantém fiéis há mais de 3 décadas

 

 E depois coloca um post aí embaixo pra eu saber o que vocês acharam.

por Zé Antonio // 04/05/2009 - 18:55

Hari Baba!

30/04/2009 - 22:35 | 724 visitas

O Cornershop está de volta.

Uma das bandas mais estranhas e interessantes dos anos 90 anunciou o lançamento de um novo single e uma mini-turnê pela Inglaterra que começa no final de julho em Oxford.

Cornershop não é uma banda para todos os gostos. Formada por descendentes de indianos e paquistaneses, eles usam e abusam da influência oriental em suas músicas.
 Normalmente quando se fala em mistura de rock com música indiana a primeira referência é a psicodelia, mas o Cornershop prefere um caminho diferente, mais pop e despretensioso.

A banda, que tem um certo status cult entre os músicos e bandas inglesas, resolveu lançar o novo single por seu próprio selo, Ample Play Records, em três formatos: 7 polegadas, CD e dowlnoad digital pelo site Cornershop.com.

Curioso pra ouvir a nova música, 'The Roll Off Characteristics (Of History In The Making)', tentei entrar no site dos caras hoje de manhã e o site não carregava. Resolvi então pesquisar no Google, mas quando digitei o nome da banda recebi a seguinte mensagem: “sua consulta é semelhante a solicitações automatizadas de um vírus de computador ou aplicativo spyware. Para proteger os nossos usuários, não podemos processar sua solicitação no momento”

Era só o que me faltava... spywares com nomes de bandas...

Enfim, enquanto não consigo baixar a nova música, minha sugestão é que vocês procurem o clipe da música que talvez tenha sido o único hit da banda, Brimful of Asha.
 Se gostar corra atrás do álbum “When I Was Born for the 7th Time” que foi lançado há alguns anos aqui no Brasil e traz uma curiosa versão de Norwegian Wood, dos Beatles, cantada em hindi.

PS:
Curiosidade sobre o nome da banda. Em todas as cidades da Inglaterra existem inúmeros mercadinhos locais, que vendem desde frutas e verduras até revistas, pães e cigarros. Quase todas essas lojas são de indianos e paquistaneses, e são popularmente conhecidas como “loja da esquina”, que em Inglês é Cornershop.

por Zé Antonio // 30/04/2009 - 22:35

A volta do britpop

29/04/2009 - 21:05 | 632 visitas

Tá bom...
 Sei que muita gente acha que CD é coisa antiga e o melhor mesmo é baixar as músicas pela internet.
 Eu assumo meu lado fetichista... tenho que ter o cd na minha estante, mesmo sabendo que raramente ele vai sair de lá, e que na maioria das vezes vou ouvir as músicas no ipod ou no itunes.
 Mas dessa vez eu recomendo que mesmo quem não goste do velho formato reconsidere e separe uma grana pra comprar um cd... importado... e triplo.

 No dia 8 de junho, sai na Inglaterra a coletânea Common People. The Britpop Story, que reúne vários hits das bandas que escreveram a história desse movimento musical.
 Curiosamente, as duas maiores bandas do britpop, Oasis e Blur, não aparecem nessa coletânea. Mas vamos combinar que quem gosta de britpop provavelmente já tem os álbuns dessas bandas...

 Na verdade essa não é a primeira coletânea importante sobre a música britânica.Em 2007 a Rhino lançou uma caixa muito bacana chamada BRIT BOX, que reune 4 CDs que abrangem o showgaze, o indie e o britpop.

A grande diferença desse novo lançamento é que talvez seja o primeiro box a falar exclusivamente do britpop.
Outra coisa legal serão os textos do livreto que acompanha o cd, que foi escrito pelo Bob Stanley, que além de integrante do Saint Etienne, é jornalista e escrevia para o Melody Maker bem na época do estouro do britpop.

O Melody Maker, extinto em 2000, foi uma das principais publicações musicais britânicas e competia com o New Music Express pelas notícias
 Pra aguçar ainda mais o desejo de todos nós, aí vai o track list da coletânea...

CD1

The Auteurs – 'Lenny Valentino'
Elastica – 'Stutter'
Gene – 'Be My Light, Be My Guide'
The Stone Roses – 'Love Spreads'
James – 'Laid'
Dodgy – 'Staying Out For The Summer'
Saint Etienne – 'You're In A Bad Way'
Dubstar – 'Stars'
Blake Grape – 'In The Name Of The Father'
Duffy – 'London Girls'
Marion – 'Sleep'
These Animal Men – 'Speeed King'
S*M*A*S*H – 'Shame'
Cast – 'Alright'
Bluetones – 'Slight Return'
Perfume – 'Lover'
The Boo Radleys – 'Wake Up Boo!'
Menswear – 'Daydreamer'

CD2

Pulp – 'Common People'
Supergrass – 'Alright'
Sleeper – 'Inbetweener'
Echobelly – 'Great Things'
Powder – 'Afrodisiac'
Northern Uproar – 'Rollercoaster'
Paul Weller – 'Thechangingman'
The Divine Comedy – 'Something For The Weekend'
Babybird – 'You're Gorgeous'
My Life Story – '12 Reasons Why'
Denim – 'It Fell Off The Back Of A Van'
Kula Shaker – 'Tattva'
Mansun – 'Wide Open Space'
Salad – 'Drink The Elixir'
Placebo – 'Nancy Boy'
Longpigs – 'She Said'
Ocean Colour Scene – 'The Riverboat Song'
Shed Seven – 'Chasing Rainbows'

CD3

Super Furry Animals – 'God! Show Me Magic'
Suede – 'Trash'
Kenickie – 'In Your Car'
Theaudience – 'A Pessimist Is Never Disappointed'
Catatonia – 'Mulder And Scully'
Space – 'Female Of The Species'
Embrace – 'All You Good Good People'
Gomez – 'Whippin' Piccadilly'
Geneva – 'Into The Blue'
Rialto – 'Monday Morning 5:19'
The Seahorses – 'Love Is The Law'
Hurricane #1 – 'Step Into My World'
Monaco – 'What Do You Want From Me'
Spearmint – 'Sweeping The Nation'
Lodger – 'Always Round Here'
Earl Brutus – 'SAS And The Glam That Goes With It'
Stereophonics – 'The Bartender And The Thief'
Gay Dad – 'Oh Jim'

por Zé Antonio // 29/04/2009 - 21:05
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