

Viva Lisboa é um blog feito por Helena Fagundes e Gui. Eles contam tudo de esquisito e cool que rola em uma das cidades mais belas do Velho Continente
O Cabaret Maxime é um dos meus lugares favoritos em Lisboa. Aliás, a bem da verdade é que é o lugar (à noite) que eu mais gosto.
Porque é lindo, é vermelho, parece um cenário de filme do David Lynch, tem boa música, bons shows, boa bebida. E porque foi mesmo um cabaret de luxo nos anos 40!





Burlesque...

Jú C4

Youthless / Foto: Ann-Kathrin Anthon

Boas lembranças...
Maxime c'est unique!
No começo de dezembro o CPM22 tocou aqui em Lisboa. O show foi emocionante pros fãs que moram longe da banda. Segundo o guitarrista Luciano, um dos mais legais da turnê Cidade Cinza.
Confira as fotos tiradas pelo Otavio Sousa (também colaborador do Portal) que tá acompanhando a banda na turnê e a rápida entrevista com o Luciano:

Foto: Otavio Sousa
Como surgiu a idéia da tour na Europa?
Luciano: A gente tá com um empresário que nos levou aos EUA em 2007. Nesse ano, rolou ma tour de novo, em junho nos EUA (Miami e Boston), e em dezembro na Europa (Londres e Lisboa).
Qual foi seu show preferido até agora?
Luciano: O show que eu mais gostei até agora foi em Lisboa não sei se foi por causa da língua, mas rolou uma afinidade que não dá pra explicar. Achei que foi mais legal até que o do Japão. No Japão foi divertido, mas em Lisboa rolou uma vibe mais legal. E foi muito bom encontrar os amigos nessa tour!

Foto: Otavio Sousa
Quais os planos daqui pra frente?
Luciano: A gente rompeu com a gravadora (Arsenal/Universal) e estamos com umas músicas novas. Assim que a gente voltar pro Brasil, vamos começar a trampar num disco novo e ver o que acontece, sem a obrigação de assinar com alguma gravadora.

Foto: Otavio Sousa
E, Lú... diz aí o que o Brasil quer saber:
- Se a gente ganha a copa do mundo ou não!

Foto: Otavio Sousa

Foto: Otavio Sousa

Foto: Otavio Sousa
O maior fã do show, prestes a levar um "prestatenção" do segurança

Foto: Otavio Sousa
E a tour continua...
...
O brega, em Portugal se chama pimba. Roberto Carlos influenciou e influencia uma galera, inclusive em além-mar. E o que teria em comum Zé do Caixão, Julio Iglesias com o pimba português e brasileiro? A dupla Tochapestana, auto-intitulados como os últimos românticos.
O som? Imagine um romance psicodélico homenageado no mais barato dos karaokês.

Leia a entrevista exclusiva pro Viva Lisboa:
Quais os ídolos portugueses (pode ser da música, do cinema ou da vida)?
TP: Marco Paulo (o rei dos luso-românticos), Carlos Paião (o mestre da canção), Shegundo Galarza ( o top dos arranjos), José Cid (o Bowie português), Lena D’Água ( a fogosa), António Variações (o rei da modernidade), Heróis do Mar (a super-banda), Capitão Fantasma (os rock n´roll), José Barata Moura (o pai das crianças), Zeca do Rock (o mítico), Duo São Lindas (inacreditável ficção imigrante) Duo Ouro Negro (o início dos duos), Sérgio & Madi (o fim dos duos), José Malhoa (o pai do tecno-pimba), Dino Meira (o melhor compositor popular), conjunto típico Francisco Gouveia (os criadores da comédia musical), Debbie Krystal (a rainha da noite), João César Monteiro (o rei do cinema), o Santo António ( o nosso santinho), o Benfica (o nosso clube), Coluna e Eusébio (os mestres da bola).
E os ídolos brasileiros?
TP: Rei Roberto, Rei Reginaldo, Sidney Magal, Márcio Ivens, António Marcos, Nelson Ned, Rogério Sganzerla, Zé do Caixão, Os Mutantes e Rita Lee
O que é Lisboa?
Pestana: Lisboa é uma ideia musical à beira-rio. Lugar para ver o nascer e o pôr do sol agarradinho. Porto de partida, porto de aventuras, entre o Cáis do Sodré e Saigão. Lugar para entregar o coração e esquecer a razão.
Tocha: Lisboa é terra absurda que ainda deveria pertencer ao mouros ou aos piratas, mas agora já é tarde demais. Cantamos que Lisboa é boa, que Lisboa voa mas não sabemos ainda se é inteiramente verdade.
Qual a idéia da música "Plástico"?
Pestana: “O plásticu é fantásticu e dura sempre muito mais do que tu!”(em brasileiro é “você” mas já não rima tão bem) – portanto, o plástico é como o amor eterno.
Confira a performance de "Plástico", ao vivo no Cabaret Maxime
Tocha: É a nossa música mais ambiental. Dizemos: “recicla o teu amor.”
Qual foi o melhor concerto de vocês até agora (o mais divertido, absurdo ou algo assim?)
TP: Foram três: Festa de Santo António 2008 nas ruas de Lisboa: no meio de um stage diving e de um crowd-surf, entre o fumo apocalíptico de sardinhas e bifanas, ficou o cheiro de uma noite total de entrega, suor e furor / Bar Finalmente 2005: fizemos um playback de 8 minutos durante um show de travestis, abençoados pela divina rainha Debbie Krystal. / Concentração Motard de Faro 2009: entre o cabedal e os machos, as motas e o strip-tease, arriscámos tudo e guardámos a pele. Foi o nosso show 100 à hora, em turbo-total.

