

Rock do Mato é o blog de Rafael Meira, que de maneira despretensiosa documenta o que rola na cena musical de Mato Grosso do Sul, onde fica o Pantanal e voa o Tuiuiú.
Há bandas que tentam por anos e nunca conseguem o reconhecimento e respeito do público com seu trabalho autoral. Já outras, com pouco tempo trabalho demonstram uma maturidade sonora que chega assustar. Esse é o caso da banda Curimba.
Com uma cadência perfeita, as músicas falam sobre a cultura urbana de Campo Grande, sem aquele pedantismo pantaneiro. Eles preferem falar de gente comum, do cotidiano dessas pessoas e no momento certo exaltam as belezas naturais do estado.
Outro ponto que chama atenção no Curimba é o fato de que 4 dos 6 integrantes tem descendência japonesa, fato que não compromete nenhum pouco a sonoridade, muito pelo contrário, só agrega. Somado a isso está um vocalista roqueiro nato, que por ter influências diversas se adaptou tranquilamente ao novo segmento e encontrou sua praia musical.

A escalação do grupo é a seguinte: André Stábile no vocal, Adrian Okumoto no contra-baixo, Carlixo na guitarra, Renan Okumoto no violão, Rodrigo Chiká na Bateria |Percussão e Japão Bateria e Percussão.
Segue abaixo três músicas disponíveis para download no ReverbNation para todos conhecerem o trabalho dessa galera.
Caso queira se informar mais sobre a banda Curimba é só acessar o site oficial clicando AQUI. Tenho certeza que ninguém vai se arrepender!
“Não sei o que seria de mim se não existisse música”. Muitas pessoas já devem ter dito e ouvido essa afirmação. Mas você já parou pra pensar se ela não existisse?
Primeiro que no Oscar não existiria premiação para trilha sonora. Imagine uma comédia romântica no momento mais mela cueca sem aquela canção toda apaixonada? Ou então quando o mocinho está lutando contra o cara mais bandido das galáxias sem aquela música de ação? Grammy , VMA e VMB nem rolaria também.
Tudo bem, tenho que admitir que a ausência da música nos pouparia de coisas trash como Éguinha Pocotó, Boquinha da Garrafa ou então Eu vi Gnomos.
Mas também não haveria clássicos, que nem vem ao caso enumerar, e ídolos como Elvis, John Lennon, Keith Richards, Roberto Carlos e Michael Jackson.

É gozado o quanto a música é importante em nossa vida. Quem nunca se lembrou de um momento marcante após ouvir uma canção daquela época? Por exemplo, me lembro como se fosse ontem o dia que meu sobrinho nasceu. Eu estava no carro em frente ao hospital ouvindo Ana Julia do Los Hermanos.
Desde aquele dia sempre que a ouço me recordo da data. Acho que a quantidade de composições que podem fazer parte de nossa trajetória é infinita.
Outra coisa engraçada, não sei se isso acontece só comigo, mas em determinadas situações as músicas nos surgem à mente como uma trilha sonora do momento. Por exemplo, quando eu perdia um ônibus sempre tocava na minha cabeça “O Perdedor” do Bêbados Habilidosos ou quando estava apaixonadinho e estava tristonho o hit era “Palavras Erradas” do Bando do Velho Jack. Outras bandas ou artistas que me marcaram foram Raimundos, Blink 182, Bob Marley, Beatles, Rolling Stones, Kid Abelha, Charlie Brown, Paralamas do Sucesso, entre muitos outros que fizeram e ainda farão parte da minha humilde vida!
Por esses e outros motivos eu bato no peito e digo: “Não sei o que seria de mim se não existisse música”.
“Caso do acaso bem marcado em cartas de tarô. Meu amor, esse amor, de cartas claras sobre a mesa...”, diretamente da terrinha de Tetê Espíndola, a Kate Bush brasileira, estou postando sobre tudo, ou quase tudo, do que rola no cenário rock e cultural do Mato Grosso do Sul.
Um compromisso que fiz comigo mesmo para 2010 foi o de postar mais sobre o que acontece no interior do estado. Por isso, hoje vou falar de uma banda de Fátima do Sul, município distante 237 km de Campo Grande.
Assim como várias bandas, tudo começou entre três amigos que resolveram aprender a tocar um instrumento. Após alguns ensaios nos finais de semana de 2001, Jee, Dedé e Bruno resolveram formar a banda Katraka.
Após uma pausa nas apresentações entre 2003 e 2008, a Katraka volta com tudo e atualmente tem em sua formação oficial Jee na voz e guitarra, Dedé na guitarra e voz, Bruno no baixo e Ricardo na bateria.

