

Viva o Vinil! é um blog de curiosidades e notícias, onde o jornalista Daniel Vaughan e os fãs descrevem a paixão pelo eterno vinil. Vamos unir todos os amantes de vinil, compacto, bolachão, disco, LP... Acompanhe: Orkut e Twitter

Quando as músicas são escolhidas pelo artista que você gosta, são divididas no vinil em Lado A e Lado B, e tem uma ordem bem definida de faixas. Isso tem sentindo, tem ritmo e com certeza a idéia é provocar um sentimento. É aí que a ordem dos fatores altera o produto: imaginem o lado B do Abbey Road de uma forma diferente; eu mesmo já tentei e não consegui.
Músicas famosas, singles e hits estão espalhados pelos lados dos álbuns sem uma regra nem uma fórmula mágica. Porém, se você ouve um vinil da primeira música do lado A até a última do Lado B, percebe o ritmo do álbum e da banda, num conjunto que faz o nome do disco ter sentido e ficar marcado, mas não datado.
A graça de abrir o encarte enquanto a agulha rola a música é de saber quem são “os caras que fazem o som”, de um onde o maluco tirou a arte da capa, ler as letras, sacar onde está o som de baixo, colado com o bumbo da bateria, ver como os artistas estão fotografados, ver que em “Ben” Michael tinha uma bike maneira e era Black Total. Isso vale e é bom!
É lógico que a música é mais importante do que vinil, Cd, Mp3, iPhone e sei lá mais o quê; sua presença numa boa sequência e andamento, com uma capa massa, e, por que não?, com uma galera a fim e bebidas para acompanhar. Isso tudo vira um novo som, um novo ouvido musical... mesmo gostando mais do Lado B que do Lado A, nós gostamos de música e fazemos o som junto com o vinil, desse jeito, no ritmo, até o ultimo Fade do Lado B... diz ae.
Texto: Pepe, baixista do Tomada
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