

Viva o Vinil! é um blog de curiosidades e notícias, onde o jornalista Daniel Vaughan e os fãs descrevem a paixão pelo eterno vinil. Vamos unir todos os amantes de vinil, compacto, bolachão, disco, LP... Acompanhe: Orkut e Twitter
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American VI: Ain't No Grave é o último lançamento póstumo do ícone Johnny Cash, morto em 2003.
O disco de gravações inéditas faz parte da série American Recordings e, como aconteceu com os cinco álbuns anteriores, American VI foi produzido por Rick Rubin (Slayer, Black Crowes, Beastie Boys e outros).
Quando Cash terminou o disco já estava com a saúde debilitada, mas se depender dessa primeira música (abaixo), a qualidade do material é incrível.
Quer garantir seu vinil? Procure na Amazon ou em outra loja virtual e encomende o bolachão de alta qualidade. O CD será lançado em fevereiro e o LP em março.

Johnny Cash
American VI: Ain't No Grave
American Recordings
Lançamento:
CD - 23.02.2010
Vinil - 09.03. 2010
1.Ain’t No Grave (Johnny Cash)
2.Redemption Day (Sheryl Crow)
3.For The Good Times (Kris Kristofferson)
4.I Corinthians 15:55 (Johnny Cash)
5.Where I’m Bound (Tom Paxton)
6.Satisfied Mind (J.H. Red hayes, Jack Rhodes)
7.It Don’t Hurt Anymore (Don Robertson and Jack Rollins)
8.Cool Water (Bob Nolan)
9.Last Night I Had the Strangest Dream (Ed McCurdy)
10.Aloha Oe (Queen Lili’uokalani)
Ouça: "Ain’t No Grave"

Em 1975, o ícone do rock Lou Reed lançava seu disco, diga-mos, mais esquisito. O álbum experimental Metal Machine Music rachou o crânio da música pop com muitos ruídos no lugar das melodias e vocais. Mas se na época ele não foi bem aceito, hoje é apontado por muitos críticos musicais como um dos percussores da música industrial.
Para comemorar a "máquina do barulho", o cantor está vendendo no seu site oficial uma versão remasterizada nos formatos vinil, DVD e Blu-ray. E em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", o ex-Velvet Underground ainda recomenda que os ouvintes comprem um novo toca-discos para apreciá-lo corretamente. "Eu mesmo já comprei um Linn para celebrar este grande som", disse.

Ah, o cantor ainda pretende fazer uma turnê para celebrar a barulheira: em abril, Reed sairá pelo Reino Unido e Europa com seu Trio Metal Machine.
Histórico.
Se você esperava ansiosamente por esta notícia, pode se animar. A Polysom, única fábrica de vinil da América latina, voltou a funcionar.
Desativada desde outubro de 2007, a Polysom foi comprada no começo de 2009 pelos proprietários da Deckdisc – os produtores Rafa Ramos (foto) e seu pai João Augusto. Desde então eles promoveram uma verdadeira empreitada em prol dos bolachões e, diga-se de passagem, da cultura nacional. A fábrica fica localizada no prédio de Areia Branca, bairro do município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro.
Eles administraram uma reforma geral no lugar, com máquinas novas, profissionais, pesquisas na Europa. Ou seja, os sócios fizeram de tudo para reabrir a fábrica de uma maneira completamente digna, com qualidade equivalente aos fabricantes gringos. Lembrando: apesar da compra, a Polysom é uma empresa e a Deckdisc é outra.

Bem, finalmente a fábrica será reinaugurada. E, saiba, ela já está recebendo pedidos de todos os tipos e tamanhos. O Viva o Vinil! conversou com um dos donos, Rafa Ramos, para saber mais detalhes. Leia e comemore!
Viva o Vinil! – Quais serão os primeiros vinis lançados pela Polysom?
Rafa Ramos – Fizemos quatro títulos da Deckdisc: Cachorro Grande (Cinema), Pitty (Chiaroscuro), Nação Zumbi (Fome de Tudo) e Fernanda Takai (Onde Brilhem Os Olhos Seus). Eles serão lançados no início de fevereiro.
O que eles trazem de diferente do CD?
São edições chiquérrimas! Até porque a gente sabe que quem gosta de vinil gosta de qualidade, de um encarte bonito e tal. O encarte do vinil da Cachorro Grande é maravilhoso! É um livro.
E quais são as primeiras encomendas?
Desde dezembro de 2009 a Polysom tem recebido vários pedidos. Por exemplo, muitos títulos de várias gravadoras grandes, como EMI, Universal e Sony. Os independentes também, como é o caso do Tor (cantor da banda punk Zumbis do Espaço e que tem um trabalho solo de country). E tem muita gente fazendo orçamento.
Tem alguma encomenda de fora do Brasil?
Sim, por enquanto, da Argentina e Chile. DJs e bandas.
Você tem mais algum projeto em vista?
A Deckdisc está encubando um selo, ainda sem nome, que irá lançar compactos de bandas novas. Quero lançar singles em vinil e para download. E o primeiro lançamento será um split com músicas inéditas do Mukeka di Rato e Dead Fish. Tudo indica que teremos isso em março ou maio desse ano.
Orçamentos e encomendas: comercial@polysom.com.br
Twitter da Polysom: @polysom

Hoje estou postando mais uma dica de clipes que têm a ver com vinil. É o incrível clipe "Honey", da cantora Erykah Badu. O vídeo faz parte do disco New Amerykah, Pt. 1: 4th World War (2008) e, além de ser totalmente ambientado dentro do universo dos bolachões, traz várias referências da música negra mundial. Entre eles, Eric B. & Rakim (Paid in Full), Nas (Illmatic), De La Soul (3 Feet High and Rising), Funkadelic (Maggot Brain), The Ohio Players (Honey), Grace Jones (Nightclubbing) e outros bambas.
Assista!
Obs.: Agora, olhem essa versão 12 polegadas do single "Healer" (do mesmo disco citado). Classe!


CONHEÇA TAMBÉM O COLETIVO MTV

Segundo uma matéria publicada no mashable.com, em 2009, não só as vendas de música digital nos EUA aumentaram como também as de vinil.
A julgar pelos resultados de um recente relatório da Nielsen SoundScan, as vendas subiram 2,1% em 2009 (a partir de 2008), com os consumidores adquirindo 1,16 milhões de faixas digitais e 76,4 milhões de álbuns digitais. Ou seja, 40% de todas as compras de música do ano passado foram digitais.
E a maioria dos artistas que mais venderam sinalizam a tendência das sensações da Internet: Michael Jackson, Taylor Swift, Beatles, Lady GaGa e Susan Boyle.
Agora o vinil! Além do crescente mercado de música digital, o recorde de vendas também aumentou 33% no ano passado. E 2,5 milhões de registros indicam os entusiastas do bolachão.
É isso aí, não me canso de dizer, o vinil faz parte do futuro da música.



