Foto: Journal of Experimental Botany

A maconha encontrada com a múmia chinesa passou por uma análise laboratorial
Antes de tudo, os fatos:
Cientistas encontraram uma múmia com 789g de Cannabis sativa, a maconha, em uma tumba de 2.700 anos no deserto de Góbi, na China. A "plantinha" se manteve preservada durante esses milhares de anos devido as condições climáticas da região. A múmia é de um homem de aproximadamente 45 anos, que foi identificado como um xamã e que pertencia a povo denominado Gushi.
É o registro mais antigo do uso da erva. Análises botânicas mostraram que a maconha encontrada não foi meramente colhida, ela foi plantada! Além disso, os pesquisadores presumiram que ela era usada com fins medicinais, psicoativos ou como um auxiliar para as adivinhações. Eles chegaram a essa conclusão já que as partes masculinas da Cannabis, que são menos psicoativas, não estavam presentes nas 789g encontradas. É possível que a maconha fosse ingerida ou vaporizada pelo povo Gushi, uma vez que não havia cachimbos ou papéis na tumba.
Leia o artigo científico completo no Journal of Experimental Botany (em inglês)
Depois dos fatos, os questionamentos:
O que aconteceria a essa múmia xamã se ela fosse pega pela polícia brasileira com essa quantidade de maconha? Seria presa por tráfico de drogas. Se descobrissem que a múmia plantava então...
Quer dizer, há diferentes formas de uma sociedade encarar o uso de uma substância. A nossa repele a maconha mas aprova o álcool, por exemplo.
Qual é a sua opinião? Os efeitos da maconha são socialmente tão destrutivos quanto os de outras drogas lícitas, como o álcool? Quais são as consequências da proibição da maconha hoje? O incentivo ao tráfico é uma delas? Falta um debate sério e honesto no país sobre a legalização da maconha? Deixe sua opinião nos comentários do Blog.
E, para finalizar o post, assista ao vídeo em que Lobão fala sobre as dificuldades em legalizar as drogas em um país e uma economia tão desigual: