

Quarto Quarto é um blog coletivo sobre a NBA comandado por Bola Presa, Sbubs, Marão, Denis Fujito, Brunno Constante e Felipe Sbravate. O blog será para todos os tipos de fãs do basquete norte-americano. Um guia para quem está começando, análises mais profundas pra quem acompanha de perto e palhaçadas pra quem quer rir do basquete alheio.
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Cleveland Cavaliers e Utah Jazz são duas equipes fortíssimas, mas enquanto a primeira vem na ponta da NBA, a segunda não conseguiu se encontrar na temporada, fazendo uma campanha ruim e já anunciando que, à parte o pilar da equipe, o jovem armador estrela Deron Williams, todo mundo está disponível para troca. Este foi o pano de fundo para o encontro de quinta à noite.
A partida começou com a tradicional troca de cestas, quando o Cleveland apertou a marcação e abriu 18 x 10. O Jazz, time com enorme capacidade técnica e qualidade na execução das jogadas se limitava a "pull-ups" (quando um jogador dá um ou dois passos para dentro da linhda de 3 e arremessa) de Deron Williams e arremessos de Carlos Boozer. São duas coisas que geralmente funcionam bem, mas ontem a coisa tava feia, e as estrelas do Jazz não acertavam nenhum arremesso, mesmo livres na maioria.
Como o próprio D-Will disse em um vt que passaram durante a partida, os Jazz começaram a jogar um pouco melhor agora, e o segredo disso é puramente a boa execução das jogadas. Um time paciente, que mexe a bola, faz bloqueios e se movimenta, tendo a qualidade individual que tem o time de Utah faz frente à qualquer um.
Com isto em mente, a equipe buscou infiltrações que encontravam homens livres no garrafão, que com algumas trombadas, dedos no olho e raça, conseguiam fazer o jogo mais parelho. Entretanto, mesmo com um LeBron James apagado pelo lado dos Cavs, um bom jogo coletivo do time de vermelho garantia a vantagem, mesmo que pequena, intacta.
O começo do segundo tempo era mais do mesmo, e sabem aquele tipo de jogo que embora parelho não parece emocionante? Pois é, eu já me perguntava se fazia certo de ficar acordado, afinal a partida havia atrasado meia hora para começar e já se passavam das 3 da manhã a essa altura, até porque na minha cabeça os Cavs, que tinham mantido a vantagem até agora não iam perder justo quando D-Will e Andrei Kirilenko saíram do jogo contundidos.
No fim do 3° período entrou um tal de Gaines. Eu achava que era o Reece Gaines um fóssil que eu achava já ter aposentando há muito, mas era o único Gaines que eu conhecia. Então o narrador disse algo antes de "Gaines". Eu não entendi, confesso, aí esperei aparecer algum crédito pra ele na transmissão. "Sundiata Gaines" era o nome do cara, e por dentro eu ir um pouco de o cara já ter um nome que indica fracasso.
Na primeira vez que encostou na bola, ele acertou um lindo arremesso de 2. Na outra jogada, o armador infiltrou com desenvoltura e deu a bola debaixo da cesta para Carlos Boozer marcar. A verdade é que ele vinha bem, e os narradores, prevendo a crescente curiosidade no moleque começaram a falar dele. Sundiata foi um cara que recusou muito dinheiro da Europa porque queria jogar era na NBA, e assim foi jogar por Idaho Stampede, time da Liga de Desenvolvimento. Estava no time de Utah por causa de um contrato chamado "deca-day", ou seja, um contrato que dura 10 dias apenas, olha que bizarro! Aquela era sua 5ª partida pelo Jazz, e, por incrível que pareça, ele só havia treinado UMA vez com o time!! O único treino tinha sito aquela manhã, então imagina, para um armador, como seria um desastre colocá-lo no jogo!
Acontece que o moleque entrou bem, a torcida empolgou, o time cresceu, e sem mais nem menos, os Cavs, que mantiveram a diferença pelo jogo todo na maior indiferença "whatever" way of life, se viu tomando um 20 - 6 num pscar de olhos! Os Jazz ficaram alí com 6 ou 7 pontos de vantagem, e, claro, o técnico de cleveland pediu tempo. Não estava certo, como um tal de "Sundiata" ganharia um jogo que tem LeBron James, Shaquille O'Neal, Deron Williams, Carlos Boozer e outros coadjuvantes muito melhores (na verdade, o Shaq já é coadjuvante)?
