Vegetariana é o blog do mtv.com.br que fala sobre vegetarianismo e direito animal, escrito por Cristina Maejima.
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"Porque os anjos têm asas como as aves. Porque os homens têm pêlos como os bichos. E todos nós temos alma como Deus", São Francisco de Assis.
Eu sei que o Dia Mundial dos Animais foi ontem, mas mesmo assim aqui vai minha homenagem aos seres mais puros que habitam esse planeta.

























Além de dedicar esse post a todos os animais, dedico para a Elaine, minha melhor amiga.
Que um dia todos os animais consigam viver em paz e livres.
Feliz dia dos animais!!!
O mês de outubro começa com o Dia Mundial do Vegetarianismo e dia 4 comemora-se o Dia Mundial dos Animais. Para celebrar essas datas, há diversos eventos por toda São Paulo.
No site Guia Vegano você encontra o calendário de eventos que acontecerá durante essa semana.

Clique na imagem para ver a programação
O Circuito Cultural Animal começou dia 27/09 e vai até dia 04 de Outubro.

Clique na imagem para ver a programação
Se você estiver passando pela estação Santana do metrô, aproveite para dar uma olhada nos banners do Vista-se sobre alimentação vegetariana. Se seu caminho for pela estação Itaquera, veja os banners sobre animais explorados em entretenimento.
Além dos banners, será exibido dentro dos vagões um video de 15 segundos criado pelo grupo de defesa dos direitos dos animais Veddas.
Espero do fundo do coração que cada um faça a sua parte, divulgando, conscientizando, ou simplesmente respeitando todo e qualquer animal.

“Que todos os animais sejam felizes e livres em todos os cantos do planeta”
Feliz dia do VEGETARIANISMO!!!
Depois de trocar alguns e-mails com a Mariana, criadora da Banana Pop, fuçar de cabo a rabo o site e ver todas as tirinhas, fiquei encantada com a personagem Banana Pop.
A mãe da Banana é a paulistana Mariana Valentim, formada em Marketing. Ela largou sua bem sucedida carreira em multinacionais para dedicar-se à literatura e desenhos. A personagem nasceu em 2004, mas foi em 2007 que as tirinhas passaram a ser publicadas na web.

Mariana Valentim
A Banana teve duas indicações para o prêmio Apaixonados por Quadrinhos 2009, vencendo na categoria de melhor webtira por voto popular e levando também uma menção honrosa por melhor campanha de divulgação.
As premiações foram concedidas pela Nação Cultural HQ e Academia Mineira de Letras.
Além disso, a Banana Pop participará do FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos, que acontecerá de 06 a 12 de outubro em Belo Horizonte. Ela fará parte da exposição virtual do festival.



Tanto a Mariana quanto a Banana são vegans e em algumas tirinhas podemos notar a preocupação dela com os animais.
“Como eu considero os bons sentimentos o grande barato e propósito da nossa existência, procuro viver livre de relações e processos de exploração nocivos a terceiros. Não consumir animais e seus derivados, adotando a postura político-filosófica vegan (ou vegana), é conseqüência natural desse processo de boa convivência, bem como muitas outras atitudes pessoais que fazem com que eu aproveite o meu tempo nesse lugar feioso me sentindo realmente importante e feliz e tornando felizes as pessoas que estão ao meu redor.
Portanto, o biocentrismo é o mote da minha conversa com o público, seja desenhando a Banana Pop ou escrevendo as minhas crônicas. Dentro deste universo, cabe ao leitor, como bom (ou mau) apreciador de uma obra, enxergar a amplitude do tema e absorver o que for de seu interesse ou limitá-lo a rótulos que podem gerar preconceito, estranheza e resistência a formas diferentes de expressão” diz Mariana
Confira outras tirinhas da Banana Pop aqui.
Recebi ontem um e-mail da Carol Caliman falando sobre o massacre de Golfinhos, Baleias Piloto e Baleias de Bico nas Ilhas Faroe, eu não tinha conhecimento desse crime e acredito que quase ninguém sabe o que se passa todos os anos em águas dinamarquesa.

Golfinho Calderon

Baleia de Bico

Baleia Piloto

As águas após o massacre
Esse massacre é chamado de captura de baleias, um ritual de passagem do jovem para a fase adulta.


Os golfinhos Calderon aproximam-se do homem para interagir e brincar. Quando capturados, são cortados com ganchos grossos, não morrem instantaneamente, nesse momento os golfinhos produzem um som estridente bem parecido com o choro de um recém nascido.

Este dócil animal sangra lentamente e sofre com feridas enormes até perder a consciência e morrer afogado no seu próprio sangue.