O duo na festa de lançamento da Vice Magazine
Como surgiu a banda?
TP: A banda surgiu durante uma festa de circo dentro duma balança de vacas em Alcobaça, uma terra sem importância para o assunto. Surgiu porque um dia tinha de ser, não havia maneira de fugir ao assunto. O Amor é connosco.
Quem é o Tocha e quem é o Pestana?
O Tocha (voz, textos e efeitos) é o Amor-Turbo-Saudosista e o Pestana (guitarra, beats e hits) é o Lazer-Intelectual-Futurista. Juntos são o contraste e o encontro. O Passado imita-nos. Tocha e Pestana ainda são solteiros, entre o romantismo da canção e o punk da acção. O matrimónio é com o nosso público.
...
E terminamos com mais um vídeo, "Lisboa" (atentem para a coreografia):
Ainda em outubro (ando sem internet, daí a demora), rolou o lançamento da Vice Magazine em Portugal. Pra quem ainda não sabe ou não viu a revista insólita, vale procurar uma a seu alcance ou visitar o blog aqui no portal.

Para uma revista inusitada, a festa de lançamento não podia ser num lugar comum. No Porto, a festa foi numa espécie de gafieira, "Arrasta O Pé".

Placa na entrada do Arrasta O Pé

O cartaz da festa, que teve DJs e bandas de Portugal e da Inglaterra

Como toda boa festa, só tenho uma foto panorâmica do começo... Depois nem pensei em registrar mais nada.
Uma das bandas que tocou foi o duo Tochapestana, que faz um eletro brega (aqui se diz pimba), num clima meio rock com Sidney Magal num karaokê barato. Engraçadíssimo. Vale a pena conferir o myspace (no link acima).

Tochapestana (PT)
Tocou também o Youthless, que eu já falei aqui outras vezes. Foi um daqueles shows bons e intensos, em que tem tudo pra dar errado (problemas técnicos) e no fim dá a volta por cima e arrasa tudo.

Youthless (PT)

Youthless (PT)
(Foto: Ann-Kathrin Anthon)

Toquei o teclado midi em três músicas, no show do Youthless
(Foto: Ann-Kathrin Anthon)
A banda que fechou a noite foi o Man Like Me, do Reino Unido, que mistura alguma coisa de Blur, com Beastie Boys, com um clipe que parece coisa do Madness ("Single Dad") e mais qualquer toque cool. Assim, casualmente bem bom.

Man Like Me (UK)

Man Like Me (UK)
Só digo isso: a festa foi bem divertida e estranha, como a própria Vice. Viva.
Foi graças à dica de um mexicano que vivia em Lisboa, que fomos parar no show do Silverio, sensação na cena eletro underground da Cidade do México. Foi no Frágil, balada ótima que fica no Bairro Alto.
Usando um sampler old school, Silverio vai sobrepondo camadas de batidas eletrônicas, enquanto solta "hay que se ter elegancia!" e se despe aos poucos do seu terno vermelho cintilante.
Silverio num programa de TV da Holanda, em março desse ano

O performer Silverio em Lisboa

O show vai virando uma babilônia freak, agora com o próprio só de cueca puída também vermelha, subindo nos postes, pulando em cima de todo mundo (eu quase perdi a câmera), beijando quem topar, gritando "cabróóóóóns!!!!" e urrando uma frase ou outra entre o som cada vez bombando mais. Muito, muito, muito divertido.

Bebendo com classe

Galanteando una chica

Yepa! É disso que o povo gosta!

Não basta dançar, tem que participar (ou carregar)

Agora fiquem com o clipe cult trash sensacional de "Yepa Yepa Yepa" (2002):
"Y tu, no bailas?"