Revoltado para limpar sua honra, LeBron começou o show. Infiltrou, roubou bola, cravou com força alguns contra-ataques, acertou os arremessos. Por outro lado, nosso querido Sundiata escorregou duas vezes na mesma posse de bola, se afobou, atrapalhou o time - e, enquanto isso o Jerry Sloan não colocava o Ronnie Price, que é bem mais experiente (claro, qualquer um jogo mais de 5 jogos!!). O jogo assim voltava a ter o time de vermelho na liderança, e LeBron tinha feito 14 dos últimos 16 pontos dos Cavs (Varejão fez os outros dois). Na próxima jogada, um lance-livre errado de James pro lado de cleveland, que o time de Utah não conseguiu pegar o rebote, pura incompetência. Entre tapinhas, socos e voadoras, a bola sobrou para o próprio LeBon na linha de 3, acertar o arremesso. Faltando 45 segundos pro fim de jogo e o Cleveland com vantagem de 4, o CJ Miles recebeu a bola depois de ter corrido só uns 4 segundos do relógio de arremesso, e marcado até pelos companheiros, tentou um arremesso a dois passos da linha de 3, que até uma abóbora saberia que daria errado. Na outra jogada, bola na mão do LeBron. Ele esperou, houve movimentação, a marcação estava em cima, e, sem mais nem menos, da mesma distância que o CJ Miles tentou aquele arremesso estúpido, James marcava de 3, uma das cestas mais bonitas e difíceis da temporada. É aquela cesta que você acha que não tem mais jeito, se o cara acertou até aquilo, pode desistir.
Acontece que na sua volta o Ronnie Price, que depois que o Sundiata quase caiu no chão 2 vezes na mesma jogada acabou entrando, finalizou a primeira jogada fazendo 2 pontos mas gastando menos de 6 segundos (ele correu a quadra inteira!), e depois acertou um arremesso muito difícil de 3, o que é estranho porque uma das regras que eu já aprendi do basquete é que ele não sabe arremessar. Kyle Korver, em seguida, marcado, acertou uma cesta por trás da tabela, devolvendo o golpe da bola de 3 do LeBron. Anthony Parker e Zydrunas Ilgauskas, que estavam recebendo as faltas para parar o relógio de jogo, nos lance-livres cruciais, erraram quase todos. Assim, o time do LeBron ficou com 2 pontos de vantagem faltando 5,6 segundos no relógio de jogo.
Tempo. Reposição de bola para o Jazz. Okur faz o corta-luz para Kyle Korver, um dos melhores shooters de 3 da NBA chutar para a vitória, mas a marcação acaba dobrando em cima dele, e ele tem que passar a bola correndo. Com 4 segundos no relógio, Ronnie Price recebe a bola, parte pra cima de Delonte West, mas Varejão, que marca Okur, acaba ficando muito perto dele e dobrando na defesa. Price, gira, para. Faltavam dois segundos e só uma pessoa poderia receber a bola naquele momento. Alí, na direita do ataque, estava o personagem da noite. Sundiata Gaines recebe a bola. O arremesso de 3 tem que sair na hora. Anthony Parker, jogador mais de 10 centímetros mais alto que Gaines e ótimo marcador na jogada. Sundiata Gaines, que parecia ter provado pra todo mundo que levaria tempo para se acostumar com a pressão dos fins de jogos da NBA, chuta. A bola faz um arco perfeito, digno daquelas questões das provas de Física, e, no estou do cronômetro, Sundiata Gaines, acerta de 3. Fim de jogo, Utah 97 x 96 Cleveland, e a NBA ganha seu herói com o nome mais esquisito dos últimos tempos.
Eu gritei mais do que no arremesso do Brandon Roy contra o Houston temporada passada, e mais do que com aquele chute lindo do Kobe contra os Kings essa temporada. Tudo isso porque ele veio de um cara que só tinha feito 4 partidas profissionais até hoje, e mesmo assim treinado só um dia!!
Sundiata Gaines... Eu amo NBA!