Influenciados claramente por Blink 182, que, diga-se de passagem, fez a minha cabeça durante o início dos anos 2000, a Katraka tem três músicas publicadas no MySpace, a qual destaco “Não me importo mais”. Quer ouvir a música? Clica AQUI e cola lá!
Mudando de saco pra mala, em Dourados, segunda maior cidade do estado, também existe um movimento independente surgindo. Nos próximos posts vou falar sobre as bandas que tem se destacado na cidade, pois vale à pena ouvir o som de Golden City.
Falando de Campão agora, destaco que nos dias 13 e 14 de fevereiro vai rolar o Grito Rock Campo Grande, festa que promete ser muito boa. Mais pra frente me aprofundo no assunto e divulgo tim tim por tim tim.
Por ora é só pessoal, muito axé e ziriguidum nesse fim de semana!
Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Brasil, foi isso que respondeu um senhor ao telefone quando perguntado: “Fulano de onde?”, após pedir para falar com uma pessoa e citar seu nome.
Rachei o bico depois de ouvir esta história, mas toda essa introdução é para dizer que hoje, em Campo Grande, a noite roqueira vai ser agitada. Opções de diversão não faltarão e terá pra todo gosto.
No BarFly ocorrerá a primeira Bigornada do ano. Além das pratas da casa Facas Voadoras, Jennifer Magnética e Dimitri Pellz, a banda mineira Porcas Borboletas dará o ar das graças e mostrará porque muitos a consideram uma das grandes revelações da música brasileira de 2009. A entrada vai custar 10 reais e no Twitter tá rolando uma promoção pra entrar de graça.
Já no Barbaquá vai rolar o bom e velho Blues. As atrações são Bêbados Habilidosos e Zé Pretim. A combinação de atrações é ótima e garantia de boa música. Pra curtir o agito por lá basta desembolsar 10 reais.
A outra opção da noite roqueira é ir ao Cavalo de Ferro. Por lá a banda de hardcore grind DxDxO e Exterminador (trash metal) colocarão o recinto abaixo. O som lá começa as 19 horas e como diz o flyer o valor só Deus sabe!
Olá pessoal, após um período sumido, cá estou eu novamente. Desde o dia 24 de dezembro estava na estrada e acabei nem tendo tempo para atualizar. Mas de vez em quando é bom dar um tempo nas coisas, arejar a cabeça e começar o ano mais tranquilo.
Minha maior frustração foi ir à Meia Praia (SC) e ver que o Tonhonhô, bar rockeiro que eu frequentava nas minhas férias da adolescência, não existe mais. Tirando isso tive ótimos dias de diversão e relaxamento.
Mas voltando a terrinha onde fica o Pantanal e voa o Tuiuiú, não posso deixar de citar que um dos maiores músicos do estado voltou a se apresentar regularmente. Estou me referindo ao grande bluseiro Zé Pretim, homenageado recentemente no Prêmio Rock do Mato 2009.
Pra quem não sabe, José Geraldo Rodrigues, vulgo Zé Pretim, nasceu em Minas Gerais e assim como muitos mitos do blues trabalhou na área rural antes de seguir a carreira musical. Em 1973 chegou ao Mato Grosso do Sul e tocou com músicos que anos mais tarde seriam reverenciados no estado: Miguelito, Lucio Val e Bosco.
Seu primeiro álbum foi gravado em 2000, intitulado “Zé Pretim em Primavera”. O disco tem como tema a estação das flores. Em 2005 lança “Zé Pretim Blues Show” e conclui o disco “Blues Pantaneiro”, um álbum mais autoral, com uma regravação de Chico Mineiro.
Por essas e outras vale a pena aparecer na próxima sexta-feira no Barbaquá e conferir esse músico boa praça, bem quisto por todos aqui na cidade morena. A entrada custa apenas 10 reais e durante a noite a banda Bêbados Habilidosos também se apresenta. Pra quem não sabe, o Barbaquá está localizado na rua Rio Grande do Sul, 382, entre a avenida Afonso Pena e a rua 15 de Novembro.
Segue abaixo um vídeo do Zé Pretim para servir de aperitivo.
Não posso deixar de parabenizar meu amigo Marcelo Rezende, baixista do Bêbados Habilidosos e mais novo jornalista de Campo Grande, pelo livrorreportagem Vendi A Minha Alma ao Blues - Histórias do Blues na Cidade Morena, o qual peguei como fonte para postar esse texto.