Pra quem ainda acha que rodeio, tourada, farra do boi são festas tradicionais de uma nação, essa matança é considerada uma grande festa na Dinamarca desde 1584.
Eu fico enojada sempre que vejo cenas como essa, sinto vergonha em ver como uma nação pode ser tão estúpida em nome de uma tradição.
A PETA tem uma página onde você pode ajudar a combater esse massacre.
Sempre tive vontade de fazer faculdade de gastronomia, mas não ter uma faculdade que consiga adaptar o curso para alunos vegetarianos me fez desisitir temporariamente do desejo de ser uma chef.
Pedi para a Stella, que é vegan e estudante de gastronomia, contar sobre as dificuldades que enfrenta no dia-a-dia. Esse texto acabou sendo um desabafo e uma prova de que não é na faculdade que se aprende a respeitar as diferenças e que estamos longe de ter alternativas nas faculdades brasileiras.
"Meu nome é Stella Aragão, nasci em Volta Redonda, interior do estado do Rio de Janeiro, estou no segundo semestre de gastronomia. Sou vegan aproximadamente há um ano e meio, na verdade eu nunca me imaginei sendo vegetariana ou vegan, sempre tive vontade, mas gostava muito de comer carne. Um dia eu percebi que ter vontade de comer carne é normal, e eu tenho até hoje, não sou do tipo de pessoa que fala que tem nojo, porque seria mentira, a diferença é que hoje eu sei que é errado, e não como por isso, essa idéia já está formada na minha cabeça, e eu sei que para me alimentar não preciso do sofrimento de nenhum animal. Eu sempre gostei muito de culinária, principalmente a culinária natural, crudívora e vegana, sou muito fã de saladas. Já tinha pensado em cursar gastronomia antes, mas achava que não daria certo porque minha ideologia é muito diferente do que ensinam na faculdade. Um dia meu pai, que é médico, me disse que ele também teve que passar por muitas coisas na faculdade de medicina que provavelmente ele não usaria em sua carreira profissional, ou iam contra sua ideologia, como testes em animais, mas ele disse que se nós queremos que o mundo conheça e veja nossas idéias e formas de pensar, devemos batalhar por isso. Hoje meu pai é coordenador do curso de medicina de Volta Redonda e a faculdade onde ele trabalha não realiza teste em animais. Isso ajudou em minha escolha, me mostrou que um dia, eu também posso estar contribuindo para a causa que eu acredito. Fiz o vestibular para gastronomia, e ganhei bolsa de 55%, outro fator que me ajudou muito também, me mudei para São Paulo em janeiro de 2009 e moro aqui desde então.
No primeiro semestre, nós não mexemos muito na cozinha, porque ainda não temos técnica e prática, temos mais aulas sobre empreendimentos, estocagem, segurança e higiene. Mas já tive que cozinhar frango várias vezes, ou preparar caldos e sopas que levam bacon, manteiga e paio. Me mantenho firme na hora do preparo, não experimento ou degusto, mesmo que a professora dê a entender que ela não gosta da minha posição, já até declarei na sala de aula que se eu tiver que escolher entre minha ideologia ou minha formação acadêmica, escolherei sem dúvidas a minha ideologia.
Já sofri várias discriminações por ser vegan, tanto de alunos quanto de professores, alguns colegas de sala fazem piadinhas ou tentam me provocar, como uma menina que fiscaliza tudo que eu posso degustar nas aulas práticas rindo, e disse que ela faz isso porque acha engraçado eu ser diferente. Uma professora já levou um texto para sala de aula e leu falando que era para mim, dizendo que os vegetarianos são frouxos e se acham superiores, que são pessoas pretensiosas, respondi a ela que somos superiores sim, pois somos mais evoluídos, não ficamos parados e deixamos tudo como está.
Nós lutamos pela melhora e pela mudança.
Outras professoras simplesmente falam que minha formação será precária, porque a degustação é muito importante para a formação, mas eu penso que aprendendo as técnicas e tendo prática, vou poder usar meus conhecimentos de forma a não prejudicar nenhum animal e trabalhar sem crueldade.
Infelizmente sou a única vegan da minha turma, as pessoas que estudam comigo ainda têm pensamentos conservadores e ultrapassados demais, uma vez uma menina disse que os animais são sujos. Pessoas assim são difíceis de conversar, prefiro não falar nada para alguém com um pensamento desses.
Eu pretendo sempre trabalhar com culinária vegan, e extraindo tudo que acho importante e útil das aulas para usar no meu trabalho. O veganismo é uma causa muito bonita, da qual eu tenho orgulho de pertencer."