Manu Ginobili em uma das melhores assistências que vejo em muito tempo. Não só assistência, jogada talvez, pois, se você não prestou atenção, o roubo de bola foi também do argentino. Passe esse que me lembrou disso. E disso. Rapaz sabe jogar, viu. Tchau.

Ah, o basquete bonito do Suns
O jogo da noite
Golden State Warriors 122
Denver Nuggets 123
O Nuggets continua sem Carmelo Anthony, sem Chauncey Billups e ontem ainda perdeu o Ty Lawson, um dos melhores novatos da temporda, machucado.
Ruim pra eles e bom pra gente que ganhou um jogo emocionante contra o Warriors. Sem muita opção o Nuggets abraçou a correria do time do Don Nelson e o jogo foi corrido, bem jogado e cheio de ataque. Pelo Nuggets 20 pontos para Joey Graham, 27 para Kenyon Martin, 21 para Ty Lawson e 21 para JR Smith. No Warriors 35 para Corey "Bad Porn" Maggette, 32 para Monta Ellis e 26 (com 6-6 nas bolas de 3) para Stephen Curry.
Mas a graça do jogo foi mesmo no final, com um festival de jogadas difíceis para a arbitragem. Com 15 segundos no relógio o Steph Curry deu uma bela carregada antes de dar um passe para o Ellis, que andou antes de fazer a cesta que deu um ponto de vantagem para o Warriors. Nada marcado.
Depois o Nuggets atacou, errou seu arremesso e no rebote foi marcado uma bola presa. Uns pediram falta, outros falaram que tinham pedido tempo antes da bola presa. Nada feito, com 3 segundos no relógio a bola foi lançada ao alto. JR Smith pegou a bola mas quando voltava quadra, o juiz apitou e o JR foi a loucura, mas na verdade eles estavam apitando um tempo pedido pelo técnico George Karl.
Depois do tempo, com 1,4 no relógio, o mesmo JR recebeu a bola e tentou um arremesso desesperado de três pontos. Errou e o Warriors comemorou até perceber que tinha sido marcada uma falta no arremesso! 3 lances-livres para o Nuggets com 0.4 no relógio. JR Smith acertou os dois primeiros, virou o jogo e errou o terceiro de propósito para o tempo expirar. Mas jogo doido não termina! O Warriors pegou e rebote e conseguiu pedir tempo com 0.1 no relógio.
Anthony Morrow tentou uma ponte aérea para Anthony Randolph no décimo final mas nada feito, a vitória mais bisonha, complicada e feia do ano foi para o Denver Nuggets.
O resto da noite
Chicago Bulls 108
Charlotte Bobcats 113
A emocionante disputa entre times ruins pela oitava vaga do Leste teve um capítulo importante ontem. Bulls e Bobcats chegaram ao confronto com recordes idênticos, 14 vitórias e 18 derrotas. Jogando em casa, com mais uma partida espetacular do Gerald Wallace, o Bobcats venceu.
Gerald Wallace tem sido um dos melhores jogadores da NBA nesse primeiro terço de temporada e o Bobcats melhorou muito desde a chegada do Stephen Jackson. O elenco do Bulls é melhor mas o Bobcats joga muito melhor como equipe. Vai ser legal ver essa briga pelos playoffs.
Orlando Magic 90
Indiana Pacers 97
Só o fato do Pacers, o pior time da NBA nas últimas semanas, vencer o Magic já seria bizarro. Vencer sem ter Troy Murphy e TJ Ford seria mais ainda. Mas o que aconteceu foi que o Pacers venceu, fez isso sem dois dos seus principais jogadores e o pivô Roy Hibbert ainda deu uma aula no Dwight Howard!
Foram 26 pontos, 8 rebotes, 4 tocos e várias faltas cavadas sobre o Dwight Howard, que saiu da partida com 6 faltas. E apesar dos 2,18m de altura, muitos dos pontos do Hibbert foram arremessos de média e longa distância!
Mas apesar dos méritos do Pacers, o Magic fedeu fedido ontem. Vince Carter acertou apenas 2 dos 15 arremessos que tentou e o Rashard Lewis fez incríveis 4 pontos. Foi um jogo de aberrações.
Washington Wizards 104
Philadelphia 76ers 97
Sempre tenho dó de times que desperdiçam chances de ganhar quando um jogador mais ou menos tem um jogo espetacular. Imagina se o Pacers tivesse perdido mesmo com aquele jogão do Hibbert? Pois o Sixers perdeu mesmo com os 20 pontos e 20 rebotes do Dalembert. É pra acabar com a moral do time, é pensar que mesmo se eles tivessem o Dwight Howard no time eles ainda seriam terríveis.
No Wizards quem liderou a equipe na hora de virar o jogo (eles chegaram a perder por 10) foi o Antawn Jamison, que marcou 32 pontos, quase todos no segundo tempo. Gilbert Arenas ajudou com 14 assistências.
Milwuakee Bucks 98
New Jersey Nets 76
O Nets é um time estranho. Eles tem bons jogadores e às vezes jogam muito bem, mas aí, de repente, param. Ontem jogaram os primeiros cinco minutos de jogo como se fossem o melhor time do mundo e, do nada, cometeram 9 turnovers só nos minutos finais do período.
O Bucks, que não é nenhum grande time no ataque, aproveitou, abriu uma vantagem e segurou até o fim da partida. Eventualmente o Nets ameaçava uma reação com sequências de jogadas de efeito do Chris Douglas-Roberts e do Yi Jianlian mas era só. O Devin Harris, que até outro dia era candidato a All-Star do Leste, continua sua temporada medíocre com 5 pontos, todos em lances-livres.
Detroit Pistons 93
Dallas Mavericks 98
O Pistons fez 5 bolas de 3 no jogo inteiro, precisava ter feito 6. As 4 primeiras foram todas no primeiro tempo e todas vieram das mãos do Charlie Villanueva, foi com elas que o Detroit abriu 14 pontos de vantagem.
O Mavs então correu atrás, diminuiu e no quarto período passou a frente. Liderava por 3 pontos faltando menos de um minuto quando o Pistons teve a posse de bola e a chance para empatar, a bola foi para Rodney Stuckey, completamente livre na zona morta, e ele errou feio. Fim de jogo. Nada contra o Stuckey, que é ótimo, mas precisando de uma bola de 3 no minuto final de jogo eu prefiro o Ben Gordon marcado do que o Stuckey livre.
Memphis Grizzlies 109
Portland Trail Blazers 105
Coisas interessantes sobre o Grizzlies: É o único time da NBA a ter dois jogadores com média de mais de 20 pontos por jogo (Randolph e Gay) e, pela primeira vez desde janeiro de 2006, estão com mais vitórias do que derrotas na temporada!
O jogo com o Blazers foi muito disputado e decidido no minuto final. Com a partida empatada em 104 o Brandon Roy estava esperando o cronômetro chegar perto do fim para tentar vencer o jogo, mas OJ Mayo, que jogou demais ontem, roubou a bola e sofreu falta. Fez 1 de 2 lances-livres e o Blazers ficou pra trás, tentaram uma bola com o Martell Webster que deu aro. Marc Gasol pegou o rebote, sofreu a falta e foi bater lances-livres. Também errou 1 e a diferença ficou em 2 pontos. Geralmente incapacidade de fazer lances-livres é igual a derrota, mas não quando a fase é boa.
Jerryd Bayless então saiu correndo e infiltrou, a única coisa que ele sabe fazer, sofreu uma falta e teve dois lances-livres, com 4 segundos de jogo, para empatar a partida. Mas quando a fase é boa para o outro time, acontece dessas coisas: a bola do Bayless rodou durante uns 2 minutos e meio no aro antes de cair fora. Ele acertou o segundo e aí foi só o Grizzlies acertar mais lances-livres para garantir sua vitória.
Phoenix Suns 113
Sacramento Kings 109
Algum outro time tem tantos jogos decididos por pouco do que o Kings? Ontem pareceu que eles iam tomar uma surra de pau mole do Suns, chegaram a ficar 20 pontos atrás, mas as bolas começaram a não cair e os novatos do Kings entraram em ação.
Tyreke Evans, Jon Brockman e Omri Casspi, o cestinha do time com 27 pontos, entraram em ação e cortaram a diferença para 2 no minuto final. Mas aí o Suns fez o seu bom e velho jogo de dupla no fim do jogo com Nash e Amar'e Stoudemire e os dois acertaram seus arremessos. Pela milésima vez seguida o Kings chegou perto de bater um time grande e perdeu.
Para o Suns foi a primeira vitória fora de casa desde 29 de novembro, quando venceram o Raptors.
Houston Rockets 79
Los Angeles Lakers 88
Eu desafio qualquer um achar algum jogo em que o Odom tenha jogado tão bem quanto ontem e o Lakers tenha perdido. A equação é simples, quando o Odom joga como uma super estrela, o Lakers vence. Ontem foram 17 pontos, 19 rebotes, 9 assistências e só um turnover, fora o show.
O Rockets defendeu bem, o Kobe precisou de 23 arremessos pra fazer 22 pontos, o Artest não voltou bem mas não tem jeito, não conseguiram parar o Odom. Falta pra ele ter essa vontade de jogar basquete todos os dias, é o que todo mundo pede nos últimos 10 anos e ele nunca atendeu.

O jogo da noite
New Orleans Hornets 91
Utah Jazz 87
Ontem foi a noite do duelo individual mais legal da NBA: Deron Williams x Chris Paul. O CP3 tem mais nome, mais votos de MVP e tudo mais, mas nos duelos entre Jazz e Hornets o Deron Williams costuma se dar melhor.
Ontem, porém, a estrela do jogo não foi um e nem o outro. Foi Devin Brown, o ala-armador do Hornets meteu 30 pontos, a melhor marca da sua carreira. Mas a jogada que decidiu o jogo veio das mãos dos dois protagonistas do duelo da rodada.
O Hornets liderava por 4 pontos, tinha a posse de bola e faltavam 40 segundos para o fim do jogo. Chris Paul então perde a bola e o Jazz sai para o contra-ataque, bola na mão de Deron Williams. Vendo Kirilenko sob a cesta, Deron tenta um passe picado que cortaria a diferença para dois pontos. Mas no maior estilo Tafarel, o Chris Paul desce lá no chão e segura a bola, num dos roubos mais lindos que eu já vi. Ele não desviou a bola, ele pegou um passe lá no chão e recuperou a posse para o seu time. Aí no ataque fez uma bandeja, aumentou a diferença pra 6 pontos e finalizou a partida.
Se serve de consolo, foi nesse jogo que o Deron Williams alcançou a marca de 3.000 assistências na carreira. Ele levou 342 jogos para isso, o seu antecessor na armação do Jazz, o antológico John Stockton, precisou de 341 para o mesmo feito.
O resto da noite
Atlanta Hawks 75
Miami Heat 92
Esse deve ser um daqueles jogos que quem compra um ingresso caro deve se arrepender. Não que seja jogar dinheiro for assistir ao Wade marcar 28 pontos e jogar bem, mas o jogo estava acabado desde o primeiro quarto. O Heat abriu 20 pontos de vantagem no começo do jogo e só cozinhou o placar até o final para acabar com uma sequência de 3 derrotas seguidas.
Pelo Hawks, que vive seu pior momento na temporada, só o Jamal Crawford jogou decentemente, com 23 pontos. Joe Johnson marcou 11 e o resto nem chegou aos 10. Se eu mandasse na NBA todo o time do Hawks ia ter que passar por baixo da mesa ao fim da partida. Mas infelizmente não mando nem no meu cachorro.
Oklahoma City Thunder 98
Chicago Bulls 85
O Bulls vinha de uma sequência de 4 vitórias seguidas e tinha o jogador da semana no Leste, Derrick Rose. Pelo Thunder o jogador da semana no Oeste, Kevin Durant, que vinha de uma sequência de 7 jogos seguidos com pelo menos 30 pontos.
As duas sequências cairam. Durant marcou 25 pontos e o Thunder derrotou o Bulls em Chicago. O time da casa jogou melhor todo o primeiro tempo mas no terceiro período teve um apagão, impressiona como é comum o Bulls ter pelo menos um período em seus jogos onde tudo dá errado e nenhum jogador consegue arrumar nada. O Thunder venceu o período por 32 a 14 e foi para o quarto quarto com uma vantagem bem confortável.
O cestinha da partida foi o armador Russell Westbrook, do Thunder, com 29 pontos.
Portland Trail Blazers 95
Los Angeles Clippers 105
Pode-se dizer que a diferença desse jogo foi o banco de reservas. Não que o banco do Clippers tenha jogado tão bem, mas eles tinham um banco! O Blazers usou uma rotação de 7 jogadores, apenas Jerryd Bayless e Dante Cunningham entrarm no jogo e pouco ajudaram, enquanto pelo Clippers Sebastian Telfair, Craig Smith e Ricky DAvis estavam em quadra durante a sequência de pontos de levou o Clippers à vitória.
O Blazers está se virando muito bem com sua coleção infinita de jogadores machucados (a última perda foi o Steve Blake, com pneumunia) e alcançou a liderança da divisão Noroeste, mas eventualmente o Brandon Roy tem que jogar mal (ontem fez 6 pontos) e nesses dias falta um banco pra salvar a equipe.
No Clippers as estrelas foram Eric Gordon e Chris Kaman, os dois seguraram as pontas no terceiro quarto quando o Blazers ameaçou escapar. Os dois jogadores do Clippers somaram 28 pontos somente no terceiro período. No quarto o jogo estava empatado em 80 quando, de repente, os reservas do Clips abriram 10 e o time não olhou mais pra trás.

Texto de Denis Fujito
Esse post é minha questão de honra de 2009. Não gosto de pendências e pendências é tudo o que tenho com o blog Quarto Quarto, este, do qual sou membro.
Escrever eu quero, a questão é sobre o quê. Não acompanho e nunca acompanhei tanto a NBA como meus companheiros de blog que conhecem e cobrem o esporte de forma irrepreensível, dentro e fora do Quarto Quarto. Resolvi, então, impulsionado pelo jogo que assisti segunda-feira, 28, depois de meses sem internet e TV a cabo em casa, falar da minha única experiência ao vivo em um jogo da NBA.
O jogo de segunda? Phoenix Suns x Los Angeles Lakers. A única experiência? San Antonio Spurs x Phoenix Suns.
O cara? Steve Nash.
O ano era 2006, em pleno AT&T Center, eu assisti ao jogo lá da arquibancada barata, lá de cima, mas o que vi foi um espetáculo onde um ídolo, Steve Nash, quase melou um dos jogos na casa do que seria o time campeão da temporada. Do conforto do seu sofá, qualquer esporte que você assista pela televisão pode parecer besta (sempre discordarei disso, já que vejo até baseball com um sorriso no rosto). Você pode dizer: "Que esporte imbecil! Cinco caras tentando colocar a bola num cesto. UAU!". Mas, meu amigo, ao vivo as coisas sempre mudam de figura. São tantas as emoções que envolvem qualquer esporte em qualquer lugar do mundo que é impossível não se empolgar. Tinha a família texana ao meu lado, a menina pouco se lixando para o jogo, o pai apreensivo em silêncio, a mãe cuidando do filho de uns cinco anos e gritando mais que qualquer um ao seu redor. Tinha um grupo de quatro amigos adolescentes rindo de qualquer coisa, comendo e derrubando comida no chão e chamando Tony Parker de gênio a cada infiltrada do mesmo no garrafão. Mais pra frente, dois amigos torcendo pros Suns sem serem incomodados. E tinha eu aplaudindo cada cesta e rindo à toa toda vez que Steve Nash conduzia o ataque do Phoenix.
O que acontece quando Steve está com a bola é que ninguém parece ver onde a bola está. Os marcadores o cercavam simplesmente porque alguém tinha que fazer, não via neles a ambição de desarmá-lo. Parecia que Nash corria com a bola debaixo dos braços enquanto os outros tinham que batê-la no chão. Essa é a facilidade que ele transparece ao vivo. Ele infiltrava o garrafão, passava por trás da cesta, por entre os jogadores, sempre um passo à frente do seu marcador e à procura de um companheiro melhor posicionado quando, não mais que de repente, ele anotava mais uma assistência. Segunda, na vitória do Suns sobre o Lakers, desfalcado de Ron Artest vale lembrar, Steve Nash distribuiu seis assistências só no primeiro quarto (13 no total) e eu ri à toa.
Não tenho muito mais para falar hoje. Só frisar que mesmo do meu computador que trago lá de 2006, lá de San Antonio, eu ri á toa de novo vendo o Steve Nash jogar.
